80 comentários

  1. parece que tem um doc bom vindo por aí: ‘A Glitch in the Matrix’.

  2. Alguma sugestão de utilização para um iPad retina encalhado no iOS 9.3.5, além de leitor de ebooks e joguinhos básicos?
    A maioria dos aplicativos não atualiza mais e a navegação nos sites modernos já está meio sofrível (o Manual é uma exceção!).

    1. – Usar como GPS no carro (a tela grande acho que ajudaria, não?). Não sei se o Waze funciona nele, mas se funcionar, talvez será uma grande ajuda.

      – Ver vídeos em casa

      – Tentar um hack para colocar um iOS modificado (e dar alguma sobrevida)

      – Usar para ter uma conta reserva do Telegram / Signal, ou se possível usa-lo com a mesma conta para ter uma tela maior.

      – Controle remoto do PC/Note (se tiver app possível para isso também). Talvez isso ajudaria a navegar em sites modernos, dado que usaria como base um PC atualizado.

      1. Boas dicas, obrigado! Pra você sentir o drama:
        O Waze tenho que ver se baixa, desconfio que não. De qq forma, esse iPad não tem GPS e não é 3G, então teria que parear o celular. É uma alternativa, “se” o Waze instalar.
        O caminho do jailbreak eu já tentei, deu um trampo descomunal e no fim das contas não tinha grandes vantagens nas lojas alternativas. Voltei para o stock.
        Telegram é uma idea, se não tiver app, talvez na versão web.
        Pra acesso remoto eu tinha configurado, mas depois da formatação acho que não consegui baixar o app novamente.
        Também tentei como colocar como monitor auxiliar no PC, mas ficou com muito lag.
        Hoje seu principal uso é jogar WordsByPost e navegação leve.
        Entrar no site do YouTube é frustrante, dada a lentidão, e o app não baixa mais.
        Tudo bem que ele já se pagou, mas está em perfeito estado e é uma pena não conseguir dar um uso mais consistente.

        1. Uma pena que o jailbreak não tenha ajudado muito, nos Androids sem atualização é a única alternativa viável.

  3. Quem lida com psicologia acho que pode falar melhor.

    Eu estava aqui pensando um pouco sobre esta questão das comunidades online que se autodeclaram “autistas” ou “retardados” (a reportagem sobre WallStreetBets – que acho que vale para outras comunidades, inclusive a de comentaristas alvo da última reportagem do Ghedin).

    Apesar de eu ter já uns 8/9 anos de terapia, ainda não tenho a clareza destas situações: de como definir se a pessoa tem autismo ou algo correlacionado (Asperger por exemplo). Apesar de que em um pré-diagnostico, já me apontaram Asperger.

    Noto que o padrão nestas comunidades onde as pessoas se autodeclaram “Ogras”, e por consequência assumem a violência verbal que praticam, é meio que uma espécie de “destrato” que elas esperam que quem entra na comunidade deles seja vencido e assim bem recebido na comunidade deles.

    Nisso me veio uma teoria em mente: pode ser que quando estas pessoas começaram a participar de meios online, também foram destratadas. E viram que tal mecanismo pode servir para eles se protegerem de acusações (ah, sou violento assim mesmo “porque sou doido” e que se dane) quanto para se identificarem como parte de um grupo. Algo próximo a isso seria relacionado ao que a BBC mostrou em uma reportagem recente sobre os invasores do capitólio.

    Talvez isso tenha a haver com justamente uma ausência em analisar de forma preventiva como eles psicologicamente agem. Os anos 80/90 estávamos começando a dar um pouco mais de valor para a saúde mental, mas talvez não imaginávamos que poderíamos precisar de ter sido analisados naquela época.

    Claro que isso é apenas uma alegoria e parte de um problema maior, cultural, relacionado a como sociedade lidamos uns com os outros – entender e esperar ser entendido pelo outro. Mas talvez penso que para evitar novas adições a grupos de comunicação violentos -desde um grupo “de zoeira” até um grupo de “extrema-direita”-, monitorar de forma psicológica e analisar formas de criar conversões poderiam evitar estas coisas.

    perdão qualquer coisa.

    1. Longe de ser psicólogo, sou um mero professor de graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas que tem alguns perfis diferentes em suas turmas. De algo no espectro do autismo a déficit de atenção, e o tradicional “nerd” introvertido.
      É difícil dizer o que é “normal” e o que você coloca em relação à saúde mental é algo que considero extremamente útil para todos, independentemente da caixinha onde tentamos encaixar cada pessoa (clínica ou empiricamente). Principalmente hoje em dia, em que a Internet facilmente amplifica sentimentos de inadequação e ansiedade.
      Em relação às comunidades que se rotulam “autistas”, “ogras”, “bipolares” e etc, acho que temos mais de uma realidade. Há pessoas que podem estar tentando encontrar um refúgio ali, já que naturalmente buscamos pelos iguais. Mas há também pessoas que querem chamar a atenção de alguma maneira, talvez por problemas ou carências de outra natureza.
      Já vi muita gente postando uma reclamação qualquer e justificando “hoje acordei meio bipolar/depressivo/etc”. Essa pessoa muitas vezes não tem a menor ideia do inferno que é de fato ser bipolar ou enfrentar uma depressão, do que isso faz com a vida de um ser humano. Não é que essa pessoa não precise de atenção – ali tem um grito de socorro escondido – mas infelizmente ficou meio “cult” se declarar com esse tipo de problema, o que acaba diminuindo um pouco a percepção da verdadeira gravidade do assunto. Enfim, é o ego da pessoa se manifestando de alguma forma.
      Alie isso ao preconceito de que quem procura psicólogo/psicanalista/psiquiatra é “louco” e temos a receita para a pessoa ficar sofrendo e se enfiando nesses lugares, em vez de procurar ajuda profissional.
      Sei que não é bem o que você comentou, mas é a minha visão mais geral sobre o assunto.

      1. Está na linha do comentário. Perfeito. Obrigado pela resposta. :)

  4. Eu ainda não joguei o Stardew Valley (tenho uma regra que não pago mais de 20 reais em um jogo, 30 se for AAA). Mas como recomendação posso dar aqui o Frostpunk e o This War of Mine, ambos da 11bit studio. Renderam bastante aqui pra mim e ambos rodam suave no linux via steam/proton (na verdade nem tenho certeza se precisam)

    1. Interessante! Tenho uma regra parecida! :)

      Descobri o Portal ano passado e agora estou terminando o Portal 2.
      Tenho o This War of Mine na minha biblioteca do Steam, então pelo jeito será o próximo jogo que irei encarar no PC.

  5. Facebook foi tirado do ar em Mianmar – para quem não sabe, um golpe de estado está sem curso no pequeno país. Mas não pelos motivos que usualmente acharíamos que ele foi tirado do ar, e sim por uma conjunção de fatores que fazem com que a rede social seja o principal meio de acesso à internet no país (alguns consideram que o Facebook é a internet em Mianmar).

    Bizarra essa relação dos moradores de lá com o Facebook, mas, ela me lembrou bastante a relação de muitas pessoas que eu conheço, normalmente mais velhas, com o Whatsapp.

    xXx

    “É comum se ouvir em Mianmar 🇲🇲 que o Facebook é “sinônimo de internet”, então, quando os militares pediram que ele fosse bloqueado por uma questão de “estabilidade”, isso preocupou o país.

    A rede social é a principal fonte de informações e notícias no país, onde as empresas operam e as autoridades divulgam informações vitais.

    Até meados dos anos 2000, a maioria das pessoas não tinha acesso à internet ou a telefones celulares. O mercado começou a ser aberto em 2011 e, em 2014, duas empresas de telecomunicações receberam permissão para entrar no país.

    Foi a primeira vez que muitos tiveram acesso a qualquer tipo de telecomunicação, e isso levou a uma rápida adoção de celulares, à medida que os preços despencavam.

    O Facebook entrou no país em 2010 e, inicialmente permitiu, que seu aplicativo fosse usado sem cobrança de dados, por isso ganhou popularidade rapidamente. Também vinha pré-instalado nos telefones. Hoje é usado por mais da metade da população do país, cerca de 54 milhões de pessoas.

    Após o golpe militar de 1º de fevereiro muitos usuários mudaram suas fotos de perfil para mostrar apoio ao partido político da líder civil deposta, Aung San Suu Kyi. Dada a sua história (no mínimo delicada) no país, existe um sentimento de que o Facebook tem a obrigação de proteger os direitos humanos e a liberdade de expressão.”

    Do GeoPocket > https://www.instagram.com/p/CK7N-axn8ZW/?utm_source=ig_web_copy_link

  6. Cara, como pode o site do Ministério da Saúde ser invadido tantas vezes, estão tão defasados assim? Provavelmente outros sites do governo federal também tenham o mesmo problema de falta de segurança, o que é lamentável.
    Ao que parece, aqui no Brasil a segurança da informação não tem a atenção necessária, apesar de vir melhorando esse aspecto ao passar dos anos… :/

    1. Eu ia fazer um comentário parecido, mas estava cismado. O ponto não é nem só federal – mas em todos os entes brasileiros – incluso estadual e municipal.

      Não sei se é impressão minha. Quem é da área pode falar melhor – e não duvido que tenha rolado discussões até no telegram do MdU sobre.

      Mas penso assim: o mal é que a área de informática ainda é meio maltratada pelos governos. Ao invés de uma contratação de um quadro técnico ou até criar uma cultura de “open source” que permita que possa ser auxiliado pela população e criado camadas de segurança por pessoas que se dedicam a isso, no final os serviços de informática são ou terceirizados ou licitados de forma a não ser técnico.

      Já atendi órgãos públicos, mas de forma informal – até me voluntariando e não ganhando dinheiro para isso em um caso.

      Apesar de existir práticas a serem seguidas, muitas vezes não o é. Não tem monitoria plena e os profissionais a serviço só fazem o básico, ao invés de pensarem em formas mais eficientes de trabalho.

      Muitos sistemas ainda são “legados” também, seja por costume de uso ou falta de interesse em renova-los.

      Falta em partes também algum empenho dos próprios funcionários que usam em expor estes problemas, mas é aquela coisa – o risco de expor isso e ser demitido é alto.

      1. (Acho que foi o Pilotti que uma vez falou que tinha projetos bem feitos de sistemas open-source em vários níveis governamentais, mas que foram abandonados aos poucos. Rio Grande do Sul é um dos Estados que dá ênfase a este tipo de sistema).

        1. Uma vez li que a cidade de Barcelona estava investindo em software opensource e o lema era: “dinheiro público, software público”.

        2. Dava.

          Desde que o PT saiu do poder eles migraram de volta pro Windows/MS.

          Fato bizarro: a propaganda do governo Sartori (anterior ao atual) quando migrou do Linux pro Windows disse que “era hora de varrer os comunistas do governo” e colocava o pinguim do Linux com uma boina do Che.

          1. Yep. RIP FISL.
            Fui numa edição e tenho até uma foto com Jon Maddog

  7. Tem horas que me pergunto onde posso achar um espaço confiável para compartilhar fotos e gerar boas conversas sobre.

    Instagram não conta pois o molde dele é feito mais para atenção as fotos – e claro, o fator Zuckerberg.

    O antigo fotolog tinha disso. Mas pereceu. Flickr e outro também são mais para fotos.

    Twitter até da, mas sinto que não gira tanto assunto lá.

    Só uma ideia boba que passou pela cabeça e resolvi trazer aqui.

        1. A versão paga é pra poder utilizar presets de filtros teoricamente melhores. Eu tenho perfil lá, mas acaba sendo uma espécie Telegram, ou Signal das redes de fotos. De conhecidos, tem eu e eu mesmo. Me parece ser um lugar bacana pra ir colocar somente as melhores fotos. Numa viagem de férias, são dezenas de fotos, mas boas mesmo, só algumas poucas. Dá pra usar a antiga lógica dos filmes, e subir pra lá só as 12, 24, ou 36 melhores “poses”.

      1. Respondendo a ti e ao Felipe: o VSCO serve ao Apple. Tenho um Nexus 4 5.0

          1. Não coloquei Android modificado no meu Nexus (5.0) pq fico com receio. Obrigado por esclarecer.

            (Se bem que por um tempo fiquei comprando Nexus usados para poder aproveitar as peças. Talvez eu monte um segundo para jogar uma ROM alternativa, mas bem, só quando tiver condições)

      1. Interessante, se bem que soa muito “modernoso” (péssimo adjetivo, diga-se de passagem. Soa preconceituoso… ow droga, isso que dá tomar um alcóolico e vir para os comentários… dsclp).

        1. então, não tenho embasamento para opinar sobre, mesmo pq, eu não uso, só lembrei dele depois de ver uma foto no flickr (e se eu não me engano, o Ghedin já comentou sobre)

  8. Acho que finalmente uma matéria ultrapassará a barreira em número de comentários do Post Livre.
    Você previa tamanha repercussão, @Ghedin?

    1. vai passar mesmo.

      aliás, curti muito a matéria

      e fui no site e no último post eles estão comentando também sobre isso

      1. Acho que o maior mérito no Ghedin na matéria foi não ter tido medo do que o MdU poderia se tornar depois de “falar mal” do exército de liberais incels do Giz. Ele viu a piscina de merda e deu um ponto. Admiro pessoas assim (principalmente porque entendo que um site que cobre tecnologia acaba tendo que lidar com pessoas que acham os textos do 1/2 bit e os comentários do Giz sensatos).

        Por outro lado, eu li a matéria e os comentários e fiquei me perguntando: vale a pena se expor desse modo e inflar o ego de uma quantidade absurda desse tipo de gente?

        Só o tempo dirá, como diria o profeta.

        1. Calculei esse possível desfecho. Tentei fazer um registro, o mais neutro possível, de um episódio emblemático de uma era do jornalismo de tecnologia do Brasil. É importante manter essa memória.

          1. Precisa do registro, claro, até pra servir como exemplo de como não se portar numa comunidade ou mesmo de como não moderar uma sessão de comentários. Várias vezes vi o Gizmodo BR ser usado como exemplo extremo do que ocorre quando a moderação falha.

        2. Tão bom acompanhar o dígito de QI de quem usa o subterfúgio das nomeclaturas e apelidos pra tentar lacrar… é engraçado.

        3. Na minha opinião, vale e muito, Paulo. Como o Ghedin falou aqui, a saga do Gizmodo foi um episódio emblemático do jornalismo de tecnologia no Brasil. E, puxando um pouco o saco, foi o melhor texto do Ghedin que já li até hoje. Vou até fazer upgrade da minha assinatura do Manual quando a fatura do cartão virar.

          Com relação ao seu receio do que o MdU pode virar depois daquela reportagem, vou te falar que sempre pensei o mesmo desde quando comecei a comentar aqui. Vou além e me pergunto: Por que o Post Livre mantém um padrão de qualidade e o Gizmodo morreu?

          O PL e o ODZ são totalmente opostos na postura e discurso, mas no fim, são a mesma coisa: Pessoas trocando ideia sobre aleatoriedades. O que muda é o ambiente de cada site e a cultura dos que frequentam. O que melhor exemplifica meu ponto é a Teoria das Janelas Quebradas (vale a pesquisa se vocês não conhecerem). Vem comigo que eu explico.

          Acompanho o Giz desde os tempos do Ghedin, Burgos e cia. Os debates, assim como os textos, eram impecáveis. Nessa época o site era minha primeira aba todo dia com um cafezinho, e imagino que era de muitos aqui também. As janelas eram bem cuidadas, e quem frequentava o espaço cuidava também.

          Depois veio a compra pelo UOL e a saída do Ghedin e cia. Tretas à parte, machismo e etc., é inegável que a qualidade do site caiu MUITO.
          Cada vez mais matérias requentadas mal traduzidas, pouco foco em tecnologia BR, interação editor-leitor quase nula… Basicamente todas as críticas que o ODZ faz – que são válidas, independente da voz que critica. Aqui o espaço começou a ficar sucateado, e os “vândalos” começaram a aparecer e quebrar as janelas. Desordem gera desordem, esse é o core da teoria.

          Foi nesse ponto que dropei o site e só voltei esporadicamente na gestão do Guilherme. Notei uma melhora legal no conteúdo, que voltou a ter matérias mais autorais e bem escritas, e na interação do Guilherme com os leitores. A zeladoria começou a arrumar as janelas quebradas e o negócio começou a melhorar, mas infelizmente o estrago já estava feito. Só acompanhei a historia até aqui, o resto até o fechamento total dos comentários não tenho propriedade pra comentar.

          Traçados os paralelos do Gizmodo com a teoria, volto com a pergunta que fiz lá em cima: Por que o Post Livre não virou um Gizmodo?
          Simples: O Ghedin e seu time cuidam das janelas.

          O MdU desde o início tem matérias sensacionais, onde você percebe a dedicação do Ghedin, Guilherme, Andressa, Emily e tantos outros que já passaram por aqui em cada parágrafo. Várias reportagens ganham projeção nacional, como a da saída da Xiaomi no Brasil. A interação dele conosco – e com todos vocês – é constante num nível que me sinto num círculo de amigos aqui (aliás, esse é o único lugar onde comento ativamente usando meu nome e foto reais, porque posso ficar à vontade).

          E outra: O pessoal do ODZ já apareceu no Manual em outras ocasiões e a discussão foi, em sua maioria, civilizada, com todos nós sentando na mesma mesa e batendo papo numa boa. O próprio MalcriadoRJ deu as caras e apresentou seu ponto de vista sobre o ocorrido no Giz. Eles mesmos elogiam pra caramba o conteúdo do site. Concordo que os caras pesam a mão no discurso e na postura e isso deve ser criticado, mas nós somos comentaristas de portal iguais a eles. Não estamos em posição de reduzi-los a “esse tipo de gente”.

          O que aconteceu com o Gizmodo, repito, foi um episódio emblemático e serve para olharmos para o futuro, também. A derrocada do Giz foi potencializada por um discurso muito parecido com o seu e de outros que acompanho aqui.

          O ODZ não surgiu do nada. Ele foi um monstro criado e alimentado por um discurso prepotente, de gente que não descia do salto e jogava a sujeira pra baixo do tapete em vez de limpar a casa para as visitas e recebê-las de porta aberta. Isso eu tiro o chapéu pro Ghedin, que botou a cara a tapa escrevendo a matéria de forma neutra ouvindo os pontos de vista dos 2 lados. Tanto que rendeu vários elogios até dos seus “alvos”, digamos assim.

          Pegando o caso do Meio Bit como exemplo: Já notei por aqui o asco que rola com o site por causa, com razão, do Cardoso. Mas isso justifica o ódio por todo o site e seu conteúdo? Estamos certos em desmerecer nesse bolo o trabalho do Dori, do Gilson, do Nick e do próprio Ghedin quando passou por lá? Será que estamos tão distantes assim (em suas devidas proporções) do mesmo discurso que fez da vida da Nadiajda um inferno?

          Pra finalizar porque nunca escrevi um texto tão grande na internet, “só o tempo dirá” o que vai ser desse espaço. Vi o site desde o começo crescer e aparecer, e acredito que vai ser algo pra melhor por conta de tudo que falei acima. E claro, se existir espaço para reflexão e guardamos na memória o que aconteceu com o colega do lado para não sermos os próximos, coisa que sei que todos temos a capacidade de fazer.

          1. Obrigado, Pierre.

            O ponto do Meio Bit é possível fazer um paralelo com o que você falou sobre a comunidade dos comentaristas. Há sujeira por baixo do tapete do Meio Bit.

            Como já falado por uns, os textos do Meio Bit carregam um tom de acidez que incomoda. Isso devido justamente ao jeito que o Cardoso gerou a forma de escrita e isso se replicou no estilo do site. Gerou-se uma bolha.

            De fato, isso gera um preconceito ao site também – isso falo admitindo o meu. E corrigir preconceitos é meio difícil.

          2. Obrigado pierre, tão bom ver quando terceiros expressam o que trouxemos tantas vezes de tantas e variadas formas e é bem visto.

          3. Fazia quase uma década, provavelmente desde os meus tempos de Instituto Mises, que eu não lia alguém evocar a “teoria das janelas quebradas”. Não acho que ela sequer seja válida – a ideia de que desordem gera desordem é demasiada foucaltiana pra mim; a premissa de “vigiar e punir” não parece ser o caminho correto – como discussão social a que se propõe; mas entendo o seu ponto, ainda que discorde dele.

            Meu receio segue, contudo, porque por mais que seja capaz de ocorrer uma pesada moderação, se a “onda” é muito grande, o moderador morre afogado – isso é falado na matéria do Ghedin inclusive, sobre como os editores tinham que ser moderadores de conteúdo também – e eventualmente o espaço é saqueado.

            Sobre o 1/2 bit: a questão é bem mais profunda. Não sei quanto tempo faz que você comenta por aqui ou lê os comentários, mas na época que a Emily estava à frente do MdU o Nick veio aqui, falou uma merda qualquer e foi questionado – creio que pelo Gabriel – e não aceitou. Mais do que isso, jogou o perfil pro Cardoso atacar. Ainda, o Ghedin contou no post do Giz sobre a ocasião que ele falou com o Nick sobre uma questão problemática que tinha rolado no site e o Nick simplesmente ignorou. Tenho certeza que se o problema do 1/2 bit fosse apenas o Cardoso ninguém daria muita bola. O problema – pra mim, não sei pros outros leitores daqui – é que o 1/2 bit e o método Cardoso moldam muita cabeça jovem por aí com o discurso passivo-agressivo dele, com o ódio por minorias e, principalmente, com a incapacidade social dele. Eu acho isso danoso, logo, eu não acompanho o site e faço propaganda contrária.

          4. Te respondendo por aqui @Paulo:

            Tranquilo, um debate nunca acontece sem pontos de vista opostos. Se pensássemos igual, seria um monólogo.

            Com relação ao que você apontou sobre o Meio Bit, fiquei surpreso. Dei uma distanciada do site por motivos pessoais na época da Emily e não sabia dessa atitude do Nick. Parece que ele não é tão Nice Guy quanto propagandeia.
            Ainda mantenho minhas ressalvas sobre o conteúdo dos outros editores, mas concordo com você que o buraco é mais embaixo.

          5. @Pierre

            Poizé. Eu defendia ele inclusive. Seguia aquele projeto de 365 músicas e muitas lia ele no Twitter. Depois de alguns problemas mais focados (coisas como opiniões conservadoras demais) eu deixei de seguir, mas ainda dava aquela “passada de pano” pra ele, até mesmo aqui no MdU (pra ele e pro Dori Prata). Depois dessa eu larguei de mão todo mundo do 1/2 bit.

          6. Mas isso justifica o ódio por todo o site e seu conteúdo? Estamos certos em desmerecer nesse bolo o trabalho do Dori, do Gilson, do Nick e do próprio Ghedin quando passou por lá?

            Eu trabalhei lá e tenho desgosto pelo que o site virou. Respeito muitos dos que ainda estão no Meio Bit, mas o veículo é pautado pelo estilo do Cardoso, ou seja, é nocivo e, por isso, não tem o meu respeito. É a mesma coisa que ocorre na Gazeta do Povo: tinha e ainda tem (menos hoje, mas ainda tem) jornalistas sensacionais, mas a direção é ruim e má-intencionada. Todo o respeito e força aos profissionais sérios, que se submetem a isso por N motivos, mas a Gazeta, no geral, é um desserviço à sociedade.

    2. Vou aproveitar este fio.

      A matéria me ajudou a tirar da cabeça algumas teorias da conspiração que eu tinha sobre a seção de comentários.

      – que o Léo (um dos editores chefes de lá) era o tal malcriado.

      – que os caras que estavam lá eram “fakes” controlados por poucas pessoas via Tor Browser (tal como “fazenda de bots”) – e pagos para serem chatos (essa teoria pensei porque sempre vi anúncios de “trabalhe em casa” e associava a isso).
      – que no final era gente manipulada por concorrentes para ser estúpida nós comentários para ir acabando com a audiência do site aos poucos.

      1. A segunda teoria de fato acontecia, Ligeiro. Não era raro um usuário ter 4 ou 5 fakes lá, muitas vezes interagindo todos consigo mesmo.

        Agora, essa teoria do Leo ser o Malcriado me intrigou. Por que você acha isso?

        1. Lembrando que é Teoria da conspiração 😛
          Imaginava que a permissividade ao personagem poderia ser condicionado ao responsável.

          A teoria 2 é possível, mas hoje noto que é mais para falsificar o gado do salnorabo nas redes sociais.

          1. – a primeira teoria não sei te dizer porém acho que não.

            – realmente tinha gente com mais de um fake mas ninguém era pago pra isso.

            – também não tinha mão do concorrente no meio.

            Falo isso referente as figurinhas carimbadas do lugar, na época em que eu comentava no site se depois teve algo disso não sei te dizer, pelo menos não teve dentro do nosso grupo nada assim.

      2. Adoraria ser pago pra ser chato… de graça tá foda.

        Já o Malcriado não é o Léo, se chama R…………SHHHHHhhhhh…

        1. Uma das suas fontes acima confirmou ao menos uma.

          (E já falei, não falei de ti Ghedin, não falei de ti.)

          A teoria dos vários usuários via Tor Browser para mim sempre foi plausível – já pensei em fazer isso (e até devo ter feito em algum momento que queria provocar alguém – só não me lembro bem). Quando alguém tá com ego ferido, fará de tudo para provocar a atenção de alguém, nem que seja fingindo ter alguém que lhe apoie.

          (Ou como já coloquei, pode ser uma forma de aumentar os números de audiência e com isso ajustar os ganhos).

          1. Mas no caso quem tinha mais de um, tinha no máximo mais 1 e não um exército de fakes em diversos navegadores diferentes, até pq é humanamente impossível administrar tudo isso manualmente.

          2. Só me corrigindo e deixando claro: o principal na teoria é o usuário fazer mais de uma conta via diferentes navegadores Tor.

            A contratação pelo site ou inflação de audiência só foi uma consequencia da ideia, não que esta última seja realmente um fato – isso falando do Giz, do MdU, já que conheço ambos e sei do caráter da equipe. (A teoria do Leo só foi uma bobagem pq lembrei do fato que o mesmo falou que tinha feito uma conta simulando ser o “Chorão” do Charlie Brown Junior).

          3. @ Ligeiro

            Um site como o Gizmodo tem milhões de acessos por mês. Não é hipérbole, é literalmente milhões de acessos. Para um esquema desse fazer diferença nos números, teria que ser gigantesco, e se fosse gigantesco, seria caro. E, ainda assim, os anunciantes notariam. Embora role muita fraude em publicidade digital, coisas explícitas são flagradas e punidas.

            Em outras palavras, é inviável e, mesmo que fosse viável, não valeria o risco.

  9. O MdU tem algum lag de publicação dos comentários, ou o Ghedin modera um a um? Pergunta honesta, porque mais de uma vez já cliquei em Publicar, o texto parece não ter ido por ar como se fosse um “sessão expirada”, e tempos depois o conteúdo aparece. Redigi um longo comentário no post sobre os Comentários do Gizmodo e para evitar problemas e perder tudo, dei um ctrl+c no texto antes de submeter. Recebi um aviso “ei, vc está comentando rápido demais”, como se eu fosse um spammer. Achei super esquisito. Voltei pra tela anterior, colei o texto e tentei novamente. Não tornou a aparecer a mensagem, mas o texto não está publicado lá até agora. É normal isso? Pergunta honesta, não estou querendo intuir nenhuma malícia do sistema.

    1. Acredito que o lag seja de moderação sim, os meus quando comento não aparecem na hora só depois de um tempo.

    2. Os comentários não são moderados previamente. Talvez tenha um atraso decorrente do cache, embora não devesse ocorrer (em tese, o cache renova sempre que um novo comentário é publicado).

      1. Tentei de novo. Aconteceu a mesma coisa. Caso não apareça nada mais lá, vou interpretar como um sinal do universo para que eu não me envolva na discussão, que já está acalorada e eu ainda ia jogar mais lenha. De toda forma, parabéns pela reportagem.

        1. Ah, descobri o que houve: seus comentários naquele post estavam caindo no filtro de spam. Não recebo notificações de spam (seria inviável; foram mais de 20 mil nos últimos 30 dias), então regra geral não fico sabendo de falsos-positivos.

          Liberei seu último comentário. Sempre que notar esse problema (que, de qualquer forma, não deve se repetir), por favor, me avise.

  10. Pessoal que lida com gerenciamento de projetos e atividades: vocês usam alguma ferramenta colaborativa de cronograma que tenha modo de visualização com gráfico de Gantt?

    Aqui na firma (copiando o Montarroios), usamos o toggl, mas aparentemente ele vai mudar a política de preço e talvez fique inviável para equipe.

    1. Usamos o Asana, mas não tem gráfico, infelizmente. Não q eu saiba, pelo menos. Mas na firma sinto falta de algo assim. Talvez outras equipes usem de modo isolado, mas tb não sei…

  11. Estou pensando em iniciar algum jogo estilo “simulação de vida”.
    Tudo começou quando vi os últimos números da Nintendo e o absurdo que Animal Crossing vendeu em menos de 1 ano.
    Encontrei relatos de muitas pessoas dizendo que esse jogo foi uma excelente fuga em tempos de ansiedade e pandemia.
    Não que eu tenha ansiedade, mas fiquei interessado.

    Estou em dúvida em Animal Crossing NH e Stardew Valley.
    Alguém que tenha jogado algum desses (ou os dois) pode me relatar a experiência?

    1. Eu jogo Stardew Valley. É ótimo até chegar o inverno, quando não se pode plantar nada. É tão chato, mas tão chato que estou empacado há meses.

      1. Vc costuma ler a wiki do jogo?
        Esses dias vi que algumas pessoas usam até planilhas para se organizar.
        Achei bem louco e interessante.

        1. não sei se estou desgostando de jogos, mas tentei SV e não curti pq tem MUITA coisa pra fazer (até faz sentido né, mundo aberto), mas essa parada de ter que se planejar todo pra jogar tira um pouco da graça

        2. Bah, não. Aí vira trabalho. Devo ter acessado wiki e tutoriais uma ou duas vezes, para entender alguma dinâmica ou como passar de um desafio. De resto, jogo no free style.

      2. Então, eu uso o “dia” para minerar e também manter um certo estoque de madeira e pedra, o que em outro momentos não da para fazer uma vez que existem outras preocupações na fazenda para serem realizadas (como as plantações). Além disso, isso é completamente passível de se resolver com construindo uma cabana (da para plantar qualquer coisa em qualquer estação).

      3. O inverno é uma época excelente pra desbravar as minas, Ghedin.

        Defini uma meta de descer 5 andares da mina por dia no jogo. Quando cheguei no final, foquei no upgrade da enxada e do regador pra mandar ver nas plantações da primavera.

    2. Parece que animal crossing tem o fator sociabilidade: é a necessidade de interagir para ter tudo. Por isso a galera gosta do jogo.

      Stardew valley só vi dois falando sobre (ghedin e Fábio bracht). Não sei muito sobre.

      Em tempos: jogos tipo “sim city” não seria uma boa?

    3. Nunca joguei, mas sinto q jogos assim me matariam de tédio. Mas qdo vc falou em “simular a vida”, além de jogos de realidade virtual me lembrei do “Everthing”. Não é um simulador de vida, mas ele te permite viver muitas formas de vida (e não vida).

    4. Joguei Stardew Valley por um bom tempo e recomendo bastante. No inicio você sente que não tem tempo para fazer nada e o dia logo acaba, mas aí você vai aprimorando suas ferramentas e vai sobrando tempo para fazer mais coisas.

      Defini uma meta para dar o jogo como concluído e partir para outra coisa ou ficaria jogando infinitamente. Planejo voltar mais pra frente para ajeitar a fazenda e deixar mais organizadinha.

      O Animal Crossing parece ser uma jornada menos solitária pelo multiplayer e eu tenho bastante vontade de experimentar, mas o preço é bem alto.

    5. Stardew Valley sem nem pensar duas vezes. Foi minha válvula de escape no isolamento quando peguei covid.

      Além de ser mais barato, tem MUITA coisa pra fazer e o criador adiciona novos conteúdos com certa frequência. No update mais recente (pra PC, nos consoles dizem que chega ainda esse mês), foi adicionado um tipo de fazenda novo, novas ferramentas de cultivo, umas 3 novas áreas, vários NPCs novos, mecânicas de combate… Enfim, é coisa pra caramba.

      Hoje estou jogando no Xbox One e tô no 3º ano do jogo, já no endgame com bastante coisa liberada e fazendo rios de dinheiro. Tô bem longe, ainda, de descobrir todos os segredos do mundo.

    6. Stardew Valley é um jogo como posso dizer mais “ativo” exige uma interação direta, já o Animal Crossing é um jogo mais “Passivo” você precisa esperar para completar algumas coisas, por exemplo, se você quiser completar a coleção do museu de insetos terá que esperar 1 ano inteiro, pois o jogo usa o sistema de estações real, ou seja quando é verão aqui também é verão no jogo, e o tempo também corre assim, algumas coisas só podem ser feitas de dia, se você joga não tem como jogar de dia não vai ter como fazer.

      1. Me perdi no comentário..
        e algumas coisas só ocorrem em estações e horários específicos.. isso que eu quis dizer.
        No caso do exemplo que estava dando, dos insetos, os mesmos só vão aparecer nas estações adequadas.
        Stardew Valley adota essa mesma abordagem porém dentro do jogo, nada vinculado a vida real. Você tem muito mais coisas ativas pra fazer em stardew valley do que no Animal…

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