Pavel Durov, CEO do Telegram, confirmou nesta sexta (10.jun) que vem aí uma versão paga do aplicativo — e ainda neste mês de junho. Em seu canal, Durov disse que em breve será oferecido um Telegram Premium, com “mais recursos, velocidade e funcionalidades” que a versão gratuita.

O executivo citou, de maneira vaga, alguns dos possíveis recursos aos usuários pagantes: envio de arquivos e documentos grandes, e figurinhas, reações e formatos de mídia exclusivos. Os limites atuais do Telegram — que já são bem generosos — continuarão valendo para quem preferir continuar na versão gratuita. Via @durov/Telegram (em inglês).

Quando um computador se torna obsoleto?

Em junho de 2021, a Microsoft deu um banho de água fria em muita gente no anúncio do Windows 11: a nova versão só seria compatível com computadores que têm o Trusted Platform Module (TPM) 2.0, um módulo de segurança que só se popularizou em processadores e placas-mãe comerciais a partir de 2017.

Um ano depois, na última segunda (6), durante a abertura da WWDC, foi a vez da Apple promover ruptura similar, porém sem especificar o motivo. A próxima versão do seu sistema para computadores, o macOS Ventura, é incompatível com qualquer Mac lançado antes de 2017 — e com alguns lançados em 2017, como o MacBook Air.

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O futuro do trabalho é trabalhar menos? Os experimentos com a semana de quatro dias úteis

Em abril, por uma coincidência de datas, o brasileiro teve duas semanas de quatro dias úteis consecutivas. Dois feriados, um na sexta-feira (15, Páscoa), outro na quinta (21, Tiradentes), deram a todos os trabalhadores um gostinho do que alguns profissionais já têm como rotina e que pode virar uma tendência no mundo corporativo.

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Linux 5.19 será grande para chips ARM

por Cesar Cardoso

O Linux 5.19 será um grande kernel para o mundo ARM.

Como sabemos, o mundo ARM é bem diferente do mundo x86; não apenas porque a ARM Holdings não fabrica chips e apenas licencia e avança a arquitetura, mas também porque existem diversos meios de licenciar a arquitetura ARM; um Amazon Graviton, um Ampere Altra, um Apple Silicon, um Snapdragon, um Dimensity, um Exynos, um Google Tensor, um Rockchip RK, um Freescale i.MX, todos eles são ARM… mas são diferentes (e, em muitos casos, bem diferentes) um do outro.

No kernel Linux, isso se refletia com cada fabricante mandando seus próprios patches para serem suportados pelo upstream; o leitor deve imaginar a situação que isso gerava, de tal modo que o próprio Linus Torvalds pistolou violentamente em 2011.

Corta para o kernel 5.19-rc1, em 2022. Nas notas de lançamento, Linus escreve…

Uma coisa a se notar é que o modo como o antigo kernel genérico ARM funciona (“multiplataforma”) está praticamente pronto depois de mais de dez anos. Parabéns a todos os envolvidos. As plataformas StrongARM permanecem com seus kernels separados e espera-se que continuem assim, mas comparado a onde as coisas estavam uma década atrás, este é um grande passo.

Uma excelente notícia para o suporte mainstream ARM no kernel Linux. Multiplataforma, menos patches feios, menos mantenedores sendo xingados pelo Linus. Um mundo melhor.


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

Eu adoro o meme do iPhone de botão. Ele brinca com a ideia de que os modelos de iPhone com o design antigo, com o botão Home/Touch ID, seriam hoje sinal de pobreza — o oposto do que o iPhone, bem ou mal, ainda representa para muita gente.

Adoro o botão e irei defendê-lo, mas sempre esboço um sorriso (com respeito) quando topo com uma piada de iPhone de botão por aí. Via Terra, Núcleo.

O GitHub anunciou o fim do editor de código Atom. Criado em 2014, ele ficou meio de escanteio nos últimos anos e perdeu espaço, na empresa e entre os usuários, para o Visual Studio Code, da Microsoft — que, lembremos, comprou o GitHub em meados de 2018.

O projeto Atom seguirá ativo até 15 de dezembro deste ano, para dar tempo aos usuários de trocarem e se adaptarem a outro editor. Via GitHub (em inglês).

Post livre #320

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

Países da União Europeia e legisladores do bloco chegaram a um acordo nesta terça (7) a respeito da padronização de cabos de recarga de pequenos eletrônicos.

A partir de 2024, será obrigatório o uso do USB-C no bloco. Isso significa mudanças à Apple, única entre as grandes que ainda não abraçou o USB-C. Se quiser continuar vendendo produtos no Velho Mundo, a empresa terá que aposentar o conector Lightning, que equipa todos os iPhones desde o iPhone 5, além de alguns iPads e outros acessórios, como os AirPods.

Outros detalhes da vindoura lei europeia é a opção ao consumidor de adquirir novos produtos com ou sem um cabo, e a extensão da padronização a notebooks, 40 meses após a legislação entrar em vigor. Via Parlamento Europeu (em inglês).

O iPhone não foi a única linha da Apple a sofrer baixas com os anúncios das novas versões dos sistemas operacionais da casa nesta segunda (6), na abertura da WWDC.

O macOS Ventura não será disponibilizado para vários modelos de MacBook (incluindo o adorado early 2015 que este editor usa) e o Mac Pro “lixeira”, de 2013. Na real, todos os Macs anteriores a 2017 ficaram de fora da nova versão.

Parece que a transição dos chips Intel para os ARM da Apple será mais rápida do que se imaginava.

O caso do watchOS 9 é mais curioso. A versão do Apple Watch mais antiga compatível com ele é a Series 4, de 2018. A Series 3, lançada um ano antes, continua à venda como “modelo de entrada”, o que gera um problema (inédito?) na Apple: a empresa está vendendo um produto oficialmente defasado. Via Apple (2) (em inglês).

Elon Musk e China, uma relação complicada

por Shūmiàn 书面

A saga de Elon Musk na China já teve muitos capítulos e estava na hora de trazermos um resumo. O bilionário é extremamente famoso no país asiático pelos seus empreendimentos e também por ter elogiado políticas chinesas e, recentemente, o trabalho excessivo de funcionários da Tesla no país. Sua empresa ficou notória por ser a primeira montadora estrangeira a ganhar licença para atuar na China, em 2018. O mercado de carros elétricos no país é disputado, com as grandes empresas nacionais e o governo fazendo Musk suar para se manter.

Ele ganhou status de celebridade em território nacional — assim como seu famoso sósia chinês, Yilong Ma. Esta matéria da Sixth Tone conta como Musk e a sua mãe se tornaram ícones na internet chinesa: enquanto ele é mais famoso entre homens da engenharia e indústria que acreditam na ciência para expansão do poder chinês, Maye Musk se tornou uma celebridade de beleza e lifestyle entre mulheres no app Xiaohongshu.

A relação é tão forte que, na época da notícia da possível aquisição do Twitter por Musk, uma série de veículos discutiu se seus vínculos com a China poderiam indicar um possível alinhamento da plataforma com as políticas de Pequim.

Mas a lua de mel também tem momentos complicados. Por exemplo, os satélites da Starlink, operada pela SpaceX de Musk, viraram uma dor de cabeça para os militares chineses. Ano passado, a China acusou Musk de colocar pessoas em perigo, afirmando que satélites da Starlink quase bateram na estação espacial chinesa. E a questão voltou à pauta no final de maio desse ano. Com as conexões da SpaceX com as Forças Armadas dos EUA se tornando mais conhecidas, é possível que esse romance acabe?


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Foto de um iPad Pro e um monitor Apple Studio Display, conectados, mostrando oito janelas flutuantes com o uso do Stage Manager do iPadOS 16.
Foto: Apple/Divulgação.

Levou apenas 12 anos, mas enfim o iPadOS 16 ganhará o aplicativo Tempo, aquele do iOS/iPhone que dá a previsão do tempo.

Outra novidade há muito aguardada é a possibilidade de usar os aplicativos do tablet da Apple em janelas flutuantes. A liberdade de movê-las, porém, não será completa (veja imagem acima).

Para essa finalidade, a Apple criou o Stage Manager (também presente no macOS 13.3 Ventura), que centraliza janela e organiza as em segundo plano em pilhas à esquerda da tela. Outro detalhe chato é que o Stage Manager só estará disponível nos modelos de iPad com chip M1. Via Apple (em inglês).

A Apple não mencionou, durante a apresentação de abertura da WWDC, quais dispositivos receberão o recém-anunciado iOS 16. Talvez porque, desta vez, os mais antigos ficaram pelo caminho: iPhone 6S, iPhone SE (original) e iPhone 7 não receberão a nova versão do sistema. A má-notícia aparece enterrada no final do comunicado à imprensa. A versão final do iOS 16 chega no outono do hemisfério Norte, o que normalmente se traduz em setembro. Via Apple (em inglês).

A Apple anunciou a nova geração do MacBook Air nesta segunda (6). É o primeiro computador da empresa com o chip M2. O novo notebook herda o visual do MacBook Pro de 2021 (incluindo o entalhe na tela, levemente maior), traz de volta o conector MagSafe, mantém duas portas USB-C/Thunberbolt e ganhou uma nova cor, “meia-noite” (azul escuro).

O novo MacBook Air será lançado nos Estados Unidos em julho, por preços a partir de US$ 1.199. No Brasil ainda não há data de lançamento, mas os preços já são conhecidos: começam em R$ 13,3 mil.

O MacBook Pro de 13 polegadas também ganhou o novo chip M2. E só — ele continua com o mesmo visual da era Intel, incluindo a Touch Bar. Via Apple (em inglês)

De acordo com duas agências de publicidade ouvidas pelo Insider, a Meta está desenvolvendo um formato de anúncio focado em privacidade para o Facebook. O trabalho ainda está em estágios iniciais.

Chamado internamente de “Anúncios básicos”, o novo formato não usaria o baú de dados pessoais que a Meta tem de seus usuários para determinar onde os anúncios são veiculados.

Motivo? Aliviar a pressão de reguladores (em especial na Europa) e da opinião pública e contornar as limitações impostas por recursos pró-privacidade, como a Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) do iOS 14.5, da Apple. Via Insider (em inglês).

Há anos o Google e as operadoras tentam emplacar o RCS, sucessor do SMS com recursos ricos, como grupos, multimídia e criptografia de ponta a ponta.

Na última Google I/O, o Google deu um puxão de orelha na Apple, que se recusa a adotar o RCS, e se gabou de já ter 500 milhões de pessoas usando o RCS no Android.

Esse alcance sofreu um abalo. Na Índia, o Google teve que desativar temporariamente o RCS devido à onda de spam por mensagens, liderada por grandes bancos e financeiras do país.

Em nota ao TechCrunch, o Google reconheceu que “algumas empresas estão infringindo as nossas políticas antispam para enviar mensagens promocionais a usuários na Índia” e que “trabalha com a indústria para melhorar a experiência dos usuários”. Via TechCrunch (em inglês).