Re: Velho escritório do MANUAL DO USUÁRIO

Mesa de trabalho bagunçada.

Pessoal do MANUAL DO USUÁRIO:

Preciso de alguns minutos da sua atenção para falar sobre o nosso escritório, o mesmo que usamos desde a nossa fundação.

Apesar de não parecer, dado o nosso limitado orçamento ele representou um grande investimento. Há mesas na altura correta para trabalhar, equipamentos para que vocês desempenhem suas funções e áreas comunais para quando recebemos visitas. Algumas gavetas para guardar itens pessoais também estão disponíveis e acho que, no geral, o ambiente é favorável para darmos o nosso melhor a fim de surpreender e entreter os leitores que vêm até o site todo dia em busca de bons textos. (mais…)

A obra final de Salvador Dalí

Retrato clássico de Salvador Dalí.

por Aline Valek

Nota do editor: A Aline é redatora, escreve em seu blog e no Escritório Feminista, da Carta Capital, e todos os sábados dispara a newsletter Bobagens Imperdíveis. O texto abaixo veio na edição #47 e achei tão sensacional que pedi a ela permissão para republicá-lo aqui, no Manual do Usuário. Para receber mais textos e reflexões legais como essa, assine a newsletter dela.

Esteve em cartaz em São Paulo, entre os dias 19 de outubro e 11 de janeiro de 2015 no Instituto Tomie Ohtake, uma exposição do Salvador Dalí (o artista com bigode esquisito da foto acima).

Como fica perto da minha casa (consigo ver da janela do meu escritório a estranha figura do prédio do instituto, uma torre listrada de roxo e azul que se destaca no horizonte feito construção alienígena que deve ter caído ali por acidente e ninguém se preocupou em remover porque muito ocupado em construir outros prédios), resolvi ir na tal exposição ver o que eu poderia aprender sobre esse que é um dos principais representantes do surrealismo. (mais…)

Lumia 730 é muito mais do que uma câmera para selfies

Foto da selfie sendo feita no Lumia 730.

Ano passado foi um tanto estranho para os aficionados por Windows Phone. Não tivemos nenhum topo de linha genuíno. Em vez disso, a Microsoft focou em dispositivos de entrada para aumentar a presença do sistema: o Lumia mais barato, o Lumia “topo de linha” mais barato e por aí vai. Mas um deles, o Lumia 730, se destacou por não ter como chamariz preço. Em vez disso, ele apresenta uma câmera frontal parruda. É um Lumia feito para selfies.

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O futuro do Windows Phone como plataforma de baixo custo

Lumia 925 com wallpaper de frequência cardíaca.

O ano que acabou de ficar no passado foi um de altos e baixos para o Windows Phone. Fomos de um início promissor, com a consolidação da venda da Nokia para a Microsoft e atualizações expressivas do sistema para um desânimo endêmico com o lançamento de apps superiores da própria Microsoft para plataformas rivais. Isso tudo, mais o foco em dispositivos baratos, transformaram o futuro do sistema em uma incógnita. O que esperar do Windows Phone?

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Como funciona a Teoria de Resposta ao Item (TRI) usada para estimar as notas do Enem

por Eloy Machado

Em breve o resultado do Enem será divulgado e, com ele, virão muitas dúvidas. Isso ocorre porque o Enem não segue o padrão de pontuação a que estamos acostumados; consequentemente, muitas pessoas não entendem como a nota é calculada. Estamos aqui para mudar isso! Embora o Enem provavelmente não faça parte da vida do leitor do Manual do Usuário, a metodologia por trás das notas do exame é bem interessante e pode até ser útil em algum momento da sua vida profissional, na hora de classificar ou selecionar pessoas. Vamos ver como é? (mais…)

Eu vi “A Entrevista” para que você não precise

Os personagens Dave e Aaron testam seus receptores e relógios.

O cinema muitas vezes é entretenimento. Pode ser arte, também — a sétima, como dizem. Às vezes, um ato político, uma crítica ou uma chamada de atenção a problemas urgentes que estão sendo ignorados. Em 2014, a lista de utilidades da telona aumentou: com A Entrevista, passou a poder ser o estopim de crises internacionais.

Diz-se que a Sony Pictures sofreu uma das maiores invasões virtuais da história por causa desse filme estrelado por Seth Rogen e James Franco. O grupo hacker responsável pelo ato, os Guardiões da Paz, alegou em algumas mensagens que A Entrevista, uma comédia que mostra o assassinato de Kim Jong-un, o ditador que dá as cartas na Coreia do Norte, por jornalistas espiões norte-americanos, foi o que motivou os ataques e consequentes vazamentos de informações confidenciais, coisas que vão de trocas de e-mails entre altos executivos a fofocas, diferenças salariais e dados privados de todos os funcionários do estúdio. (mais…)

Pessoas estão irritadas porque robôs deixaram de segui-las no Instagram

Semana passada o Instagram anunciou ter chegado a 300 milhões de usuários e, quase no final do post, que em breve removeria contas de robôs e spammers do serviço1. Como a remoção seria definitiva, o CEO Kevin Systrom alertou que “alguns de vocês notarão mudanças no contador de seguidores”. O que não estava nos planos era a reação maluca que a perda de seguidores causaria em muitos usuários.

No Business Insider, Taylor Lorenz fez um bom apanhado do que está rolando: milhares de pessoas revoltadas porque robôs spammers deixaram de segui-las. Chega a ser cômico ver um monte de gente reclamar, organizar boicotes e xingar o perfil oficial do serviço porque robôs, que obviamente não enxergam foto alguma, não as seguem mais. (mais…)

[Review] Moto Maxx, o melhor Android não é para todo mundo

Moto Maxx na mesa.

O primeiro Moto X era um verdadeiro flagship: apesar do Snapdragon S4 Pro “datado”, seus componentes internos eram bem rápidos e no uso diário ele não ficava devendo em praticamente nada a seus concorrentes. Mas o povo implicou com núcleos e nomes comerciais, então na segunda geração a Motorola colocou o SoC com o nome mais comercial possível e repleto de números enormes. É o que o povo quer? Então toma. E não parou ali. Poucos meses depois surgiria o Moto Maxx, um smartphone um degrau acima em quase todas as especificações que você encontra nos modelos topo de linha de 2014.

O Moto Maxx é grande, robusto, poderoso. Tem a maior bateria já vista em um smartphone. É rápido, tem uma tela com mais pixels do que você consegue enxergar e, não bastasse tudo isso, um acabamento único. São muitos predicados positivos. Juntos, eles se sustentam? Existe smartphone melhor atualmente? É o que veremos nesta análise. (mais…)

[Review] Level Box Mini, a menor caixa de som Bluetooth da Samsung

Level Box Mini no rack.

Para quem está acostumado ao som “padrão” dos gadgets modernos, o contato com equipamentos de qualidade levemente superior é sempre chocante — sejam fones de ouvido mais refinados, seja uma caixinha Bluetooth, mesmo os modelos de entrada. É nesse momento que você percebe que com os fones que vêm no smartphone ou os alto-falantes do notebook você não ouve música, mas sim uns barulhos que, por acaso, lembram música.

A Level Box Mini é a caixa de som Bluetooth mais barata vendida pela Samsung. Ela é maior, mais poderosa e mais cara que a primeira do tipo que passou por aqui, a minúscula Nokia MD-12 da Microsoft. Suas qualidades justificam o preço e tamanho maiores? É o que veremos (e ouviremos) agora. (mais…)

6 carteiras slim para homens que carregam pouca coisa

Homem colocando uma carteira no bolso da calça.

Há muitos anos abdiquei da carteira em prol dos bolsos da calça. Tem quem ache (e me diga!) que essa ideia é meio ruim, infantil, mas nunca tive problema ou sequer liguei para tais observações. Só que agora, resolvi mudar essa estratégia e voltar a carregar uma carteira. Não por praticidade ou qualquer outro motivo de ordem lógica, mas apenas porque descobri um universo de carteiras slim bonitas e que prometem não criar um calombo no meu traseiro.

Convenhamos, com quatro bolsos dá para acomodar o kit básico de sobrevivência urbana. No meu caso, faço assim: (mais…)

Na China, as pessoas usam códigos QR e apps bem diferentes dos daqui

Senhor chinês mexendo no celular.
Foto: Michael Coghlan/Flickr.

Quando fiz meu cartão de visitas cometi o erro de incluir um código QR enorme nele. Na época, com um Nokia N82 no bolso, era um conceito do futuro: sempre via sobrancelhas subindo, surpresas, quando apontava a câmera do celular para aqueles quadradinhos e, em seguida, meu site abria no navegador. Hoje é difícil impressionar alguém com o mesmo truque — porque, convenhamos, é mais fácil digitar o endereço do site do que procurar e baixar um maldito app que leia códigos QR.

Mas ainda resta uma esperança de que o ocidente siga os passos da China, encontre uma utilidade para o código QR, ele deixe de ser motivo de chacota e passe a ser encarado com respeito — e, por tabela, salve o investimento que fiz naqueles mil cartões. Lá, desde 2011, quando o WeChat incorporou o reconhecimento dessa etiqueta virtual e popularizou o uso dela, código QR virou coisa séria.

Essa é apenas uma das peculiaridades de um país de dimensões continentais e mais de um bilhão de pessoas que, por uma série de fatores, desenvolveu sua tecnologia de consumo apartado do resto do mundo.

O Partido Comunista impede que gigantes norte-americanas, como Google e Facebook, finquem bandeiras na China. Embora controverso, esse protecionismo abriu espaço para que que soluções caseiras florescessem. E mesmo que alguns serviços online tenham tido inspirações bem diretas, como no caso do Weibo, o “Twitter da China”, o desenvolvimento deles em um ambiente livre da competição norte-americana levou esse e outros “clones” a fins diferentes de qualquer coisa vista hoje nos EUA ou aqui, no Brasil.

Agora, com as empresas chinesas de software abrindo capital nas Bolsas desse lado do mundo e fazendo IPO recordistas (o do Alibaba, de US$ 25 bilhões, é atualmente o maior do mundo), as atenções se voltam ao país. Mas como é usar um smartphones lá?

Androids diferentes, iPhone tardio

Os smartphones da Xiaomi.

É diferente, no mínimo. Para início de conversa, o Android que eles usam não tem muito a ver com o nosso. Como a presença do Google é mínima, as fabricantes locais pegam o sistema AOSP (leia-se: sem os serviços Google), dão um tapa no visual, incorporam suas próprias soluções e instalam essas ROMs em seus smartphones. A mais próxima do ocidente é a MIUI, da Xiaomi, que analisamos com mais atenção aqui. É um cenário tão bizarro a nós que a página oficial da empresa ensina os usuários a mexer com ROMs personalizadas.

A falta do Google implica, também, na ausência do Google Play. Sem a principal e maior loja, as locais se multiplicam. São, no mínimo, seis disputando a atenção do usuário. E não só: alguns apps fazem uma espécie de “propaganda cruzada”, exibindo links para downloads de outros grandes apps, facilitando a vida do usuário. A multiplicidade de ofertas e o proficiência dos chineses ao lidarem com várias lojas de apps abre espaço para malwares — é o preço que se paga, certo?

O iPhone também é vendido e relativamente popular, embora seja um produto recente à maioria dos chineses. A China Mobile, maior operadora do país com 700 milhões (!) de clientes, só começou a vender o smartphone da Apple no começo de 2014.

Relatos móveis do outro lado do mundo

Essas e (muitas) outras informações li num post escrito por Dan Grover. Alguns meses atrás ele largou tudo no Vale do Silício, na California, e mudou-se para Guangzhou, China. Hoje, Grover é gerente de produtos do WeChat e aproveitou um tempo livre para compartilhar conosco, ocidentais, os hábitos dos chineses no uso de smartphones.

Na China, código QR é levado a sério.

O artigo é fascinante e se o seu inglês estiver minimamente afiado, recomendo a leitura do original. Enquanto conhecia um pouco mais daquela realidade quase alternativa, foram vários os momentos em que fiquei bastante surpreso. Por exemplo, o lance dos códigos QR. Eles usam para muitas coisas, desde o básico acesso a uma URL (como o meu cartão) até operações avançadas, como autenticação em sessões únicas, dispensando assim a digitação de uma senha.

Questões que por aqui são tratadas com estardalhaço, como a utilização da localização do usuário, são triviais por lá. Se você já deu uma olhada no WeChat, por exemplo, deve ter reparado numa opção “Pessoas por perto” que permite encontrar desconhecidos que estão fisicamente perto de você para conversar. É o comportamento esperado em apps como o Tinder, mas imagine a tempestade (em copo d’água?) que rolaria se o Facebook incorporasse algo parecido? O uso da localização é difundido e serve para muitas finalidades, inclusive bombardear os chineses com anúncios, claro.

Os códigos QR, o encontro de desconhecidos e outras funções são replicadas em muitos apps. A China segue uma tendência diametralmente oposta à do ocidente: se por aqui a moda é desmontar apps em outros menores e mais específicos, por lá todo app agrega mais e mais funções. Chamar o WeChat de “app de bate-papo”, ou o Baidu Maps de “app de mapas” é um tanto reducionista. É comum que algumas funções não relacionadas entre si fiquem agregadas em uma aba “Descoberta”, como as dessas imagens:

Exemplos de funções agregadas em vários apps chineses.

O WeChat, como explica Grover, tem funções que vão muito além da conversa: conferência por vídeo, meio de pagamento, um negócio parecido com o Evernote para salvar anotações, identificação de músicas (como o Shazam) e, seguindo a Lei de Zawinski, que diz que todo software tenta se expandir até conseguir ler e-mails, um cliente de… e-mails.

Comprar, aliás, é outra função cujo desenvolvimento traçou caminhos bem diversos dos desse lado do mundo. Antes, era preciso preencher longos formulários em cada app, específicos para cada um dos mais de 30 bancos de lá. Na medida em que os apps cresceram, foram incorporando e facilitando esse processo. Ferramentas como Alipay e Tencent, os PayPal e PagSeguro chineses, são usadas e populares, mas, como escreveu Grover, por lá “todo app tem uma carteira”, ou seja, não é preciso baixar apps específicos de Alipay ou Tencent para usufruir dos serviços; eles vêm embutidos nos principais apps.

E o visual, claro, tem muitas curiosidades interessantes. Coisas como aplicação de temas, mascotes engraçadinhos e escudos de proteção para identificar processos “seguros” são onipresentes. Badges (as bolinhas que no iOS indicam mensagens/itens não vistos), porém sem identificação, são um elemento de interface largamente popular, raramente (nunca?) visto em apps ocidentais. Widgets esquisitos e telas de abertura (splash screens) também fazem sucesso.

Alguns mascotes de apps chineses.

Talvez a situação mais inesperada seja a forma com que os apps lidam com a relação entre pessoas físicas e empresas nas redes sociais. A interface preferida é a de mensagens por texto, mas há regras especiais para “contas oficiais”. No Moments, espécie de feed de notícias do WeChat, é notável o tratamento que contas de não-pessoas tem. O ambiente é livre desses posts de uma forma meio difícil de imaginar replicada no Facebook ou Twitter, ambos cada vez mais dependentes de conteúdo comercial para seguirem em alta. Seria bom copiarmos pelo menos isso dos apps chineses.

Reforçando o convite à leitura, o post completo está aqui.

[Review] Zenfone 6, o smartphone gigante da Asus

Zenfone 6 na mão.

Depois de entrar no mercado brasileiro fazendo barulho com o Zenfone 5, a Asus lançou, a tempo do Natal, um smartphone maior e mais caro, o Zenfone 6. O número seis indica o tamanho da tela em polegadas. Isso e algumas características sob o capô são as únicas diferenças entre os dois modelos, já que visualmente eles são quase idênticos.

O Zenfone 6 cai naquela categoria de smartphones muito grandes junto com outros que já passaram por aqui — Lumias 1520 e 1320, G Flex e Xperia T2 Ultra. Sim, usar um smartphone desse tamanho continua incômodo, mas será que suas virtudes conseguem fazer o usuário relevar esse “detalhe”? É o que descobriremos agora. (mais…)