O futuro do Windows Phone como plataforma de baixo custo

Lumia 925 com wallpaper de frequência cardíaca.

O ano que acabou de ficar no passado foi um de altos e baixos para o Windows Phone. Fomos de um início promissor, com a consolidação da venda da Nokia para a Microsoft e atualizações expressivas do sistema para um desânimo endêmico com o lançamento de apps superiores da própria Microsoft para plataformas rivais. Isso tudo, mais o foco em dispositivos baratos, transformaram o futuro do sistema em uma incógnita. O que esperar do Windows Phone?

As críticas não são novas. Em basicamente todo review publicado aqui e em vários outros sites, os mesmos problemas sempre são ressaltados — em especial o dos apps. Antes, eles inexistiam. Depois que começaram a aparecer, outro surgiu: o abandono de quem os desenvolve. Não adianta ter os apps mais populares se eles são ruins, incompletos ou não recebem as mesmas atualizações das versões para Android e iOS. E nem entramos nos méritos da celeridade e inovação, duas situações possíveis apenas em plataformas maduras e que desde sempre deixa os usuários do Windows Phone à margem das novidades.

A tensão em torno desse assunto atingiu o ápice com a nova estratégia da Microsoft para serviços na nuvem trazida pelo CEO Satya Nadella. Em vez de dar prioridade a eles no Windows Phone, ou seja, na sua própria plataforma, a nova direção da empresa passou a focar as atenções em sistemas concorrentes. Quando os apps do MSN e do Office foram lançados com mais recursos e melhor acabamento no iOS, a base de fãs mais ardorosos do Windows Phone não aguentou. Críticas vieram de todos os lados e o descontentamento foi geral.

Lumia 930 verde.

Outro problema contemporâneo da Microsoft é a falta de um smartphone topo de linha. O Lumia 930, grande lançamento de 2014, é no máximo competente. Não o testei, mas a opinião média de quem o analisou mais de perto é de que, ok, temos aqui um bom aparelho, mas nada que mude o mundo ou chame a atenção. É pouco, mesmo para uma plataforma deficitária como a do Windows Phone — basta lembrar do Lumia 1020, um dos favoritos da casa e detentor de uma câmera única.

Talvez os temores de que a absorção da divisão de dispositivos da Nokia pela Microsoft, consolidada no início de 2014, tenham se realizado. Existem fabricantes menores e até algumas grandes, como a HTC, lançando timidamente alguns aparelhos com Windows Phone. Nada, porém, significativo perto do volume de vendas da linha Lumia da própria Microsoft. E não é nem o caso de falta de competição, afinal o Android domina o mercado e é um natural (e enorme) concorrente da Microsoft. O objetivo é conquistar quem está começando agora no mundo dos smartphones.

A escolha pelo menor preço

Luciano Huck distribuindo centenas de Lumia 530.
Imagem: Rede Globo.

A diminuição do valor médio do smartphone é uma tendência, especialmente em mercados emergentes. As margens de lucro diminuem, mas o alcance aumenta e esses aparelhos chegam a gente que, um ou dois anos atrás, não cogitava comprar um smartphone. A esperança é que essa seja uma fase de transição e, num futuro bem próximo, esses compradores de primeira viagem procurem aparelhos melhores (e mais caros) e continuem fiéis aos serviços na nuvem que conheceram com o primeiro.

No papel faz sentido e a Microsoft parece bem comprometida com esse plano. Pagamento de apps via operadora (algo único no Brasil), smartphones baratíssimos e publicidade agressiva na TV, que inclui comerciais em horário nobre e a distribuição de Lumia 530 à plateia de programas de auditório, passam a ideia de que o foco está nas classes menos abastadas. É um pouco estranho isso vindo do Windows Phone, que nasceu cheio de requisitos mínimos elevados, mas é um plano consistente e condizente com o momento. Quem tem dinheiro para comprar um iPhone ou um Android topo de linha tem poucos motivos para preferir um Windows Phone, logo priorizar preço baixo é um caminho viável, adotado pela Microsoft, para manter o sistema respirando.

O mais importante é que na prática a estratégia parece estar funcionando. Recentemente o IDC Brasil divulgou dados de vendas de smartphones no terceiro trimestre de 2014 (julho a setembro). Dos 15,1 milhões de smartphones vendidos, 91% foram Android. Sem citar números, impedido por acordos de confidencialidade, o instituto afirmou que o Windows Phone superou o iOS e que ambos devem terminar o ano empatados na segunda posição. Um dado curioso, e que talvez denote um atraso na atenção dada ao segmento de entrada, é que aparelhos de R$ 450 até R$ 900 ultrapassaram os que custam até R$ 400. Será que os consumidores de primeira viagem estão queimando uma etapa no processo? (De qualquer forma, a Microsoft está bem posicionada ali também com o ótimo Lumia 730.)

Apesar disso, existem dois desdobramentos indesejáveis. Abdicar de modelos realmente avançados gera um buraco que vai além das planilhas de custo e dos números de venda, e que também transcende o desejo dos consumidores mais exigentes: o da percepção. Fazendo uma analogia de momento, é como se a Sidra Cereser fizesse uma edição requintada do seu espumante para o réveillon. Pode ser gostoso e bonito, mas jamais será um Chandon. Um Nokia lanterninha é um celular fantástico dentro do que se propõe a fazer, mas joga numa categoria diferente da dos smartphones, não faz manchetes, não chama a atenção nas vitrines, nem aumenta o “awareness” da plataforma. Ao jogar a toalha no segmento high-end, a Microsoft perde a chance de expôr a marca Windows Phone a públicos maiores e mais exigentes e, assim, de reforçá-la.

71% dos downloads de apps são feitos por aparelhos com pouca memória.
Gráfico: Microsoft.

O outro diz respeito, novamente, aos apps. Com a base da pirâmide do desempenho (a parte mais fraca) crescendo, é natural que os apps acompanhem ou precisem acompanhar esse fluxo. O último relatório de tendências da Loja do Windows divulgado pela Microsoft traz um dado significativo nesse sentido: 71% dos downloads de apps em smartphones foram feitos em modelos com “pouca memória”, assim considerados os com 512 MB ou menos de RAM.

Os cinco Windows Phone mais populares são do tipo com “pouca memória” e entre os dez mais populares, sete são dessa categoria. O Lumia 520, um ótimo smartphone de entrada em 2013, é o mais popular com quase 30% de participação.

O Lumia 520 segue como o Windows Phone mais vendido.
Gráfico: Microsoft.

Se contrapormos esses dados ao das categorias mais baixadas, outra coisa fica evidente: a escassez de memória é um problema. A categoria de jogos é a mais popular da Loja do Windows. No Windows Phone, 27% de todos os downloads são jogos.

O impacto da pouca memória é maior nos jogos, mas afeta outras categorias de apps. A limitação desse componente implica em três problemas graves por si só e potencialmente cumulativos:

  • Exige mais esforço em otimização pelos desenvolvedores.
  • Afeta negativamente o desempenho dos apps — e, por consequência, a satisfação do usuário.
  • Faz com que desenvolvedores pisem no freio e pensem melhor antes de inserir novos recursos avançados em seus apps.

A fraqueza do hardware respinga no software. Como resultado, temos menos bons apps e menos apps que, embora não sejam populares, fazem coisas muito legais e dão publicidade ao Windows Phone.

O fato de smartphones baratos estarem vendendo tanto também diz algo sobre o potencial de compra de apps por esse público. Se ele já economiza o máximo possível na aquisição do hardware, é bastante provável que a economia com software seja ainda maior. Sem falar na barreira cultural do pagamento por software.

A saída para os desenvolvedores é recorrer à publicidade, o que de fato já acontece — em novembro, segundo o mesmo relatório da Microsoft, 53% do faturamento dos desenvolvedores foi via anúncios. Quanto isso representa em números absolutos? Certamente menos do que se ganha com o Android, afinal é uma plataforma com 91% das vendas no Brasil contra outra de, no máximo, 5%.

Grandes esperanças estão sendo depositadas no Windows 10, que sai no segundo semestre de 2015 e deverá integrar ainda mais a plataforma — até o nome será o mesmo para desktops, tablets e smartphones, ou seja, nada de “Windows” e “Windows Phone”; será tudo Windows. Isoladas, porém, as novidades do sistema já conhecidas não conseguirão alterar as questões apontadas acima. Se tirarmos apps e hardware da equação, o Windows Phone não é ruim. É fluído, rápido, bonito… Tem seus problemas, como a cada vez maior e mais confusa lista de configurações, mas no geral ele é fácil de entender e usar. Então, não é como se uma nova versão do sistema, por melhor que seja, fosse resolver qualquer coisa importante.

A briga com o Android pelo usuário com menor poder aquisitivo está forte e a chegada das chinesas ao Brasil, encabeçadas pela Xiaomi, deverá agitar ainda mais esse mercado já bastante acirrado. A Microsoft pode continuar empurrando o Windows Phone para baixo, mas o poço tem limite — e com Lumia 530 por menos de R$ 300 e rumores de um Lumia 330 (!) ainda mais barato, pode-se dizer que ele está bem próximo.

Cedo ou tarde será preciso voltar as atenções aos apps, aos desenvolvedores, à plataforma como um todo, e não apenas ao preço de venda. E aí, tenho algumas dúvidas se a Microsoft terá fôlego ou mesmo interesse para dobrar a aposta em seu próprio sistema. No panorama atual, o Windows Phone parece mais um fardo que a administração atual precisa carregar. Até quando? Não sei.

Foto do topo: m.kuettner/Flickr.

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66 comentários

  1. TENDENCIOSA A MATÉRIA, SEM FOCO, MAIS PARECE UM RECALQUE INFANTIL DE UM CONSUMIDOR TRAVOID, QUEM NÃO SABE DA TRANSFORMAÇÃO DA MICROSOFT? QUE A DIVISÃO LUMIA FOI DESCONTINUADA E QUE O NOVO SISTEMA SERÁ UNIVERSAL, PODENDO USAR APPs DO ANDROID EM UM EMULADOR INTERNO, QUE QUALQUER APP QUE SE USAR NO W10 PC, PODERÁ SER USADO NO CELULAR COM W10 INSTALADO, REALMENTE NADA SABE E NADA ESSA MATÉRIA SOMA!

  2. To afim de abandonar meu Lumia, pois vejo que alguns apps não são compatíveis, pelo fato de estar atualizado. E por não ter tantas opções nos softwares, como no Android. Nem o Whatsapp faz chamada, como opções de interesse como pop-up etc. Logo o Android contem mais opções por ser uma plataforma em aberto, conter vários apps do gosto do consumidor, ta bom de melhorar mais o WindowsPhone.

  3. O editor/dono deste site caiu fortemente em meu conceito após publicar suas impressões negativas em relação ao filme The Interview, um filme escrachado e idiota mas EXTREMAMENTE ENGRAÇADO, mas subiu novamente após esta análise completa da atual conjuntura do sistema móvel Windows Phone que, na minha opinião de merda, não deveria existir, não é promissor e que só está vendendo porque a Microsoft, em uma atitude desesperada para popularizar sua aposta furada, está “abrindo as pernas”. Lembro bem que os primeiros smartphones Lumia com Windows Phone 7 eram bem carinhos (os tops custavam o mesmo que os flagships com Android) e a Microsoft foi obrigada a rever esta estratégia suicida. Um “Microsoft Phone” com Android e focado na autonomia de bateria e na qualidade da câmera seria uma estratégia vencedora. Algo me diz que, a Nokia, agora que se livrou das amarras da Microsoft, seguirá este caminho e poderá ter sucesso. Fico só imaginando a Nokia ultrapassando a Microsoft em vendas de smartphones.

    1. Como? Esqueceu que a Microsoft somente COMPROU a divisão mobile da Nokia?

      Como isso pode acontecer (A Nokia ultrapassar a Microsoft)? Explica aí.

      1. Já li em algum lugar que o impedimento da Nokia de lançar smatphones é devido a uma carência imposta pela Microsoft e que nem falta muito tempo para ela expirar. Quando esta carência chegar ao seu termo, a Nokia tem tudo para lançar smartphones interessantes com Android e, inclusive, já há movimentos do fabricante neste sentido vide o seu ótimo tablet N1 e os rumores acerca das configurações do smartphone com Android da Nokia que está em processo inicial de desenvolvimento. Será irônico e curioso se, daqui a uns anos, a Nokia se tornar mais relevante do que a Microsoft em vendas de smartphones.

    2. Eu não ví o filme citado… Mas as críticas dele foram muito ruins… Está sendo cotado como grande vencedor do framboesa de ouro…

    3. Sei que já se passaram dois meses, mas:

      Você não deve dizer se é algo promissor ou não. O que é ser promissor? Apresentar a todos os instantes altas (no caso do mercado de smartphones) e possuir inovações. Então deixemos todas as plataformas, pois não vejo nada de tão promissor. Se formos pensar, a Microsoft com seu Windows 10 tem um “algo a mais” que as concorrentes.

      Quanto a atitude desesperada, até pode ser, afinal, não obtiveram o lucro que imaginavam e tiveram de mudar a sua estratégia de marketing. O que é normal para qualquer empresa. Investir em low-ends e mid-ends é melhor solução. Não faz sentido, de maneira alguma que a Microsoft lance um top (abordado pela matéria) nesse momento ou há dois meses (época de sua publicação). Visto que o 930 apesar de não ser um sucesso, não faz muito tempo para ser substituído (por ser um top) e é mais sensato, lançar um top após W10 (com os novos recursos).

      Discordo de você noutro sentido. A Microsoft não afundou a Nokia, pelo contrário, a salvou. A Nokia vinha mal das pernas muito antes de “inovar” usando o sistema WP. Tanto por inicialmente não acreditar no mercado de smartphones que se estava desenhando, como também pelo custo-benefício de seus produtos e ainda a soberania da Samsung (que era maior que a atual). Na verdade, a Nokia e seus fãs deveriam é agradecê-la, não crucificá-la como se ver por aí.

      A Nokia pode ter sucesso novamente, mas do jeito que seus smartphones eram feitos para WP, terá que melhorar e muito. Principalmente a linha x3y, que não foi tão bem-feita (não deram o que foi esperado).

  4. Windows Phone em 2014 foi sinônimo de celular baratinho e com poucos apps, fora a propaganda boca a boca ruim. Estou torcendo para que em 2015 a Microsoft invista bastante no sistema, mas não tenho muita fé não. Infelizmente.

    1. Sinceramente? Se não o Android e sim o Windows Phone que estivesse com 90% de MarketShare no mundo, o que a Micro$oft faria? WP 360? Não torço contra o WP, porque acho que nem precisa, no máximo ele chega a 5% de mercado, mas agradeço a Deus todo dia por não precisarmos ver WP piratas rodando nos smartphones como ocorre nos desktops.

  5. Há rumores de que a lista de configurações será por ordem alfabética na GDR 2, assim como a lista de apps instalados. O que eu achei interessante é a possibilidade de procurar opções assim como nas builds do W10.

    Eu espero que o evento The Next Chapter vire a página e deixe de usar rascunhos. Sinto que a consolidação do Windows irá ser benéfica pela vinda dos apps universais.

    O Joe disse que a MS não esqueceu do Office pro WP. Vamos ver.

    Sobre a memória seria possível existir ReadyBoost via cartão SD?

    No pior das hipóteses eu sempre lembro do Zune…

    http://www.phonearena.com/news/Windows-Phone-8.1-GDR2-changes-tipped–Settings-sorted-alphabetically-

  6. “Outro problema contemporâneo da Microsoft é a falta de um smartphone
    topo de linha. O Lumia 930, grande lançamento de 2014, é no máximo
    competente. Não o testei, mas a opinião média de quem o analisou mais de
    perto é de que, ok, temos aqui um bom aparelho, mas nada que mude o
    mundo ou chame a atenção. É pouco, mesmo para uma plataforma deficitária
    como a do Windows Phone — basta lembrar do Lumia 1020, um dos favoritos da casa e detentor de uma câmera única.”

    Não entendo a birra dos ‘especialistas’ com o 930. Ele é ruim em quê para não ser considerado ‘top’ (foi o tal Warren quem falou isso?). Se ele não muda o mundo, em que o iPhone 6 mudou? Na tela maior, tão atrasada para os usuários da plataforma? A câmera é a melhor dentre todos os aparelhos e sistemas? Estabilização óptica, foi ele quem introduziu? O primeiro iPhone ‘mudou’ o mundo, mas foi o único a fazer isso e, a cada vez, perde a capacidade de inovar e adota, com despudor, coisas já vistas no Android. Acho que o problema do WP é pura e simples má vontade, má fé ou falta de informação. Conheço um cara que comprou um Galaxy Win (época em que lançou) por 998,00 porque disseram pra ele na loja que ‘Lumia é ruim demais, nem arquivo por bluetooth transfere’. Ele acreditou…

    1. O problema também está no mercado que pede números. Os próprios editores ficam amarrados em dizer, tanto pelo convívio diário com a tecnologia, quanto pela capacidade de influenciarem compras, que um Nexus 5 enfrenta fácil um S5, um LG G3, o iphone 6 e 6 plus, o Note 4. Todos esses são mais novos, agregaram tecnologias bem avançadas, mas, na prática, o Nexus também entrega um uso bastante satisfatório para muitos usuários e assim o será por mais alguns anos. Os apps suprem suas debilidades com eficiência, fruto da maturidade adquirida pelo Android. Algumas deficiências maiores podem ser contornadas em prol de uma usabilidade muito boa. Meu maior desgosto nele são os 16GB, mas na época isso era bastante comum.

      Como os editores remarão contra a maré propagandeando, através de um manifesto do tipo abaixo, verdades nem sempre gostosas aos olhos do mercado? E o público leigo e/ou de baixo poder de compra? E as pessoas ávidas por status?

      “Chegamos a um patamar mais do suficiente em hardware. Chega! Não precisamos de tela 2K num aparelho. Elas podem ser melhores em 1080p. Melhoremos então as tecnologias OLED, Super Amoled e IPS. Precisamos e podemos ter celulares em fullHD com bateria para durar 2 dias agora que já experimentamos isso em modelos high ends. Em fim sistemas limpos ganham espaço e esperamos muito que iniciativas como o Android One dê certo e novas apareçam. Melhoremos em autonomia, produtividade, internet das coisas e algorítimos voltados a coisas pertinentes. Melhoremos ainda mais em lazer. Já podemos fazer mais do que o necessário hoje com Octa-Cores, GPU´s modernas e 3GB de RAM. Chega! Necessitamos sim de 64GB para nossas músicas em 320kbps, no mínimo, fotos cheia de pixeis e vídeos em fullHD e 4K para serem reproduzidos algum dia próximo em TV´s, aí sim, 4K. Precisamos de celulares com boa saída de áudio, mas, antes disso, internamente eles precisam ser bons players, com melhores tecnologias embutidas e aceitarem mais codecs, pois preciso de bons fones para áudio e vídeo. Por que não me mandam, ou ao menos me deem opção, de fones melhores? Teríamos um melhor controle de qualidade sobre tais produtos, se fossem oferecidos nas lojas próprias, bem como novas possibilidades de parceria entre empresas, fortalecendo-as na medida em que todos nos unimos para oferecer produtos melhores.”

      OBSERVAÇÃO: tal brincadeira foi somente voltada a gadgets top de linha.

      1. “Os próprios editores ficam amarrados em dizer, tanto pelo convívio diário com a tecnologia, quanto pela capacidade de influenciarem compras, que um Nexus 5 enfrenta fácil um S5, um LG G3, o iphone 6 e 6 plus, o Note 4. Todos esses são mais novos, agregaram tecnologias bem avançadas, mas, na prática, o Nexus também entrega um uso bastante satisfatório para muitos usuários e assim o será por mais alguns anos.”

        Que tecnologias bem avançadas são essas? NFC que o iPhone só teve agora? Assistente pessoal por hands-free como no Moto X (O 930 tem na 8.1.1)? As câmeras excelentes do Note 4? Quanto ao último, vou nem comentar.

        Engraçado, todos os Androids citados em termos de SoC e potência então em patamares parecidos com o Lumia 930. Se o problema era esse, não é mais. Até porque, foi-se o tempo do abismo que havia entre WP e Android. Eu lembro, em 2013, com o 920 possuindo um mero dual-core enfrentando S4 “octa-core”, Nexus 4 “quad-core”, LG G2 “quad-core” (por mais que os verdadeiros concorrentes do 920 sejam os aparelhos de 2012, como S3 e Optimus G, ele foi lançado tardiamente aqui). E ele executava todas as tarefas com competência. Era engraçado ver que um 920 carregava Asphalt 8 ao mesmo tempo que um S4 “octa-core”.

        Em 2013 ainda a Microsoft mudou. Trouxe a Lumia Black que permitiu aparelhos maiores e specs pareadas com as dos concorrentes. Aí vieram os dois tops, 1520 e 930. A pergunta é: o que eles devem à concorrência? O 930 tem como chamariz a sua câmera e captura de áudio. O LG G3 a sua tela 2K. O Moto X o reconhecimento por voz hands-free. O Z3 sua resistência à água.

        O que falta ao 930 com certeza não é culpa do aparelho, que é muito bem acabado, tem hardware muito competente, uma belíssima tela e um conjunto ótico matador. Ou seja, o 930 tem sim essas “tecnologias bem avançadas”. Aí entra o sistema e sua deficiência em apps.

    2. iPhone e Android não precisam convencer o consumidor leigo como o teu amigo do Galaxy Win, ou se sim, precisam menos. Já o Windows Phone tem que correr atrás. Essa é a diferença e por que a Microsoft não pode ficar no feijão com arroz.

      1. Aí eu fico cá a me perguntar: E se a Microsoft desiste do WP e adota o Android… O que mudaria no mundo? Muito pouco. Talvez tivesse que produzir smartphones com mais de 512Mb de RAM… Oba!! Aparelhos melhores!! 8)

  7. Eu pensava que a Microsoft iria ter foco no Business com o Windows Phone, porque mesmo melhorando muito as funcionalidades em Android e iOS, um usuário completo da MS + WP que trabalha em uma empresa com Sharepoint, MS Project, Office original e todo esse ferramental tem muito a ganhar, muito mesmo (Deixa Google apps for business + Android no chinelo). Até pelo próprio Surface, tendo suporte a multitarefas (um problema bem grande para os demais aparelhos mobile), teve suas vendas em uma crescente enquanto os iPads caem. Pra mim era um sinal de que o WP iria encontrar seu espaço. Agora lendo essa análise, até faz sentido, mas acho que isso é decretar vida curta ao sistema.
    A Microsoft é uma empresa muito lenta para se adaptar, mas é uma gigante que está se atualizando (podemos ver o Office vindo pra nuvem e se tornando receita recorrente), vamos ver o que vai ser…

  8. Fiz essa mesma pergunta em outro blog, vou repetir aqui pra ver se consigo uma resposta:

    É muito comum nos apps do WP aparecer uma mensagem do tipo: ” Devido à limitações do Windows Phone, não é possível…” essas limitações são do sistema mesmo ou é a Microsoft quem impõe?

      1. Tem um chamado WhatsApp Lock que deveria inserir uma senha no WhatsApp, mas ele so cria uma Tile falsa na tela inicial.
        Tem o 6sec que não é possível baixar os vídeos diretamente pro smartphone.
        Vi no Adidas miCoach mas não lembro ao que se referia.

        No WP uma simples lanterna não pode ser usada em segundo plano, o Skype que não tem aquela ‘janelinha’ pra você continuar a video-chamada ao sair do app, não há na loja nenhum aplicativo como o Opera Max…

        Desconfio um pouco de todas essas limitações por que o vejo aplicativos informarem limitações que não existem em outros, como o acesso à biblioteca de vídeos.

        1. Eu acho que é mais limitações quanto às APIs mesmo do WP.
          Uma coisa chata para **** é a limitação de downloads por Mb. Se ultrapassar 20mb, ele só aceita wi-fi, e se for mair que 100mb, é necessário plugar o carregador. Para eu que gosto de baixar podcasts, é o terror.
          Fora limitações absurdas referentes à aplicativos em background (e como o Whatsapp sofreu com isso).

          1. E falando em background o sistema de notificações então é bem ruim.
            Ou as notificações não chegam ou chegam atrasadas. Do Disqus eu nunca mais recebi.

          2. Verdade! As APIs são limitadas. Por exemplo, apenas o aplicativo de vídeos nativo do sistema pode fazer uso da GPU para decodificar os vídeos. Os aplicativos de terceiros só podem acessar o GPS a cada 30 minutos (essa me mata de raiva). Comprei um app para alarmes baseados em localização, tipo era o Astrid no Android e ele nunca funcionou por causa dessa janela de 30 minutos. Acredito ser este o motivo para que praticamente não haja concorrentes ao Here Drive na lojinha, nem haja aplicativos tipo o RadarDroid (esse me faz uma falta danada).

            Outra coisa ligada às limitações nas APIs é quanto a atualização dos Live Tiles, que faz com que eles não sejam tão live assim. Uso o Clock Hub para colocar um tile grande com um relógio na tela inicial. Não raramente a hora exibida no tile está atrasada em relação a hora do sistema.

            Se até a Apple, que está numa posição de Big Player no mercado, teve que começar a abrir mão de certas restrições no iOS, tipo a existência de teclados de terceiros, por causa da concorrência com o Android, acho que a Microsoft está demorando demais para rever essas restrições

    1. Não acredito que o sistema seja tão limitado quanto dizem. Tem algumas API’s que são falhas e incompletas sim, o multitask do OS é deficitário e tudo mais. Mas existem alguns exemplos que demonstram a capacidade pouco explorada do WP.

      O Opera Mini ainda está em Beta, mas, assim como nas outras plataformas, mantêm as abas abertas em segundo plano sem precisar recarregá-las ao abri-las novamente, coisa que nenhum outro navegador pra WP faz em aparelhos com baixa memória.

      O VLC já pode explorar todas as pastas do telefone, rodar diversos tipos de arquivos (MKV, Ogg, FLAC e outros que passam longe até mesmo do Xbox Music (mas é até entendível, o foco dele é a reprodução de músicas por assinatura), porém é um lançamento recente (saiu esta semana).

      A lanterna que uso permite o uso contínuo depois da tela bloqueada, assim como alguns clientes de YouTube continuam reproduzindo o vídeo após o bloqueio da tela. Em segundo plano, não.

      O próprio Flipboard não tem movimento de flip, e segundo o desenvolvedor é culpa da plataforma. Sendo que o Visual Studio permite essa ferramenta mexendo nos parâmetros de gráficos em 3D no programa. E há exemplos de programas que fazem isso.

      A maior limitação que vejo no Windows Phone é o descaso dos desenvolvedores.

  9. Não me leve a mal, como usuário de iPhone posso dizer que a festa acabou: Android ganhou.
    A história do Windows no desktop se repetiu nos smartphones, só que a Microsoft da vez atende pelo nome de Google.

    1. Entendi o que quis dizer, se levarmos em consideração a perspectiva das empresas, que querem ganhar mercado. Porém, para os reles mortais como nós, é ótimo termos opções de compra. São 3 plataformas distintas, cada qual com seus méritos.

      1. O que acontece com Android (e aconteceu com Windows) chama-se círculo virtuoso. A partir de um determinado momento, tudo conflui para uma solução das possíveis. O resto é nicho.
        Infelizmente para mim, que uso iPhone…

    2. Só fico mais feliz por o Android ser uma plataforma aberta. Acho o que muitos pensavam fosse acontecer com o Linux, de disparar na preferência dos usuários como uma ferramenta livre, comunitária, gratuita etc e tal, ocorreu agora com o Android.

  10. Essa semana teve duas notícias boas pro WP, a primeira do Belfiore tentando acalmar os usuários que a equipe do Office não esqueceu os usuários a outra foi de novo ele acalmando e desmentindo os rumores de que o sistema iria suportar aplicativos do Android, pelo que se entendeu, segundo ele o Android e o iOS(!) é quem usarão aplicativos do Windows.

    Parece que a Microsoft está guardando muita coisa apenas pro Windows 10, e o segundo lugar é garantido se ela continuar dando fôlego nele.

    Pro futuro do SO só me resta duas dúvidas:
    A primeira é saber se com o novo CEO a empresa adotará a mesma postura de paciência que tinha com o Ballmer (aí podemos citar o exemplo do Xbox).
    A segunda é se o sistema continuará limitado como é hoje, toda hora algum aplicativo cita aquela frase chata: “Devido às limitações do Windows Phone, não é possível…”

    1. realmente, o próximo movimento da microsoft com o windows 10 e as tais novidades do office é que vão determinar o destino do WP, pq se ele continuar no mais ou menos nos resultados, provavelmente vai sofrer algum tipo de corte por parte do Nadela que mal chegou como CEOe ja foi demitindo milhares de funcionários. Assim como os outros depoimentos aqui, sou usuário da plataforma desde o L800 e agora uso o L925 sempre fui um entusiasta mas de uns tempos pra cá as vantagens do WP pra mim não estão mas tão distantes das desvantagens. Grande parte desse desanimo todo com a plataforma se deu pelo fato da minha conta no snapchat (um app que usava bastante) ter sido bloqueada permanente por usar um app terceiro, só que pra quem usa WP essa era a única opção, fora o instagram que deve ter ate se esquecido que tem um app oficial pra WP…

    2. Não acredito que o sistema seja tão limitado quanto dizem.

      O Opera Mini ainda está em Beta, mas, assim como nas outras plataformas, mantêm as abas abertas em segundo plano sem precisar recarregá-las ao abri-las novamente, coisa que nenhum outro navegador pra WP faz em aparelhos com baixa memória.

      O VLC já pode explorar todas as pastas do telefone, rodar diversos tipos de arquivos (MKV, Ogg, FLAC e outros que passam longe até mesmo do Xbox Music (mas é até entendível, o foco dele é a reprodução de músicas por assinatura), porém é um lançamento recente (saiu esta semana) e ainda está em Beta.

      A lanterna que uso permite o uso contínuo depois da tela bloqueada, assim como alguns clientes de YouTube continuam reproduzindo o vídeo após o bloqueio da tela. Em segundo plano, não.

      O próprio Flipboard não tem movimento de flip, e segundo o desenvolvedor é culpa da plataforma. Sendo que o Visual Studio permite essa ferramenta mexendo nos parâmetros de gráficos em 3D no programa. E há exemplos de programas que fazem isso.

      A maior limitação que vejo no Windows Phone é o descaso dos desenvolvedores.

      1. Ah, o Tubecast permite ouvir os áudio do Youtube em segundo plano. Uso direto, pena que não suporte playlists.

    3. Não acredito que o sistema seja tão limitado quanto dizem. Tem algumas API’s que são falhas e incompletas sim, o multitask do OS é deficitário e tudo mais. Mas existem alguns exemplos que demonstram a capacidade pouco explorada do WP.

      O Opera Mini ainda está em Beta, mas, assim como nas outras plataformas, mantêm as abas abertas em segundo plano sem precisar recarregá-las ao abri-las novamente, coisa que nenhum outro navegador pra WP faz em aparelhos com baixa memória.

      O VLC já pode explorar todas as pastas do telefone, rodar diversos tipos de arquivos (MKV, Ogg, FLAC e outros que passam longe até mesmo do Xbox Music (mas é até entendível, o foco dele é a reprodução de músicas por assinatura), porém é um lançamento recente (saiu esta semana).

      A lanterna que uso permite o uso contínuo depois da tela bloqueada, assim como alguns clientes de YouTube continuam reproduzindo o vídeo após o bloqueio da tela. Em segundo plano, não.

      O próprio Flipboard não tem movimento de flip, e segundo o desenvolvedor é culpa da plataforma. Sendo que o Visual Studio permite essa ferramenta mexendo nos parâmetros de gráficos em 3D no programa. E há exemplos de programas que fazem isso.

      A maior limitação que vejo no Windows Phone é o descaso dos desenvolvedores. Vide Snapchat, Instagram, fora os apps que chegaram mas são mal feitos.

  11. Bem, uso o Windows Phone desde os tempos da versão 7. Passei por praticamente todas as versões até agora. Gosto muito do sistema e é inegável o fato de que ele evoluiu rapidamente nos últimos tempos, só que até agora ele não trouxe novidade nenhuma. Tudo o que a microsoft tem feito até agora basicamente é correr atrás da concorrência. A última atualização que recebi, a Lumia (ainda aguardando a Denim) trouxe como grande novidade uma central de notificações que tanto iOS quanto Android tem há muito tempo. O que virá de novo, tanto na próxima atualização, quanto no Windows 10, pelo que vi até agora, são alterações cosméticas ou funcionalidades que já existem na concorrência, e o pior, o Windows 10 ainda vai demorar meses para sair. Não gosto do Here Drive como aplicativo de navegação e o Office para Windows Phone quebra um galho, mas ele “apenas” funciona. Não tem nada de mais. Não me oferece nada que o Documents to Go já não me oferecia no iOS (tenho um iPod touch e um iPad de primeira geração) ou no Android, com um agravante: No iOS e Android eu posso usar um teclado bluetooth, no Windows Phone não! E sim, o trabalho da Microsoft no Office para iOS e Android está anos luz à frente do que tenho hoje no meu Windows Phone. Estou testando a versão beta dos aplicativos para tablets android (uso um Galaxy Note 8) e posso comprovar a gritante diferença de qualidade. Por fim agora, momento em que começo a me preparar para trocar de celular, depois de muita pesquisa, muitos reviews lidos e muita ponderação de minha parte estou me despedindo, ao menos por hora, do windows phone. O Android amadureceu muito desde que eu o usei num smartphone da última vez e meu próximo aparelho será um Android. Quando (ou se) ou Windows conseguir alcançar a concorrência e estiver pau a pau em nível de recursos ou tiver alguma coisa que seja matadora, posso voltar. Por hora, dou o braço a torcer.

        1. Ha! Meu sonho! Mas tô indo de Moto G 2014 mesmo. Preciso de um dual-SIM e esse povo não entende que no Brasil aparelhos com suporte a dois SIM cards fazem sentido também nos topos de linha.

          1. Bem, pelo menos já existem mid-end competentes com dual sim. A Sony tem o T2 Ultra como um bom exemplo.

      1. Estou feliz com meu Xperia Z Ultra, mas se lançar um Z4 com tela acima de 5,5″ vou ficar muito interessado!!

    1. Só uma nota: a próxima versão do WP, a 8.1.2 ou “Emerald” permitirá o uso de dispositivos de interface humana, como joysticks, teclados e etc. Isso só reforça o fato de que o WP está correndo atrás da concorrência adicionando recursos que já existem. E não é um elogio.

      A Cortana é excelente, mas não se faz OS apenas de assistente pessoal.

      1. Bem, a questão é que vou trocar de telefone agora e o Windows Phone ainda “permitirá…” (e sabe-se Deus quando), a concorrência já “permite” desde há muito tempo!

        E concordo, a Cortana é excelente, mas como você bem disse, não é tudo no OS. Ainda mais com a promessa da Microsoft de também levar sua assistente pessoal ao Android no futuro. Gostaria que bater no peito e dizer que estou trocando um Lumia por outro Lumia, mas infelizmente agora não deu.

        1. “Ainda mais com a promessa da Microsoft de também levar sua assistente pessoal ao Android no futuro.”
          Onde você leu isso? O próprio Belfiore disse que a Cortana permanecerá exclusiva do WP e Windows.

          1. Já li isso faz uns bons meses, então onde exatamente eu não lembro mais (devo ler uns 15 blogs por dia), mas tenho quase certeza de que quem disse foi o Nadella. Sinceramente eu não duvido de, mais cedo ou mais tarde, acontecer. Não completamente integrada ao sistema como ela é no Windows Phone, evidentemente, mas como um aplicativo sem tantos super poderes. Na época do Ballmer o Office mobile era exclusividade do Windows Phone, e pensar nele rodando em qualquer outra coisa era uma heresia, hoje ele está aí melhor na concorrência do que no próprio sistema da Microsoft. Se levar em conta que parte dos poderes da Cortana vem do motor do Bing, vejo mais sentido ainda. O foco agora é em levar os serviços a mais gente e o Bing não é exatamente um sucesso estrondoso, embora tenha seus méritos (pra mim ainda é a melhor ferramenta de busca para imagens).

  12. Complementando o comentário, já que o foco parece apontar cada vez mais para os aparelhos de baixo custo, uma das coisas em que a Microsoft poderia se focar para divulgar a plataforma é, além da fluidez mesmo em dispositivos com hardware menos potentes, a simplicidade e facilidade de uso do sistema.
    Apesar do menu de configurações confuso, como próprio Ghedin mencionou, vendo de uma forma mais universalizada, considero o uso do Windows Phone muito mais simplificado que o Android.
    O robô verde usa e abusa dos ícones e de um visual que vem ficando cada vez mais limpo ao longo dos anos. Visualmente é agradável, sem dúvida. O Lollipop está aí para mostrar que o Google realmente tem acertado no design.
    Mas pense em uma pessoa mais de idade, por exemplo, utilizando o primeiro smartphone. Um parente, por exemplo, se perde em tantos desenhos no Android e com muitos meses e muita luta tem conseguido utilizar aos poucos o Galaxy de baixo custo que comprou (e ainda sofre com o desempenho que é terrível). Em alguns apps, fazer com que ele enxergue uma lixeira no ícone que é utilizado para tal função é tentar forçar muito a barra.
    O Windows Phone é texto, em sua maioria. As opções são textuais e, quase sempre, quando existem ícones na tela, ao se puxar o menu para cima, as legendas de cada um deles são exibidas. As informações e opções, dessa forma, são mais claras e a opção padrão pelo fundo preto e texto branco só facilitam as coisas nesse exemplo citado.

    1. Algo que remedia essa confusão do Android são as skins/modos “fáceis”. Samsung, LG e até a Asus têm coisas do tipo. Ficam poucos ícones grandes na tela — e bem mais fácil de mexer para quem nunca usou.

      1. O Windows Phone é muito muito muito, ja disse muito? Muito feio e complicado. É tudo texto. Não existe um ícone no sistema… ícones ajudam e muito a configuração e localização do que fazer. Não tem nada nas telas. É só texto, muito mal organizado. É muito simples e complicado. Usabilidade zero.

        A Samsung se deu muito bem nisso, o Touchwiz pode ser pesado o que for, mas nos celulares low end é tudo bem simples de fazer e encontrar, usabilidade dez.

        1. Nem sempre. Apanhei várias vezes procurando funções simples como o roteador wi-fi no Samsung de minha irmã. São telas escondidas em menus e submenus que não acabam. O que salvou foi o botão pesquisar.

        2. Os ícones são práticos sim. Para grande parte dos usuários, realmente economiza muitos pixels na tela e torna mais rápido o acesso a diversas funções. Mas não é uma coisa universal. Não é para todos.

          Pegue qualquer pessoa que tenha mais de 40 anos e não tenha muita familiaridade com computadores e principalmente smartphones e ela ficará perdida entre tantos ícones. Coisa que não acontece tanto quando a identificação da função é feita ou complementada por texto, como no WP.

          Meu sogro não sabia identificar o ícone de resposta ou para encaminhar uma mensagem. Até pouco tempo, o ícone da lixeira no aplicativo do Gmail no iPad era tão simplificado que mal parecia uma lixeira. “Como apago este e-mail?”

          Digo: Esteticamente, o ícone realmente simplifica e torna as coisas mais clean. Mas nem sempre a simplificação ao extremo facilita o uso para todos.

          1. Para todos é complicado.

            Se facilita para 80%/90% dos usuários já é lucro, já está bem.
            O ruim é não ter e ser pior para esses 90% que não usam. Entende?

            Usuários de 40 anos não são os usuários padrões desses sistemas. Mesmo. Não são o foco.

        3. Beleza é subjetivo.
          E não troco um OS julgado como feio por uma interface linda e pesada. Mesmo em tops de linha.

          1. Concordo 100% …. mas é isso (e usabilidade) que vende.

            Aquelas animações do iPhone, abrir e fechar aplicativo, swipe, etc, tudo vende, tudo é só firula, mas vende que é uma maravilha. E sim tudo aquilo é registrado, patenteado, ninguém pode usar igual. A concorrência tenta correr atras do jeito que pode.

      2. A Sony tem o “início simples” que pode ser ativado nas configurações. Ele coloca na tela inicial apenas itens básicos como chamadas, câmera, calculadora, etc com tamanho aumentado. É possível ainda personalizar com os apps mais usados.

  13. Sou usuário do WP (Lumia 925) há quase um ano e acompanho a plataforma mais de perto desde a migração do Windows Mobile para o Phone 7 e depois 8 / 8.1. Gosto do sistema. Acho bonito, fluído e de uso mais simplificado.
    Vejo como maior problema para a plataforma o timing. Quando a versão 8 chegou, finalmente amadurecendo um pouco o sistema, o Android já estava estabelecido, apenas avançando ainda mais no Market share. Quanto ao iOS, é como disseram nos comentários: a base de usuários é bastante fiel e cresce de forma lenta, mas de forma concreta.
    Fora o timing, vejo algumas decisões da MS realmente equivocadas, sobretudo após a finalização da aquisição da Nokia. O interesse maior pelas plataformas concorrentes parece cada vez mais real. E o sumiço da marca Nokia de forma tão abrupta nos aparelhos mais avançados e em todos os sites e serviços que eram mantidos pela finlandesa me parece uma forma de realmente matar a marca que durante tantos anos liderou sozinha o mercado de telefones móveis. A marca poderia sumir de uma vez? Sim. Mas faltou um trabalho de marketing, de lançamento e de entrada da marca Microsoft Lumia para preencher o espaço nessas linhas de aparelhos.
    Os aparelhos são bons. Se não mudam o mundo, como o texto diz, tem câmeras que geralmente são superiores aos equivalentes do robô verde e, assim como o Moto X de primeira geração, se não possuem a configuração top de linha do momento, o sistema roda redondo e não passa nem perto dos Galaxys da linha debaixo da tabela de preços.
    Existe também um pouco de fechamento da mídia para a plataforma. É verdade que enquanto saem 50 dispositivos com Android, aparece um novo Lumia no mercado. São reviews e mais reviews falando do Google e pouco se fala (e quando sim, de forma bastante sucinta) sobre o WP.
    Enfim. É uma tarefa árdua para a MS, e ainda não estou certo de que estão começando o dever de casa da forma mais certa. Como usuário, gostaria muito que o sistema desse mais certo. Talvez o W10 avance um pouco. Mas atrelar uma atualização maior de um sistema mobile ao ciclo de atualizações do desktop talvez esteja deixando as maiores mudanças do Windows Phone um pouco para frente demais, fazendo com que o timing para a disputa com o Lollipop e o iOS seja mais vez um grande problema para a Microsoft.

  14. Como usuário de Windows Phone há mais de dois anos, devo concordar com boa parte do que foi dito pelo Ghedin. O foco da Microsoft realmente tem sido pelo smartphone de baixo custo, que ofereça todos os serviços da empresa (seguindo a política de Nadela) e o básico em aplicativos para os usuários. Decerto as inovações introduzidas pelo WP 8.1 ajudaram a amadurecer a plataforma, mas esse bonde infelizmente já passou. O corte do suporte de aplicativos e serviços do Google ( e a consequente antipropaganda) afastou muitos usuários e também desenvolvedores mais empenhados, apesar de contarmos ainda com alguns apaixonados. Além dessa preferência da Microsoft pelos terceiros, que soou como traição para os usuários.
    Acho muito difícil que alguma mudança drástica pela Microsoft traga alguma mudança para o cenário, visto que a plataforma já tem seus 3~4 anos e pouco se avançou. Pior para mim, que ainda sou um grande fã, mas não me vejo comprando mais qualquer aparelho da plataforma (o que me deixa numa situação complicada, pois acho o Android monótono e iOS fora da minha realidade).

  15. Eu não vejo muito futuro no Windows Phone, não por demérito da Microsoft, mas por mérito da Google, por sempre estar melhorando o Android de maneira bem rápida. O Android One vai vir pra tornar a vida do Windows Phone ainda mais dura, porque ele parece funcionar bem e as pessoas já conhecem o Android, então é natural que o Android venda mais que Windows Phone, mesmo em baixos segmentos. Além de que a Google tem menos a perder com o mercado low-end do que a Microsoft, já que é um mercado muito menos lucrativo e não deve atrair a atenção de muitos desenvolvedores.

  16. Eu realmente não acho que esse seja o futuro da plataforma, usei android por 4 anos, comprei um lumia 930 e a experiencia em termos de fluidez e desempenho é semelhate aos tops de linha com android, é claro que se levarmos em conta os aplicativos o WP está muito atrás, mas no caso me atende muito bem, muita gente pensa que não existe nada no WP, e em todos os sites relacionados a tecnologia dizem a mesma coisa é um bom sistema mas falta APPs, muita gente fica com medo de experimentar, mas normalmete quem experimenta muda de opinião sobre o sistema.

  17. Muita coisa que foi dita pelo editor aparenta que ele não sabe muita sobre a plataforma…
    Sou usuário do WP a pouco mais de 2 anos, antes usuário Android, vim do 4.2..
    Sei que toda plataforma tem seus problemas e o WP evoluiu muito nesses últimos meses que se passaram e digo uma coisa, não é o mesmo que muita gente pensa que é.
    Cada sistema tem particularidades especificas e problemas específicos.
    Falta Apps?? Digamos que não. O usuário que escolhe qual app ira usar, não é pq fulano usa o Snapchat que irei usar. Eu não vejo graça e creio que muitos tmbm não veem. Não é por isso que o sistema é ruim, falta alguns apps sim e as vzs os de terceiros se saem melhor que o oficial, diga-se de passagem 6tag que uso mais ele que o próprio Instagram par windows.
    Julgar um sistema sem saber 100% dele é uma tolice e burrice. Quem era o Android a 6 anos atras?? Risos!!
    E olha o destino do tão aclamado Symbian! Assim acho que devemos procurar primeiro mais informações do sistema antes de criticá-lo.
    Sem contar em dizer que a Microsoft esta dando mais atenção aos concorrentes que sua própria plataforma, isso é ridículo!

    1. Se me permite, só algumas observações:
      * Ninguém sabe 100% de um sistema (você sabe?) e nenhum sistema é 100%.
      * Cada um fala conforme seu ponto de vista e conhecimento. Legal você colocar seu ponto de vista/experiência.
      * Contudo, você não contra-argumentou, só tentou atenuar problemas com elogios a evolução-potencial e fez suposições sobre o conhecimento do autor (E isso me incomodou, daí este comentário). Torcer por um sistema não significa tapar o sol com a peneira.

    2. Sobre o Snapchat e outros apps que faltam, apenas o usuário que deveria ter de achar bom ou ruim. O importante é que ele tenha a opção de instalar, e se não gostar, remover. Fazer juízo de valor sobre apps que faltam é uma tentativa estranha de desmerecer um dos pontos negativos da plataforma.

      O Tinder também não está oficialmente no Windows Phone, e apesar de o 6tin ser um cliente bem competente (eu uso), não tem todos os recursos da versão oficial. O mesmo com o Cloud6 (para Dropbox) e 6tag (para Instagram), que não têm tudo que os apps oficiais para iOS e Android têm. E o aplicativo do Facebook, que é feito pela Microsoft? Compare com os apps oficiais dos outros sistemas.

      Quanto ao Android de vários anos atrás, realmente ele era muito inferior. Mas as circunstâncias que ele enfrentou na época eram muito mais favoráveis: seu único concorrente real era o iOS, e “por sorte” ele sempre concorreu apenas no segmento de alto padrão. Sem contar que, talvez justamente por esse motivo, os smartphones ainda eram bem menos populares. Hoje o Windows Phone precisa lidar com um mercado muito mais amadurecido, em que a fatia do iOS, se não é crescente, pelo menos é estável e fiel, enquanto a maior parte do mercado já foi abocanhada pelo Android. São 2 sistemas muito maduros que ele precisa enfrentar, algo que o Android não precisou.

      Nesse sentido, sem oferecer nenhum diferencial interessante, fica difícil falar sobre o sucesso do sistema.

  18. Lembrando que custo é uma vantagem com prazo de validade e que esse prazo já está terminando para os smartphones: é uma questão de tempo para o Android simplesmente oferecer bons aparelhos de baixo custo, como já está ocorrendo, minando completamente o WIndows Phone.

      1. Exatamente: quando perguntavam de smartphone de entrada, eu recomendava o Windows Phone porque Android barato era muito ruim. Agora, coloco o Moto E como opção (apesar de não colocar minha mão no fogo por ele, já que não tive muito contato com o aparelho). Não podemos esquecer do Android One entrando em países asiáticos mais pobres para brigar com o Windows Phone.

        Na próxima geração de processadores, os baratos se tornarão melhores ainda até que o mercado seja como o de notebooks, no qual é possível ter uma experiência razoável com aparelhos bem baratos.

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