Signal fica fora do ar na tarde desta sexta (15)

Hoje o Signal ficou fora do ar e tive que usar o WhatsApp. Horrível quando isso acontece.

Falando sério, durante toda a tarde desta sexta (15) o Signal enfrentou problemas técnicos. No meu celular, ele morreu — o indicador de envio de mensagens fica girando e girando… e só. Às 13h33, o perfil do Signal no Twitter informou que o aplicativo passava por dificuldades técnicas e que, mesmo acrescentando novos servidores e expandindo a capacidade do serviço sem parar ao longo da semana, a carga de novos usuários de hoje excedeu mesmo “as previsões mais otimistas.” Logo o serviço deve ser estabilizado. Via @signalapp/Twitter.

Samsung anuncia linha Galaxy S21

Lado a lado, de costas, Galaxy S21 Ultra (preto), Galaxy S21 Plus (lilás e dourado) e Galaxy S21 (rosa).
Foto: Samsung/Divulgação.

A Samsung antecipou em um mês o anúncio do Galaxy S de 2021 e, nesta quinta (14), mostrou os Galaxy S21, S21 Plus e S21 Ultra em um evento online. No geral, são leves atualizações dos modelos lançados ano passado. Do que vi, destaco:

  • O novo desenho do calombo das câmeras, que escorre da borda de metal, tem um efeito legal e pelas fotos e vídeos parece menos feio que os calombos da linha S20.
  • O Galaxy S21, modelo de entrada, usa plástico na parte de trás. Os demais, vidro.
  • O Galaxy S21 Ultra tem curiosas duas lentes teleobjetivas, uma com zoom de 3x e outra de 10x. É o primeiro celular da linha S que suporta a S Pen, ainda que ela seja vendida separadamente e precise de uma capinha para ser levada junto ao celular. E só está disponível em duas cores: preto ou branco.
  • Todos os três usam chips atualizados: Snapdragon 888 nos Estados Unidos, e Exynos 2100, alardeado pela Samsung por ser o primeiro da empresa feito em processo de 5 nanômetros, no resto do mundo. Os Galaxy S21 e S21 Plus têm 8 GB de RAM, enquanto o S21 Ultra começa em 12 GB e a versão de 512 GB de armazenamento traz 16 GB de RAM. Haja RAM!
  • Todos os três têm telas de alta definição e taxa de atualização dinâmica, que varia automaticamente de 48 a 120 Hz. Não precisa mais escolher um ou outro.
  • Todos os aparelhos vêm sem carregador de parede e sem fones de ouvido na caixa — pelo meio ambiente! A Samsung Brasil disse ao Interfaces que ainda não sabe se as caixas vendidas no Brasil virão magrinhas aqui também, mas muito me surpreenderá se aparecem recheadas.
  • A Samsung também anunciou os Galaxy Buds Pro (fones de ouvido sem fios) e as Galaxy SmartTag em duas versões — a Plus é mais precisa e tem um esquema de realidade aumentada para ajudar o usuário a encontrar a bugiganga perdida.

A pandemia afetou bastante as vendas do Galaxy S20. A consultoria Counterpoint Research estima que a linha Galaxy S21 as recuperará, ainda que a antecipação do seu lançamento somada ao atraso no do iPhone 12, que está vendendo feito pãozinho quente, possa colocar pressão na Samsung. Um fator que ajudará a Samsung a vender mais este ano é o preço inicial do Galaxy S21, de US$ 799, ou US$ 200 mais barato que o Galaxy S20.

Ainda não há preços nem data de lançamento no Brasil, mas os interessados podem fazer um “pré-registro” no site da Samsung. Via Samsung (2) (3), Counterpoint Research (em inglês).

Versão vazada do Windows 10X mostra sistema parecido com Chrome OS e iPadOS

Menu Iniciar do Windows 10X ocupando a tela toda com barra de pesquisa, apps e sites e arquivos usados recentemente.
O novo menu Iniciar em tela cheia. Imagem: The Verge/Reprodução.

Vazou uma versão preliminar do Windows 10X e o The Verge pôs as mãos nela rodando em um dispositivo de uma tela só. (O 10X, inicialmente, seria destinado apenas a dispositivos com duas telas.) O sistema parece ser uma resposta ao Chrome OS — e ao iPadOS e, não que isso seja algo bom, lembra bem o finado Windows RT.

O menu Iniciar perde os bloquinhos e ocupa a tela toda, aquele monte de ícones no canto direito da barra inferior desapareceu, e um toque/clique no relógio expande Central de Ações. As janelas dos apps abrem sempre em tela cheia e podem ser postas lado a lado, como no iPadOS. Outra coisa intrigante é a simplificação do Explorador de Arquivos: ele gerencia arquivos do OneDrive, baixados e de pen drives, mas “não há como acessar arquivos locais,” segundo a reportagem porque o 10X é um sistema feito para a nuvem. Para fechar, aplicativos desktop/clássicos não devem ser suportados. Sei não, hein… Veja mais fotos e GIFs animados no The Verge (em inglês).

Governo federal lança aplicativo que prescreve medicamentos inúteis contra a COVID-19

Não satisfeito com um app que poderia fazer a diferença na luta contra a COVID-19, mas não fez (por falta de adesão), agora o governo federal resolveu lançar um app inútil já na largada. Chamado TrateCOV e anunciado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o app diagnostica o paciente em um sistema de pontuação baseado nos sintomas apresentados e, em caso positivo, prescreve o famigerado “tratamento precoce” composto por medicamentos comprovadamente ineficazes no combate à COVID-19: hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina. Via Uol.

Pazuello fez o anúncio do TrateCOV em Manaus (AM). A capital amazonense passa pelo pior momento da pandemia, com os sistemas de saúde público e privado colapsados. “Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, disse o pesquisador Jesem Orellana. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes.” Via Folha.

Seus dados bancários são seus

Close em um teclado de caixa eletrônica com uma mão pressionando a tecla zero.

Imagine pegar todo o seu histórico de relacionamento com seu banco e usá-lo para comparar e acessar ofertas de bancos e fintechs rivais. Este cenário, que até pouco tempo era improvável, está começando a ganhar corpo no Brasil graças a duas palavras em inglês: “open banking”. A iniciativa, capitaneada aqui pelo Banco Central, promete dar ao brasileiro o controle total dos seus dados bancários e, com isso, abrir uma nova era de inovação no setor, com a promessa de aumentar a competitividade e, assim, baratear serviços e democratizar o acesso ao sistema financeiro. (mais…)

Banimento em massa de Trump suscita perguntas difíceis

Manifestantes fiéis a Donald Trump cercam o Capitólio, ao fundo na imagem, no dia 6 de janeiro de 2021.

Primeiro foi o Twitter, com um gancho de 12 horas à conta @realDonaldTrump. Nos dias seguintes, mais de uma dezena de plataformas digitais se juntaram ao banimento, temporário ou permanente, do presidente norte-americano Donald Trump. Motivadas por uma tentativa de golpe liderada por ele que culminou em uma invasão ao Capitólio, em Washington, e cinco mortes, as empresas do setor finalmente agiram. Antes tarde que mais tarde, mas como demoraram.

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Pinturas em prédios de SP dos jogos Cyberpunk 2077 e Free Fire rendem multas e são apagadas

A CD Projekt e a Warner, responsáveis por Cyberpunk 2077, e a Garena, dona do Free Fire, tiveram uma sacada para o marketing dos jogos: alugar as laterais de prédios em São Paulo e pintar artes relacionadas aos jogos a fim de promovê-los. A prefeitura, porém, entendeu as artes como publicidade (o que parece… coerente) e, com base na Lei Cidade Limpa (14.223/2006), multou as empresas em R$ 410 mil (Cyberpunk 2077) e R$ 595 mil (Free Fire). Além do prejuízo, as duas pinturas já foram apagadas. Veja o antes e depois na reportagem do Uol Start.

Parece um roteador, mas é um computador

 

Foto de divulgação do Asus Fanless Chromebox, com duas antenas levantadas atrás, lembrando um roteador wireless.
Foto: Asus/Divulgação.

Ainda na série “coisas legais que aparecem na CES”, a Asus anunciou este computador que passa fácil por um roteador. O Asus Fanless Chromebox roda Chrome OS e, como o nome sugere, dispensa ventoinhas para manter o processador (de Celeron até Core i7) e a carcaça em alumínio frios. Sai nos Estados Unidos em fevereiro, a partir de US$ 399. Via The Verge (em inglês).

Mini LED e microLED

A enxurrada de novas TVs na CES que usam a tecnologia Mini LED, com algumas microLED, tem causado confusão até em sites especializados. A Cnet trocou a tecnologia ao falar da TV microLED de 110″ da Samsung neste resumão e replicado na newsletter Meio, por exemplo. Apesar dos nomes parecidos, são tecnologias diferentes.

Mini LED é uma evolução das telas LCD, também chamadas comercialmente de telas LED e variações, como QLED (Samsung). As telas Mini LED mantêm uma iluminação de fundo, só que aumentam consideravelmente, na casa dos milhares, a quantidade de mini-lâmpadas LED presentes, todas controladas individualmente, o que ajuda a aumentar o contraste, a diminuir os “vazamentos” de luz, comuns em telas LCD mais antigas, e a reduzir a espessura das TVs. As fabricantes na CES apresentaram vários modelos Mini LED, cada uma com um nome comercial próprio: Neo QLED (Samsung), QNED (LG, única que divulga o número de LEDs das suas Mini LED: 30 mil) e OD Zero (TCL).

Já a tecnologia microLED é mais parecida com a OLED: cada pixel é uma fonte microscópica de luz própria, com a diferença de não utilizar materiais orgânicos (o “O” de OLED significa “organic”) e, por isso, estar menos suscetível à degradação natural com o passar do tempo. Como cada pixel pode ser desligado individualmente para mostrar o preto, o contraste é altíssimo. A tecnologia microLED ainda é cara e só está disponível em painéis enormes e TVs gigantescas, todos caríssimos, como a referida de 110″ que a Samsung mostrou na CES. Preço dela? US$ 150 mil (cerca de ~R$ 760 mil). Via Display Ninja (em inglês).

Project Hazel, a máscara N95 gamer (sim, com LEDs) da Razer

Mulher de cabelos compridos usando uma máscara N95 gamer da Razer com o ventilador iluminado em azul e roxo.
Foto: Razer/Divulgação.

Uma máscara N95 “gamer”, criada por uma empresa de equipamentos de games, com ventiladores que expelem CO2, amplificadores para projetar a voz do usuário e, claro, LEDs coloridos, é a coisa mais 2020 que você verá em 2021. Ainda é só um conceito, ou seja, sem certificação de órgãos sanitários, preço nem data de lançamento — e talvez nem seja lançada. Via Razer.

O que muda na nova política de privacidade do WhatsApp

Uma mão segurando um iPhone, com a tela de aceite da nova política de privacidade do WhatsApp aberta. Ao fundo, folhas de uma planta.

No dia 8 de fevereiro 15 de maio, começa a valer a nova política de privacidade do WhatsApp. O pedido de aceite, que os usuários já começaram a ver ao abrir o aplicativo (imagem acima), diz que “após essa data, você deverá aceitar as atualizações para continuar usando o WhatsApp.” O ultimato tem causado rebuliço. O que muda, exatamente? Chegou a hora de abandonar o WhatsApp? Tento responder essas e outras perguntas nesta análise1.

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Filmlog 2 para iOS

Saiu o Filmlog 2 (iOS), um aplicativo para registrar filmes vistos e que se quer ver. É um app independente, desenvolvido por uma pessoa só (Simon Braun), cujo apelo está na privacidade e discrição — ao contrário de outros apps do tipo, o Filmlog não é uma rede social; serve apenas para você manter um controle de filmes vistos e a ver. E está traduzido para o português.

A nova versão teve seu visual repaginado e agora é freemium, ou seja, grátis, mas com alguns recursos desbloqueáveis mediante pagamento. Para acessar a versão completa (Plus), basta um pagamento único de R$ 22,90. Via Filmlog.

Gentilmente, Simon disponibilizou cinco códigos promocionais para os leitores do Manual do Usuário (saiba como ativá-los). Leva quem for mais rápido:

  • YW3NXHHHF3N3
  • 9KYL4XX63R9M
  • A773WJLAPYLW
  • LAPTHXYREYR9
  • 4LP3PYJWYYL4