Como ocultar as notificações na tela de bloqueio do Android

O Android 5.0 “Lollipop” trouxe mudanças que são muito mais do que meramente estéticas. Se por um lado elas melhoraram e estenderam o rol de funções disponíveis no sistema do Google, por outro aumentaram o grau de complexidade. Um desses pontos que ficaram mais complicados é a nova tela de bloqueio do Android. (mais…)

Hilário Júnior, figura conhecida do meio das mídias sociais, soltou essa agora pouco no LinkedIn:

Essa é pra deixar muito defensor da privacidade dos dados de cabelo em pé: Facebook e Serasa estão em fins de fechar uma parceria onde, até o final do ano, a rede social vai ter acesso ao vasto banco de dados da empresa de cadastro financeiro, a partir daí nós (profissionais de social media) vamos conseguir segmentar por faixa salarial os anúncios através da plataforma de anúncios da rede de Menlo Park.

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Safari do iOS 9 permitirá extensões quem bloqueiam conteúdo.

A nova vesão do Safari traz Extensões de Bloqueio de Conteúdo ao iOS. O Bloqueio de Conteúdo dá às suas extensões uma maneira rápida e eficiente de bloquear cookies, imagens, recursos, pop-ups e outros conteúdos.

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O que você prefere: privacidade ou comodidade?

Smartphones são incríveis e atingiram a maturidade faz algum tempo. Tanto que começamos a ver, em termos práticos, o surgimento de uma segunda fase, uma tentativa de Apple e Google de dar mais destaque a iOS e Android como fim em vez de servirem apenas de palco para apps de terceiros. Em meio a essa disputa, a privacidade do usuário desponta como um fator de diferenciação. (mais…)

Uma nova atualização do Messenger muda a maneira com que o app monitora e coleta a localização dos usuários. Até então o processo era contínuo, desde que tivesse essa permissão, característica que deu brecha à criação de um bizarro “Mapa do Maroto” por um estudante de ciência da computação de Harvard — e, provavelmente, uma dor de cabeça ao RP do Facebook.

Agora, a localização só é compartilhada se o usuário tocar no alfinete ou nos três pontinhos e selecioná-la (veja a imagem abaixo). Para quem usa o WhatsApp, é a mesma mecânica, mas com um diferencial extra: o alfinete/localização pode ser movido livremente, então se você estiver combinando uma saída com os amigos, pode indicar no mapa, de antemão, onde vocês se encontrarão.

Stan Chudnovsky, líder de produto do Messenger, disse ao TechCrunch que o novo recurso é “a fundação de tudo que está por vir” envolvendo localização, e que com ele, essa parte deixa de ser secundária nos planos da empresa. A atualização já está disponível para Android e iOS.

Passos para compartilhar a localização no Facebook Messenger.

Configure a extensão Ghostery para navegar na web com privacidade

O acesso a um site se dá pela comunicação do cliente (você) com um servidor (onde está o site), que repassa via Internet os códigos, scripts e imagens que geram a página que você vê no navegador. Entre eles costumam vir mais coisas além do estritamente necessário para exibir o que foi solicitado. É nesse momento que a sua privacidade na web é comprometida.

Redes sociais, redes de publicidade, sistemas de estatísticas… um punhado de serviços são carregados junto com inúmeros sites através de scripts; vários deles geram cookies, minúsculos arquivos que guardam informações relacionadas a um domínio/site. Juntos, esses pequenos trechos de código e arquivos monitoram e devolvem aos seus criadores dados seus que, agregados, traçam um perfil bastante fiel dos seus gostos e hábitos. E, como efeito colateral, no processo eles ainda deixam os sites mais pesados.

A maioria usa essas informações anonimamente, com o único intuito de direcionar anúncios mais eficazes ou aperfeiçoar a experiência online. O que não é pouca coisa. Se te incomoda aquele monte de anúncios de sapatos que passa a aparecer depois que você fazer uma pesquisa por um modelo específico, a culpa é dessa estrutura que se criou na Internet. Como evitá-la? Não é fácil, mas extensões como a Ghostery criam uma boa barreira. (mais…)

Os post-its que te seguem na web através de anúncios são frutos da vigilância online

O leitor Fred colocou o vídeo acima no nosso último post livre. É uma ideia genial, mas que ao mesmo tempo revela o quanto somos rastreados na web. (mais…)

Esta extensão mostra a localização de quem conversou contigo no Facebook Messenger

Não é segredo algum que o Facebook sabe muito da gente. Mesmo assim, vez ou outra ficamos horrorizados com o tanto de informações que a rede social tem. No Messenger, por exemplo, por padrão o sistema grava a localização exata de onde as mensagens são enviadas. Aran Khanna, estudante de ciência da computação de Harvard, desenvolveu uma extensão que deixa isso bem claro.

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O novo app Kiwi quer convidar seus amigos do Facebook. Não faça isso

Este é mais um post que será útil por uma semana e, depois, cairá no esquecimento junto com o app que aborda — foi assim com o MomentCam, Secret, Rooms e alguns outros. Desta vez o app em questão se chama Kiwi e está disponível para Android e iPhone.

Você talvez até já tenha recebido um convite no Facebook, de algum contato seu, para usar o Kiwi. Não se trata de uma variante saudável/natural de Candy Crush; o Kiwi é um app nos moldes do Ask.fm e Spring.me, ou seja, um lugar para fazer perguntas anônimas (ou não) e respondê-las.

A página oficial do app no Facebook começou a operar ontem, mas ele já está ganhando tração por conta da controversa mecânica de convites quase automáticos. O processo de cadastro é um campo minado nesse sentido. Logo depois de liberar o acesso do Kiwi aos seus dados no Facebook a fim de registrar-se, com a desculpa de que “é mais divertido com seus amigos” o Kiwi dá uma forçada nesse sentido. A primeira tela é esta:

Primeira tela de convites do Facebook no app Kiwi.

A interface é confusa. Não há um botão claro (em vermelho, um “X”, qualquer coisa do tipo) para pular essa etapa. O correto, pois, é o tique do canto superior direito. Um toque ali o leva à tela seguinte sem convidar ninguém, uma atitude que ajuda na construção da paz mundial e na manutenção de amizades.

Mas calma, ainda não acabou. Depois da tela acima, o Kiwi joga uma janela modal na tua cara com o mesmo pedido, apenas exibido de uma forma mais dramática:

Segunda tentativa de convidar todos os seus amigos do Facebook.

Que cara insistente! Aqui, pelo menos, a interação é óbvia, basta tocar em “Não” e você, enfim, chegará à tela principal do app.

O Kiwi parece ser bem simples, mas tem um visual legal. Talvez pegue, talvez não. Em qualquer dos casos, apenas não seja aquele que convida todo mundo para coisas esquisitas no Facebook.

Veja (e cancele) todas as páginas que você já curtiu no Facebook

Quando você se cadastrou no Facebook? Se faz algum tempo, digamos… alguns anos, é bem provável que tenha acumulado muitos likes, diversas curtidas em páginas dos mais variados tipos. O sistema incentiva isso e, no fim, é uma forma fácil de construir a sua persona online — “veja a banda descolada que eu curto!”, “esse filme é mesmo muito bom” ou “eu uso esta marca”.

O problema com o curtir do Facebook é que ele não é transitório, diferentemente de nós, seres humanos. O que faz a minha cabeça hoje pode, daqui a algum tempo, não ter o mesmo peso. Em casos mais extremos, sequer figurar na lista das coisas que eu gosto ou de que já gostei e não tenho vergonha de declarar. Num momento estamos dando o máximo para expormos o nosso melhor lado a amigos, colegas e desconhecidos na Internet; rapidamente e sem aviso, mal sabemos que figura esse amontoado de curtidas virou — ainda que, dizem, o Facebook seja capaz de conhecer melhor a nossa personalidade do que outras pessoas. (mais…)

O argumento definitivo pela privacidade na Internet

Quando algum escândalo como o da NSA em 2013 estoura ou, um mais recente, o do spyware Regin, ou ainda quando Google, Facebook ou outra empresa de Internet é flagrada em práticas que vão contra os interesses dos usuários, em prol de anunciantes, governo ou qualquer outro terceiro, a bandeira da privacidade é erguida.

Só que muita gente parece não entender a importância dela. Minimizam o caso, dizem que é essa violação é o que paga a comodidade dos serviços que usamos — o que é verdade, ainda que não seja o único caminho. Não é raro nos depararmos com alguém dizendo que “não tem nada a esconder”, ou que “não faz nada de errado”. Duvido muito que exista alguém tão imaculado, mas de qualquer forma não é esse o ponto. (mais…)

João da Silva Luto? A política de nomes reais do Facebook pode impedi-lo de voltar a ser João da Silva

Exemplo de revolta usando o próprio nome no Facebook.

Prática herdada do Orkut e que provavelmente se originou nos nicks do MSN Messenger, usar o nome para refletir um estado ou sentimento ainda acontece hoje, no Facebook. O problema é que ela vai de encontro a uma das políticas mais rígidas da rede, a que força o uso de nomes verdadeiros. Como conciliar esse conflito de interesses?

Uma pesquisa por “luto” ou “guarani kaiowa” no Facebook retorna vários nomes, ou seja, as pessoas ainda fazem isso. Gente que perdeu alguém querido (ou as eleições…) ou se solidarizou tanto com o grupo indígena que, para explicitar seu posicionamento aos amigos, resolveu usar o próprio nome. O problema é que o Facebook é chato nesse sentido. Ele quer que você use o seu nome verdadeiro e não dá muito espaço para homenagens do tipo ou quaisquer outros desvios. (mais…)

De quem (e qual) é a culpa do último vazamento de fotos do Snapchat?

Alguns dias atrás um grupo de ~hackers anunciou ter em seu poder milhares de fotos obtidas através do Snapchat. São 13 GB de arquivos, mais de 100 mil (ou 200 mil, dependendo da fonte) imagens. Ou seja, é bastante coisa, e para piorar existe a suspeita de que haja muitas fotos pornográficas de menores de idade nesse bolo. A cobertura do caso pela imprensa tem seguido a linha “vazamento no Snapchat”. Mas será que a culpa é do serviço mesmo?

Não estou duvidando da existência desse material, ainda que essa desconfiança tenha sido levantada. De qualquer maneira, para o que quero discutir isso não vem ao caso. O que coloco em discussão é a atribuição de culpa ao Snapchat. (E sim, antecipando eventuais questionamentos, eu uso e gosto bastante do app.) Porque, ao que tudo indica, não houve invasão aos servidores do serviço, os apps oficiais não foram comprometidos e nenhuma brecha foi reportada. Dentro da “experiência” oficial, o app garantiu a segurança que promete e através da qual, em grande parte, se sustenta. (mais…)

Google lança ferramenta gratuita para limpar o Chrome de barras e buscadores estranhos

Ferramenta de Remoção de Software do Google.

Você provavelmente já viu alguma instalação do Chrome com barras de ferramentas esquisitas ou que tem como página inicial um buscador obscuro. Esses desvios comportamentais são culpa de plugins que se infiltram no navegador através de instaladores “patrocinados” e outras táticas questionáveis.

Não chega a ser difícil limpar essa sujeira do Chrome na unha, mas ao usuário leigo, que nem sabe como contaminou seu navegador, é um desafio intransponível. Por isso a Ferramenta de Remoção de Software recém-lançada pelo Google é importante: com dois cliques, ela verifica e limpa o Chrome desses complementos que degradam a experiência.

Por ora só funciona com Windows e, por padrão, ela envia informações da limpeza ao Google a fim de melhorar a própria ferramenta (se não quiser, basta desmarcar a caixa de diálogo referente à função). Ah, e só atente ao final do processo: mesmo não encontrando nada suspeito, a ferramenta pergunta se você deseja redefinir o Chrome, apagando todas as suas informações como histórico, senhas salvas e outras da instalação local. Se está tudo bem, não tem motivo para fazer isso, certo?

Baixe-a aqui.

Este site explica e atribui notas aos termos de uso dos sites mais populares

Uma das maiores mentiras que a Internet criou é a confirmação de leitura e acordo dos termos de uso de sites e serviços online. Quase sempre é uma leitura longa e enfadonha, recheada de juridiquês, e que quase ninguém lê de fato.

Apesar do descaso, esse texto contém informações importantes. É ali que a empresa que oferece o serviço diz o que pode e o que não pode fazer com seus dados, como a venda deles a terceiros, e as garantias prometidas.

Para facilitar a nossa vida, o Terms of Service; Didn’t Read esmiúça termos de serviço e compila os destaques em uma listinha muito mais palatável, com um tom coloquial e indicadores do que é bom e do que não é. Cada site analisado ainda ganha uma nota, que vai de “E” (pior) a “A”, indicando os que têm as melhores propostas — leia-se as mais transparentes e que respeitam a privacidade do usuário.

O mais legal é que existe um plugin para navegadores que “traduz” os termos que já constam no sistema em tempo real, assim que você entra em um deles. Há versões para Chrome, Firefox, Safari e Opera, e uma para Internet Explorer já foi prometida.