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Esta extensão mostra a localização de quem conversou contigo no Facebook Messenger

Não é segredo algum que o Facebook sabe muito da gente. Mesmo assim, vez ou outra ficamos horrorizados com o tanto de informações que a rede social tem. No Messenger, por exemplo, por padrão o sistema grava a localização exata de onde as mensagens são enviadas. Aran Khanna, estudante de ciência da computação de Harvard, desenvolveu uma extensão que deixa isso bem claro.

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O novo app Kiwi quer convidar seus amigos do Facebook. Não faça isso

Este é mais um post que será útil por uma semana e, depois, cairá no esquecimento junto com o app que aborda — foi assim com o MomentCam, Secret, Rooms e alguns outros. Desta vez o app em questão se chama Kiwi e está disponível para Android e iPhone.

Você talvez até já tenha recebido um convite no Facebook, de algum contato seu, para usar o Kiwi. Não se trata de uma variante saudável/natural de Candy Crush; o Kiwi é um app nos moldes do Ask.fm e Spring.me, ou seja, um lugar para fazer perguntas anônimas (ou não) e respondê-las.

A página oficial do app no Facebook começou a operar ontem, mas ele já está ganhando tração por conta da controversa mecânica de convites quase automáticos. O processo de cadastro é um campo minado nesse sentido. Logo depois de liberar o acesso do Kiwi aos seus dados no Facebook a fim de registrar-se, com a desculpa de que “é mais divertido com seus amigos” o Kiwi dá uma forçada nesse sentido. A primeira tela é esta:

Primeira tela de convites do Facebook no app Kiwi.

A interface é confusa. Não há um botão claro (em vermelho, um “X”, qualquer coisa do tipo) para pular essa etapa. O correto, pois, é o tique do canto superior direito. Um toque ali o leva à tela seguinte sem convidar ninguém, uma atitude que ajuda na construção da paz mundial e na manutenção de amizades.

Mas calma, ainda não acabou. Depois da tela acima, o Kiwi joga uma janela modal na tua cara com o mesmo pedido, apenas exibido de uma forma mais dramática:

Segunda tentativa de convidar todos os seus amigos do Facebook.

Que cara insistente! Aqui, pelo menos, a interação é óbvia, basta tocar em “Não” e você, enfim, chegará à tela principal do app.

O Kiwi parece ser bem simples, mas tem um visual legal. Talvez pegue, talvez não. Em qualquer dos casos, apenas não seja aquele que convida todo mundo para coisas esquisitas no Facebook.

Veja (e cancele) todas as páginas que você já curtiu no Facebook

Placa com o botão Curtir do Facebook.

Quando você se cadastrou no Facebook? Se faz algum tempo, digamos… alguns anos, é bem provável que tenha acumulado muitos likes, diversas curtidas em páginas dos mais variados tipos. O sistema incentiva isso e, no fim, é uma forma fácil de construir a sua persona online — “veja a banda descolada que eu curto!”, “esse filme é mesmo muito bom” ou “eu uso esta marca”.

O problema com o curtir do Facebook é que ele não é transitório, diferentemente de nós, seres humanos. O que faz a minha cabeça hoje pode, daqui a algum tempo, não ter o mesmo peso. Em casos mais extremos, sequer figurar na lista das coisas que eu gosto ou de que já gostei e não tenho vergonha de declarar. Num momento estamos dando o máximo para expormos o nosso melhor lado a amigos, colegas e desconhecidos na Internet; rapidamente e sem aviso, mal sabemos que figura esse amontoado de curtidas virou — ainda que, dizem, o Facebook seja capaz de conhecer melhor a nossa personalidade do que outras pessoas. (mais…)

O argumento definitivo pela privacidade na Internet

Quando algum escândalo como o da NSA em 2013 estoura ou, um mais recente, o do spyware Regin, ou ainda quando Google, Facebook ou outra empresa de Internet é flagrada em práticas que vão contra os interesses dos usuários, em prol de anunciantes, governo ou qualquer outro terceiro, a bandeira da privacidade é erguida.

Só que muita gente parece não entender a importância dela. Minimizam o caso, dizem que é essa violação é o que paga a comodidade dos serviços que usamos — o que é verdade, ainda que não seja o único caminho. Não é raro nos depararmos com alguém dizendo que “não tem nada a esconder”, ou que “não faz nada de errado”. Duvido muito que exista alguém tão imaculado, mas de qualquer forma não é esse o ponto. (mais…)

João da Silva Luto? A política de nomes reais do Facebook pode impedi-lo de voltar a ser João da Silva

Exemplo de revolta usando o próprio nome no Facebook.

Prática herdada do Orkut e que provavelmente se originou nos nicks do MSN Messenger, usar o nome para refletir um estado ou sentimento ainda acontece hoje, no Facebook. O problema é que ela vai de encontro a uma das políticas mais rígidas da rede, a que força o uso de nomes verdadeiros. Como conciliar esse conflito de interesses?

Uma pesquisa por “luto” ou “guarani kaiowa” no Facebook retorna vários nomes, ou seja, as pessoas ainda fazem isso. Gente que perdeu alguém querido (ou as eleições…) ou se solidarizou tanto com o grupo indígena que, para explicitar seu posicionamento aos amigos, resolveu usar o próprio nome. O problema é que o Facebook é chato nesse sentido. Ele quer que você use o seu nome verdadeiro e não dá muito espaço para homenagens do tipo ou quaisquer outros desvios. (mais…)

De quem (e qual) é a culpa do último vazamento de fotos do Snapchat?

Alguns dias atrás um grupo de ~hackers anunciou ter em seu poder milhares de fotos obtidas através do Snapchat. São 13 GB de arquivos, mais de 100 mil (ou 200 mil, dependendo da fonte) imagens. Ou seja, é bastante coisa, e para piorar existe a suspeita de que haja muitas fotos pornográficas de menores de idade nesse bolo. A cobertura do caso pela imprensa tem seguido a linha “vazamento no Snapchat”. Mas será que a culpa é do serviço mesmo?

Não estou duvidando da existência desse material, ainda que essa desconfiança tenha sido levantada. De qualquer maneira, para o que quero discutir isso não vem ao caso. O que coloco em discussão é a atribuição de culpa ao Snapchat. (E sim, antecipando eventuais questionamentos, eu uso e gosto bastante do app.) Porque, ao que tudo indica, não houve invasão aos servidores do serviço, os apps oficiais não foram comprometidos e nenhuma brecha foi reportada. Dentro da “experiência” oficial, o app garantiu a segurança que promete e através da qual, em grande parte, se sustenta. (mais…)

Google lança ferramenta gratuita para limpar o Chrome de barras e buscadores estranhos

Ferramenta de Remoção de Software do Google.

Você provavelmente já viu alguma instalação do Chrome com barras de ferramentas esquisitas ou que tem como página inicial um buscador obscuro. Esses desvios comportamentais são culpa de plugins que se infiltram no navegador através de instaladores “patrocinados” e outras táticas questionáveis.

Não chega a ser difícil limpar essa sujeira do Chrome na unha, mas ao usuário leigo, que nem sabe como contaminou seu navegador, é um desafio intransponível. Por isso a Ferramenta de Remoção de Software recém-lançada pelo Google é importante: com dois cliques, ela verifica e limpa o Chrome desses complementos que degradam a experiência.

Por ora só funciona com Windows e, por padrão, ela envia informações da limpeza ao Google a fim de melhorar a própria ferramenta (se não quiser, basta desmarcar a caixa de diálogo referente à função). Ah, e só atente ao final do processo: mesmo não encontrando nada suspeito, a ferramenta pergunta se você deseja redefinir o Chrome, apagando todas as suas informações como histórico, senhas salvas e outras da instalação local. Se está tudo bem, não tem motivo para fazer isso, certo?

Baixe-a aqui.

Este site explica e atribui notas aos termos de uso dos sites mais populares

Uma das maiores mentiras que a Internet criou é a confirmação de leitura e acordo dos termos de uso de sites e serviços online. Quase sempre é uma leitura longa e enfadonha, recheada de juridiquês, e que quase ninguém lê de fato.

Apesar do descaso, esse texto contém informações importantes. É ali que a empresa que oferece o serviço diz o que pode e o que não pode fazer com seus dados, como a venda deles a terceiros, e as garantias prometidas.

Para facilitar a nossa vida, o Terms of Service; Didn’t Read esmiúça termos de serviço e compila os destaques em uma listinha muito mais palatável, com um tom coloquial e indicadores do que é bom e do que não é. Cada site analisado ainda ganha uma nota, que vai de “E” (pior) a “A”, indicando os que têm as melhores propostas — leia-se as mais transparentes e que respeitam a privacidade do usuário.

O mais legal é que existe um plugin para navegadores que “traduz” os termos que já constam no sistema em tempo real, assim que você entra em um deles. Há versões para Chrome, Firefox, Safari e Opera, e uma para Internet Explorer já foi prometida.

iOS 8 e Android L são criptografados por padrão

A carta de Tim Cook sobre privacidade aos clientes está cheia de declarações fortes, promessas que poucas ou nenhuma outra empresa talvez consiga cumprir e o compromisso único e irrestrito com a privacidade.

Nela, Cook diz que a privacidade dos clientes da Apple é prioritária, que a empresa não cria perfis, nem lucra cedendo informações a parceiros, que nunca trabalhou com governo algum, nem permitiu acesso aos seus servidores. A cereja do pudim é que com o iOS 8, a criptografia do dispositivo é automática, basta colocar uma senha no dispositivo. “Não é tecnicamente possível para nós responder a pedidos do governo para extração desses dados de dispositivos na posse deles rodando o iOS 8.”

A medida, corajosa, já encontrou resistência entre as autoridades e, segundo o especialista forense Jonathan Zdziarski, não é absoluta: a sincronia entre o iPhone e computadores representa um ponto fraco nesse grande esquema de segurança. Há indícios de que o iCloud também possa servir de vetor para ataques e vazamentos. Só que embora ainda exista trabalho a fazer, o que o iOS 8 já traz é um reforço e tanto. Zdziarski: “Esta é uma postura significativamente pró-privacidade (e corajosa) que a Apple está tomando para seus dispositivos, e ainda que sete anos atrasada, é mais do que bem-vinda. Na verdade, estou impressionado com os últimos esforços da Apple para aperfeiçoar a segurança de modo geral, incluindo o iOS 8 e a autenticação em dois passos do iCloud.”

Além de beneficiar seus usuários, a ação da Apple ecoa em outros lugares. O Google foi rápido ao anunciar que o Android L, com previsão de lançamento para outubro, também virá com criptografia ativada por padrão.

Culpar o iCloud pelo vazamento das fotos de celebridades é um erro duplo

Jennifer Lawrence na entrega do Oscar.

No último domingo, fotos íntimas de celebridades vazaram em redes sociais e sites “especializados”. Entre as vítimas estavam Kate Upton, Jennifer Lawrence, Kirsten Dunst e outros famosos — o número deles pode chegar a cem.

A repercussão tem sido grande porque, ora, são celebridades nuas. Na mesma velocidade com que as fotos se espalharam, empresas supostamente envolvidas com a obtenção das imagens e usadas posteriormente para a disseminação delas começaram a agir a fim de minimizar os estragos. Twitter e imgur estão banindo usuários que compartilham as fotos e o Google tem limpado sistematicamente os resultados da busca para omiti-las.

Ainda não se sabe o que foi usado como vetor para o ataque, muito menos qual ou se alguma falha foi explorada. Na imprensa, porém, não demorou muito para que uma suposição se alastrasse: a culpa do iCloud. (mais…)

Para coibir bullying, Secret anuncia mudanças e relembra: o anonimato não é absoluto

A liminar da justiça do Espírito Santo já teve pelo menos uma consequência: na sexta, o Secret sumiu da App Store brasileira. O app continua intacto nos iPhones onde foi instalado e acessível, mesmo no Brasil, a partir das lojas de outros países.

Em maio, o Secret perdeu a restrição aos EUA e passou a poder ser usado em qualquer lugar. Demorou um pouco para ele engrenar. O Brasil, que junto a Israel foi descrito pelo cofundador e CEO David Byttow como responsável por um “grande pico” de crescimento na ordem de 10~20 vezes, é um desses lugares onde o app pegou. E com toda a atenção ganha e as características dele, era de se esperar que críticas, cobranças e polêmicas surgissem.

Também na sexta, o Secret anunciou três mudanças, duas delas para coibir o bullying. O app, já atualizado no Android e com atualização no iPhone prevista para esta semana, perdeu a capacidade de acessar as fotos salvas no smartphone. Agora, ou se tira uma foto no ato da publicação do post, ou se busca uma imagem no acervo do Flickr. A medida acaba, ou dificulta bastante a publicação de revenge porn e fotos íntimas.

Em outra, ele agora impede a publicação de posts contendo nomes. O Whisper, outro app para compartilhamento de mensagens anônimas, tem uma política do tipo em ação e, de fato, é muito difícil encontrar lá nomes de pessoas comuns — os de famosos são permitidos. Agora o Secret passa a adotar a mesma postura.

Além disso, foram feitas melhorias no algoritmo que detecta sinais de atualizações que miram magoar ou expor alguém. Nesses casos, o sistema insere um passo extra no processo de publicação, pedindo ao usuário para que reconsidere-a. A base para essa mudança, segundo o Secret, é este estudo que constatou que “dar a alguém a oportunidade de repensar antes de publicar algo negativo reduz dramaticamente o mau comportamento.”

A outra novidade é um mecanismo de enquete, em parte para acabar com os posts do tipo “curta se você faz também/gosta daqui/detesta isso”.

Anonimato não é aval para desrespeitar a lei

As alterações amenizam o lado podre do Secret, mas chegam tarde e na forma de resposta aos danos que o app já causou, mais pela pressão pública do que por algum senso de responsabilidade — coisa que Byttow parece não ter muito.

Acima do que o app permite ou invoca nos usuários mais propensos a falar o que dá na telha e espalhar os segredos dos outros, é importante reforçar, uma vez mais, que o app não garante anonimato absoluto.

Além da via legal, ou seja, a entrega de dados pessoais de contas que publiquem conteúdo ofensivo se assim for exigido pela justiça, o próprio app está sujeito a falhas. Até agora, em seis meses de funcionamento, 42 delas foram reportadas por hackers caçadores de recompensas através de um chamado oficial no HackerOne.

Uma das técnicas mais recentes (e já corrigidas) pelo Secret foi desenvolvida pelos pesquisadores Ben Caudill e Bryan Seely, e consistia em gerar contas falsas, adicionar uma verdadeira e, assim, conseguir filtrar os segredos da vítima. Em detalhes, ela foi explicada na Wired por Kevin Poulser. A matéria conta com algumas citações de Byttow, e esta em especial chama a atenção para a franqueza:

O ponto é que tentamos ajudar as pessoas a entender que anônimo não significa indetectável. O Secret não é um lugar para atividades fora da lei, ou para fazer ameaças de bomba ou compartilhar imagens explícitas… Não dizemos que você estará completamente seguro o tempo todo e completamente anônimo.

O Secret não é, nem nunca foi anônimo. Ou melhor, ele assim o é na medida da responsabilidade pelo que se publica ali. Em última instância, o responsável pelas suas palavras continua sendo você. E há meios de descobri-lo, por mais que o app faça parecer que não.

Todo mundo odeia o Facebook Messenger

A Rillary não gostou do Facebook Messenger.

Na App Store o Facebook Messenger é o app gratuito mais baixado (o segundo, na brasileira) e sua versão atual tem mais de 1500 avaliações que lhe conferem uma estrela de cinco possíveis. O Google Play agrega todas as versões, logo não existe uma nota que reflita esse período conturbado, mas uma olhada nas últimas avaliações revela avaliações negativas acompanhadas de reclamações inflamadas. Qual o problema do Facebook Messenger?

De minha parte, nenhum. Desconfio que essa onda de críticas decorra puramente da obrigatoriedade em instalá-lo. Porque, de outro modo, é um bom app: tem um design mais elaborado (bonito e funcional), é rápido e faz tudo e mais um pouco que o antigo sistema de conversas embutido no app principal do Facebook, descontinuado em prol desse, fazia. (mais…)

Difamados, brasileiros tentarão tirar app Secret do ar no país 

Yuri Gonzaga, na Folha:

Um grupo de dez pessoas entrará nos próximos dias com pedidos extrajudiciais para que Apple e Google removam de suas lojas virtuais no Brasil o aplicativo Secret, uma rede social que mantém todo usuário anônimo e que vem ganhando popularidade no país nesta semana.

Segundo o responsável pela iniciativa, o consultor de marketing Bruno de Freitas Machado, 25, cada membro do grupo foi objeto de calúnia ou teve informações privadas divulgadas sem autorização.

Alguém tinha dúvida de que isso aconteceria?

Note-se que é um pedido extrajudicial, ou seja, esse pessoal apenas pedirá diretamente a Google e Apple para que remova o Secret das suas respectivas lojas de apps, sem o envolvimento do judiciário. Pelo histórico de ambas, porém, é bem provável que simplesmente ignorem o pedido.

O próximo passo é a via judicial e lá o caso deve se arrastar. Como o Secret não tem representação no Brasil, regras de Direito internacional deverão ser aplicadas e para que a startup se manifeste em juízo será preciso expedir cartas rogatórias, como explica o advogado Leandro Bissoli à reportagem da Folha.

Atualização (19h): Outro encontrado pela Folha. Este fez um boletim de ocorrência e quer que o Secret revele a identidade dos difamadores.

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Sobre a desvinculação dos posts que citei hoje mais cedo, ainda paira a dúvida se ela alcança as situações previstas na política de privacidade em que o Secret pode revelar a identidade de um usuário. Para dirimi-la, entrei em contato com a assessoria do serviço e o setor legal. O e-mail foi enviado hoje de manhã e até a data da publicação deste post não tive resposta.

O Secret pode ser secreto, afinal

Ontem escrevi aqui que, sob certas circunstâncias, o Secret pode revelar a identidade do autor de posts no serviço. É uma garantia legal e perfeitamente compreensível, por mais que a premissa do app dê a entender o contrário. Existe, porém, uma saída para dizer qualquer bobagem e não ser responsabilizado: desvincular todos os posts.

O botão de desespero do Secret.

Essa opção consta no app e é meio como se fosse um “botão do desespero”: ao acioná-la, o vínculo com posts já publicados some. Eles passam a não ter autoria e o responsável original deixa de receber notificações, além de não conseguir mais apagá-lo. Isso só vale para posts já publicados e seu uso não pode ser frequente. A opção de desvincular publicações não alcança curtidas e comentários em outros posts.

Na política de privacidade, o Secret diz (tradução livre):

A única maneira de tornar seus posts indetectáveis é usando nosso recurso “desvincular”, descrito em mais detalhes abaixo no [tópico] Suas Escolhas, o que elimina qualquer ligação entre seu post e sua conta.

A desvinculação de posts foi implementada no Secret em fevereiro, junto com uma série de outros recursos básicos, como marcar posts como impróprios, apagá-los do sistema (!) e os movimentos laterais de interação. A descrição oficial não dá conta da ação de desvínculo como uma saída para se livrar da responsabilidade por comentários maldosos ou até criminosos, mas como uma forma de aliviar a consciência:

É preciso muita coragem para compartilhar seus pensamentos e sentimentos mais íntimos. Se você se preocupa com algo que já publicou, agora existe um “grande botão vermelho” que removerá qualquer associação entre você e todos os seus posts antigos nos nossos servidores.

A grande questão é que independentemente da atribuição de culpa ou do modo como o Secret funciona, não ser babaca é uma boa opção de vida. Caso você seja um, considere mudar. Não use o app para difamar, injuriar ou expôr, de qualquer forma, quem quer que seja.

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Atualização (15/8, 12h50): Jared, o funcionário do Secret que responde pelas questões legais, respondeu minha pergunta:

Desvincular posts é uma ação que um usuário pode tomar para desassociar sua conta de posts ou comentários antigos e recomeçar. Por exemplo, ele poderá voltar a um post publicado anteriormente e comentar como se fosse outro usuário. Atente ao fato de que isso não muda a infraestrutura de como o app funciona. Embora envolva algum trabalho no nosso lado, há momentos em que somos obrigados por lei a cumprir intimações e ordens judiciais e fornecer informações adicionais sobre um post. Note-se que as “informações pessoais” que podemos fornecer são limitadas com base no que o usuário escolhe compartilhar com o app e no que o app exige para funcionar.

Não é uma resposta muito clara e meu pedido por um esclarecimento acerca dela foi ignorado, mas a sensação é de que, afinal, o Secret não garante sigilo absoluto sobre os autores mesmo após esses desvincularem seus posts, desde que, claro, haja uma ordem judicial no meio.