Aquele golpe da clonagem do WhatsApp mudou. Se antes os criminosos se apropriavam do número do celular da vítima para se passarem por ela e extorquir terceiros, agora nem isso: eles estão simplesmente criando novas contas no WhatsApp se passando pela vítima e, com o apoio de bancos de dados pessoais, entram em contato com pessoas próximas a ela com a desculpa de que “trocou de número” para pedir transferências de dinheiro.

A mudança de estratégia tem outra vantagem ao criminoso, que é não alertar a vítima. No esquema antigo, quando o número do celular passava do seu celular ao do criminoso, telefone e internet móvel deixavam de funcionar no celular original. No novo (que, semanticamente, está mais próximo de uma “clonagem”), a vítima não fica sabendo até ser tarde demais, afinal seu número não é usado no golpe.

O novo esquema já foi alvo de duas operações da Polícia Civil de Goiás, em setembro e outubro. A Kaspersky, que deu o alerta, orienta: “Caso você receba alguma mensagem, sempre desconfie. Entre em contato com a pessoa que está pedindo dinheiro por telefone (ligação). Além de confirmar a autentificada da mensagem, você ainda alerta a pessoa sobre o golpe”.

O iPhone barato do Grupo Angela Faria

Dois anúncios, extraídos de stories do Instagram, de um iPhone 11 e iPhone 11 Pro Max, com preços muito abaixo do mercado.

As ofertas são tentadoras: iPhone 11 de 128 GB por R$ 2,3 mil e iPhone 11 Pro Max de 256 GB por R$ 4,5 mil. Na loja da Apple, esses modelos custam R$ 5,3 mil e R$ 8,4 mil, o que significa que estão sendo vendidos com descontos surreais de 48,9% e 46,4%, respectivamente. Não só: na compra de qualquer um desses telefones, o consumidor leva de brinde um AirPods de 2ª geração — na Apple, custa no mínimo R$ 1.350. Dá para confiar?

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No Mercado Livre, golpistas enganam vendedores inexperientes e causam prejuízo

O Mercado Livre é um destino muito popular para pessoas físicas interessadas em passar para frente produtos usados. A facilidade, a gratuidade, as garantias e o grande fluxo de visitantes tornam a plataforma atraente para quem quer vender, mas um novo golpe, do qual quase fui vítima e que já afetou outras pessoas, ameaça vendedores esporádicos. (mais…)

A anatomia de um golpe: o caso do WhatsApp colorido

Logo do WhatsApp na cor azul, como prometem alguns golpes online.

Com mais de um bilhão de usuários no mundo e uma base fanática no Brasil, é seguro dizer que, se não o aplicativo mais popular, o WhatsApp praticamente integrou-se à vida do brasileiro. Essa ubiquidade o transforma. Dizer que o WhatsApp é um app de mensagens é reduzir suas funções e o potencial inventivo da multidão que o usa para os mais diversos fins. Entre eles, inclusive, disseminar boatos ancorados na boa-fé (ou o contrário) dos outros e aplicar golpes. (mais…)

Não se iluda com o Tsu, rede social que promete pagar os usuários

Logo do Tsu.

Ahhh, as promessas de ficar rico sem fazer nada, sempre boas demais para serem verdades. A menos que você tenha muita grana e um tino raro para investimento, elas não são verdade mesmo. As “oportunidades imperdíveis” costumam mascarar algum esquema em que uma pessoa “X” (que não é você) sai ganhando às custas de outras pessoas (é aqui que você entra). O Tsu, uma rede social nos moldes do Facebook que promete dividir o faturamento com os usuários, é a última do tipo. (mais…)

Promoções da Black Friday de lojas e marcas no Instagram são falsas

Com a proximidade da Black Friday, estão surgindo no Instagram supostos perfis de marcas e lojas do varejo prometendo brindes irresistíveis para quem segui-los, tirar um print screen do perfil da marca (?) e publicá-lo no seu próprio.

Não faça isso, são “promoções” falsas.

Apple, Netshoes e Saraiva no Instagram? Falso.
Clique para ampliar.

Note que além da forma de participação pra lá de esquisita, os perfis trazem erros estranhos. A Apple nunca escreveu “iPhone 6’s” (porque é errado), e não creio que a Saraiva prometeria “R$400,000”, seja lá que valor for esse. E seria estranho a Netshoes escrever seu nome em letra minúscula, usar ponto para separar as casas decimais dos centavos, errar “blackfrday” e escrever “so” em vez de “só”. Esses perfis são uma espécie de spam revigorado — até os erros grotescos dos antigos e-mails permanecem.

O que os criadores desses perfis, que não são as marcas que alegam ser, querem, é obter grandes bases de seguidores rapidamente para vender esses perfis em seguida. Obviamente, os prêmios prometidos são apenas fachada.

Só entre quem eu sigo já vi “prints” de supostos perfis da Netshoes (10 mil seguidores no momento), Apple (43 mil) e Saraiva (2700). Tudo balela. Na dúvida, acesse o site oficial da loja ou empresa e veja se o perfil está listado lá. A Saraiva, por exemplo, atua em seis redes sociais, mas o Instagram não está entre elas. A Netshoes tem perfil, mas esse, oficial, não promete prêmios nem pede coisas malucas aos seguidores. E a Apple… não, né? Perfis relacionados à Apple nesse esquema, aliás, já existem aos montes.

Compartilhe este post nos perfis dos seus amigos que porventura publicarem uma dessas “promoções” no Instagram. Para facilitar, copie e cole este link encurtado: j.mp/bfigfalsa

RSA alerta sobre o Bolware — e o mundo descobre o boleto bancário 

Mapa de incidência do Bolware.
Imagem: RSA Data Security.

A RSA Data Security emitiu alerta sobre um malware chamado Bolware.

Segundo a investigação, que é conduzida pela Polícia Federal do Brasil e o FBI, o Bolware pode ter comprometido quase meio milhão de boletos e gerado prejuízo na casa dos R$ 8,57 bilhões. Além de fraudar esses documentos, o malware ainda captura credenciais usadas para acessar sites. A RSA diz ter detectado quase 200 mil instâncias do Bolware em diferentes IPs, todos rodando Windows.

Tanto lá, quanto no post de Brian Krebs, por onde fiquei sabendo dessa notícia, chega a ser engraçado a tentativa deles de explicar o boleto. Do blog do Krebs:

Em pauta está o “boleto” (oficialmente “Boleto Bancario”), um método de pagamento popular no Brasil que é usado por consumidores e a maioria dos pagamentos B2B. Os brasileiros podem usar boletos para completar compras online através do site do seu banco, mas diferentemente de pagamentos com cartão de crédito — que podem ser contestados e revertidos –, os feitos via boletos não estão sujeitos a cobranças e só podem ser reembolsados via transferência bancária.

Enquanto os culpados não são identificados e o esquema, derrubado, a RSA recomenda a utilização de apps móveis para realizar o pagamento através da leitura do código de barras. O método usado pelo Bolware para comprometer boletos consiste em trocar o código numérico na hora do pagamento, mas ele é incapaz de modificar o código de barras.

Outra saída, essa indicada pela FEBABRAN, é recorrer ao DDA, ou débito direto autorizado. Nunca tinha ouvido falar disso. Parece uma boa, mas este site horrendo que explica o sistema com uma animação tosca feita em Flash não é o tipo de coisa que transmite segurança.