O declínio do Windows como plataforma dominante explicitou o descaso do Google com a Microsoft. A empresa jamais se deu ao trabalho de adaptar seus apps à Microsoft Store (loja de apps do Windows) e faz software para o sistema no estrito limite do que mantém os usuários em seus domínios. Daí o próprio Chrome (web/buscador) e o app de backup do Google Drive. (mais…)
Aviso: trabalhei por 7 anos na Mozilla e era o CTO da Mozilla antes de sair de lá, há dois anos, para fundar uma startup de IA embarcada.
A Mozilla publicou um post há dois dias [foi no dia 23 de maio] destacando seus esforços para tornar o navegador Firefox para Desktop competitivo de novo. Eu costumava seguir de perto o mercado de browsers, mas deixei de acompanhar por alguns anos, e pensei que era hora de ver os números.
Na página inicial do buscador DuckDuckGo, logo abaixo do campo de busca, ou seja, em local de destaque, lê-se a seguinte frase: “A ferramenta de busca que não rastreia você”. É uma cutucada no Google, maior buscador do mundo, uma das maiores empresas de publicidade e das mais lucrativas da história. Quais as chances do pequeno DuckDuckGo frente a esse titã?
O recém-lançado Chrome 46 (!) veio com novidades, correções, tudo que lhe é de praxe, mas trouxe também uma remoção na versão para desktops (Windows, Mac e Linux): o “Ok Google” universal para invocar a pesquisa não existe mais. O Chrome 47 também virá com outro recurso a menos, a central de notificações. Por que isso está acontecendo? (mais…)
Uma das poucas chateações que tenho com o buscador do Google é a impossibilidade de copiar links “puros” dos resultados. O Google usa um JavaScript de redirecionamento, então é ele, e não o link de fato, que acaba copiado para a área de transferência. Se não entendeu nada, veja este vídeo. O Facebook também faz isso.
Além de dificultar a cópia do link, as duas empresas usam esse “pedágio” para registrar todos os nossos cliques, ou seja, é mais um artifício para conhecerem e assimilarem nossos hábitos de navegação.
Só que há um porém: ela surte efeito apenas no google.com; no google.com.br, não. Felizmente o código-fonte está disponível no GitHub, então não deve ser muito difícil alterar esse detalhe. Alguém se habilita?
Atualização (8/9, 10h30): O leitor Vinicius Kunst indicou a extensão GSanitizer, que faz a mesma coisa e funciona nas versões localizadas do Google, como google.com.br. Baixe-a aqui.
Os textões no Facebook e o Medium vieram às custas de algo que, acho eu, era mais genuíno, mais íntimo: os blogs. Eles ainda existem (você está lendo um!), mas perderam o papel de megafone do cidadão médio (como eu) para plataformas mais fáceis, engessadas e horizontais. (mais…)
Em um post no blog oficial do Chrome, Tommy Li, engenheiro de software do Google, anunciou uma novidade relacionada ao plugin nativo do Flash:
Quando você estiver numa página que roda Flash, pausaremos inteligentemente conteúdo (como animações em Flash) que não são centrais na página, enquanto manteremos conteúdo central (como um vídeo) rodando, sem interrupções.
O acesso a um site se dá pela comunicação do cliente (você) com um servidor (onde está o site), que repassa via Internet os códigos, scripts e imagens que geram a página que você vê no navegador. Entre eles costumam vir mais coisas além do estritamente necessário para exibir o que foi solicitado. É nesse momento que a sua privacidade na web é comprometida.
Redes sociais, redes de publicidade, sistemas de estatísticas… um punhado de serviços são carregados junto com inúmeros sites através de scripts; vários deles geram cookies, minúsculos arquivos que guardam informações relacionadas a um domínio/site. Juntos, esses pequenos trechos de código e arquivos monitoram e devolvem aos seus criadores dados seus que, agregados, traçam um perfil bastante fiel dos seus gostos e hábitos. E, como efeito colateral, no processo eles ainda deixam os sites mais pesados.
A maioria usa essas informações anonimamente, com o único intuito de direcionar anúncios mais eficazes ou aperfeiçoar a experiência online. O que não é pouca coisa. Se te incomoda aquele monte de anúncios de sapatos que passa a aparecer depois que você fazer uma pesquisa por um modelo específico, a culpa é dessa estrutura que se criou na Internet. Como evitá-la? Não é fácil, mas extensões como a Ghostery criam uma boa barreira. (mais…)
Dia desses joguei no Twitter a seguinte pergunta: alguém aí tem problemas com consumo excessivo de RAM com o Chrome? Recebi uma enxurrada de respostas positivas e algumas generalizantes, do tipo “e quem não tem?” Pois bem, eu não tenho. Aparentemente sou uma rara exceção, então resolvi fazer uma viagem introspectiva a fim de descobrir o que me leva a ter uma relação tão harmoniosa com o navegador do Google.
Isto não é um guia de como forçar o navegador a economizar na RAM. Ele é sedento por memória e está tudo (mais ou menos) bem. É como eu digo há anos: memória foi feita para ser usada. Se temos computadores mais rápidos hoje, em parte é porque a memória principal deles está mais rápida e disponível em maiores quantidades. E como não se trata de um bem finito, deixe o Chrome, o Windows, o que quer que você estiver rodando se esbaldarem. Se a situação ficar insustentável, por ser uma memória volátil basta desligar e religar o computador e ela será zerada. Problema completamente resolvido. (mais…)
Você provavelmente já viu alguma instalação do Chrome com barras de ferramentas esquisitas ou que tem como página inicial um buscador obscuro. Esses desvios comportamentais são culpa de plugins que se infiltram no navegador através de instaladores “patrocinados” e outras táticas questionáveis.
Não chega a ser difícil limpar essa sujeira do Chrome na unha, mas ao usuário leigo, que nem sabe como contaminou seu navegador, é um desafio intransponível. Por isso a Ferramenta de Remoção de Software recém-lançada pelo Google é importante: com dois cliques, ela verifica e limpa o Chrome desses complementos que degradam a experiência.
Por ora só funciona com Windows e, por padrão, ela envia informações da limpeza ao Google a fim de melhorar a própria ferramenta (se não quiser, basta desmarcar a caixa de diálogo referente à função). Ah, e só atente ao final do processo: mesmo não encontrando nada suspeito, a ferramenta pergunta se você deseja redefinir o Chrome, apagando todas as suas informações como histórico, senhas salvas e outras da instalação local. Se está tudo bem, não tem motivo para fazer isso, certo?
Esses notebook que rodam Chrome OS, como já vimos duasvezes, são bem limitadas. De que maneira, então, o pesadão Photoshop rodará neles? Com o poder da nuvem. O Projeto Photoshop Streaming oferecerá aos donos de Chromebooks e usuários de Windows que usam o Chrome a possibilidade de rodar o editor de imagens via streaming.
Na prática, é como se o Chromebook/Chrome fosse um terminal burro. Todo o processamento, armazenamento e até a própria instalação do Photoshop ocorrerá em servidores remotos. Localmente, apenas a interface e os comandos serão executados. Por limitações atuais, o Photoshop Streaming não terá funções que rodam em cima da GPU, não salvará arquivos localmente (tudo ficará no Google Drive), nem conversará com periféricos, incluindo impressoras.
As vantagens, por outro lado, são ter um Photoshop, ou melhor, o Photoshop de verdade sempre atualizado, sem ocupar espaço na memória do equipamento e que roda mesmo no fraquíssimo hardware tipicamente encontrado em Chromebooks. De outra forma, ou seja, instalado e consumindo recursos locais, esse aplicativo seria inviável. Para o Google, a oferta do Photoshop eleva o moral do seu Chrome OS, ainda encarado com desconfiança por usuários e imprensa pela sua restrição a apps que rodam na web.
Na primeira fase o Photoshop Streaming será restrito a usuários selecionados que pagam a Creative Cloud, são estudantes e residem nos EUA. Para o futuro, a Adobe promete expandir o programa, além de trazer outros apps da Creative Cloud à modalidade por streaming.
Quem tem um Chromebook encontra editores de imagens relativamente simples na Chrome Web Store, como o Pixlr e o Sumo Paint. Nada que se compare ao poder do Photoshop, porém.
A API DirectWrite existe desde o Windows Vista, de 2007. O Chrome, lançado quase dois anos depois, desde sempre usava uma outra, a GDI, para renderizar fontes. Na prática isso se traduzia em caracteres serrilhados — e indigestos para quem tem contato com outras plataformas, como as da Apple e Google.
Com a chegada do Chrome 37, o navegador do Google finalmente renderiza caracteres no Windows usando a DirectWrite. Atualize o seu aí se ainda não o fez e veja a diferença: os textos estão mais suaves e, felizmente, o anti-aliasing não é tão agressivo quanto o do Internet Explorer.
Além disso, o novo Chrome também suporta nativamente telas HiDPI, o que significa que em resoluções altíssimas a interface não fica borrada. No OS X essa melhoria já existia fazia dois anos. O gerenciador de senhas também mudou, alguns recursos para desenvolvedores mudaram e as (supostas) melhorias em estabilidade e segurança estão lá.
O Chrome 37 também marca a estreia da versão 64 bits no canal estável. Ainda é opcional e apenas na versão em inglês (baixe-a aqui), mas é mais um passo rumo à padronização.
Primeiro Chromebook a chegar ao Brasil, o Acer C710 está perto de completar um ano no país e dois desde que foi lançado lá fora. Com sucessores já disponíveis em outros países e cada vez mais difícil de ser encontrado nas lojas daqui, optei por fazer um review mais sucinto em vez daquele tradicional. Há algo que se destaque neste equipamento? Venha comigo para descobrir.
Não fosse pelo logo do Chrome na tampa, o C710 seria facilmente confundido com os melhores netbooks — apesar de soar contraditória essa descrição. É um projeto bem conservador, com conexões legadas, um teclado bem esquisito e visual familiar. Bem familiar mesmo: pelo menos lá fora trata-se de um sabor do Aspire One, a linha de notebooks de entrada com Windows, que passou por um processo de rebranding.
As configurações são bem básicas: processador Celeron 1007U dual-core rodando a 1,5 GHz, 2 GB de RAM e um SSD de 16 GB. Todo de plástico, o Acer C710 herda algumas virtudes e uns tantos defeitos dos antigos netbooks. (mais…)
O administrador de sistemas Linux Miguel Jacq descobriu que a extensão Awesome Screenshot, do Chrome, tem se comportado estranhamente.
Lendo relatórios de acesso dos seus servidores, Jacq notou que um crawler chamado niki-bot estava tentando acessar páginas de internas/administrativas do Drupal, um sistema de publicação web. São locais onde crawlers normais, como os do Google, não chegam e pelos quais nem se interessam, afinal tratam-se de páginas protegidas por senhas e que não fariam muito sucesso se listadas nos resultados de pesquisa.
Após uma pequena epopeia para rastrear o culpado, ele chegou à Awesome Screenshot, extensão do Chrome para tirar e editar screenshots de páginas web. Não se sabe por qual motivo, ela captura e transmite o histórico de navegação do usuário e, posteriormente, essas páginas são visitadas pelo niki-bot. Isso tudo é bem chato, né?
A recomendação de Jacq é desinstalar a Awesome Screenshot. Em seu blog, Matt Mullenweg sugere como substituta a Blipshot, desenvolvida por um funcionário da Automattic e livre de spywares, malwares e qualquer outra coisa que comprometa a sua privacidade.
O Gizmodo perguntou aos leitores quais extensões para o Chrome lhes são vitais. Eu faço a você outra pergunta: existe alguma extensão digna de receber o status “vital”?
Quando esse conceito de extensões surgiu há mais de uma década, ele fazia sentido. A web era limitada, os navegadores, mais ainda. As extensões eram complementos que se inseriam nas lacunas deixadas pelo meio. E havia bastante espaço para elas.
Perguntei no Twitter quais extensões o pessoal lá usa e acha importante. Várias respostas, nenhuma novidade. Muitos falaram do Pocket, uma extensão que pode ser substituída pelo bookmarklet numa boa. O mesmo vale para o Evernote. Bookmarklets, aliás, fazem a mesma coisa que extensões, só que sem consumir recursos, nem poluir a interface — aliás, nem têm interface. Ah, alguns seguidores também falaram em bloqueadores do Flash, algo que dispensa extensão já que o Chrome faz isso nativamente.
No meu navegador tenho apenas três extensões, todas desativáveis a qualquer momento. Duas delas, Google Cast e Buffer, raramente uso (o Chromecast eu uso muito, mas a partir do smartphone). A terceira, Kill News Feed, está sempre à vista e considero uma aliada, só que longe de ser “vital”. Eu passaria mais tempo no Facebook sem ela, e esse seria o único prejuízo.
Então, refaço a pergunta: em 2014 existe alguma extensão de navegador “vital”? De minha parte, acho que passamos essa fase, mas sou todo ouvidos para quem pensa diferente.
Compre nas respectivas lojas usando os links do Manual e reequilibre seus chakras — o site recebe uma pequena comissão que não altera o valor que você paga: