DuckDuckGo como alternativa ao capitalismo de vigilância do Google

Campo de busca do DuckDuckGo.

Na página inicial do buscador DuckDuckGo, logo abaixo do campo de busca, ou seja, em local de destaque, lê-se a seguinte frase: “A ferramenta de busca que não rastreia você”. É uma cutucada no Google, maior buscador do mundo, uma das maiores empresas de publicidade e das mais lucrativas da história. Quais as chances do pequeno DuckDuckGo frente a esse titã?

O Google se tornou sinônimo de pesquisa na web e, partindo dali, criou um império que serve a indivíduos e empresas com tamanha excelência que raramente encontra rivais à altura.

Na prática, sejamos honestos, o DuckDuckGo é pior que o Google. Ele tem uma ou outra vantagem direta como não “sujar” os links nos resultados, permitindo a cópia da URL, e os !bangs, mas elas são circunstanciais ao que realmente importa, que é a qualidade dos resultados.

É, também, uma empresa muito menor. Gabriel Weinberg, CEO e fundador do DuckDuckGo, dia desses revelou que seu buscador havia batido a marca de 10 bilhões de pesquisas servidas, sendo quatro bilhões delas feitas em 2016. É um número expressivo, mas que empalidece perto do que o Google serve.

Em janeiro de 2015, num raro lapso, o Google revelou ao jornalista Steven Levy que processa três bilhões de consultas por dia. Isso resulta, ao longo de um ano, em mais de um trilhão de pesquisas servidas. No atual ritmo, levaria 250 anos para o DuckDuckGo bater a marca de apenas um ano do rival.

Sendo pior e menor, o apelo do DuckDuckGo recai naquela frase da sua página inicial, citada ali em cima. As pesquisas feitas nele não ficam salvas nem são usadas para personalizar qualquer coisa. Os anúncios exibidos não se baseiam em dados pessoais do usuário, referem-se apenas ao termo pesquisado. E, no geral, apesar dos resultados ligeiramente piores, ele funciona bem. Eu o uso como buscador padrão, no computador e no smartphone, há bastante tempo.

O DuckDuckGo sustenta uma postura ética que compensa em grande parte suas ineficiências técnicas. Não é suficiente para a maioria que confia no Google, mas é um fator que vem ganhando força frente à vigilância desenfreada e descarada de empresas e governos.

Em 2014, o Pew Research Center descobriu que 61% dos norte-americanos “discordava” ou “discordava fortemente” da declaração “gosto que serviços online fiquem mais eficientes com o crescente acesso que eles têm aos meus dados pessoais”. Por aqui, nessa semana a GfK divulgou pesquisa em que 37% dos brasileiros disseram discordar da declaração “estou disposto a compartilhar meus dados pessoais (saúde, finanças, trajetos, uso de energia) para obter vantagens”. Há demanda, pois.

Além (ou apesar) disso, o DuckDuckGo opera no azul. É um negócio autossustentável, tanto que pode fazer doações a organizações que compartilham dos seus valores e que lutam por uma alternativa à Internet dominada por Google e Facebook. Em 2016, segundo o mesmo anúncio de Weinberg, foram US$ 225 mil distribuídos a nove dessas iniciativas.

O DuckDuckGo atua numa posição difícil de estar e assumir. Ela é combativa, resistente. Necessária, diria. O Google, à parte o bom serviço que oferece, é o precursor do que a professora aposentada da escola de administração de Harvard, Shoshanna Zuboff, chama de “capitalismo de vigilância”: consiste em empacotar dados pessoais e informações comportamentais para vendê-los a anunciantes. É preciso um contraponto que nos mostre que alternativas a esse modelo são viáveis.

A Prof. Zuboff faz uma analogia entre o Google e o fordismo, a receita de linha de montagem que Henry Ford criou e que depois se espalhou por toda a indústria manufatureira. O Google, por sua vez, aperfeiçoou a comoditização dos dados dos seus usuários e a utilização deles para combinar usuários a anunciantes dispostos a pagar por esse acesso privilegiado à nossa atenção.

Não foi algo planejando. A professora argumenta que o modelo de negócio do Google é um sistema criado ante a falta de algo que pudesse ser vendido e que, pelo sucesso estrondoso e sem precedentes, tornou-se um fim em si mesmo. Os serviços do Google viraram adereços do seu sistema de publicidade programática.

Isso gera um dano à coletividade, como argumenta:

“É assim que a lógica da acumulação se desenvolve… e, por fim, floresce e se torna institucionalizada. Que isso tem custos, e que esses custos recaem na sociedade, nos indivíduos, nos valores e princípios da ordem liberal pela qual seres humanos têm lutado e se sacrificado ao longo de milênios — isso, fica fora da conta. (…) Princípios de auto-determinação individual são impedimentos a esse colosso econômico; eles precisam ser eliminados. Eles são atrito.”

É nessa lógica que perdemos a nossa privacidade, que segundo ela:

“É ter o direito de decidir como você quer viver, o que gostaria de compartilhar e o que escolhe expor aos riscos da transparência. No capitalismo de vigilância, esses direitos nos são tomados sem o nosso conhecimento, compreensão ou consentimento, e usados para criar produtos que antecipam o nosso comportamento. Perdemos [esses direitos] para alguém. O Google é um exemplo de empresa que acumula ‘direitos decisórios’ que já nos pertenceram. Direitos decisórios são fundamentalmente políticos. Então, trata-se de concentração de poder político em instituições que não autorizamos. Não as elegemos, não votamos nelas, não aprovamos essa transferência de direitos e poder.”

Há mais em jogo do que apenas a qualidade. Do Meitu ao Google, do Facebook ao assalto da nossa privacidade que virou norma na web e em outros segmentos da tecnologia de consumo, é preciso reequilibrar a balança para que o poder — de mercado, político, todos eles — seja melhor distribuído, menos concentrado. Pense nisso na próxima vez em que fizer uma pesquisa na web.

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66 comentários

  1. Já que fala-se de privacidade, Ghedin, poderia montar um estudo/análise/matéria sobre o navegador alemão Clizqz? Ele tem de diferenciais a velocidade e a privacidade. Tem como “itens de série” anti-tracking, anti-phishing e ad-blocking. Tenho usado ele para navegar o DDG para pesquisas e as navegações tem ficado muito limpas! Abraços

  2. Se o Google fosse o único que me rastreasse e se o Duck Duck me oferecesse gratuitamente 10% dos serviços que que utilizo no Google (e são muitos, inclusive o Android) eu poderia até pensar no assunto, embora eu me preocupe muito pouco com isso. Sem relevância.

  3. Ghedin, não analisei afundo o código-fonte do DuckDuckGo. No entanto, ao meu ver eles utilizam alguns elementos da Google. Logo, mesmo que eles não coletem nenhuma informação, outras informações podem ser repassadas para as demais empresas. Além disso, como eles conseguem indexar todos os atuais sites em outros buscadores, eles conseguem armazenar no Banco de Dados fazendo uma gigantesca pesquisa por toda a web? :o https://uploads.disquscdn.com/images/7604050f15488b2fa8c672090635b24c627405debab9154d4229f13f02468aae.png

    1. Pelo que olhei nas palaras destacadas, antes e depois do google vem os apple-maps, here maps, etc.
      Será que esse print não se refere aos bangs ? (comandos de pesquisa que o duckduckgo oferece)

  4. Vejo que muitos usam o buscador em questão, mas possuem um perfil no Facebook, Twitter, Instagram etc. Isso não soa como um paradoxo?

    1. Bem bolado, bem bolado!
      Sem contar extensões e apps que podem ler, capturar e mudar tanto dados como configurações, mas confiamos nelas só porque dizem para confiar… é app financeiro interceptando suas informações com o seu banco e produzindo artigos a partir destes dados com certas universidades; é extensão anti-rastreio filha de empresa de empresa de publicidade (oi?); é site falando de segurança, mas metendo no cookie, nos plugins e analytics pra todo lado.

    2. Bem bolado, bem bolado!
      Sem contar extensões e apps que podem ler, capturar e mudar tanto dados como configurações, mas confiamos nelas só porque dizem para confiar… é app financeiro interceptando suas informações com o seu banco e produzindo artigos a partir destes dados com certas universidades; é extensão anti-rastreio filha de empresa de empresa de publicidade (oi?); é site falando de segurança, mas metendo no cookie, nos plugins e analytics pra todo lado.

    3. Sim. A vida é paradoxal :)

      Estamos num processo. Mergulhamos nessa Internet vigiada sem antever muito bem quais as consequências. Agora, para se desvencilhar disso, o trabalho é mais difícil. Veja o meu caso, por exemplo: embora o Facebook nem seja um grande gerador de acessos, ter uma página do Manual lá é tido como imprescindível por alguns leitores, que acompanham o site por lá, e anunciantes, que querem divulgar ações conjuntas lá. Eventos e amigos, alguns deles, acabo me comunicando pelo Facebook também.

      Poderia tomar uma atitude radical e eliminar isso de uma hora para outra, mas é preciso pesar as coisas. Algo que faço como meio termo, enquanto não é possível excluir minha conta, é reduzir ao máximo o uso. Divulgo as coisas do Manual no Facebook, mas nunca vejo o feed — logo, passo bem pouco tempo rolando páginas lá dentro. Não é o ideal, mas é uma forma de diminuir o impacto que o Facebook tem em minha vida.

      Existe uma política, ou um jogo de poderes, como diria Foucault, aí também. Quase dois bilhões de pessoas usam o Facebook hoje. No papel de alguém interessado nas consequências desse alcance sem precedentes, seria até imprudente da minha parte me furtar de conhecer o Facebook e entender como ele funciona. Bater de frente quase sempre é a pior postura que se pode adotar no combate a um problema.

      1. Tem toda razão. Há alguns anos abri mão de redes sociais, mas vivo buscando e buscando coisas na internet por meio do Google. Fiz testes no Duckduckgo, mas não me adaptei. Maldita dependência deste serviço.

          1. O Google como buscador consegui sem problemas, estou utilizando o duckduckgo, uso o Opera como navegador no celular e no PC. Não consegui me desvencilhar do Gmail e do Google Agenda.
            Minha outra dúvida, se eu migro para um aparelho como OnePlus com Android deles, eu fujo um pouco do controle do Google?

          2. Acredito que não faça diferença. O OxygenOS vem com os serviços Google pré-instalados: https://oneplus.net/3t/oxygenos

            Uma alternativa mais privada, mas potencialmente mais complexa, é instalar o LineageOS sem os serviços Google. Era possível no Cyanogenmod, creio que continue a mesma coisa no LineageOS. O único (e enorme) problema é que um monte de apps que dependem de uma ou outra coisa do Google não funcionará.

          3. Pois é, ainda dependo de alguns serviços do Google, mas pensava que pelo sistema não ser todo deles, ser uma adaptação da OASP mesmo com os serviços eu poderia ficar mais seguro se não utilizasse alguns serviços. Entende minha dúvida? Diferente de usar um Nexus com o Android original que não tem como fugir, um aparelho que tem sua base o Android OASP, mas vem de outra fabricante não teria uma penetração menor do Google no sistema?

          4. Entendo, mas acho que não faz muita diferença. O Google oferece seus serviços às fabricantes como se fosse um contrato de adesão: ou leva tudo (com alguns apps opcionais, apenas), ou nada. O Google Play Services é uma camada bastante intrincada no sistema que mitiga o problema das atualizações e ao mesmo tempo fornece serviços básicos para os apps do Google e de terceiros. E também concentra essa coleta de dados que a empresa faz dos usuários.

            Esta matéria (em inglês) do Ars Technica é bem didática sobre o que é e qual a dimensão do Play Services: https://arstechnica.com/gadgets/2013/10/googles-iron-grip-on-android-controlling-open-source-by-any-means-necessary/

  5. ótimo texto e ótima reflexão. O termo “capitalismo de vigilância” merece mais pesquisas para aprofundar no assunto (usando o google, só pela farra).

    Sempre acreditei na praticidade do Google, mas ando meio incomodado com algumas situações. Uma pesquisa no google gera tantos anúncios relacionados, tanta coisa começa a linkar que mesmo com o assunto resolvido, mais e mais ofertas daquele assunto antigo aparecem. Irritante, pra dizer o minimo.

    Lembro do artigo do Manual (já linkada) de alternativas ao Google (sem ter sindrome de Stallman). Mas me pego com uma grande preguiça existencial para realizar certas mudanças: e-mail pessoal é o mesmo gmail desde 2004, google fotos e sua mágica,agenda, etc.

    Enfim, vamos ver se uso mais o VaiPatoPato pra algumas pesquisas.

    1. “Uma pesquisa no google gera tantos anúncios relacionados, tanta coisa começa a linkar que mesmo com o assunto resolvido, mais e mais ofertas daquele assunto antigo aparecem. Irritante, pra dizer o minimo.”
      Também me incomodo com isso. Mas diferente da maioria das pessoas (pelo menos nos blog/portais/fóruns de tecnologia), eu acho que a solução disso seria abrir ainda mais a minha privacidade.
      Por exemplo. Procurei por tênis, o google vai me oferecer 30 anúncios diferentes de tênis por minuto, em 427 páginas que acesso. Daí eu vou lá e compro o tênis, de um destes anúncios. Ok, eu já comprei, pegue esse dado, meu amado Google, e pare de me mostrar propagandas de tênis, me mostre propagandas de…. sei lá, meias, cadarços, limpadores de tênis ou sejalaoquefor!
      Fica faltando se eu comprar algo presencial. Em loja física. Daí não sei bem o que pensar…

  6. ótimo texto e ótima reflexão. O termo “capitalismo de vigilância” merece mais pesquisas para aprofundar no assunto (usando o google, só pela farra).

    Sempre acreditei na praticidade do Google, mas ando meio incomodado com algumas situações. Uma pesquisa no google gera tantos anúncios relacionados, tanta coisa começa a linkar que mesmo com o assunto resolvido, mais e mais ofertas daquele assunto antigo aparecem. Irritante, pra dizer o minimo.

    Lembro do artigo do Manual (já linkada) de alternativas ao Google (sem ter sindrome de Stallman). Mas me pego com uma grande preguiça existencial para realizar certas mudanças: e-mail pessoal é o mesmo gmail desde 2004, google fotos e sua mágica,agenda, etc.

    Enfim, vamos ver se uso mais o VaiPatoPato pra algumas pesquisas.

  7. Ele é meu buscador padrão no desktop e celular também (concordo 100% com o texto que ele é pior que o Google). Para mapas também vejo alternativas (HERE, Bing, OpenStreetMap) que não me fazem sentir falta do Google Maps.

    Porém, ainda uso muito o Gmail e Google Photos. Esses ainda não consigo viver sem…

    Sugestões de alternativas?

    1. Cara, não tem. Para backup o Mega também protege seus dados, mas a qualidade dos serviços que não te rastreiam não se comparam as do que o fazem, infelizmente.

    2. Cara, não tem. Para backup o Mega também protege seus dados, mas a qualidade dos serviços que não te rastreiam não se comparam as do que o fazem, infelizmente.

    3. Para e-mail, tem o FastMail https://www.fastmail.com e o ProtonMail https://protonmail.com

      Para o Google Photos, eu uso o iCloud, mas só vale a pena se você usa tudo da Apple — o cliente para Windows é terrível e não há suporte ao Android. De ferramenta específica para fotos, acho que só sobrou o SmugMug: https://www.smugmug.com/plans E aí, claro, tem os serviços de armazenamento na nuvem como Spideroak https://spideroak.com/solutions/spideroak-one e SugarSync https://www.sugarsync.com

      Sobre alternativas ao Google, aqui tem várias de um experimento que fiz ano passado: https://www.manualdousuario.net/viver-sem-google/

    4. Para e-mail, tem o FastMail https://www.fastmail.com e o ProtonMail https://protonmail.com

      Para o Google Photos, eu uso o iCloud, mas só vale a pena se você usa tudo da Apple — o cliente para Windows é terrível e não há suporte ao Android. De ferramenta específica para fotos, acho que só sobrou o SmugMug: https://www.smugmug.com/plans E aí, claro, tem os serviços de armazenamento na nuvem como Spideroak https://spideroak.com/solutions/spideroak-one e SugarSync https://www.sugarsync.com

      Sobre alternativas ao Google, aqui tem várias de um experimento que fiz ano passado: https://www.manualdousuario.net/viver-sem-google/

      1. Algum serviço de agenda online com suporte a aplicativo Android que possa funcionar com conta Google?
        Hoje eu uso o Google Agenda minha esposa, cada um com sua conta e compartilhando as informações (criamos agendas diversas para atividades e compartilhamos em ambas as contas).
        E tenho certeza que ela não vai sair dos serviços do Google por enquanto.

      2. Algum serviço de agenda online com suporte a aplicativo Android que possa funcionar com conta Google?
        Hoje eu uso o Google Agenda minha esposa, cada um com sua conta e compartilhando as informações (criamos agendas diversas para atividades e compartilhamos em ambas as contas).
        E tenho certeza que ela não vai sair dos serviços do Google por enquanto.

    5. Ai depende, quer uma alternativa grátis? São todos muito parecidos, se estiver disposto a pagar, ai tem-se um serviço de qualidade, talvez o tagging do Google Photos seja bem difícil de bater, mas ele vem no custo do servidor analisar as suas fotos.

    6. Não acho ele pior do que o Google. Seguidamente recorro ao DDG quando o Google insiste em me dar resultados enviesados para pesquisas de preços, lojas e componentes e/ou artigos científicos. As bolhas do Google as vezes não são a melhor coisa da web, pelo contrário, nos deixam presos as mesmas alternativas de sempre e nos impedem de conhecer conteúdos de fora da primeira página de buscas.

    7. Não acho ele pior do que o Google. Seguidamente recorro ao DDG quando o Google insiste em me dar resultados enviesados para pesquisas de preços, lojas e componentes e/ou artigos científicos. As bolhas do Google as vezes não são a melhor coisa da web, pelo contrário, nos deixam presos as mesmas alternativas de sempre e nos impedem de conhecer conteúdos de fora da primeira página de buscas.

  8. Ele é meu buscador padrão no desktop e celular também (concordo 100% com o texto que ele é pior que o Google). Para mapas também vejo alternativas (HERE, Bing, OpenStreetMap) que não me fazem sentir falta do Google Maps.

    Porém, ainda uso muito o Gmail e Google Photos. Esses ainda não consigo viver sem…

    Sugestões de alternativas?

  9. Numa sociedade de consumo que emula a selvagem lei do mais forte, distante do propósito do evento civilizatório e que estimula a competição generalizada, essa discussão sobre aceitar a venda da própria privacidade tem uma série de desdobramentos. Certamente há quem aceite fazer tal concessão. Resumidamente, não se pode condenar o Google por ser capitalista – se alguém quiser ver uma mudança radical, então terá que apoiar uma revolução verdadeira que destrua o atual modelo.

    PS.: Esse logo do DuckDuckGo é muito feio! Eu faço algo melhor… Será que eles aceitam “sugestões”?

      1. É bem tosco. Parece um rotulo das antigas de massa de tomate. Mas numa camiseta pode funcionar, por ser um tanto cômico

      2. É bem tosco. Parece um rotulo das antigas de massa de tomate. Mas numa camiseta pode funcionar, por ser um tanto cômico

      1. Concordo, é simpático. Em termos de design, certamente há soluções igualmente simpáticas e mais bem resolvidas

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