No fim da tarde desta segunda (25), o YouTube derrubou o vídeo da live em que Jair Bolsonaro (sem partido) associou a vacina da COVID-19 à AIDS e, segundo apuração do G1, suspendeu o envio de novos vídeos e transmissões ao vivo do presidente por uma semana. Via G1.
Brasil
A Positivo anunciou uma parceria com a Transsion, fabricante chinesa de celulares, para trazer aparelho com a marca Infinix ao Brasil. Os planos são ambiciosos: a Positivo vislumbra abocanhar 10% do mercado brasileiro de smartphones em até cinco anos. Hoje, detém 2% dele. O primeiro aparelho, fabricado no Brasil e já à venda em site próprio e nas lojas da Via, é o Infinix Note 10 Pro, com preços sugeridos de R$ 1,5 mil (128 GB) R$ 1,7 mil (256 GB).
A Transsion é uma famosa desconhecida no Brasil, mas em alguns lugares do mundo é sinônimo de celular. Detém, por exemplo, praticamente metade do mercado do continente africano. A Infinix, uma das três marcas com que a Transsion trabalha, contempla celulares intermediários, quase premium. A Positivo manterá sua marca em aparelhos abaixo de R$ 1 mil e nos features phones, e tentará ocupar a lacuna deixada pela LG no segmento imediatamente superior, de R$ 1 a 4 mil.
O arranjo com a Transsion é similar aos que a fabricante paranaense tem com Vaio e Compaq em computadores, e ao que DL e Multilaser têm com Xiaomi e HMD Global/Nokia, respectivamente, em celulares e acessórios. Via Neofeed.
O Facebook derrubou a live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) da última quinta-feira (21) das plataformas Facebook e Instagram. Na transmissão, Bolsonaro dizia que vacinados contra a COVID-19 estariam contraindo AIDS. É quase ridículo ter que explicar isto, porém: é mentira. À Folha de S.Paulo, um porta-voz do Facebook justificou que “nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”.
Apesar de distorcer, desinformar e mentir praticamente em todas as suas lives semanais, esta é a primeira live e apenas o segundo vídeo de Bolsonaro que Facebook/Instagram derruba. O primeiro derrubado foi um de março de 2020, em que Bolsonaro alardeava o uso da cloroquina no combate à COVID-19. Via Folha de S.Paulo.
Vale notar que o YouTube ainda não tirou o vídeo (com +200 mil views) do ar até as 9h desta segunda-feira (25), apesar de ter mudado suas regras recentemente para ser mais duro com desinformação sobre vacina.
O Congresso aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui a proteção de dados pessoas direito fundamental. Ela altera o artigo 5º da Constituição, o dos direitos individuais e coletivos, acrescentando que “é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais”.
Outra mudança é que a PEC restringe à União a competência de legislar sobre proteção e tratamento de dados pessoais. Via G1.
O impacto do “boom” de banda larga no Brasil profundo
No episódio do Tecnocracia sobre a quebra do sistema Telebrás, falei de como aquele leilão ofereceu uma rara porta para um mercado de difícil entrada. O que não expliquei a fundo é que o Ministério das Comunicações criou um mecanismo extra na quebra para estimular a competição nas áreas leiloadas. (Se só houvesse um vencedor por área, então trocava-se um monopólio federal por vários regionais.) Não tinha muito sentido, ainda que tenha sido isso que acabou acontecendo, como o episódio detalhou.
A Globo não divulga o número absoluto de assinantes nem do faturamento do Globoplay, mas alguns dados financeiros relativos sinalizam uma operação robusta. Segundo o colunista Guilherme Ravache, do Uol, um relatório financeiro divulgado a investidores da Globo informou que o serviço de streaming da casa cresceu sua base de assinantes em 42% no segundo trimestre, bateu recorde de faturamento no período e — aqui é conjectura/matemática do Guilherme — pode se tornar um negócio de R$ 1 bilhão anual já em 2021.
Nem tudo são flores, porém. A ausência do Big Brother Brasil no segundo semestre pode desacelerar as novas assinaturas e aumentar o churning. Além disso, a aquisição dos direitos de produções é cara, mas uma necessidade para fazer frente à concorrência, que, por sua vez, está maior e mais acirrada. Nos últimos meses, dois pesos-pesados chegaram ao Brasil: Star+ (da Disney) e HBO Max. Via Uol Splash.
Nesta quinta (14), mais um streaming de games chegou ao Brasil: o GeForce Now, da Nvidia. Ele tem diferenças importantes em relação ao da Microsoft, como o plano gratuito (acesso “standard”/com fila de espera, sessões de 30 minutos) e o acesso aos jogos. No Xbox Cloud Gaming da Microsoft, a assinatura engloba um acervo de jogos. No GeForce Now, o usuário precisa ter os jogos em lojas parceiras, como Epic Games e Steam, para jogá-los. (E os jogos precisam ser compatíveis com o serviço; no momento, a Nvidia informa que são +800.) É como se a Nvidia estivesse alugando servidores poderosos remotos para rodar os jogos em dispositivos “fracos”, PCs Windows, Macs, celulares Android, iPhone e iPad.
O plano padrão, com maior qualidade de imagem e sessões sem limite de tempo, custa R$ 44,90 por mês. Via Nvidia, Abya.
Em setembro, o Facebook finalmente criou seu perfil no Consumidor.gov.br, a plataforma digital de solução de conflitos relacionados a consumo. Segundo o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), que reúne as reclamações de 600 Procons espalhados pelo Brasil, entre janeiro e junho de 2021 houve um aumento de 285% em reclamações contra o Facebook.
“As reclamações giram em torno do compartilhamento não autorizado de dados e posterior envio e cobrança por produtos e serviços não solicitados, vazamento de dados para a criação de perfis falsos e queixas questionando os novos Termos de Uso e Privacidade do Instagram”, segundo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Via Senacon.
A portaria 12/2021 da Senacon, publicada em abril, determinou que plataformas de redes sociais que atendam a critérios objetivos ingressem obrigatoriamente no Consumidor.gov.br.
Fiz uma rápida consulta aos nomes das principais empresas do setor atuantes no Brasil na plataforma Consumidor.gov.br:
- Twitter, WhatsApp e Telegram não estão cadastrados.
- Facebook/Instagram e Google (dono do YouTube, mas que também engloba seus serviços de nuvem e software corporativo), sim.
Em 2021, o Google conseguiu solucionar 76,6% das 1.091 reclamações, tendo um índice de satisfação de 3 (numa escala de 0 a 5).
Já o Facebook/Instagram solucionou apenas 38,9% das 247 reclamações recebidas desde setembro, quando estreou na plataforma. Seu índice de satisfação é de apenas 1,7 (numa escala de 0 a 5).
De acordo com Lilian Brandão, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, em média 80% das reclamações enviadas ao Consumidor.gov.br são resolvidas. Via Agência Brasil.
Como o bolsonarismo usou a tecnologia para prender nossos pais em uma realidade paralela
É uma história que todo mundo conhece, viveu ou está vivendo. Enfermeira e epidemiologista, Maria Cristina Willemann vinha alertando desde fevereiro de 2020 sobre os potenciais efeitos nocivos de um vírus detectado na China e como se proteger dele. Os alertas de Maria Cristina não estavam restritos a seus familiares, amigos e vizinhos. A epidemiologista deu algumas entrevistas tanto para a mídia local em Santa Catarina, onde vive, como para a nacional. Em agosto de 2020, por exemplo, lá estava Maria Cristina falando sobre a pandemia de Covid-19 para o Jornal Hoje, da TV Globo.
Um país dependente do WhatsApp
Alguém inclinado a teorias da conspiração poderia dizer que a queda catastrófica dos serviços do Facebook nesta segunda-feira (3), que deixou o próprio Facebook, Instagram e WhatsApp fora do ar e os funcionários da empresa do lado de fora dos escritórios, foi puro diversionismo. Na véspera, Frances Haugen, ex-gerente de produtos do Facebook que se rebelou e está revelando segredos internos da empresa, veio a público na TV norte-americana e abriu (ou agravou) mais uma crise no Facebook.
Não é o caso, ou assim acredito. E nem é pelos milhões de dólares em receita que o Facebook deixou de ganhar ou pelo teor das revelações de Frances, que são de fato graves e devem ter consequências sérias.
A Receita Federal lançou um novo app (Android, iOS) que concentra diversos serviços até então espalhados em vários apps. Segundo a Receita, o novo app — batizado de Receita Federal — oferece serviços “de CPF, declaração do Imposto de Renda, acompanhamento de processos, eSocial, atividades econômicas, bem como realização de agendamento de atendimento e visualização das unidades da Receita”. A autenticação é feita por uma conta gov.br. Via Receita Federal.
O Banco Central (BC) confirmou o primeiro vazamento envolvendo o Pix. Dados cadastrais de 395 mil chaves Pix foram acessados indevidamente a partir de duas contas do Banese (Banco do Estado de Sergipe). Segundo o BC, “tais consultas foram realizadas no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), administrado pelo Banco Central e de acesso restrito às Instituições que iniciam o procedimento para realização de uma transação por Pix”. O BC reforça que dados sensíveis, como senhas, não foram expostos. As pessoas afetadas — não estão restritas a clientes do Banese — serão avisadas exclusivamente pelos apps das suas instituições financeiras. O BC afirmou que “adotou as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e aplicará as medidas sancionadoras previstas na regulação vigente”. Via Banco Central, Folha de S.Paulo.
A Microsoft lançou, nesta quinta (30), o Xbox Cloud Gaming no Brasil. O serviço é uma espécie de “Netflix de games”: por streaming, o assinante pode usufruir de mais de 100 jogos em diversos dispositivos — computadores com Windows, Macs, iPhone e celulares com Android. O Xbox Cloud Gaming ainda está em beta. Para acessá-lo, é preciso assinar o Xbox Game Pass Ultimate, que custa R$ 44,99 por mês. Via @XboxBR/Twitter.
Seis meses depois de anunciar sua retirada quase total do mercado brasileiro, a Sony voltará a vender câmeras, lentes e acessórios no país. O retorno será em parceria com a Merlin, distribuidora de equipamentos audiovisuais. É uma estratégia similar à que trouxe de volta os fones de ouvido da marca japonesa — nesse caso, em parceria com a Multilaser. Os produtos devem voltar à venda no Brasil até o fim do ano e, segundo Ana Malerbi, gerente de marketing da Sony, poderão ser afetados pela alta do dólar. Via Estadão.
O celular de idoso e outros produtos curiosos da Obabox, a “fábrica de ideias” mineira
Em menos de uma década, o celular passou de extravagância para uma peça importante — às vezes, central — na vida das pessoas. Para quem tem mais idade, aqueles que cresceram em um mundo analógico, essa mudança pode ter sido turbulenta. Em Minas Gerais, a Obabox viu no público da terceira idade uma oportunidade para aplicar sua estratégia de diferenciação no varejo, um dos mais disputados do Brasil.