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A nova, enorme e confusa linha de iPads da Apple

Duas fotos de iPads recarregando o Apple Pencil de primeira geração de formas diferentes, ambas esquisitas.
Imagem: @_alexguyot/Twitter.

Sem evento ou muito alarde, a Apple anunciou novos iPads nesta terça (18). A linha nunca foi tão grande e confusa.

O iPad básico de 10ª geração adotou o visual do iPad Air e trouxe alguns avanços por ora exclusivos: a câmera frontal fica posicionada na borda lateral, centralizada em modo paisagem, e tem uma nova capinha/teclado vendida à parte. São dois avanços que, estranhamente, não alcançaram os novos iPads Pro, agora com chip M2 e… bem, basicamente só isso de novo.

O iPad de 10ª geração tem suporte ao Apple Pencil (canetinha) de 1ª geração, que é recarregada via conector Lightning. Só tem um problema: a Apple trocou a entrada Lightning do tablet por uma porta USB-C. O usuário terá que usar um adaptador (agora incluso na caixa do Pencil) para recarregar a canetinha. “Just works”.

Ah, e o iPad de 9ª geração, com visual datado e botão Home, continua à venda. Neste momento, Steve Jobs se revira no caixão. Via SixColors, @_alexguyot/Twitter (ambos em inglês).

Capas de iPhone 13 são incompatíveis com iPhone 14 por diferença de 0,15 mm

Da empresa que se diz preocupada com o meio ambiente: capinhas da linha iPhone 13 não podem ser reutilizadas no iPhone 14 por questão de milímetros e alterações no posicionamento dos botões laterais. O iPhone 14 “comum”, por exemplo, é 0,15 mm mais grosso que o iPhone 13. Via 9to5Mac (em inglês).

O custo do “progresso” dos celulares e notebooks da Apple é pago em acessórios

Detalhe de um hub USB-C sobre um mesa, atrás de um monitor parcialmente visível, com vários cabos conectados e algumas pontas USB-A ao lado, soltas.

Dizem que o “early adopter”, aquele consumidor disposto a ser o primeiro a comprar ou experimentar um produto, só se ferra. Ao se submeter a coisas ainda não testadas por mais gente, ele se expõe ao risco de topar com erros de projeto, falhas no processo de fabricação, custos elevados etc.

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Pessoas comprando capa do Galaxy Z Flip 3 achando que é o celular na Shopee

A Fernanda Lizardo à atenção um fenômeno curioso na Shopee: pessoas comprando uma capinha de R$ 62 para o Galaxy Z Flip 3, um dos celulares dobráveis da Samsung, achando que se trata do celular em si.

O preço sugerido do Galaxy Z Flip 3 é R$ 7 mil. Segundo o Zoom, o menor preço dele no varejo nos últimos seis meses foi R$ 3,9 mil.

Alguns comentários de compradores “enganados” pela capinha da Shopee:

Comprei achado que era um celular. Quando chegueu era uma capa

Eu pensei que era um celular mais não!!! Venho só acapa nosssa!!!! Agora vou fazer oque isso? Só com a capa?

Não gostei demorou pra chegar e me ferrei pensei que estava comprando um celular e erra só a capa

Kkkk vacilei pensando ser celular Kkkk mais.enfim dão lindas

Não gostei, no anúncio não esplica que é uma capa, me senti enganada.comprei achando que era um celular.

O título do anúncio é “Ultra-thin Skin Feel Hard Phone Cover For Samsung Galaxy ZFlip3 Z Flip 3 Flip3 5G Protect Cases ZFilp 3 Bumper Back Shell” e a primeira foto tem um aviso, também em inglês, reforçando que é só uma capa.

Uma estranheza o título do anúncio estar em inglês. Mesmo os das lojas chinesas costumam aparecer em português, (mal) traduzidos automaticamente.

A capa parece, pelas fotos, bem discreta, o que pode ter contribuído para a confusão dos consumidores. Mas… né, o que se compra com R$ 62 hoje? Seguramente, não um celular — nem mesmo os básicos da Nokia ou Multilaser, digo, Multi. Chato isso. Via @FernandaLizardo/Twitter.

O que eu uso (2022)

Foto frontal de uma mesa de trabalho, com o monitor ligado mostrando o Firefox aberto no Manual do Usuário. Embaixo, um mousepad grande com mouse, teclado e apoio para o pulso. Ao fundo, uma carteira. À direita, MacBook Pro parcialmente visível.

O Manual do Usuário é reflexo da minha curiosidade e vivências. Por isso, os produtos e serviços de tecnologia que uso no dia a dia, para fazê-lo e para outros fins, têm um impacto considerável no site.

Daí veio a ideia de fazer um raio-x anual do que estou usando, para dar mais contexto ao que é publicado aqui. Tipo… Por que falo de aplicativos para macOS, um sistema que pouquíssima gente usa no Brasil? E esses projetos de código aberto, só divulgo ou uso eles para valer? Com sorte, este post te ajudará a entender algumas decisões e características do Manual.

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Lembrete periódico para você limpar seu teclado

Foto em close de um teclado mecânico com “switches” marrons, sem as teclas, com muita sujeita entre eles.
Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

O cenário acima é resultado de dois anos de uso diário de um teclado, com limpezas regulares apenas nas teclas, passando um paninho úmido na superfície e nos vãos entre elas. Hoje resolvi remover todas as teclas para uma limpeza profunda. Nunca me alimento sobre o teclado e sou um tanto diligente com a higiene, por isso me surpreendi com a nojeira. Típico seres humanos.

Algumas dicas:

  • Tire uma foto do teclado ou encontre uma na internet. A gente acha que conhece de cabo a rabo a disposição das teclas; ainda que seja o caso, um referencial é sempre útil.
  • O teclado da foto é mecânico, ou seja, tem “switches”, ou mecanismos individuais. A maioria em uso é do tipo membrana. Em qualquer caso, as teclas devem sair facilmente. Tome cuidado com as maiores, como barra de espaço, Enter e Shift: elas provavelmente têm ganchos de metal para estabilização e, dependendo do modelo, são frágeis. Entenda o mecanismo antes de forçar qualquer coisa.
  • Use uma escova de dentes (não a que você usa para escovar seus dentes, por tudo que é mais sagrado) para limpar detritos e poeira. Fiz movimentos suaves entre os “switches” (os botões marrons em formato de cruz) e, de vez em quando, dei leves batidas com o teclado virado de cabeça para baixo.
  • Para a limpeza das teclas, peguei um pano de algodão levemente umedecido e limpei uma a uma, as quatro laterais e a superfície. Limpei todas antes de começar a recolocá-las — dessa forma, as primeiras já estavam secas quando comecei a recolocação.

Ao fim, coloquei um lembrete na agenda para daqui a seis meses para repetir a limpeza.

A sustentabilidade dos fones de ouvido sem fio da Fairphone

Causou estranheza, no anúncio do Fairphone 4 5G, a ausência do conector de 3,5 mm para áudio. Afinal, a (empresa) Fairphone quer ser referência em sustentabilidade. Para complicar um pouco mais, a Fairphone anunciou na mesma ocasião um par de fones de ouvido sem fio, uma categoria que se tornou muito popular desde o lançamento dos AirPods originais da Apple, ainda que sejam um desastre ambiental por não ter baterias substituíveis. A bateria não segura mais carga? Joga fora e compra outro.

A Fairphone alega que seus fones de ouvido são mais sustentáveis que os outros. Em comunicado enviado à imprensa, afirmou que usa 30% de plástico reciclado nos próprios fones e na caixa e que o ouro usado no produto vem de fornecedores certificados. O texto reconhece que a baixa longevidade das baterias é “o maior problema” em fones sem fio, e o ataca “aumentando significativamente a vida útil da bateria”, a um nível sem paralelo na indústria.

Quanto mais? O texto não dizia, então perguntei. Em resposta ao Manual do Usuário, a Fairphone afirmou que “espera que a longevidade da bateria aumente em mais de 100%”, observando, porém, que esse número está diretamente relacionado à frequência de uso e de recargas feitas pelo usuário.

Aproveitei a oportunidade para perguntar das baterias, se elas são substituíveis ou se, após desgastarem, a única saída é jogar os fones fora. A resposta:

Esses fones de ouvido podem ser encarados como o primeiro passo em uma jornada para aumentar o nível de sustentabilidade neste popular segmento de áudio. Por isso, no momento, elas [as baterias] não são reparáveis, mas isso é algo em que estamos atentos para o futuro.

Continua estranho. Os fones de ouvido sem fio da Fairphone serão lançados na próxima segunda-feira (1º), por € 99,95 (~R$ 620).

Fones de ouvido da Sony voltam ao Brasil após parceria com a Multilaser

Quatro meses após anunciar sua saída do mercado brasileiro, a Sony, ou parte dela, retorna via parceria com a Multilaser: a brasileira distribuirá os fones de ouvido da japonesa. Por ora, todos os produtos serão importados. Via Estadão.

Nos últimos anos, esse tipo de parceria tem sido explorado por empresas daqui como a própria Multilaser (além dos fones da Sony, vende os celulares da Nokia/HMD Global e TVs da Toshiba), Positivo (notebooks Vaio) e DL (Xiaomi).

A propósito, a Multilaser abriu capital na B3 semana passada. Estreou valendo R$ 9 bilhões. Via Uol.

AirPods Max, de R$ 6,9 mil, não conseguem reproduzir músicas em formato lossless

Nenhum AirPods da Apple, nem mesmo os AirPods Max de R$ 6,9 mil, é capaz de reproduzir as músicas em lossless que chegam ao Apple Music em junho. Mesmo caso dos dois HomePods. A interface Bluetooth é um obstáculo previsível, mas mesmo quando ligados por um cabo Lightning, possibilidade no modelo Max, os caríssimos fones de ouvido da Apple ainda não conseguem reproduzir o formato de áudio sem perdas. Via The Verge (em inglês).

Como lembrou o leitor Gabriel Arruda, é um típico caso de obsolescência percebida: até literalmente ontem, os donos de AirPods não pareciam sentir falta das faixas lossless.

Spotify lança o Car Thing, seu primeiro produto físico

Car Thing acoplado ao painel de um carro, com uma mão mexendo em seu botão giratório.
Foto: Spotify/Divulgação.

Este é o Car Thing, primeiro hardware (produto físico) do Spotify e forte candidato a gadget mais inútil do ano. Pensado para carros sem sistemas de entretenimento compatíveis com o Spotify (quantos?), ele se conecta ao celular por Bluetooth e precisa se conectar, também, ao sistema de som do veículo, por fio ou novamente via Bluetooth. Por que alguém preferiria isso a conectar o celular com o app do Spotify diretamente ao sistema de som do carro? Apesar da tela de 4 polegadas, o Car Thing só roda o Spotify. Aquele botão giratório parece bem legal, mas é pouco para justificar os US$ 80 que a empresa pede pelo Car Thing nos EUA. Via Spotify (em inglês).

Xiaomi vende apenas 6% de celulares sem carregador de parede na caixa

O Mi 11, último celular topo de linha da Xiaomi, saiu em duas versões na China: uma sem o carregador de parede na caixa (como o iPhone) e outra em um “kit”, com um carregador GaN de 55 W, ambos pelo mesmo preço. No primeiro dia à venda, 350 mil unidades do Mi 11 foram compradas. Dessas, segundo a própria Xiaomi, apenas 20 mil, ou 5,7% do total, foram da versão sem o carregador, chamada de “Edição Verde”.

Segundo o Gizmochina, a paridade de preços entre as versões é por tempo limitado. Depois disso, o kit com o carregador ficará ~US$ 15 mais caro. Via Xiaomi/Weibo (em chinês), Gizmochina e GSMArena (em inglês).

AirPods Max, fones de ouvido “over the ear” da Apple, custam R$ 6,9 mil no Brasil

Confirmando muitos rumores, a Apple anunciou nesta terça (8) os AirPods Max, seus fones de ouvido “over the ear”. Lá fora, eles serão lançados dia 15 de dezembro por US$ 549. No Brasil ainda não há data prevista, mas o preço já aparece no site da Apple: R$ 6,9 mil.

A título comparativo, os fones WH-1000XM4, da Sony, considerado por muita gente os melhores da indústria, custa ~R$ 2,5 mil no Brasil — e, no momento, estão com desconto na loja oficial da Sony, saindo por R$ 2 mil.

Lâmpada circular é acessório da moda para iluminar vídeos

Alguns anos depois do pau de selfie (lembra?), as muitas lives e videochamadas ocasionadas pela pandemia fez outro acessório vender como pãozinho quente: as lâmpadas circulares, ou “ring lights”. O pico das vendas já passou e isso está se refletindo nos preços, mais baratos que no primeiro semestre. Via Agora.