Dois homens, em poses diferentes, usando cuecas pretas da Insider, um em cada canto da imagem. No centro, a frase: “A cueca mais confortável com 12% Off. Cupom MANUALDOUSUARIO12”

A sustentabilidade dos fones de ouvido sem fio da Fairphone

Causou estranheza, no anúncio do Fairphone 4 5G, a ausência do conector de 3,5 mm para áudio. Afinal, a (empresa) Fairphone quer ser referência em sustentabilidade. Para complicar um pouco mais, a Fairphone anunciou na mesma ocasião um par de fones de ouvido sem fio, uma categoria que se tornou muito popular desde o lançamento dos AirPods originais da Apple, ainda que sejam um desastre ambiental por não ter baterias substituíveis. A bateria não segura mais carga? Joga fora e compra outro.

A Fairphone alega que seus fones de ouvido são mais sustentáveis que os outros. Em comunicado enviado à imprensa, afirmou que usa 30% de plástico reciclado nos próprios fones e na caixa e que o ouro usado no produto vem de fornecedores certificados. O texto reconhece que a baixa longevidade das baterias é “o maior problema” em fones sem fio, e o ataca “aumentando significativamente a vida útil da bateria”, a um nível sem paralelo na indústria.

Quanto mais? O texto não dizia, então perguntei. Em resposta ao Manual do Usuário, a Fairphone afirmou que “espera que a longevidade da bateria aumente em mais de 100%”, observando, porém, que esse número está diretamente relacionado à frequência de uso e de recargas feitas pelo usuário.

Aproveitei a oportunidade para perguntar das baterias, se elas são substituíveis ou se, após desgastarem, a única saída é jogar os fones fora. A resposta:

Esses fones de ouvido podem ser encarados como o primeiro passo em uma jornada para aumentar o nível de sustentabilidade neste popular segmento de áudio. Por isso, no momento, elas [as baterias] não são reparáveis, mas isso é algo em que estamos atentos para o futuro.

Continua estranho. Os fones de ouvido sem fio da Fairphone serão lançados na próxima segunda-feira (1º), por € 99,95 (~R$ 620).

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9 comentários

  1. Quanto a mim, continuo usando tudo com o bom e velho fio: Teclado, mouse, fone de ouvido, headphone, ate um fio adaptador para usar estes 2 no Iphone sem entrada P2 já comprei (dica: pesquisem Adaptador Fone De Ouvido iPhone Fone P2 Lightning no mercado livre ou amazon para comprar). Esta falcatrua toda foi uma obsolescencia programada das mais flagrantes que eu já vi, e infelizmente mesmo a empresa supostamente ecológica não é tanto assim.
    Resta a quem realmente se importa com a preservação cavar trincheiras e fazer um esforço: Não comprem nada desses gadgets sem fio (fone, headphone, mouse, etc), pois eles são descartáveis, ficam gastando pilha (que são outro grande componente do lixo eletrônico), não são tão responsivos quanto o fio (pelo menos nos jogos que joguei com mouses com e sem fio eu senti a diferença nas horas H), etc. Primeiro, se quiserem alguma coisa, pesquisem se tem familiares ou amigos com gadgets velhos mas ainda funcionais que voce pode dar uma segunda vida. Segundo se o 1o não tiver, olhem nos sites ou lojas de usados para ver se alguém está vendendo alguma coisa. Se depois disso não tiver, aí comprem um novo dispositivo com fio mesmo onde puderem. Não vejo melhor solução na escala individual que isso.

    1. Também sou do time com fio, Henrique! A única coisa wireless que tenho em casa é uma caixinha de som Bluetooth, que, aliás, tem bateria interna, mas funciona também ligada na tomada.

    2. Dia desses eu cogitei comprar um fio sem fone só porque não aguento mais fio quebrado (o que me segurou foi o preço, hahaha).,
      Eu gosto de um modelo específico de fone e é mais difícil (e caro) achar dele pra comprar. Cheguei até cogitar um da Apple, mas aí eu lembro do meu do iPod que durou menos que os que vinham em celulares…

      1. Se você tiver um fone bom e que quebrou o fio, sugiro tu (mandar) consertar e se possível, (pedir para) adaptar uma ponta de entrada p2 (a padrão de fone de ouvido) para usar o fone que você gosta, se for dos “grandes”. Dos pequenos não sei se vira (não gosto de intra-auricular, me dá ânsia)

        1. Acho que não dá pra consertar. :( Normalmente, eles quebram na base (por ficar dobrada) e um dos lados pára de tocar. Comprei um ~paralelo que tem uma dobra (como não tornaram isso padrão?) e por enquanto tá OK. Eu também não gosto dos intra, gosto daqueles que ficam mais externos (é o modelo EarPods, da Apple).

  2. Acabei de lembrar que aparelhos auditivos – que no final não são tao diferentes quanto fones tipo “buds” – tem modelos com baterias removíveis.

    Eu não sei o quanto no mercado ha quanto a questão de direitos de produção ou design, mas talvez se inspirar neste tipo de tecnologia é um caminho para fones de ouvido reparáveis.

    1. Imagino que os aparelhos auditivos tenham um consumo energético bem menor, o que implica em baterias que não necessitam ser tão poderosas e, por consequência, podem ser menores, dando espaço para os próprios conectores da e alimentação no corpo do aparelho.

      Digo isso pois esses fones tem tudo tão absolutamente miniaturizado para caber no corpo do aparelho que acaba não sobrando espaço para conectores – que permitiriam baterias substituíveis – e acaba que tudo é soldado e colado para caber no espaço diminuto e com uma boa autonomia de bateria.

      Concordo que seria tolerável aumentar o corpo do fone, como alongar o “cotonete” para permitir que as baterias sejam removíveis, mas isso resultaria um produto com um form factor completamente fora dos padrões e com componentes internos fora do usual, o que necessitaria que a FairPhone demandasse uma linha de produção completamente personalizada para o seu produto e, dado que o fluxo de produtos da empresa seja muito pequeno, o valor final do produto seria MUITO grande.

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