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Alarmo, o relógio-despertador da Nintendo 

A Nintendo lançou o Alarmo, um relógio-despertador de cabeceira com sensor de movimentos e cinco temas baseados em suas franquias, como Mario e Zelda. (E a promessa de atualizações gratuitas no futuro.) O sensor funciona como uma espécie de “adiar” sem sair da cama, mas só funciona para quem dorme sozinho. Lá fora, por US$ 99,99 (~R$ 560). / nintendo.com, youtube.com (ambos em inglês)

As explosões de pagers e walkie-talkies no Líbano…

As explosões de pagers e walkie-talkies no Líbano chocaram o mundo. Primeiro, por ainda ter quem use pagers em 2024. Segundo, pela insanidade de quem quer que tenha perpetrado esse ataque (Israel?). Além da covardia e das vítimas inocentes, o ataque inaugura uma era de medo de dispositivos cotidianos, um cenário que, até hoje, não preocupava ninguém, nem mesmo os donos de celulares Samsung no fatídico ano das baterias do Galaxy Note 7. (As pessoas ainda se lembram disso?)

“Transformar objetos do dia a dia em bombas é uma péssima ideia”, escreveu Andrew “bunnie” Huang, um doutor pelo MIT com um blog (e interesses) fascinantes e que tem experiência em fabricar baterias de íons de lítio. No texto, ele argumenta que “a erosão da confiança do público em coisas do dia a dia não vale [o uso dessas coisas como armas de guerra”, e que é isso que desencorajava, até agora, exércitos, agências de espionagem e grupos terroristas de adotarem a estratégia, não uma suposta dificuldade técnica — que, como ele explica, não existe. / bbc.com, bunniestudios.com (em inglês)

Números enormes

Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.

A F-Droid fez a limpa em seus repositórios e arquivou 316 aplicativos que se encontram abandonados. Eles continuam disponíveis, mas não por padrão: é preciso ativar a opção de exibir apps arquivados. / f-droid.org (em inglês)

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A Samsung colocou à venda no Brasil o Galaxy Ring, seu “anel inteligente”, pela bagatela de R$ 3.499. Meio caro, né? / g1.globo.com

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Já é lugar comum aquele dado de que gerar lero-lero com o ChatGPT consome uma garrafinha d’água, por isso achei legal o Washington Post juntar uns cientistas, debruçar-se em pesquisas e trazer dados mais concretos. O consumo de água varia de acordo com a região/matriz energética. Nos EUA, o pior lugar analisado foi o estado de Washington, onde gerar um e-mail de 100 palavras com o GPT-4 consome 1.468 ml de água. (O texto é bem legal e cheio de gráficos bacanas.) / washingtonpost.com

Curtas

Notícias e curiosidades que me chamaram a atenção durante a semana.

Começou na segunda (9), nos EUA, o segundo julgamento contra o Google por práticas monopolistas, desta vez no negócio de publicidade digital. No anterior, por monopólio do mercado de buscas online, o Google perdeu. / oglobo.globo.com

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O melhor anúncio do evento do iPhone 16 não foi um novo produto, mas sim a conversão dos AirPods Pro 2 em um aparelho auditivo. Foi um feito tanto técnico quanto político: governos eleitos que bateram de frente com um cartel que cobrava caro por dispositivos especializados e era blindado pela agência reguladora estadunidense do setor. Matt Stoller contou esta história em sua newsletter. / thebignewsletter.com (em inglês)

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A história do Flappy Bird foi uma bela (e curta) tragédia que, como toda propriedade intelectual nesses tempos esquisitos em que vivemos, não pôde ser deixada em paz. Dez anos após sumir da App Store, o jogo será relançado em 2025 maior e mais complexo. / 9to5mac.com (em inglês)

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O povo do Linux Mint vai dar um trato no tema padrão do Cinnamon, o ambiente gráfico feito por eles. Como o Mint usa um tema próprio, diferente, o padrão do Cinnamon acabou meio esquecido e, apesar disso, é usado por outras distros sem modificações. (Facilitaria se trabalhassem em um só, não?) / omgubuntu.co.uk (em inglês)

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A lista de alternativas ao Twitter fracassadas aumentou com o aviso de que o Cohost fechará as portas em breve. O serviço se junta ao Post.News e ao T2/Pebble — em comum, todos eram fechados/proprietários. / cohost.org (em inglês)

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O Mastodon liberou geral a vinculação do autor de posts aos cartões de links espalhados na plataforma. (Antes, um domínio precisava da bênção dos desenvolvedores.) Por ora, o recurso está limitado às versões de testes do Mastodon 4.3, que já roda na .social. Veja um exemplo: é aquele “Mais de Rodrigo Ghedin” ali. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)

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A Meta liberou uma URL fixa para mandar aos teimosos, que insistem em usar o Threads em vez do Mastodon, quando pedirmos a eles para habilitarem a federação (leia-se: compatibilidade com o fediverso/Mastodon/etc.). Anote aí: https://www.threads.net/settings/account/fediverse. Espalhe! / techcrunch.com (em inglês)

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A Sony anunciou o PlayStation 5 Pro, com preço sugerido (lá fora) de US$ 699. Juro que tentei, mas é difícil encontrar as diferenças para o PS5 convencional nos vídeos comparativos. Nenhuma palavra sobre Brasil, por enquanto. / blog.playstation.com (em inglês)

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A OpenAI lançou um novo LLM, chamado o1, o primeiro capaz de “raciocinar” usando uma “cadeia de pensamentos”. O anúncio coincide com a notícia de que Sam Altman está tentando levantar +US$ 6,5 bilhões, o que, tenho absoluta certeza, é uma mera coincidência. / openai.com, pivot-to-ai.com (ambos em inglês)

Monte um teclado “tunado” no Keyboard Simulator 

O Keyboard Simulator é o que você está pensando: uma espécie de simular de “tuning” de teclados de computador. Dá para escolher tamanho, cores, teclas e até os switches usados e, depois, tirar uma foto do seu teclado personalizado e fazer um “teste” (aí usando o seu teclado de verdade mesmo).

Os novos produtos (bordados!) do Manual

Montagem com duas fotos, uma de um pano de prato e outra de uma sacola de tecido com o logo do Manual do Usuário.

Chegaram os novos produtos com a marca do Manual do Usuário! São dois: uma sacola de tecido bonitona com o logo do Manual e um pano de prato com uma célebre frase de Alan Kay, ambos bordados pela Ana Ghedin. (Sim, é minha irmã.)

Os produtos são parte do catálogo de lançamento da loja Quem borda um ponto, que — você deve ter sacado — comercializa trabalhos manuais em bordado.

Se quiser os dois, sacola e pano de prato, o kit sai mais barato.

Assinante do Manual tem vários benefícios, incluindo um cupom de 10% de desconto na loja Quem borda um ponto. Se você já é assinante, fique de olho no e-mail. Se ainda não é, está esperando o quê? A partir de R$ 9/mês ou R$ 99/ano.

Apple e Google lançam especificação que alerta a presença de AirTags indesejados

Três anos após lançar as AirTags, pequenos rastreadores que podem ser desvirtuados para perseguir pessoas, Apple e Google lançaram uma especificação que alerta alguém que estiver carregando um desses sem saber. Os alertas também valem para rastreadores de outras marcas que aderirem à especificação.

No iPhone, o alerta veio com o iOS 17.5, lançado nesta segunda (13). No Android, o Google liberará a funcionalidade a todos os dispositivos rodando Android 6 ou superior.

No comunicado à imprensa, a Apple diz que “projetou desde o princípio [as AirTags] com proteções de privacidade e segurança”. A proteção para quem usa Android consistia em exigir o download de um app que só servia para emitir alertas de AirTags de perseguidores. Não deu certo, evidentemente. Via Apple.

Deskmat do Manual, da Kumori, volta a ser vendido

A Kumori pediu para avisar que o deskmat lindão do Manual do Usuário está novamente disponível. Feito com feltro natural de lã merino, o deskmat mede 90×40 cm, tem base antiderrapante e acabamento com bordas costuradas.

Sai por R$ 138,90, à venda na loja própria da Kumori, Amazon* e Mercado Livre*. Assinantes do Manual têm 10% de desconto na loja da Kumori — além de outras vantagens.

* Comprando por esses links o Manual recebe uma comissão das respectivas lojas. O preço não muda para você.

Recarga sem fios de celular: conveniência em troca de eficiência

O iFixit analisou a eficiência energética de carregadores de celulares com fio e sem fio. Sem surpresa, os fios são mais eficientes: o MagSafe da Apple gasta ~36% mais energia em um dia típico de uso e modelos simples (da Amazon) e mal feitos (da Tesla), mais que o dobro.

Outro efeito colateral negativo da recarga sem fios é o aquecimento da bateria, que acelera a degradação da mesma. Via iFixit (em inglês).

Frequentadores assíduos deste site já sabem: sou do time dos fios.

Fairbuds da Fairphone: Fones de ouvido com baterias substituíveis

Com quase três anos de atraso, a Fairphone lançou nesta semana fones de ouvido sem fios condizentes com sua missão: tanto a caixa quanto os fones em si dos Fairbuds têm baterias substituíveis. (Os de 2021 não tinham.) Saem por € 149 na Europa e não têm a mínima previsão de venda no Brasil.

Análise do Samuel Gibbs (em inglês) no The Guardian.

Chegou o deskmat do Manual do Usuário

Deskmat do Manual do Usuário, em cinza claro, enrolado.

A Kumori e o Manual do Usuário se uniram para lançar um deskmat com as nossas marcas.

Feito em feltro de lã merino, o deskmat tem uma cor sóbria, que combina com tudo, e, no detalhe, os logos do Manual e da Kumori. Ele mede 90×40 cm, tem a base emborrachada e uma costura bem discreta nas extremidades.

Já estou usando o meu e é uma delícia. A lã merino é aconchegante e o mouse desliza suave por sobre ela.

A tiragem limitada (são só 50, digo, 49 unidades) do deskmat do Manual do Usuário está à venda na loja virtual da Kumori e, em breve, na Amazon e no Mercado Livre.

Para quem assina o Manual, a Kumori oferece 10% de desconto em toda a loja — o que inclui o nosso deskmat. Assinante, veja seu e-mail para pegar o cupom.

Algumas fotos:

(mais…)

Headphones brasileiros modulares e reparáveis ganhará versão Bluetooth

A Fairphone lançou, lá fora, fones de ouvido reparáveis do tipo “over the ear”. O Fairphone XL (€ 249, ~R$ 1,3 mil) chamou a atenção da mídia especializada e fez alguns brasileiros se lembrarem da Kuba, marca local que já vende há alguns anos o Disco 2, headphones modulares que podem ser reparados pelo próprio consumidor final.

O último lançamento da Kuba, ainda em pré-venda, é a versão Bluetooth, por R$ 999. O mais legal é que quem já tem a versão cabeada terá a opção de comprar apenas o arco com o módulo Bluetooth, economizando metade do valor da versão completa e reaproveitando as demais partes do modelo cabeado. Dica do dflopes.

Controlando o computador sem usar as mãos, com Adriano Assis

Em versão mais enxuta nesta semana, o Guia Prático traz um bate-papo da Jacque com Adriano Assis, um dos criadores do Colibri, projeto de acessibilidade brasileiro que viabiliza o uso de computadores e celulares com a cabeça, para pessoas que não podem usar as mãos.

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