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Como nunca mais ser pego de surpresa com um documento vencido

Dois passaportes brasileiros, o do Cruzeiro do Sul, segurados por uma mão.

por Bruna Rasmussen

Nota do editor: Esta ótima dica apareceu primeiro na newsletter Atalho, criada e mantida pela Bruna Rasmussen. De segunda a sexta, ela manda uma diquinha simples, mas esperta e potencialmente útil, na caixa de entrada dos seus assinantes. Se gostar da dica (veja outras no arquivo), cadastre-se na newsletter da Bruna — é de graça.

Sua lista de tarefas costuma ser bastante atribulada, com obrigações do trabalho, de casa, estudos, compromissos sociais e tudo mais. Por isso, tarefas que fazemos com menor frequência geralmente são atropeladas pelo dia a dia.

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Instagram atualiza sua política de “segurar seios”

O Instagram atualizou sua política de “segurar seios”. Agora, a rede social permite a publicação de fotos que mostrem mulheres abraçando, acariciando ou segurando os seios, mas cuidado porque apertões mais ousados ainda são proibidos. A mudança veio após um grupo de mulheres obesas fazerem uma campanha acusado o Facebook de discriminá-las no Instagram. Deu resultado.

Seguem proibidas quaisquer imagens de pessoas nuas, mesmo as de cunho artístico. É como se a Dona Bela, da Escolinha do Professor Raimundo, fosse a responsável por definir essas diretrizes no Facebook. Via The Guardian (em inglês), Folha.

Correios iniciam testes com lockers

Os Correios inauguraram seu primeiro locker em Brasília nesta terça (27). Trata-se de um armário inteligente, colocado em pontos de grande circulação, onde as encomendas são depositadas para que os destinatários as retirem. A Amazon tem uma ampla rede de lockers nos Estados Unidos e, no Brasil, alguns varejistas, como a Casas Bahia e a Panvel, também já se aventuraram nesse negócio. Até fevereiro de 2021, os Correios irão instalar 63 terminais de lockers; 10 no Distrito Federal e 53 no Rio de Janeiro.

Os Correios também estão testando uma solução similar, mas voltada àqueles edifícios com “porteiros virtuais”, ou seja, com portaria remota. Via Correios.

O que vocês leram de bom?

Amanhã (desta vez, pra valer!) enviarei a primeira edição da newsletter no novo formato (cadastre-se), com indicações de leituras longas/de fôlego. Vamos fazê-la de maneira colaborativa? Indique ali nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Netflix testa modo somente áudio para competir com podcasts e áudiolivros

Foram encontrados trechos de códigos no app da Netflix para Android que sugerem testes da empresa com conteúdos que podem ser consumidos apenas por áudio — pense em apresentações humorísticas ou contação de histórias, por exemplo. A Netflix já tem algumas obras que poderiam ser apenas ouvidas, sem muito prejuízo, mas o potencial está no que pode vir dessa novidade. Da mesma forma que o domínio do streaming alterou a maneira como se produz música, uma Netflix do áudio expandiria as possibilidades da plataforma.

Não é algo muito maluco, se pararmos para pensar. Vide o Spotify, que já partiu por esse caminho. E tem aquela declaração do Reed Hastings, CEO da Netflix, de que um dos maiores rivais da Netflix é Fortnite. O que está em jogo aqui é a nossa atenção; o conteúdo são as armas dessa guerra. Via Protocol (em inglês).

Consentindo com a coleta de dados do Yahoo

Sempre que acesso um site estranho e aquele popup pedindo meu consentimento para coletar dados é apresentado, dou uma vasculhada à procura de links e botões para negar a coleta. Nem todos têm isso, mas alguns sim, e é sempre um choque perceber que um site qualquer, às vezes aparentemente inofensivo, é capaz de sugar uma tonelada de dados de um simples acesso.

Ontem caí em um link do Yahoo e fui surpreendido pela página de consentimento mais longa que já vi até agora. São centenas de empresas “urubuzando” a minha singela tentativa de ler uma notícia no site do Yahoo. Veja o vídeo acima; a essa altura, virou uma piada sem graça. Não é possível que isso seja sustentável ou economicamente saudável. O Yahoo é uma propriedade da operadora norte-americana Verizon.

NetMovies agora é grátis

A NetMovies, uma espécie de Netflix brasileira que não teve a sacada de migrar dos DVDs pelos correios para o streaming na hora certa, e que acabou comprada pela Looke em 2015, anunciou que a partir da próxima sexta (30) passará a ser totalmente gratuita, com sua operação bancada por anúncios.

A notícia é mais a consolidação de uma estratégia do que uma novidade em si. A empresa já disponibiliza filmes e séries completos em seu canal no YouTube; agora, a gratuidade passa a valer também para os apps próprios, incluindo os de TVs. O acervo da NetMovies tem ~2,5 mil filmes, mas não espere ver nada muito conhecido ou celebrado — com exceção, talvez, de uns filmes do Tarzan. Via @henriquemartin/Twitter.

A garotada ano passado resolveu reclamar do preço de jogos eletrônicos, chips, etc. E tinha um degrau de imposto, e nós conseguimos passar o maior degrau de 50% para 40%. E agora a molecada voltou a chiar novamente e com razão. Já conversei com o Paulo Guedes, e ele deu o sinal verde.

— Jair Bolsonaro

No Brasil, em plena pandemia com quase 160 mil mortes e com todos os problemas que enfrentamos, incluindo o desemprego e o fantasma da fome, o presidente encontra tempo e disposição para se dedicar pessoalmente à redução de impostos de video game. Prioridades. Segundo o próprio, o decreto com as reduções deverá ser publicado no Diário Oficial nesta terça (27). Via O Globo, @jairbolsonaro/Twitter.

App Store brasileira terá novo reajuste de preços

Nos próximos dias, um app de US$ 0,99 passará a custar R$ 4,90 na App Store brasileira (antes, R$ 3,90); um de US$ 1,99, para R$ 10,90 (antes, R$ 7,90); e assim por diante (veja a tabela completa). É o segundo reajuste desde que a loja virtual da Apple passou a vender em real, e um pesado: em média, os preços aumentarão cerca de 40–50%. Via MacMagazine.

Consistência contra clareza nos novos ícones do Google

Duas fileiras de ícones do Google. Na de cima, os novos sob a inscrição "O que o Google vê'". Na de baixo, retângulos idênticos, com cores alteradas, com a inscrição "O que eu vejo".
Na linha de cima, “O que o Google vê”. Na de baixo, “O que eu vejo”. Imagem: r/google.

Os apps do Google Workspace (antigo G Suite, antigo-antigo Google Apps) ganharam novos ícones no início de outubro, todos eles com as mesmas quatro cores. Teve quem gostou do design devido à consistência, mas — e isso é só evidência anedótica, embora não só minha — sobram reclamações à dificuldade criada para distingui-los, algo que a brincadeira acima evidencia.

Segundo o Google, “a nossa nova marca do Google Workspace reflete essa experiência mais conectada, útil e flexível, e nossos ícones refletirão o mesmo”. Goste ou não, parece que esses ícones novos também serão usados nos apps dos usuários doméstico — o Gmail do iOS já o adotou. Via r/google.

Galaxy Z Fold 2 5G entra em pré-venda por R$ 14 mil

A Samsung colocou o Galaxy Z Fold 2 5G, segunda geração do seu celular com tela dobrável que vira um tablet quando desdobrado, em pré-venda no Brasil. Custa R$ 14 mil. Além do celular, o comprador leva de brindes um par de Galaxy Buds (R$ 1,3 mil no varejo) e um relógio Galaxy Watch 3 (R$ 3 mil), acesso a suporte personalizado 24/7 e uma troca gratuita de tela (tem que pagar uma franquia de R$ 800; o reparo em “avaria na tela” do Z Fold original, fora da garantia, tem preço de tabela de R$ 4.866). O lançamento é no dia 13 de novembro. Via Samsung.