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Lâmpada circular é acessório da moda para iluminar vídeos

Alguns anos depois do pau de selfie (lembra?), as muitas lives e videochamadas ocasionadas pela pandemia fez outro acessório vender como pãozinho quente: as lâmpadas circulares, ou “ring lights”. O pico das vendas já passou e isso está se refletindo nos preços, mais baratos que no primeiro semestre. Via Agora.

Nubank se desculpa por fala racista da co-fundadora e promete mais iniciativas inclusivas

Pegou mal uma fala de Cristina Junqueira, co-fundadora do Nubank, no Roda Viva segunda passada (assista ao trecho) sobre a falta de líderes negros na fintech. Neste domingo (25), em uma carta aberta, os três co-fundadores admitiram que estavam errando nos campos da diversidade e inclusão racial, anunciaram algumas iniciativas e prometeram revelar outras mais em novembro. Via Nubank.

Lee Kun-hee, presidente da Samsung, morre aos 78 anos

Kun-hee assumiu a Samsung no final dos anos 1980, herdando o cargo de seu pai. Em 1993, iniciou uma reviravolta na empresa que a transformou no titã global que é hoje, responsável por 20% do PIB sul-coreano. Pelo caminho, teve condenações por suborno e sonegação fiscal. Em 2014, Kun-hee sofreu um infarto que o incapacitou para as atividades do dia a dia; desde então, seu filho Jay Y. Lee tem liderado o conglomerado.

Há alguma apreensão sobre a herança deixada por Kun-hee (de 50–65%), que deverá render alguns bilhões de dólares ao governo da Coreia do Sul. Esse imposto sobre a herança e o papel da Samsung na economia do país são tão relevantes que havia até uma teoria da conspiração acerca da saúde de Kun-hee. O cargo deverá ser ocupado por Jay Y. Lee, mantendo a tradição dos chaebols do país, um tipo de conglomerado empresarial de grande porte, mas controlado por uma família. Via Folha, The Verge (em inglês).

Universidade da Bahia emprestou notebooks com app espião aos alunos

Notebooks emprestados aos alunos pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) estavam com um app espião chamado KidLogger. Destinado a controle parental, o app grava sons, imagens, salva senhas e histórico de conversas privadas.

Após denúncias em redes sociais, a UFSB divulgou uma nota na quinta (22) informando que recolherá os notebooks para análise. Ontem (23), a Comissão Permanente de Atividade Correicional da universidade abriu uma sindicância para apurar os fatos. Via @jvixcxtor/Twitter, DCEUFSB/Facebook.

Gravadoras norte-americanas tiram o projeto youtube-dl do ar

A associação das gravadoras nos Estados Unidos (RIAA) enviou uma carta à Microsoft para que a empresa retirasse do GitHub o projeto youtube-dl, uma biblioteca em Python usada para baixar vídeos de plataformas como o YouTube. A alegação da RIAA é de que “o objetivo manifesto desse código [do youtube-dl] é burlar as medidas de proteção tecnológica usadas por serviços de streaming autorizados, como o YouTube, para [permitir a] reprodução e distribuição de gravações musicais e de áudio sem autorização”.

A Microsoft acatou de imediato a solicitação e derrubou o projeto do youtube-dl e outros 17 “forks” (projetos derivados do original).

O youtube-dl é usado em vários aplicativos e para muitos fins legítimos/não controversos além de baixar arquivos musicais protegidos por direitos autorais. Via ZDNet (em inglês).

Banco Central rejeita pedidos do WhatsApp, Paypal e XP e autoriza 762 instituições para atuarem no PIX

O Banco Central aprovou 762 instituições para atuarem no Pix. Ficaram de fora alguns nomes grandes, como WhatsApp, PayPal e XP. Até segunda (19), o BC já havia cadastrado mais de 42 milhões de chaves Pix. O sistema começa a operar no dia 16 de novembro. Via Convergência Digital.

No WhatsApp Business, nem todas as conversas são criptografadas de ponta a ponta

O Facebook anunciou três novidades para o WhatsApp Business, a versão para empresas que querem fazer negócios dentro da plataforma: 1) Compras sem sair do app; 2) Serviços de hospedagem do próprio Facebook, o que permitirá que as empresas tenham vários terminais com acesso à mesma conta do Business; e 3) Passará a cobrar por alguns serviços das empresas que usam o Business (alguns tipos de mensagens já são cobrados; isso será expandido).

São mudanças que transformam o WhatsApp Business em uma solução completa, verticalizada e escalável de comércio online. (Neste vídeo promocional dá para ver toda a jornada do cliente, incluindo o checkout.)

Também chama a atenção, e esta talvez seja a grande história enterrada neste anúncio, que as conversas com empresas que terceirizam a operação da API do WhatsApp Business não são criptografadas de ponta a ponta. Não sei se isso é novidade; pessoalmente, não sabia. E em breve, quando o próprio Facebook estiver disponível como um desses operadores terceirizados, “as empresas [que adotarem os serviços do Facebook] poderão usar as conversas para fins de marketing, o que inclui fazer publicidade no Facebook”.

As novidades estarão disponíveis nos próximos meses. Via WhatsApp, TechCrunch.

Como as multibilionárias empresas de tecnologia usam seu poder para influenciar jornalistas, blogueiros e youtubers

Mão segurando um Galaxy S20 Ultra em um ambiente escuro, com uma luz sobre o aparelho.

Em 2005, críticos culturais de revistas e jornais brasileiros receberam um iPod Shuffle da assessoria de imprensa da Maria Rita contendo as faixas do segundo álbum da cantora. A história acabou saindo em uma nota não assinada da revista Veja. Virou um escândalo. Luís Antônio Giron, da revista Época, sentiu-se na obrigação de se defender da acusação, implícita na revista concorrente, de que o mimo de R$ 5901 o teria corrompido e a seus colegas. O escândalo do mensalão no governo Lula havia estourado poucos meses antes, daí que o caso do iPod acabou batizado e conhecido no meio como o “mensalinho da Maria Rita”.

Em 2020, iPod é pouco perto das benesses que empresas de tecnologia multibilionárias oferecem a jornalistas, blogueiros e youtubers, gerando relações de poder que, em última análise, comprometem a confiança na cobertura que a imprensa faz dessas mesmas empresas.

Por quase dois meses, o Manual do Usuário conversou com 11 jornalistas (de veículos tradicionais e independentes) e youtubers, no Brasil e nos Estados Unidos, para entender como empresas como Samsung, Apple e Asus usam seu poderio econômico para tentar ganhar a boa vontade da imprensa.

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