E Se? Respostas científicas para perguntas absurdas, de Randall Munroe

Entre todas as tirinhas com homens-palito da Internet, a mais famosa é a xkcd, do americano Randall Munroe. Formado em Física e com um trampo em robótica na NASA no currículo, ele consegue unir cálculos complexos, astronomia, química e outras ciências a uma ironia fina que quase sempre resulta em sacadas engraçadas e inteligentes. Às vezes, incompreensíveis à maioria, mas talvez não seja culpa dele, e sim nossa. Minha.  (mais…)

[Review] Novo Moto X: maior, mais requintado, mais mundano

Quando o seu produto vira commodity, o que fazer para diferenciá-lo? Em 2013 a Motorola apresentou o primeiro smartphone Android sob a batuta do Google com uma proposta nova e arrojada. Em vez de uma lista de especificações com números enormes, o Moto X original era um aparelho pé no chão. Para uns, “bom o bastante”. Para mim, ideal. Mais que isso: foi o melhor que testei no primeiro ano de Manual do Usuário.

Um ano e uma versão depois, muita coisa mudou no novo Moto X. A Motorola não é mais do Google, a infraestrutura montada nos EUA para vender um smartphone personalizado “made in USA” foi desmantelada e boa parte daquele discurso original, incluindo a parte ruim como o marketing em cima dos “oito núcleos” (?), mas também a boa, contemplando foco na experiência, não na tabela de especificações, ficou no passado. O tiro de misericórdia foi o tamanho da tela, que saltou de confortabilíssimas 4,7 polegadas para exageradas 5,2.

Será que mesmo tão diferente do projeto original, o Moto X de segunda geração continua a ser a melhor escolha para quem está no universo Android? Segura na minha mão e vamos descobrir isso. (mais…)

O que tem na sua mochila, Paulo Higa?

Foto do Paulo Higa.

Paulo Higa tem 21 anos, mora em São Paulo e escreve sobre tecnologia no Tecnoblog, onde trabalha como editor. Teoricamente é usuário de iPhone, mas está com um smartphone diferente a cada duas semanas. De dia, anda com câmera e notebook para cobrir eventos, coletivas de imprensa e afins. À noite, leva papel e caneta para a faculdade de Jornalismo.

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Como o jovem brasileiro vê e usa as redes sociais

Tornou-se comum ver em sites estrangeiros de tecnologia artigos condenando o Facebook ao ostracismo por causa da suposta falta de interesse dos jovens pela rede social1. A ideia é que se gente com menos de 20 anos não estiver usando seu app ou serviço, nada mais importa e o destino dele é a ruína.

Nos últimos tempos o assunto se intensificou, embora praticamente toda a Internet — incluindo os que estão chegando agora — continue, se não vivendo dentro dos muros azuis de Mark Zuckerberg, pelo menos com um perfilzinho lá. Isso me intriga um bocado, por vários fatores. (mais…)

Como fazer as pazes com o Chrome e sua gula por memória

Dia desses joguei no Twitter a seguinte pergunta: alguém aí tem problemas com consumo excessivo de RAM com o Chrome? Recebi uma enxurrada de respostas positivas e algumas generalizantes, do tipo “e quem não tem?” Pois bem, eu não tenho. Aparentemente sou uma rara exceção, então resolvi fazer uma viagem introspectiva a fim de descobrir o que me leva a ter uma relação tão harmoniosa com o navegador do Google.

Isto não é um guia de como forçar o navegador a economizar na RAM. Ele é sedento por memória e está tudo (mais ou menos) bem. É como eu digo há anos: memória foi feita para ser usada. Se temos computadores mais rápidos hoje, em parte é porque a memória principal deles está mais rápida e disponível em maiores quantidades. E como não se trata de um bem finito, deixe o Chrome, o Windows, o que quer que você estiver rodando se esbaldarem. Se a situação ficar insustentável, por ser uma memória volátil basta desligar e religar o computador e ela será zerada. Problema completamente resolvido. (mais…)

Blogs estão com os dias contados? Velho debate, mesma resposta

Eu não acompanhava, mas conhecia a fama do The Dish, blog político do Andrew Sullivan. Essa fama era especialmente inspiradora para mim porque ele conseguiu, há uns dois anos, abandonar o portal onde estava hospedado e se lançar em uma jornada independente, sustentado por 30 mil (!) leitores que viabilizaram um pequeno negócio com faturamento anual de US$ 1 milhão. Apesar disso, semana passada Sullivan anunciou o fim da empreitada depois de 15 anos na ativa. Essa notícia serviu de gasolina para reacender um velho debate: os blogs estão mortos?

Ao justificar o fim do The Dish, Sullivan alegou cansaço, estafa, problemas de saúde e o anseio por um ritmo mais lento: (mais…)

A hora de assinar o Manual do Usuário é agora

É bem provável que você já saiba, mas não custa relembrar: o Manual do Usuário tem uma área paga para assinantes, um “lado B” que é tão legal quanto a parte gratuita do site. Hoje fiz algumas mudanças para torná-la mais acessível e permitir que mais gente participe — e, consequentemente, ajude a custear essa empreitada. (mais…)

[Review] Kindle (2014): o e-reader mais barato da Amazon agora é touchscreen

Em um mundo dominado por smartphones, dispositivos portáteis e multifuncionais, a única saída para seus opostos, ou seja, aqueles que desempenham apenas uma função é serem excelentes nela. É essa diferença qualitativa que garante a sobrevivência de câmeras dedicadas e e-readers, por exemplo, e a falta dela que sepulta coisas como players de música (RIP iPod) e despertadores (alguém ainda usa?)

O Kindle nasceu quase na mesma época em que o iPhone foi anunciado. A exemplo do smartphone da Apple, ele não foi o primeiro da sua categoria, mas foi o que a definiu graças a uma execução impecável e à criação de um ambiente em torno do produto capaz de fazê-lo brilhar. Com a força da Amazon, especialmente nas áreas de logística, preço e ecossistema, o Kindle foi o primeiro e-reader com apelo junto ao público.

Anos depois, ele continua a ser o melhor. Só que para equilibrar o máximo da qualidade com o menor preço possível, a família teve que crescer. Se em uma ponta temos agora Kindle Voyage e Paperwhite com o melhor que a Amazon consegue produzir, na outra aparece o Kindle básico, este que será nosso objeto de análise hoje. Lá fora custa US$ 79; no Brasil, R$ 299. Nessa última encarnação a maior novidade é a presença de uma tela sensível a toques que aposentou quase todos os botões físicos. Foi uma boa troca? Descobriremos agora. (mais…)

O que tem na sua mochila, Helio de Castro?

Foto do Helio de Castro.

Helio é um nerd clássico, geek, que começou profissionalmente falando lá nos idos dos microcomputadores no Brasil e foi aonde a maré o levou — e, em alguns casos, o coração junto. De marcantes, experiências de Conectiva, Mandriva, Nokia e hoje Red Hat, onde é engenheiro de software, e atravessando essas o KDE, a música, o Linux educacional e outras cositas más. Tem que lidar com uma tonelada de linguagens, sistemas e protocolos no dia a dia, tanto que acaba que gosta de C++ e Linux — é quase paixão. E ainda chama isso e trabalho…

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Inteligência Artificial: o que é aprendizado de máquina?

por Gabriel Arruda

Nota do editor: O Gabriel é leitor das antigas e fiquei muito feliz quando ele mandou um e-mail perguntando se tinha interesse em publicar este texto. Além de sempre aparecer nos comentários do Manual, ele é programador, graduado em Sistemas de Informação e mestrando em Ingeligência Artificial. Siga-o no Twitter e leia outros textos dele no Medium.


Stephen Hawking e Stuart Russel alertaram as pessoas sobre os perigos do avanço da Inteligência Artificial (IA). O temor é que os avanços estão ocorrendo muito rapidamente e não estamos preocupados o bastante com as implicações disso:

Os benefícios potenciais são grandes; tudo que a civilização tem a oferecer é produto da inteligência humana; nós não podemos prever o que poderemos atingir quando essa inteligência é amplificada pelas ferramentas que a IA pode prover, mas erradicação da guerra, doença e pobreza seriam as prioridades na lista de qualquer um. O sucesso na criação da IA seria o maior evento da história humana. Infelizmente, ele pode ser o último, a não ser que saibamos como evitar os riscos.

Apesar de ser tentador discutir a dominação pelas máquinas, esse é um problema a longo prazo. Acho que estamos preocupados até demais com ele e menos do que deveríamos com os mais imediatos. Hoje e a curto prazo, os possíveis problemas trazidos pela IA são menos apocalípticos.

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Veja (e cancele) todas as páginas que você já curtiu no Facebook

Quando você se cadastrou no Facebook? Se faz algum tempo, digamos… alguns anos, é bem provável que tenha acumulado muitos likes, diversas curtidas em páginas dos mais variados tipos. O sistema incentiva isso e, no fim, é uma forma fácil de construir a sua persona online — “veja a banda descolada que eu curto!”, “esse filme é mesmo muito bom” ou “eu uso esta marca”.

O problema com o curtir do Facebook é que ele não é transitório, diferentemente de nós, seres humanos. O que faz a minha cabeça hoje pode, daqui a algum tempo, não ter o mesmo peso. Em casos mais extremos, sequer figurar na lista das coisas que eu gosto ou de que já gostei e não tenho vergonha de declarar. Num momento estamos dando o máximo para expormos o nosso melhor lado a amigos, colegas e desconhecidos na Internet; rapidamente e sem aviso, mal sabemos que figura esse amontoado de curtidas virou — ainda que, dizem, o Facebook seja capaz de conhecer melhor a nossa personalidade do que outras pessoas. (mais…)

O que é esta estrela na barra de notificações do Android 5.0? Entenda o Modo Prioridade

Entre as muitas novidades do Android 5.0, uma das que mais me interessam é o Modo Prioridade. Trata-se de uma opção que, ativada, restringe aplicativos e pessoas que fazem o smartphone apitar. É como o Não Perturbe do iOS 6, mas mais flexível — e, por isso, complexo.

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Facebook Lite faz jus ao nome: economia em recursos do smartphone chega a 75%

Lançado sem alarde e por ora limitado a oito países emergentes, o novo app do Facebook faz quase tudo que o principal, porém consumindo menos recursos do smartphone. Não é a primeira vez que a rede social segue esse caminho, logo cabe a pergunta: que o Facebook Lite traz de novo?

A maior novidade é que ele agora é um app. O antigo Facebook Lite e a outra versão ainda mais simples, totalmente livre de imagens e com dados gratuitos graças a acordos com operadoras ao redor do mundo, o Facebook Zero, eram acessadas pelo navegador. A nova encarnação do Facebook Lite é um app para Android que, no momento, está disponível em poucos lugares, a saber: África do Sul, Bangladesh, Nepal, Nigéria, Sri Lanka, Sudão, Vietnã e Zimbábue. (Atualização, em 16/6: agora, no Brasil também.)

O Facebook Lite lembra bastante a versão para Symbian e as antigas móveis para a web, e o TechCrunch diz que ele é baseado no finado cliente do Snaptu, uma startup que criava apps de redes sociais para featurephones e que foi adquirida pelo Facebook em 2011 por cerca de US$ 70 milhões. Ou seja, das origens ao que o precedeu, tudo aqui diz respeito a velocidade e leveza. (mais…)

O que tem na sua mochila, Augusto Campos?

Foto do Augusto Campos.

Augusto Campos é administrador, pós-graduado em Gerenciamento de Projetos, pós-graduado em Implantação de Software Livre. Atua na área de Planejamento Estratégico em Florianópolis e é autor e mantenedor dos sites BR-Linux, BR-Mac, Efetividade e BR-Arduino.

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Windows 10: quando, quanto e onde?

Depois do evento do último dia 21 de janeiro, o Windows 10 ganhou contornos mais claros. Conhecemos novos recursos, a forma com que a Microsoft o está trabalhando para lidar com telas de 4 a 84 polegadas e datas, preços e outras informações. Este post é uma tentativa de consolidar essas informações mais cruas do modo mais simples e direto possível. Ele será atualizado regularmente na medida em que as novidades aparecerem.

Embora o nome e o núcleo sejam compartilhados entre todas as plataformas onde o novo Windows rodará, cada uma tem suas particularidades. Em alguns o sistema é meio que “embarcado”, ou seja, o usuário não pode instalá-lo ou atualizá-lo como quiser, então focarei nas versões para computadores e smartphones, afinal são essas as que importam a quem tem um computador, tablet ou smartphone hoje. (mais…)