Em um mundo dominado por smartphones, dispositivos portáteis e multifuncionais, a única saída para seus opostos, ou seja, aqueles que desempenham apenas uma função é serem excelentes nela. É essa diferença qualitativa que garante a sobrevivência de câmeras dedicadas e e-readers, por exemplo, e a falta dela que sepulta coisas como players de música (RIP iPod) e despertadores (alguém ainda usa?)
O Kindle nasceu quase na mesma época em que o iPhone foi anunciado. A exemplo do smartphone da Apple, ele não foi o primeiro da sua categoria, mas foi o que a definiu graças a uma execução impecável e à criação de um ambiente em torno do produto capaz de fazê-lo brilhar. Com a força da Amazon, especialmente nas áreas de logística, preço e ecossistema, o Kindle foi o primeiro e-reader com apelo junto ao público.
Anos depois, ele continua a ser o melhor. Só que para equilibrar o máximo da qualidade com o menor preço possível, a família teve que crescer. Se em uma ponta temos agora Kindle Voyage e Paperwhite com o melhor que a Amazon consegue produzir, na outra aparece o Kindle básico, este que será nosso objeto de análise hoje. Lá fora custa US$ 79; no Brasil, R$ 299. Nessa última encarnação a maior novidade é a presença de uma tela sensível a toques que aposentou quase todos os botões físicos. Foi uma boa troca? Descobriremos agora. (mais…)