[Review] Novo Moto X: maior, mais requintado, mais mundano

Acabamento em bambu do novo Moto X.

Quando o seu produto vira commodity, o que fazer para diferenciá-lo? Em 2013 a Motorola apresentou o primeiro smartphone Android sob a batuta do Google com uma proposta nova e arrojada. Em vez de uma lista de especificações com números enormes, o Moto X original era um aparelho pé no chão. Para uns, “bom o bastante”. Para mim, ideal. Mais que isso: foi o melhor que testei no primeiro ano de Manual do Usuário.

Um ano e uma versão depois, muita coisa mudou no novo Moto X. A Motorola não é mais do Google, a infraestrutura montada nos EUA para vender um smartphone personalizado “made in USA” foi desmantelada e boa parte daquele discurso original, incluindo a parte ruim como o marketing em cima dos “oito núcleos” (?), mas também a boa, contemplando foco na experiência, não na tabela de especificações, ficou no passado. O tiro de misericórdia foi o tamanho da tela, que saltou de confortabilíssimas 4,7 polegadas para exageradas 5,2.

Será que mesmo tão diferente do projeto original, o Moto X de segunda geração continua a ser a melhor escolha para quem está no universo Android? Segura na minha mão e vamos descobrir isso.

Maior, porém mais refinado

Novo Moto X na mão.

Embora tenha afinado (0,4 mm), o novo Moto X ficou mais alto e mais largo. Graças ao tamanho da tela, citado acima, ele não mais se “encaixa na mão”, como comentei no review da versão anterior. E isso é uma pena, de verdade. Dois dos últimos baluartes dos smartphones topo de linha feitos para mãos de seres humanos normais, iPhone e Moto X, se foram; só sobrou o Xperia Z3 Compact.

Não que ele seja gigantesco, desengonçado ou mesmo ruim de manusear. A parte de trás continua com uma curvatura legal e o logo côncavo da Motorola ameniza o tamanho, mas não totalmente. O ponto é que ele deixou de ser natural. Não dá para alcançar as bordas da tela, mesmo com a moldura fina na frente, sem fazer malabarismos perigosos ou recorrer ao auxílio da outra mão. Tenho outras queixas e, claro, muitos elogios ao Moto X de segunda geração, mas a característica mais marcante (e decepcionante) dele é esse crescimento desnecessário.

Acabamento em metal e bambu do Moto X.

Em relação ao acabamento, só elogios. O vidro frontal ganhou um quê de sofisticação com a dobra sutilmente curvada nas extremidades. A borda do smartphone em si, agora de metal, é mais bonita e dá um ar mais premium, e atrás os materiais são de bom gosto. Pelo menos o dessa unidade cedida pela Motorola, em bambu, é muito legal. A textura é agradável ao tato e o fato de não existirem dois Moto X de bambu com desenhos idênticos é um charme extra. Existem ainda modelos com o tradicional plástico e um outro com couro, a grande novidade dessa iteração — já que o bambu, ainda que bem depois do lançamento original, apareceu no primeiro Moto X.

Na frente, outras novidades podem ser vistas pelos mais atentos, ainda mais em modelos com a moldura branca, como é o caso. Em cima e embaixo da tela aparecem duas grelhas, só que infelizmente elas não significam som estéreo. Diferentemente do Moto G de segunda geração, no Moto X sai som apenas na grelha de baixo, o que é meio incompreensível já que esse modelo é superior. Mono ou estéreo, essa posição é muito melhor que a antiga, atrás ao lado da câmera, pelo simples fato de que deixá-lo na mesa não abafa o som — que é bem alto, por sinal; o outro, para ligações, também é alto e claro, sem reclamações.

Em volta da tela ainda existem três pontinhos que são novos. Eles são receptores e emissores infravermelhos que ajudam a detectar o movimento da mão do usuário, ajudando as Notificações Ativas, recurso do Moto X original que exibe notificações simples com o smartphone em espera, ícones brancos no fundo preto, sem consumir muita energia, e permitindo uns truques legais como emudecer uma chamada simplesmente passando a mão sobre a tela. Era uma das melhores coisas do primeiro e é algo que continua bom demais — simples, confiável e útil no dia a dia.

Textura dos botões do Moto X.

O salto qualitativo no uso de materiais e em design é visível no novo Moto X. Até em detalhes mínimos, como a diferenciação por textura entre os botões liga/desliga e os de volume, o que evita apertos errados acidentais, a Motorola prestou atenção. Isso tudo é ótimo.

AMOLED, o mal necessário

Notificações Ativas do Moto X.

A tela cresceu, mas continua a usar um painel AMOLED — em parte, para dar conta das Notificações Ativas, que acende apenas os pixels necessários para exibir ícones finos e poucas linhas de texto, sem matar a bateria. O leitor de longa data deve saber a essa altura da minha relação com essa tecnologia. Se não for o caso, um breve relato: não gosto muito, pelo excesso de saturação e eventuais anomalias cromáticas.

A boa notícia é que no novo Moto X a Motorola parece ter diminuído o tom das cores quentes. Vermelho e laranja não são mais tão “ardidos”, embora a diferença para telas mais neutras continue bem acentuada. A ruim é que a tela ficou menos consistente com fundos brancos. Quando li textos mais longos com essa cor de fundo, preto no branco, pude perceber leves variações na tonalidade, como se o branco pendesse levemente para tons verdes vez ou outra. É um detalhe mínimo e que para muitos passa batido, mas não pude deixar de notar.

Além de crescer fisicamente, a tela também ganhou um impulso em resolução. Agora, ela tem 1920×1080, contra os 720p (1280×720) da geração anterior. Como já não tinha reclamações com essa, menos ainda com a nova.

A bateria levemente maior serve para manter a autonomia estável. O Moto X não é um smartphone capaz de passar mais de um dia longe da tomada, mas está tudo bem. Os 100 mAh extras da nova meio que são anulados pela tela e resolução maiores. No fim, fiquei com a mesma impressão do modelo anterior — ou seja, uma bateria ok capaz de aguentar um dia e nada mais. Ah, a versão vendida no Brasil vem com 32 GB de memória interna, o que é bem legal.

Câmera

Detalhe da câmera do Moto X.

A câmera principal tem 13 mega pixels e, apesar de se sair bem em alguns disparos e até surpreender em outros, na média continua abaixo do que se esperaria de um smartphone topo de linha.

O maior problema da câmera do Moto X é a dificuldade absurda em situações com pouca luz. Esse cenário é, pela própria terminologia de “fotografia”, dos mais complexos para qualquer câmera, mas espera-se que as melhores consigam driblá-lo de alguma forma, seja com um sensor enorme, pós-processamento esperto ou qualquer outra artimanha. Apple, Microsoft e Samsung meio que conseguem. A Motorola, com o Moto X, não. À noite, sem uma iluminação artificial muito boa, as fotos ou sairão tremidas, ou terão muito ruído.

Mesmo de dia ela pode surpreender (negativamente). É preciso paciência, um bom timing e, de preferência, objetos não muito frenéticos no enquadramento.

Alguns exemplos:

Telhado de um shopping.
f/2,2, 1/190s, ISO 50. Redimensionada para 730×411.
Fachada de uma borracharia, em HDR.
f/2,2, 1/962s, ISO 50. Redimensionada para 730×411. HDR fazendo um bom trabalho.
Cabeça de uma tartaruga de brinquedo.
f/2,2, 1/30s, ISO 250. Crop em 100%. Bom detalhamento com boa iluminação natural.

Este Moto X ainda tinha um incômodo extra (e anormal): uma espécie de cisco dentro do conjunto óptico, ou no sensor. Repare na foto seguinte, no canto inferior esquerdo:

Kindle sobre uma mesa, iluminação artificial.
f/2,2, 1/26s, ISO 800. Redimensionada para 730×411. Com pouca luz a câmera é bem fraca…
Detalhe de uma BMW exposta no shopping.
f/2,2, 1/30s, ISO 160. Crop em 100%. Às vezes a câmera surpreende positivamente, como nesta foto com iluminação artificial forte (dentro de shopping).

Veja essas e outras fotos, em tamanho natural e sem qualquer tipo de edição, neste álbum.

Android puro, sabor pirulito

Além de abandonar a briga por especificações, outra aposta certeira da Motorola com o primeiro Moto X foi a pelo Android puro. O sistema carrega poucas modificações em relação àquele concebido pelo Google, a maioria delas, bem feliz. Minha unidade veio com o Android 5.0.

Easter egg do Android 5.0 no Moto X.

Agora, Notificações Ativas, Assist, configurações de ações e os controles touchless (o “Ok Google”) foram concentrados todos em um app, o Moto. Tudo que existia no primeiro Moto X fez a transição para esse novo e ganhou melhorias. No caso das Notificações Ativas, além da já citada maior sensibilidade em sua apresentação, elas agora suportam mais ícones ao mesmo tempo na tela e podem ser configuradas para ignorar certos apps. Os controles sem tocar no aparelho e mesmo com a tela desligada, antes invocados apenas pelo “Ok Google Now”, agora podem ter uma frase-gatilho personalizada. O Assist conversa com o Modo Prioridade do Lollipop e outro gesto se soma ao giro de pulso para abrir a câmera: acene sobre a tela ao receber uma chamada ou com o despertador ligado para emudecer o smartphone.

Todas as fabricantes se esforçam para diferenciar seus smartphones Android topo de linha. A que melhor faz isso é a Motorola. Todos esses recursos, ainda que menos chamativos nas vitrines perto de sensores de batimentos cardíacos e conjuntos de câmeras duplas para profundidade, são mais práticos e pé no chão. Em outros termos, são coisas que você realmente usa sempre e que, além disso, economizam tempo de fato.

O Moto X te ouve mesmo com a tela apagada.

Apenas uma nota: deparei-me com alguns problemas graves nos três primeiros dias de uso. Entre eles, travamento da câmera, do Chrome, Wi-Fi que não conectava de jeito algum à minha rede… Em todos os casos bastou reiniciar o Moto X para resolvê-los, mas de qualquer forma deixou uma péssima primeira impressão. Felizmente, nos dias seguintes a estabilidade esperada deu o ar da graça e não tive mais dores de cabeça com o aparelho.

Mesmo maior, vale a pena?

Moto X de bambu no detalhe.

Apesar de tudo o Moto X continua, nessa nova versão, a ser um smartphone de ponta. Talvez até mais do que antes, graças à nova configuração a par com o que há de melhor na concorrência. Ele está mais rápido, embora o anterior não tenha demonstrado lentidão, e com materiais mais nobres em sua construção– e, isso sim, foi uma melhora bem-vinda. A câmera segue mais ou menos; software e bateria não tiveram mudanças significativas. Seus recursos exclusivos melhoraram sensivelmente e seguem como os melhores diferenciais do mercado.

Infelizmente exageraram no fermento da receita, o que aumentou muito o tamanho da tela. Além de um duro golpe contra a ergonomia, essa mudança o aproximou mais de smartphones rivais. Por sorte, ou talvez uma mistura de estratégia da Motorola e falta de senso das suas concorrentes, a combinação entre preço baixo e experiência de software, mais os mimos exclusivos, ainda deixam o Moto X à frente do pelotão. É difícil justificar o gasto extra em um Galaxy S5, ou Xperia Z3, quando esse aparelho faz o mesmo ou até mais por muito menos. Só se câmera ou bateria forem prioridade; aí compensa gastar uns trocados a mais nesses outros aparelhos.

Anunciado a R$ 1.499 há quatro meses, o novo Moto X já pode ser encontrado por bem menos — na ressaca do Natal chegou a custar R$ 999. Mesmo por mais ele é uma compra que não dá muita margem para erro. O hardware é de primeira, o acabamento melhorou bastante e, para quem gosta, agora ele conta com um telão na frente. Pena que para quem preferia o modelo menor não restou opção alguma.

Comprar o novo Moto X.

Compre o novo Moto X

Comprando pelos links acima o preço não muda e o Manual do Usuário ganha uma pequena comissão sobre a venda para continuar funcionando. Obrigado!

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32 comentários

  1. Comprei a aprelho Moto X 2 Geração,paguei R$1500,00 e depois de 5 meses de uso, o aparelho caiu de uma distância de 15cm, o mesmo quebrou a famosa e resistente tela Gorilla® Glass. Entrei em contato com o fabricante qu me direcionaram pra uma Ass. Autorizada, onde a mesma me cobrou o valor de R$799,00.

    Hoje o aparelho já se encontra no mercado pelo valor de R$1169,00 e para ter o meu aparelho usado novamente, eu preciso pagar R$799,00, ou então eu perco tudo o que eu paguei nele, pois sem a tela funcionar o aparelho fica inutilizável.

    Entrei em contato novamente com o fabricante (Motorola), que me informou que a unica politica que eles tem é essa, e que não poderiam fazer nada para me ajudar!

    Esse foi o meu primeiro e unico APARELHO MOTOROLA.

    “Motorola NUNCA MAIS!!!!”

  2. Hoje meu Moto X de guerra me deixou, mas apesar da trágica morte, estou convencido que quem vai substitui-lo é seu irmão mais novo. A Motorola conseguiu fazer o que a Apple faz: oferece aparelhos bons com serviços ótimos e assim fideliza o consumidor. Seria muito bom se as outras fabricantes tomassem nota!

  3. jurei que não ia me adaptar a tela de 5.2, mas com pouco menos de uma semana de uso, estou muito satisfeito e achando o tamanho ótimo. especialmente pela pegada do aparelho.

  4. Um dia de janeiro achei ele (modelo preto) em promoção no Shoptime por R$999,00 no boleto. Pensei em toda minha relação com celulares e vi que comparado ao aparelho que tenho (iphone 4s de guerra) e ao meu tipo de uso (principalmente), não representaria um upgrade significativo. Compartilhei no Gatry, talvez algum usuário daqui tenha pegado o aparelho por aquela promoção.

    Mas se fosse o branco bambu, no mínimo eu teria boletado…

    1. Infelizmente a minha operação, leia-se um só, longe de SP e em um blog pequeno, tem dessas. Mas nesse caso acho que compensou — em vez de pegar primeiro o Moto X em dezembro, recebi o Moto Maxx, que acabara de ser lançado :-)

  5. Achei o aparelho muito bom, em todos os quesitos, até tomar o primeiro tombo, que foi bem pequeno, mas estilhaçou a famosa tela gorila glass.
    para meu espanto a troca da tela custa mais que muito celular por aí, da pra comprar um moto Q com os 790,00 que me cobraram.
    e lendo pela Internet descobri que é um problema comum neste aparelho.
    ao entrar em contato com o fabricante ele me informa que não pode fazer nada.
    Estou muito decepcionado.

    1. Bom, é… vidro. Todo smartphone está sujeito a ter a tela estilhaçada em caso de queda, dos mais baratos aos iPhones. Gorilla Glass protege contra arranhões, não torna o vidro inquebrável.

      Agora, esses preços que as autorizadas cobram para trocar o vidro são cruéis mesmo. Não é raro ouvir gente que trincou a tela desistir de trocá-la ou procurar terceiros para fazerem o reparo. (Aliás, pode ser uma saída mais econômica se der a sorte de achar alguém competente.)

      1. Como tudo no Brasil realmente é caro porque a turma paga. Uma pena.

        A peça custa nem 40 reais no Mercado Livre. Desmontar e montar é o realmente difícil, você paga mais pela técnica e conhecimento.

        Mas é muito caro, sair pelo preço de um salário mínimo é complicado né? Muito complicado.

    2. Meu finado moto x g1, que vendi pra pegar o x2. Não tinha capa somente uma película daquelas de camelo as tais “anti impacto” nunca bati com um martelo nele pra testar mas caia mais do que sabonete em sauna gay e nunca trincou. Vendi em perfeito estado. Desde então essa película badass tem salvo o dia.

  6. Cada vez mais no celular navegamos, escrevemos, assistimos vídeos, jogamos… Ainda não fui para além das 5 polegadas (uso algo antes disso até), mas ando refletindo sobre. Quando uso uma mão geralmente é para ligar/atender, checar algo rapidamente (notificações) ou lidar com algum lembrete/alerta. Talvez para essas últimas situações um smartwatch atenda bem, exceto quando decido “responder” uma notificação (whatsapp e afins) usando “Swype”. Se ao menos houvesse uma forma mais conveniente de digitar textos curtos (e não falar!) nesses dispositivos… Enfim, deu tempo de usar com o Moto 360?

  7. Pô Ghedin, creio que a maioria da target audience do Moto X não compartilha dessa sua aversão à telas acima de 5. Batendo naquela tecla de “o celuluar substitui o PC” pra grande parte das pessoas (principalmente as que só consomem mídia), o desconforto de esticar o dedão até a borda é pequeno em relação ao ganho visual em textos e vídeos da tela maior.

    1. Ah sim, definitivamente há público para essa abordagem — caso contrário, não teriam optado por ela. Mas é triste de qualquer forma não haver sequer a opção por um smartphone topo de linha de tamanho razoável.

      1. Peguei um Moto X esse fim de semana (estava com um Nexus 4). E agora te entendo.

        “ele deixou de ser natural. Não dá para alcançar as bordas da tela, mesmo com a moldura fina na frente, sem fazer malabarismos perigosos” – descrição perfeita.

  8. Boa, Ghedin. O review ficou sucinto e mostrou bem o que o aparelho oferece (ou fica devendo).

    Estou com um desde outubro e estou satisfeito com o aparelho. Foi meio violento sair das 3,5 polegadas do iPhone 4S pra ele mas já me acostumei. Não imaginava que uma tela maior fosse um bom diferencial mas vi que aliada aos apps que eu já usava no iPhone, aumentaram bastante a minha produtividade. Um exemplo é quando estou na construção e tenho que consultar rapidamente um projeto, já saco o aparelho do bolso e visualizo no Autocad 360 sem apertos.

    Pra mim a tela, os 32GB de espaço e o Android quase puro foram decisivos para a compra dele. Mas claro, algumas coisas incomodam:

    As frestas entre o vidro e a moldura metálica, além das grelhas dos speakers, acumulam bastante poeira e como o meu aparelho é preto, fica bem visível. Sem contar que a tela não convive bem com marcas de dedo. Limpezas são frequentes;

    A câmera realmente deixou bastante a desejar. Tem hora que eu quase tenho que prender a respiração pra tirar um boa foto, por conta do foco ruim que ela possui.

    Após 1 mês e meio rodando o Android 5.0, notei que o aparelho vem consumindo mais bateria e sofrendo com lentidões. Talvez seja por conta dos bugs relatados que foram resolvidos a partir da versão 5.0.1. Espero que a próxima atualização pra ele já seja uma versão mais recente.

    Mas no geral, valeu (e muito) a troca. Paguei R$1.280,00 no Submarino com um desses links do Hardmob. Considerando que a venda do iPhone (com três anos de uso) me rendeu 800 reais para ajudar na compra, foi um investimento bem justo.

    1. tenta resetar ele para as configurações de fábrica. Uma vez eu li um pessoal com o mesmo problema depois da atualização, fizeram isso e resolveu.

      1. Fiz o mesmo. Após instalação do Android 5.0 por cima do 4.4.4, tive problemas de legs, mas depois de um hard reset está ótimo. Fica a dica.

  9. Belo review Ghedin. Tenho um com uns 40 dias de uso e queria deixar minha opinião:

    ANDROID PURO: Sempre ouvia vocês falarem desse tal de android puro nos podcasts, mas nunca tinha experimentado. No primeiro dia nem notei muita coisa, foi depois de uma semana quando voltei a mexer em meu tablet (LG Gpad 8,3″) que levei um susto na fluidez e o próprio design simplista que o aparelho da Motorola possui.

    TELA: Sou defensor de telas grandes em smartphones, Me agradou muito o aumento nas dimensões. Acho que até 6″ (com bordas finas!) está ótimo.

    BATERIA: Eu quase desisti de comprar o aparelho e ficar com um LG G2 por causa deste quesito. Não estava acostumado a carregar no meio da tarde. Eu utilizo para músicas, notícias, vídeos e a bateria dura até umas 19h. Desisti de instalar jogos pesados já pra não ter que ficar carregando 2x ao dia. Comprei uma bateria externa da xiaomi 10400mah, dá pra ficar quase uns 4 dias longe da tomada. Se alguém souber como comprar o Motorola turbo charger no Brasil, dá um toque.

    DESIGN: Espetacular, mas a parte em aço (?) nas laterais faz com que ele não ‘grude’ nas mãos. Comprei uma case emborrachada já no primeiro dia, justamente por esse motivo. Visualmente ele é lindo, mas a case tampou toda a linda traseira de couro :(

    CUSTO/BENEFÍCIO: Principal quesito para minha escolha, sinceramente não vejo nenhum celular Android capaz de bater de frente na faixa de preço. Paguei R$949 no cartão submarino).

    CÂMERA: Atualmente tenho upload de 3452 fotos no Gdrive, tiradas com ele. Utilizo para tudo (desde foto no barzinho até vistoria e avaliações prediais). Realmente, não preciso de uma câmera melhor. Achei o sensor muito rápido, comparado com o LG G3. Algumas vezes noto falhas em fotos onde o fundo está mais claro ou escuro.
    Nota: A foto do meu perfil (<==) ficou uma claridade ao redor do meu rosto, devido a alguma falha na câmera. Aconteceu em outras fotos, mas é raro. Algo como 2% das fotos.

    AVALIAÇÃO FINAL: Muito satisfeito, sabendo que pelo preço pago, teria opções muito inferiores é ainda mais gratificante. =)
    Acho que a (se ela realmente vier para cá) Xiaomi será a única a conseguir bater de frente com a Motorola no quesito CUSTO/BENEFÍCIO. Por enquanto, aqui no país, a Motorola samba na cara da concorrência, reina nesse quesito em todas as faixas de preços. (Moto E, Moto G, Moto X, Moto Maxx)

    Abç.

    1. Sobre o carregador turbo, pode utilizar um carregador de 10W (5V/2A), que tem o mesmo efeito, eu carrego com o carregador do iPad e vai de 15% a 100% em 1h30min (e eu usando o celular esporadicamente no processo), não precisa comprar um carregador da Apple, só um que seja realmente de 2A, que terá o mesmo efeito.

      1. Valeu pela dica, mas meter um carregador falsificado com um carregamento acelerado… tenho medo q exploda tudo =)

        O carregador da motorola tem 15W e parece que a principal característica é carregamento quando a bateria está bem fraca, aí ele sobe de 0a35% em 15 minutos.

        Minha idéia era chamar um amigo que tenha o Maxx e solicitar um na assistência. Dizer que perdeu o carregador e solicitar outro.
        Mas a assistência mais próxima fica a umas centenas de km daqui =(

        Daqui alguns meses quando passar minha lua de mel com o aparelho, talvez eu faça isso. Vlw.

  10. Excelente review! Ghedin, ainda vai sair aquele review do Moto 360? Possuo o Moto Maxx e ando pensando em comprar o relógio…

    Abraços.

      1. Uma pena, infelizmente. De qualquer forma, acho melhor esperar esses novos eventos de tecnologia e ver se realmente compensa o investimento.

        Obrigado pela resposta.

  11. Sobre sua reclamação do tamanho da tela: faz sentido.
    Ultimamente tenho recebido mts perguntas de amigos (principalmente mulheres) querendo saber um modelo que seja bom e que caiba no bolso da calça. Todos querem algo com no minimo 4″ e no máximo 4.7″.
    *no ‘bom’ está incluso receber atualizações, no caso do android.

    Quanto a tampa traseira da motorola: amigos com moto G e X 2014 estão com as tampas de plástico estalando. Fazem um crec ao segurar na mão.
    O moto G da minha mãe também está na mesma situação.

    Quanto a câmera: é o calcanhar da motorola no G e X. Acho que a câmera do moto G deveria ser até melhor que essa do X. A do X deveria ser no nível do Maxx.

    Quanto ao Android que vem nesse moto X: é a única versão do android em que no meu ponto de vista o fabricante soube colocar os extras na medida certa.

    LG e Samsung lotam os smarts de inutilidades.

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