No Facebook a vida dos outros parece mais interessante. Fora dele, também
Você já deve ter visto o vídeo acima, provavelmente no Facebook, compartilhado por alguém que aproveitou a deixa para reclamar de como todo mundo é superficial e aumenta as coisas que publicam no site.
Nunca vi alguém compartilhar vídeos do tipo com uma confissão anexa. “Veja este vídeo, eu faço isso, é bem triste a vida.” E é raro, salvo quando estamos de fato nos abrindo a uns poucos amigos próximos, mandarmos a real também fora do Facebook, dizer cara a cara, a colegas de trabalho, conhecidos e outros perfis majoritários entre os nossos contatos em redes sociais, que Miami foi uma droga e que aquele temaki do Instagram nem estava tão bom.
A auto-promoção é uma característica inerentemente humana. Quando reduzida a uma atualização de status ou fotos em uma rede social, ou seja, pequenos excertos de eventos maiores, é natural que a situação seja floreada. Tem quem exagere, como os mais narcisistas e extrovertidos, e o ambiente seguro mediado por telas dá uma dose extra de coragem para que os tímidos se expressem mais. Mas, na real: todo mundo faz isso, no Facebook e fora dele.
O vídeo What’s on your mind? produzido pelos irmãos Higton é uma caricatura desse comportamento, uma visão ao cubo de ações que, na vida real, dentro do Facebook, já são elevadas ao quadrado. Não é uma lição de moral, acho. No máximo, um lembrete de que a vida dos outros, contada por eles, ganha contornos mais empolgantes. Como toda boa história que nos é contada, o feed do Facebook dá liberdade a pequenas licenças poéticas.
O maior problema desse narcisismo no feed do Facebook para mim é amplificar a chateação: quando você está meio mal, todo mundo parece muito mais feliz que você.
Votos: 0Don’t get distracted [or upset] by Facebook! :-)
Votos: 0Conheço alguns que postam no Facebook que estão em duas ruins e como para situações positivas as reclamações também devem aumentar os problemas, chateações e decepções.
Votos: 0O que me enche e me faz gostar menos do Facebook é essa necessidade de ter que filtrar tudo isso. Tem muita gente por lá que “me decepcionei” por causa do feed de notícias.
Já entrei e sai umas duas vezes do Facebook, e da última vez que voltei adotei a “limpeza de feed”. Muito mais tranquilidade mesmo.
Só que em uma rede social, de alguma forma alguns que gostam de se comunicar são instigados a compartilhar algo de suas vidas. Eu fazia muito isso, hoje parei pois vi que me expunha demais, e infelizmente “idiotas” podem usar isso contra você.
A questão de se expor de forma mais “positiva”, de se promover, é pessoal mesmo. Quando estamos entre desconhecidos, poucos vão realmente ter coragem de contar “seus podres”, ou histórias comuns. A grande maioria vai querer comentar algum feito que se julga interessante, merecedor de atenção.
No final, é questão de “conectar-se ao que importa” ( =) ) mesmo, ou seja, viver a vida sem se preocupar com julgamentos públicos ou próprios.
Só que em tempos de monitoramento de alguma forma, no final sempre seremos julgados…
Votos: 0Ótimo video.. Acho que retrata MUITO bem o padrão dos posta…
Hahahahah mto legal mesmo…
Pra simplificar, FB é igual a uma revista Caras… Obvio..
Se vc ser uma rede social baseada em informações, sua rede é algo como o G+ (algo, pois está em seu começo, sendo construída), caso queira uma rede baseada em relações sociais, aí entra o FB..
O FB é uma salada social… Não pode ser levada a serio para informações “serias”..
Penso q o futuro são os nichos… E o FB como uma plataforma para pequenas e rapidas divulgacoes sociais.. Para “as manchetes”…
Exemplo de redes de nichos?
jornalggn.com.br ou luisnassis.com.br, p.ex.
Uma prova? Se seu autor/mediador quisesse, faria um sistema de assinaturas e em poucos dias conseguiria tranquilamente 1000 pessoas pagando 10/mês. Eu incluso.
Duvida q da certo com TI?
Continue duvidando.. Enquanto a caravana passa, os cães ladram..
A vc, o beneficio de sua duvida, absolutamente, é claro, “certa”.
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