Terminou agora pouco o evento da Apple — e, sim, todos os rumores se confirmaram. Ainda estou digerindo o que foi anunciado e, mais tarde, farei um post analítico. Por ora, um resumo cru: (mais…)
Grupos do WhatsApp às vezes torram a paciência, então foi com um misto de surpresa e regojizo que notei, dia desses, a inclusão de um novo período temporal nas opções de silenciar grupos:
Hoje foi a vez da versão para iPhone receber essa dádiva:
E não foi só. A nova versão, 2.11.9, traz arquivamento de conversas de grupos, acrescenta um botão de câmera para acesso rápido na linha de digitação de mensagens e mais recursos na hora de compartilhar fotos, vídeos e localização com contatos. O changelog da App Store está bem completo. Algumas coisas vieram do Android, outras, são exclusivas.
Ah, e tem essa também: o tique e tique duplo não são mais verdes :-/
Só falta agora o mítico “silenciar por um século“, que é praticamente um eufemismo para sair do grupo sem deixar aquela climão que fazem os remanescentes se perguntarem “mas o que aconteceu com ele? Tá bravo?”
Hoje à tarde a Apple fará um evento para apresentar novos produtos. Se você tem acompanhado os rumores, e é difícil desviar deles, deve saber que os mais cotados dizem respeito a dois novos iPhones, um com tela de 4,7 e outro, de 5,5 polegadas, e um gadget vestível, provavelmente um relógio inteligente que sincroniza com o iPhone. De minha parte, repito as previsões da WWDC.
Começa às 14h (horário de Brasília) e terá streaming ao vivo neste site.
Evento da Apple costuma roubar o noticiário de tecnologia e respingar no geralzão — é provável que os telejornais noturnos de hoje deem um espaço para falar dos anúncios de logo mais. Ele também monopoliza a pauta dos sites especializados, mexe com toda a estratégia das rivais (a tonelada de anúncios na IFA, semana passada, e a Amazon derrubando o preço do Fire Phone de US$ 200 para US$ 0,99 são alguns reflexos) e vira tópico de debate em toda conversa que passe perto de “tecnologia”. Ficamos todos curiosos para ver o que a empresa que redefiniu o conceito de smartphone tem para mostrar de novo nessa área. (mais…)
Sabe aquele velho ditado, “tudo que é demais, faz mal”? Aplica-se a smartphones também. Vejo amigos e conhecidos que, por excesso de zelo, acabam piorando a situação dos seus aparelhos ou vivendo de efeito placebo, graças a práticas que em algum ponto do passado podem até ter feito sentido, mas que hoje são inúteis ou até prejudiciais.
Caso em tela: Bluetooth. É raro vê-lo ativo por aí, ainda que mantê-lo desativado não aumente signifativamente a duração da bateria do smartphone. O mesmo se aplica a GPS, Wi-Fi, NFC etc.
Se você não consegue passar um dia longe da tomada, é pouco provável que desativar esses recursos vá mudar tal cenário. O fato de estarem ativos não significa que estão consumindo quantidades obscenas de recursos; o que gasta bateria, mesmo, é o uso que os apps fazem deles. No Android (e no futuro iOS 8), existe uma área nas configurações que “dedura” os apps gastões. Esses devem ser combatidos. Se achar que a bateria está esvaziando mais rápido que o normal, uma olhada ali pode revelar surpresas e solucionar o problema. (mais…)
Quando se fala em gadgets, especificações costumam tomar um pedaço do debate. Antigamente isso fazia algum sentido: com processadores, memórias e outros elementos não tão avançados, qualquer ganho era importante. Hoje? Não mais. O iPhone está aí para provar: tem 1 GB de RAM e usa um SoC com processador dual core rodando a 1,3 GHz e, ainda assim, não sofre com problemas de desempenho. Pelo contrário. O diabo é enfiar isso na cabeça do consumidor.
O novo Moto X é um exemplo de reação a essa sede por números. O original, do ano passado, tinha um Snapdragon S4 Pro enquanto todos os demais eram lançados com a versão 800. Ainda que, por dentro, ambos fossem muito parecidos, a menção a “S4” criou um bloqueio em boa parte dos consumidores em potencial, aquela consciente desses nomes. Alguns sites “especializados” entraram na onda e colocaram o Moto X no segmento intermediário, mesmo ele oferecendo uma experiência de uso melhor que os topos de linha incontestáveis.
O mesmo vale para a tela. A do antigo, de 4,7 polegadas com resolução de 720p, era um “sweet spot”: grande o bastante para ver vídeos e jogar com conforto, pequena para não sacrificar portabilidade e uso com uma mão. (mais…)
O Moto 360 foi lançado hoje nos EUA e, com isso, caiu o embargo dos sites de tecnologia para a publicação dos reviews. E… bem, se isso é o melhor que Google & amigos podem fazer no momento, parece que ainda não chegou a hora dos gadgets vestíveis.
Pelas duas análises que já li, o 360 peca em bateria e tamanho. E a tela poderia ser melhor. O estilo foi ressaltado em ambos os reviews e, por fotos e vídeos, descontada a espessura ele parece mesmo bonito. Enfim, coisa para ver ao vivo quando chegar ao Brasil, em outubro (nada de preço local ainda). (mais…)
O Rdio, último bastião dos serviços de streaming de música sem versão gratuita, cedeu. A última reformulação do serviço coloca playlists geradas por algoritmos e pessoas em destaque e torna o acesso gratuito — com aqueles anúncios intermitentes para quem não estiver disposto a pagar.
Além disso, o visual foi levemente alterado e o menu lateral, simplificado. A tela inicial, rebatizada para Tendências, tem um resumão do que está rolando na sua rede de contatos e com os artistas que você segue. A Coleção, que permitia criar uma biblioteca de álbuns dentro do acervo de milhões de músicas que o Rdio oferece, passou a se chamar Favoritos e a englobar playlists também. Há outras mudanças menores e, no geral, a interface respira melhor agora.
O foco em playlist e a abertura ao modelo freemium são respostas a outros serviços do tipo, em especial o Spotify. O Rdio não divulga número de usuários ou quaisquer outras métricas, mas especula-se que sejam menores.
As mudanças já valem para o Brasil e, enquanto as cotas publicitárias não são preenchidas, calhaus dão dicas de uso e apresentam funções do serviço. No mínimo, ele tem potencial de ensinar as pessoas a pronúncia correta de “Rdio”.
Vez ou outra brinco com a Samsung, mas quando ela acerta é fácil (e digno) reconhecer. O Galaxy Note Edge, que chamou a atenção na IFA por motivos controversos, não foi a única grande novidade da empresa. O Galaxy Note 4 também foi anunciado, compartilhando praticamente todas as configurações com o Edge, menos a estranha tela curvada à direita.
Após ler e ver muita coisa, algumas características do Note 4 chamam a atenção. Separei e listei algumas delas aqui. (mais…)
Nessa madrugada a Motorola anunciou, em Chicago, EUA, as novas iterações do Moto G e Moto X. Pelo visual, com duas grades frontais (que, nesses casos, são mesmo para alto-falantes estéreo), fazem a dupla parecer versões crescidas do Moto E. Do menor da turma também vem o revestimento anti-respingos, que permite atender a chamadas na chuva sem pifar o smartphone, e no caso do Moto G, o gerenciamento dinâmico e automático de dois SIM cards.
Em configurações, mudam algumas coisas. O novo Moto G, que sucede o campeão de vendas no mercado brasileiro, mantém boa parte das antigas: SoC (Snapdragon 400), RAM (1 GB) e memória interna (8 ou 16 GB) são os mesmos.
Ele muda em alguns pontos importantes: a tela aumentou (de 4,5 para 5 polegadas, afinal gostamos mesmo é de telão), a câmera melhorou (de 5 para 8 mega pixels, e a abertura da lente está maior) e agora há o desejado slot para cartão microSD em todas as versões. Tudo isso baseado no feedback dos consumidores, o que nem sempre se traduz nas melhores decisões — Homer e seu carro que o digam. De qualquer forma a Motorola está com crédito e, salvo o tamanho do Moto X (mais sobre isso abaixo), as novidades parecem todas acertadas. (mais…)
A Microsoft anunciou novos Lumias em Berlim, na IFA. O Lumia 730 (e sua variante 4G single SIM, o Lumia 735) carrega a grande responsabilidade de suceder o queridinho 720, um smartphone intermediário que fazia jus à classificação e de quem só ouvi elogios. Já o Lumia 830 é… curioso.
A Microsoft apresenta o Lumia 830 como um “smartphone topo de linha acessível”, no sentido financeiro da palavra. Comparado aos principais produtos da concorrência, ele realmente custa menos, cerca de US$ 420. É praxe smartphones do segmento high-end custarem ~US$ 650. (mais…)
A Americanas, embora seja do mesmo grupo do Submarino, até onde sei não tem um programa de vitrine para lojas menores — da outra vez que o Nokia X apareceu por aqui, foi nessa modalidade e não tinha o aval da subsidiária da Nokia. Isso me deixou intrigado: o Nokia X foi lançado no Brasil?
Entrei em contato com a assessoria da Microsoft e ela confirmou que, sim, o aparelho está disponível aqui com a bênção oficial. Mas com ressalvas: trata-se de “um volume pequeno” que está sendo comercializado sem qualquer esforço em marketing e com uma distribuição reduzida. Afinal, agora a Microsoft é só Windows Phone, certo?
O preço sugerido do Nokia X é de R$ 499 e a Americanas já vende ele com desconto, por R$ 399. Pelo tom da assessoria e o histórico recente (havia um evento marcado para anunciar o aparelho que foi cancelado em cima da hora), parece ser apenas uma desova de estoque. E assim termina a curta, dramática e intrigante história do Android da Nokia/Microsoft.
A Sony vem mantendo um ritmo frenético de atualizações do seu principal smartphone. O Xperia Z3, anunciado ontem na IFA, é a quarta geração (Z, Z1 e Z2 antes) em menos de dois anos.
O mais estranho é que cada vez que o número depois do Z aumenta as novidades para a versão anterior diminuem. Comparado ao Z2, o Xperia Z3 mudou pouco: (mais…)
Munido de toda a sabedoria que a área de comentários em sites de tecnologia concentra, um leitor do The Verge resumiu a aberração acima, mostrada hoje em Berlim:
Vencedor do futuro prêmio “Lembra quando eles fizeram aquilo?”
A Samsung não tem certeza absoluta [da função da tela estendida] e depois de alguns minutos usando o Galaxy Note Edge ficou claro que embora bem implementada e útil, a ideia como um todo ainda não está amadurecida.
Contar histórias não é uma exclusividade das palavras. Imagens podem dizer muito também. Assim pensa Kalev Leetaru, da Universidade de Georgetown, responsável por extrair 12 milhões de fotos e ilustrações históricas de uso livre e pesquisáveis a partir de 600 milhões de páginas de livros.
Leetaru alterou o software usado pelo Internet Archive para digitalizar livros, incluindo nele a capacidade de separar, extrair e etiquetar imagens. Até então o programa convertia o texto em PDF e descartava o material visual. Segundo o próprio:
Durante todos esses anos as bibliotecas têm digitalizado seus livros, mas tratado eles como PDFs ou trabalhos de texto pesquisáveis. Elas têm focado nos livros como uma coletânea de palavras. Isso [o software] inverte a situação.
As imagens estão sendo enviadas a um perfil no Flickr, que já conta com quase 3 milhões delas. Ainda há muito trabalho pela frente e Leetaru espera que seu software seja usado por outras bibliotecas ao redor do mundo a fim de preservar e difundir imagens que, de outra forma, estariam fadadas à clausura e degradação do tempo.