Primeiros reviews do Moto 360 criticam bateria ruim e tamanho

O Moto 360 foi lançado hoje nos EUA e, com isso, caiu o embargo dos sites de tecnologia para a publicação dos reviews. E… bem, se isso é o melhor que Google & amigos podem fazer no momento, parece que ainda não chegou a hora dos gadgets vestíveis.

Pelas duas análises que já li, o 360 peca em bateria e tamanho. E a tela poderia ser melhor. O estilo foi ressaltado em ambos os reviews e, por fotos e vídeos, descontada a espessura ele parece mesmo bonito. Enfim, coisa para ver ao vivo quando chegar ao Brasil, em outubro (nada de preço local ainda).

Joanna Stern, no Wall Street Journal:

E o problema para mulheres como eu, com pulsos finos, é que o relógio possa parecer muito pequeno (4,57 cm de diâmetro e quase 1,3 cm de espessura), é quase como se eu tivesse tirado um relógio da parede e colocado no braço.

Claro, tamanho foi problema para todos que testaram. Ele pareceu ok no pulso médio do meu pai e ficou perfeito no enorme do meu colega de trabalho.

A Motorola diz estar trabalhando em versões menores, mas isso traz receio em relação à bateria: mesmo desse tamanho, ele precisou ser recarregado duas vezes por dia. Na maioria das vezes, depois de carregá-lo durante a noite, tive que colocá-lo no carregador por volta das 16h. Se ao menos esse enorme círculo escuro funcionasse também como um relógio solar, eu poderia saber as horas quando a bateria morresse.

David Pierce, no The Verge:

A Motorola diz que a bateria do Moto 360 dura um dia, mas não consegui vê-la chegar tão longe. Não espero que um relógio inteligente dure semanas ou anos, mas ele deve ser capaz de aguentar um dia e uma noite, não importa o quanto seja usado. Agora, meu relógio morre antes do meu celular, e isso é inaceitável. Já passei muito tempo usando um Moto 360 desligado, e não importa o quanto ele seja bonito como um bracelete, não foi por isso que paguei US$ 249.

Talvez não seja de uma dessas fabricantes usuais na tecnologia que o mítico relógio inteligente ideal surgirá. A Swatch, que sabe uma coisa ou outra sobre relógios, anunciou estar trabalhando em um modelo inteligente. Sozinha, sem emprestar sua expertise e marcas. Nick Hayek, CEO da Swatch, tem uma visão similar à do discurso da Motorola, ou seja, de que relógios inteligentes devem ser, antes de qualquer outra coisa, bons relógios:

Nossa prioridade junto aos consumidores é o relógio. Se eles gostarem, talvez se interessem também pelas funções extras. É um problema definir um produto apenas pela sua tecnologia. Tecnologia, sozinha, não vende, não [no mercado de] relógios.

Algumas fabricantes da área já experimentam essas novas águas. A Meta lançou o Meta M1, que é bem esquisito e para gostos peculiares, sim, mas tem uma abordagem original e diversa de tudo o que roda Andorid Wear ou Tizen. E tem aquele lindão da Whithings. Mudar a perspectiva pode ser benéfico para um segmento que ainda não se encontrou e, de repente, um relógio para ser inteligente e atraente ao mesmo tempo não precise fazer lá muita coisa.

E, claro, semana que vem tem evento da Apple e como fez com smartphones e tablets, ela pode mudar tudo — de novo. Ou não. Saberemos na terça.

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5 comentários

  1. Caraca, em todas as fotos, todo lugar eu nunca vi que no Moto 360 a parte de baixo da tela era cortada, que coisa ridícula, como pode ter sido lançado assim? Não pode. Eu não entendo, como como? Por isso que sempre em fotos mostram ele com o modelo de fundo preto, esconde muito bem, nunca tinha percebido. Se não fosse o review do video, sensacional por sinal, eu não teria percebido.

    Eu duvido que a Apple lancaria algo assim, um sistema mal acabado desse jeito

  2. Muito tendenciosa a jornalista do primeiro review, achei que ela exagerou. Já o review do The Verge foi mais legal, tomara que na segunda geração eles melhorem a duração da bateria.

  3. Desde os primeiros rumores/anúncios de smartwatches eu fiquei me perguntado: “Why?”.
    Não adianta, não consigo ver utilidade nesses aparelhos. Pelo menos não do jeito que é hoje.

    Muita gente nem usa mais relógio e quem usa, acho que é mais por estilo/moda/porque gosta.
    Criar um “relógio” que precisa ser recarregado todo dia (ou mais de uma vez por dia!) é um passo MUITO atrás.
    Todos os smartphones estão crescendo, porque “as pessoas querem tela grande”, então colocar o smartphone no pulso não faz sentido nenhum.

    Como tu mesmo disse Ghedin: “de repente, um relógio para ser inteligente e atraente ao mesmo tempo não precise fazer lá muita coisa”.

    1. Eu uso por moda mesmo, seria como uma pulseira para mim. Olho horas nele claro, mas ficaria sem utilizar um sem problemas.

      Se lançassem com um bom design, eu até utilizaria um smartwatch dependendo do preço. Alguma função útil é melhor que nenhuma e, se durasse um dia inteiro, me daria por satisfeito. Se eu esquece de carregar ou não pudesse carrega-lo, eu simplesmente optaria por usar outro relógio comum que já tenho.

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