Logo da Apple em uma fachada.

Com streaming ao vivo, a Apple apresentará seus aguardados novos produtos — sejam quais forem


9/9/14 às 8h06

Hoje à tarde a Apple fará um evento para apresentar novos produtos. Se você tem acompanhado os rumores, e é difícil desviar deles, deve saber que os mais cotados dizem respeito a dois novos iPhones, um com tela de 4,7 e outro, de 5,5 polegadas, e um gadget vestível, provavelmente um relógio inteligente que sincroniza com o iPhone. De minha parte, repito as previsões da WWDC.

Começa às 14h (horário de Brasília) e terá streaming ao vivo neste site.

Evento da Apple costuma roubar o noticiário de tecnologia e respingar no geralzão — é provável que os telejornais noturnos de hoje deem um espaço para falar dos anúncios de logo mais. Ele também monopoliza a pauta dos sites especializados, mexe com toda a estratégia das rivais (a tonelada de anúncios na IFA, semana passada, e a Amazon derrubando o preço do Fire Phone de US$ 200 para US$ 0,99 são alguns reflexos) e vira tópico de debate em toda conversa que passe perto de “tecnologia”. Ficamos todos curiosos para ver o que a empresa que redefiniu o conceito de smartphone tem para mostrar de novo nessa área.

E é uma curiosidade quase obsessiva. Já cobri alguns eventos com estatísticas em tempo real e a discrepância em audiência entre os da Apple e os das outras é assustadora. Mesmo com uma fração tão pequena do mercado nacional, menos de 5% dos smartphones em uso no Brasil, o iPhone ainda dita tendências e fisga a atenção — de usuários, de admiradores e, claro, da torcida que joga contra e que, às 14h, estará dizendo “ué, mas tela grande não era ruim para os iSheeps?”

Se por isso ou não, as apresentações também pesam. Elas costumam ser muito legais de ver. Mesmo sem Steve Jobs, que tinha um talento sem igual para introduzir novos produtos, o trio que atualmente se reveza no palco dos eventos da Apple, Tim Cook, Phil Schiller e Craig Federghini, está cada vez mais à vontade. Esse conforto, somado ao controle rígido e os ensaios prévios, talvez sejam, tecnicamente, os elementos que parte do público não conseguem traduzir ou, quando muito, resumem em um vago “mágico”.

O 9to5Mac publicou uma série de nove posts (todos curtinhos) sobre a máquina publicitária da Apple. O time de relações públicas é interno, não é terceirizado em uma agência, como costuma acontecer com outras empresas. A sede por controle beira o inacreditável: logo no início da série, Mark Gurman conta uma anedota de alguém que desmaiou durante uma apresentação da Apple. A produção acionou os paramédicos que, pronta e silenciosamente, retiraram o rapaz da plateia e prestaram os primeiros socorros. O show não para e é sempre conduzido do jeito que a Apple planeja, mesmo quando imprevistos acontecem.

Na realidade, não existem imprevistos, nada é por acaso. As apresentações dos produtos, os reviews, quem recebe unidades de teste antes… São produtos que, importante lembrar, de fato se sobressaem. De nada adiantaria uma máquina publicitária tão poderosa se não fossem assim. O controle vai além deles: segundo a série de Gunman, a Apple monitora com atenção o noticiário de tecnologia e atua ativamente para direcioná-lo aos seus interesses.

Hoje, às 14h, veremos mais um capítulo dessa história. No discurso de Tim Cook e seus comandados, tudo fará sentido, e é provável que o iPhone continue vendendo como pão quente.  Mas será interessante ver quais justificativas a Apple dará para o aumento na tela do iPhone (afinal, 4 polegadas não era o tamanho ideal?) e até que ponto o jogo de palavras influenciará na percepção do suposto iWatch. A conferir.

Foto do topo: Jorge Quinteros/Flickr.

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