Anúncio Black Friday na Insider: descontos exclusivos na máscara antiviral

É preciso prestar atenção para notar as novidades do Xperia Z3 (mais: outros anúncios da Sony na IFA)

Novos produtos da Sony anunciados na IFA.
Foto: Sony.

A Sony vem mantendo um ritmo frenético de atualizações do seu principal smartphone. O Xperia Z3, anunciado ontem na IFA, é a quarta geração (Z, Z1 e Z2 antes) em menos de dois anos.

O mais estranho é que cada vez que o número depois do Z aumenta as novidades para a versão anterior diminuem. Comparado ao Z2, o Xperia Z3 mudou pouco:

  • É mais fino (7,3 mm contra 8,6 mm) e um pouco menor
  • As bordas agora são arredondadas, o que deve melhorar a empunhadura (não gosto das do Z1 e Z2).
  • A câmera tem novas lentes de 25 mm e ISO máximo maior (12800).
  • Bateria menor (3100 mAh contra 3200 mAh), mas que não deve prejudicar a autonomia porque…
  • …a tela vem com uma nova tecnologia de ajuste dinâmico da taxa de atualização. Quando ela estiver estática, o sistema diminui automaticamente esse parâmetro, estendendo a duração da bateria. Outra novidade da tela é o contraste, que foi aperfeiçoado, e o brilho que está maior.
  • Remote Play, recurso que permite jogar remotamente jogos do PlayStation 4 no smartphone (é preciso estar na mesma rede Wi-Fi).

E… bem, só. Se já havia poucos motivos para o dono de um Xperia Z1 atualizar seu dispositivo para um Z2, a mesma regra não só continua válida como se acentua na transição Z2-Z3.

Mudar minúcias em dispositivos high-end recém-lançados não chega a ser novidade, porém outras fabricantes fazem isso de modo mais discreto. Samsung e LG, por exemplo, soltaram na Coreia do Sul versões LTE-A, equipadas com o Snapdragon 805, do Galaxy S5 e G3. São as chamadas edições “Prime”:

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

Apoie o Manual do Usuário.
Você ajuda a manter o projeto no ar e ainda recebe recompensas exclusivas. Saiba mais »

Pela sucessão de lançamentos da Sony, me parece que o objetivo não é fidelizar o consumidor e mantê-lo sempre com a última versão do Xperia, mas sim oferecer o que tem de melhor sempre que possível. Na hora que alguém for às compras, compra o que estiver na prateleira e pronto.

Xperia Z3 Compact

https://www.youtube.com/watch?v=fTflOPSyWg0

Depois de passar em branco com o Xperia Z2, a Sony voltou a apostar em uma versão encolhida do seu topo de linha com as mesmas entranhas desse. É praxe, na indústria, versões “mini” serem capadas; o Xperia Z3 Compact, não.

Salvo tamanho físico, tela (menor, 4,6 polegadas, e com menos resolução, 1280×720) e bateria, todo o resto é rigorosamente idêntico ao Xperia Z3. Parece ser o último reduto de quem prefere Android ao iOS, mas torce o nariz para smartphones gigantescos.

E a boa notícia para nós, brasileiros, é que a assessoria da Sony local me confirmou que, diferente do Z1 Compact, essa será lançada aqui. Nada de datas ou preços ainda, mas desta vez, vai.

Xperia E3

https://www.youtube.com/watch?v=YtG6zCWs4jk

Apesar do nome, esse outro smartphone anunciado ontem parece ter pouca relação com o Xperia E1 — que eu gostei. O Xperia E3 é mais poderoso e bate de frente com Moto E e Lumia 630, ficando num espaço que estava vago no line up da Sony.

Snapdragon 400, 1 GB de RAM, dual SIM, tela de 4,5 polegadas e câmera de 5 mega pixels, mais o design da Sony, que apesar de alguns problemas de usabilidade é bem bonito. Se chegar aqui por menos de R$ 600, tem potencial para vender bem.

O que mais?

A Sony estava inspirada. Além disso tudo, anunciou também:

  • Um novo tablet Android de 8 polegadas, o Xperia Z3 Tablet Compact
  • SmartWatch 3, agora com Android Wear.
  • SmartBand Talk, com tela curva de e-ink. As primeiras impressões dos dois vestíveis foram bem frias…
  • Um deslocado MP3 player de alta definição que parece ter saído do túnel do tempo — e com o preço também de outra era, US$ 300.
  • A QX1, sucessora das QX10 e QX100 do ano passado que, agora, tem suporte a lentes intercambiáveis no padrão E-mount. (Para quem não se lembra, são lentes profissionais que grudam em smartphones e o usam como interface. Isto aqui.)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 comentários

    1. Eu já acho que vai ser bom pra quem quer comprar um Z2.
      Provavelmente vai estar mais barato e não perde nada.

      1. O duro é comprar um celular Sony.
        A versão do Andoid é atual mas o design da interface está ultrapassado ainda
        que não seja lento, também pudera, com 3GB e Snapdragon 801… Qual a grande
        diferença em relação ao que era no ZQ? Compra quem é fiel a marca, mas acredito
        que cativar novos consumidores pela ROM será difícil. Deve cativar pela
        certificação IP58 e IP67, pela qualidade da câmera, ainda que seja questionável
        e não têm sido um diferencial do aparelho, e também pelo nome Sony que tem boa
        reputação; ouço muitas vezes “comprar Sony é ter tranquilidade, compra
        certa”. Encaro a linha Note da Samsung como a linha de vanguarda da
        empresa, embora o S5 seja um aparelho com boas qualidades, também como o Z3,
        mas não carrega aquela cereja do bolo, aquela pitada de risco que pode cair na
        graça do público e que, quem já teve um Note (eu tive o Note 2) sabe que o
        aparelho é melhor (funcionalidades realmente uteis, não hardware) que a
        linha S (tive o S4). Estou desconsiderando aqueles que compram apenas por
        status e que não utilizam de fato os recursos disponíveis como a própria S-Pen.
        E a linha Xperia tem algum representante de vanguarda? O Z Ultra? Atualmente
        estou no Nexus 5, mas já passei por iphone 4 antes de vir para o mundo android
        (pra mostrar que não sou fanboy) e estou apaixonado no Moto X(+1 ou 2?).

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!