WisePlus, a empresa brasileira que quer lançar um smartphone Windows, tem sérios problemas

Foto de divulgação do WisePlus Pi.

Em julho, a WisePlus se revelou ao mundo com uma proposta quase anacrônica: lançar, no Brasil, um smartphone rodando Windows. A inusitada promessa foi suficiente para chamar a atenção de consumidores carentes do sistema móvel da Microsoft em um dispositivo mais moderno e de parte da imprensa nacional. O Manual do Usuário, em parceria com o Pinguins Móveis, investigou os bastidores da empresa para saber os detalhes da operação. (mais…)

O Aware te ajuda a fazer pausas no uso do computador sem distrai-lo ou incomodá-lo

Imagem de divulgação do Aware para macOS.

Regra básica para quem trabalha o dia todo com um computador: faça intervalos regulares, no máximo a cada 50 minutos. É bom para os olhos, para a coluna e para o cérebro. Problema: como controlar isso. Um app para macOS, extremamente simples, mas que tem funcionado bem como nenhum outro antes dele havia funcionado, é a melhor solução que encontrei até agora. (mais…)

Câmeras, comércio eletrônico e aprendizagem de máquina

Lente, no detalhe, do Nokia 925.

por Benedict Evans

Mobile significa que, pela primeira vez, praticamente todas as pessoas terão uma câmera e tirarão significativamente mais fotos do que jamais foram tiradas em rolo de filme (“Quantas fotos?”). Isso parece uma mudança profunda, com o mesmo impacto de, digamos… o rádio transistorizado que tornou a música ubíqua. (mais…)

Comparativo de smartphones super médios: Moto G4 Plus, Quantum Fly ou Zenfone 3?

Quantum Fly, Zenfone 3 e Moto G4 Plus enfileirados.

A categoria de smartphones que mais vende costuma ser a intermediária, aquela oferecida a preços que cabem no bolso do consumidor e que entrega aparelhos com desempenho decente. É o famoso custo-benefício. Em 2016, vimos o estabelecimento de uma espécie de subcategoria, a dos super médios ou intermediários premium. Ela tem o custo um pouco mais elevado (em torno de R$ 1.200), porém uma experiência mais próxima da dos topos de linha.

Separamos três modelos dessa subcategoria emergente a fim de compará-los diretamente e ajudá-lo na hora da compra. Entre Moto G4 Plus, Quantum Fly e Zenfone 3, qual merece mais o seu suado dinheirinho? (mais…)

O que tem na sua mochila, Fabrício Vitorino?

O que tem na mochila do Fabrício Vitorino.
Foto de Fabrício Vitorino.

Fabrício Vitorino é editor-chefe do TechTudo, da Globo.com, professor de língua e literatura russa da UFRJ e pai do João e do Theo. Leitor compulsivo, músico ocasional, triatleta de academia, mestre e doutorando em Rússia pela USP e viciado em novas tendências do jornalismo. Vive entre a redação, a ponte aérea FFLCH – FL/UFRJ e as viagens, seja trabalho ou turismo. Pode ser encontrado raramente no Falando Russo, ocasionalmente no Medium, discretamente no TechTudo — e sempre no Twitter e no Instagram.

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Thiago Rotta, da IBM: “Não vejo uma área que não possa ser beneficiada por inteligência artificial”

Thiago Rotta, da IBM.

Inteligência artificial é um dos temas mais quentes do momento. Empresas como Google, IBM e Microsoft estão praticamente se refazendo em torno dessa ideia. Não é à toa: os ganhos da aplicação de técnicas baseadas em aprendizagem de máquina e big data são assombrosos — das melhorias dramáticas nos sistemas de tradução de idiomas ao reconhecimento de imagens sem qualquer classificação prévia feita por humanos. É difícil pensar em uma área que não se beneficie desses avanços.

Já discutimos isso bastante por aqui. E continuaremos, porque há muitas implicações que transcendem a tecnologia — éticas, políticas, psicológicas. Para enriquecer o debate, tive a oportunidade de entrevistar Thiago Rotta, líder da IBM Watson Solutions na América Latina. Como o próprio me explicou, sua tarefa é monitorar o mercado e o que a IBM está produzindo na área, a fim de levar aos clientes as melhores soluções para seus problemas.

Thiago é uma das atrações do Wired Festival Brasil 2016, o primeiro da tradicional revista norte-americana por aqui, que começa amanhã (2/12) no Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro. Gentilmente, ele se dispôs a responder oito perguntas sobre inteligência artificial para o Manual do Usuário. Suas respostas, muito pertinentes, nos ajudam a entender a questão por um ponto de vista raro de ser lido por aí: o de quem cria essas soluções. (mais…)

Como eram os gadgets quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez

Jogadores do Palmeiras comemoram o título do Brasileirão de 1994.

O Estadão publicou uma matéria intitulada “Como eram os carros quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez”. Cumprindo com meu dever jornalístico, averiguei que isso aconteceu em 1994 e que a matéria se justifica devido à forte probabilidade do time paulista ser, 22 anos depois, mais uma vez campeão brasileiro de futebol.

Confesso que gastei mais tempo pensando na lógica do jornal do que no conteúdo — que nem traz detalhes, só fotos dos carros; clássico clickbait. Concluí que não tem nexo algum, o que a torna sensacional! (mais…)

Como criptografar toda a sua vida em menos de uma hora

Obra "Connected with the Past", do artista Frederico Uribe.

por Quincy Larson

“Apenas os paranóicos sobrevivem.”
— Andy Grove

Andy Grove foi um refugiado húngaro que escapou do comunismo, estudou engenharia e, por fim, liderou a revolução do computador pessoal como CEO da Intel. Ele morreu no começo do ano, no Vale do Silício, após uma longa batalha contra a doença de Parkinson.

Quando uma das pessoas mais poderosas do mundo nos encoraja a sermos paranóicos, talvez devêssemos escutar. (mais…)

Pós-verdade aplicada ao Brasil

O Dicionário Oxford escolheu “pós-verdade” como a palavra do ano. O termo, que nem é novo, é um adjetivo definido como “relativo ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influentes em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e às crenças pessoais.” Diz respeito, neste momento, à proliferação de notícias falsas ou distorcidas em redes sociais que servem de combustível ao viés de confirmação. Mas não é um problema só delas, do Facebook e do Twitter. É nosso.

Venho pensando sobre como combater esse problema. Há muitos riscos envolvidos, do chatear/brigar com alguém até o de soar condescendente ou, pior, autoritário.

Talvez a melhor via, ou pelo menos a mais conciliadora e promissora, seja a mesma usada por quem produz todo esse chorume: a da (no caso, boa) informação. Argumentos bem articulados, contrapontos bem fundamentados, num processo longo, tortuoso e sem garantias. (Sigo aberto, e pensando também, em outras iniciativas!)

Não é um problema só da eleição presidencial dos Estados Unidos ou do Brexit no Reino Unido. Já acontece aqui, no Brasil. No grupo da família no WhatsApp, nos perfis dos seus amigos no Facebook. Como evidencia este levantamento publicado hoje (“Notícias falsas da Lava Jato foram mais compartilhadas que verdadeiras”), o problema é real, urgente e pede a nossa atenção.