Quantum Fly, Zenfone 3 e Moto G4 Plus enfileirados.

Comparativo de smartphones super médios: Moto G4 Plus, Quantum Fly ou Zenfone 3?


6/12/16 às 8h45

A categoria de smartphones que mais vende costuma ser a intermediária, aquela oferecida a preços que cabem no bolso do consumidor e que entrega aparelhos com desempenho decente. É o famoso custo-benefício. Em 2016, vimos o estabelecimento de uma espécie de subcategoria, a dos super médios ou intermediários premium. Ela tem o custo um pouco mais elevado (em torno de R$ 1.200), porém uma experiência mais próxima da dos topos de linha.

Separamos três modelos dessa subcategoria emergente a fim de compará-los diretamente e ajudá-lo na hora da compra. Entre Moto G4 Plus, Quantum Fly e Zenfone 3, qual merece mais o seu suado dinheirinho?

Antes de começar…

Alguns avisos importantes:

  • Queríamos ter incluído o Galaxy A5 (2016) da Samsung, mas infelizmente a assessoria da empresa não pode disponibilizar uma unidade em tempo hábil. Outro que ficou de fora, mas esse por falha nossa, foi o Idol 4, da Alcatel.
  • Embora os preços de tabela do três modelos analisados não sejam iguais, consideramos as frequentes promoções do varejo para selecionar os smartphones deste comparativo.
  • A Lenovo é um caso delicado. Uns podem alegar que o verdadeiro intermediário premium da marca é o Moto Z Play — e eu não discordaria. Em termos de acabamento, o ponto fraco do Moto G4 Plus analisado aqui, o Moto Z Play realmente está mais próximo de Zenfone 3 e Quantum Fly. Mas custa mais, por isso foi preterido no comparativo. E tem outra: Moto G4 ou Moto G4 Plus? Se a sua dúvida for especificamente essa, siga este link.
  • Por fim, o Zenfone 3 testado foi o modelo de 5,5 polegadas, que escapa um tanto da média de preço em análise. Como as características principais dele (SoC/CPU, câmera) não diferem do modelo de 5,2 polegadas, achamos que não haveria prejuízo em sua utilização.

Note, ainda, que este é um comparativo não muito aprofundado. Em vez de mergulhar na experiência de cada aparelho, concentrei-me em detectar e pontuar as diferenças entre eles. O bom de comprar um smartphone dessa categoria é que é praticamente impossível levar um produto ruim. Os três são bons, sem qualquer aspecto que realmente prejudique o uso.

Em casos assim, em que a diferença na prática é pequena, os fatores decisivos são outros menos relevantes, como simpatia por marcas, personalização do Android, disponibilidade e preço. Assim, este comparativo se direciona mais a quem está na dúvida entre esses três aparelhos do que para quem ainda não sabe se quer comprar qualquer um deles. (Para essa, a resposta é “sim, pode comprar sem medo.”)

Tela e acabamento

Os três smartphones do comparativo enfileirados.

Seguindo uma tendência já praticamente consolidada, os três modelos contam com telas enormes: o Quantum Fly tem uma de 5,2 polegadas, o Moto G4 Plus, de 5,5 polegadas, e o Zenfone 3 vem em ambos os tamanhos, com leves diferenças entre um e outro — as principais dizem respeito às memórias, de 3 GB (RAM) e 32 GB (interna) no modelo com tela menor, contra 4 e 64 GB, respectivamente, no de 5,5 polegadas.

No que pode se considerar uma evolução da categoria, as três (ou quatro) telas têm resolução Full HD (1920×1080) e características tais como brilho, contraste e saturação acertadas. Havia, até pouco tempo atrás, algumas ressalvas em telas de smartphones intermediários; não mais. (A menos que você esteja cogitando o uso de capacetes de realidade virtual baseados em smartphones, cenário onde telas QHD, de maior resolução, são bem-vindas.)

Isoladas, as telas parecem irretocáveis. Lado a lado, nota-se uma pequena vantagem para o Zenfone 3, com mais brilho e um branco mais branco, e uma leve derrapada do Quantum Fly, o menos brilhante e com o branco mais amarelado. Nada que a desabone, porém. Na imagem abaixo, mesmo sendo por foto, dá para ver um pouco a diferença (à direita coloquei um iPhone 6s para ser o “grupo de controle”):

Smartphones com as telas ligadas, lado a lado.

Telas grandes significam, quase que necessariamente, grandes volumes. E, nesse sentido, quem procura um smartphone menor, do tipo que dê para usar com apenas uma mão, ficará sem opções. Esses três aqui são grandes. Perto do que uso no dia a dia (aquele iPhone 6s ali), que já acho um pouco maior que o ideal, o tamanho do trio espanta. Deles, o Zenfone 3 de 5,2 polegadas é o menor, mas a vantagem não é significativa, como podemos observar por essa tabela:

Tabela de pesos e dimensões dos smartphones do comparativo.

Embora seja um ponto bastante subjetivo, em termos de acabamento o modelo da Lenovo sai perdendo. O Moto G4 Plus não chega a ser feio nem tem aspecto barato, mas o plástico usado em sua construção parece datado e menos requintado que o metal e vidro dos rivais.

Detalhe na câmera e sensor de digitais do Zenfone 3.

Dos três, o Zenfone 3 me parece o mais bonito e com o design mais original. Ele só perde pontos pelo risco iminente de escorregar e se espatifar no chão quando colocado em superfícies lisas — o vidro nas costas é bem escorregadio.

O Quantum Fly, apesar do requinte, lembra demasiadamente um iPhone maior. Até o “queixo” avantajado e, nesse caso, inexplicável, já que não existe botão físico ali como no iPhone, se faz presente.

Quantum Fly e iPhone 6s, muito similares visualmente, lado a lado.
Quantum Fly (à esquerda) e iPhone 6s.

Nem só de desvantagens vive o Moto G4 Plus, porém. Os materiais, apesar do aspecto ruim, são relativamente confortáveis no manuseio. Passa longe da ergonomia da primeira versão — nota-se que muito da filosofia da velha Motorola controlada pelo Google se perdeu na transição para a chinesa Lenovo —, mas não chega a ser um desastre considerando as circunstâncias e os concorrentes.

O sensor de digitais, no Moto G4 Plus, fica na frente.

E, pelo menos em um ponto, a Lenovo se diferencia, para mim, positivamente: o local escolhido para o sensor de digitais. Ele fica na frente, embaixo da tela. É feio que dói, mas melhor que escondê-lo nas costas do aparelho como ocorre no Quantum Fly e no Zenfone 3, decisão que parece seguir a ideia de que “mobile” equivale a “em trânsito”, uma meio equivocada em 2016.

Usamos bastante o smartphone em casa, no trabalho, na mesa do bar, ou seja, em locais estacionários, com o aparelho repousando sobre uma superfície. Posicionar o sensor atrás do aparelho impede o desbloqueio rápido por esse meio nessas condições, enquanto que na frente não há entraves do tipo independentemente do caso de uso.

Desempenho

Em desempenho, é quase tudo conforme o esperado. Zenfone 3 e Moto G4 Plus usam chips da Qualcomm, Snapdragon 625 e 617. Ambos são octa-core, porém o presente no aparelho da Asus trabalha em uma frequência maior e uniforme — o 617 do Moto G4 Plus tem dois conjuntos de quatro núcleos em velocidades diferentes, usados de acordo com a demanda das aplicações.

No dia a dia, é difícil reparar em grandes diferenças de desempenho. E isso mesmo com o Moto G4 Plus trazendo “só” 2 GB, contra 3 GB dos rivais (4 GB, no caso do Zenfone 3 de 5,5 polegadas).

Costas do Quantum Fly.

Correndo por fora, o Quantum Fly vem com um chip da Mediatek com dez núcleos. Em vez da configuração do Moto G4 Plus, ou seja, alternar entre dois grupos de núcleos para tarefas mais leves e intensas, ter dez núcleos permite uma capilaridade maior: três conjuntos de núcleos que atuam de forma independente, de acordo com a exigência de processamento no uso do sistema.

Dez é maior que oito, a gente sabe, e a lógica aplicada pela Mediatek/Quantum é racional. Não se usam os dez núcleos o tempo todo, não é força bruta, mas sim flexibilidade para se usar núcleos mais econômicos quando a situação permite. Soa perfeito no papel. Na prática, quase tudo sai conforme o esperado. Porém, e esse é um “porém” relevante, há um atraso de milissegundos na resposta aos toques na tela, coisa que se revela muito nitidamente ao rolar páginas. Não consegui identificar a origem disso, se é culpa do chip da Mediatek ou do sistema da Quantum, mas é um negócio que passa a ficar meio irritante depois de alguns dias.

Fora esse detalhe do Quantum Fly, é difícil identificar eventuais vantagens para um ou outro. Os três smartphones, pelo menos para aplicações do dia a dia (incluindo o guloso Facebook), abrem apps e alternam entre eles sem fazer o usuário esperar muito.

Para não ficar só nessas impressões, fiz um teste rápido de multitarefa, aqueles típicos do YouTube em que alguns apps são abertos em sequência, duas vezes, a fim de ver como os aparelhos lidam com a carga — forçada e, creio, um pouco distante do uso que se faz normalmente de um smartphone.

Nesse cenário, a menor quantidade de RAM do Moto G4 Plus acabou exposta. Foi o aparelho que mais demorou para abrir os apps e o que se saiu pior na hora de segurar os já abertos na memória.

Note, porém, que o cenário proposto é artificial e não deve representar o uso rotineiro que se faz do aparelho. Como disse, no dia a dia o desempenho do Moto G4 Plus passa longe de ser ruim.

As bandejas e slots para SIM cards e cartões de memória dos três smartphones.

Ah, detalhe: todos os três são dual SIM, mas apenas o Moto G4 Plus suporta dois SIM cards (tamanho micro) e um cartão microSD simultaneamente. Quantum Fly e Zenfone 3 usam aquela bandeja do tipo excludente — ou o segundo SIM card ou o cartão microSD — e os slots dos SIM cards são de tamanhos diferentes — um micro e outro nano.

Bateria

Bordas superiores dos três modelos comparados.

De todos os componentes de um smartphone, a bateria é um dos mais complicados de se verificar devido às variáveis. O modo de uso, as configurações feitas e os apps instalados e mais usados são fatores que afetam diretamente a autonomia e que variam imensamente de pessoa para pessoa.

Nos breves testes que fiz com os três, todos se saíram bem no sentido de que me permitiram tirá-los da tomada de manhã e terminar o dia com alguma reserva de bateria.

O trio conta com baterias de 3000 mAh — mas o Zenfone 3 de 5,2”, que rivaliza com Quantum Fly e Moto G4 Plus, tem uma menor, de 2650 mAh. À exceção do Quantum Fly, os demais ainda contam com a tecnologia de recarga rápida e trazem carregadores turbo na caixa. O Quantum Fly, embora não conte com algo do tipo, pelo menos não demora (tanto) para ser recarregado. Num teste simples que fiz, com ambas as baterias zeradas e os aparelhos desligados ao serem ligados à tomada, ele foi 32% mais lento para recarregar que o Zenfone 3.

Detalhe: o Zenfone já usa conector do tipo USB-C, reversível. Os outros dois ainda contam com o nosso velho conhecido, o micro-USB.

Detalhe da conexão USB-C do Zenfone 3.

O mesmo Android, todos diferentes

O Android 6.0 é unanimidade entre os aparelhos testados. Embora seja o mesmo, ele aparece em roupagens diferentes dependendo do smartphone. Parece algo trivial, mas não é.

Ao longo dos anos, passei a ver com mais simpatia as interferências das fabricantes no dito “Android puro”, aqui entendido como aquele liberado com os serviços Google. Apesar de poucas (nenhuma, talvez?) personalizações superarem em estética o trabalho original do Google, várias acrescentam recursos úteis à experiência básica do sistema. Isso fica mais evidente em tablets, mas vale para smartphones também.

O problema é que é muito fácil errar a mão. E a Asus, no Zenfone 3, é a prova viva disso. Não me recordo do Android coberto pela ZenUI, nome dado pela Asus à sua personalização do sistema, ser tão ruim em versões anteriores do dispositivo. Nesta, ela traz um rol terrível de apps pré-instalados.

Além das redundâncias e apps simplesmente ruins, deparei-me com alguns potencialmente perigosos. É o caso do BeautyPlus, que serve para “embelezar” sefies, mas pede para isso permissão para fazer e gerenciar chamadas telefônicas. Gastei um bom tempo tentando entender a lógica, sem sucesso. Por que um app de tirar e editar fotos precisaria disso?

Outra falha grave na ZenUI do Zenfone 3 é a localização, ou seja, a adaptação para o mercado brasileiro. Não é muito difícil deparar-se com erros de português e, principalmente, rótulos que não se encaixam nos espaços reservados a eles. Se você tem alguma notificação, por exemplo, a data na cortina de notificações é sobreposta pelo botão “Limpar”. Em abril ou maio esse problema não deve aparecer, mas em um mês cujo nome é longo, como novembro e dezembro, acontece e não há nada que você possa fazer. E erros de português, vários deles, um “inconviniente” meio chato.

Data fica escondida atrás de botão no Zenfone 3.

Erro crasso na tradução da Asus para o Zenfone 3.

No meio termo está o Quantum Fly, com uma experiência mais sólida, embora com margem para melhorias — os ícones personalizados de alguns apps, em baixa resolução, dão um aspecto bem ruim ao sistema. Pelo menos não tem (tanto) bloatware e os rótulos estão certinhos, o mínimo que se esperaria de uma empresa tão orgulhosa em ser brasileira.

Com o Moto G4 Plus, a Lenovo mantém a promessa da antiga Motorola de não interferir muito no sistema. Há pequenas adições, mas todas felizes. No que é possível, o Android usado é tal qual o Google concebe e, num mar de smartphones com o sistema modificado, esse mínimo de alterações, curiosamente, acaba sendo um diferencial.

Note, porém, que a Lenovo não se compromete mais com as atualizações mensais de segurança do Google, mas garante que esse modelo será atualizado até o Android O. Quanto aos demais, Asus e Quantum prometeram atualizá-los para o Android 7 “Nougat”, mas nada além disso. Infelizmente, a Asus é uma das empresas que mais demoram para distribuir novas versões do sistema a aparelhos já lançados e a Quantum, mesmo sem um histórico muito grande, não começou muito bem — o Quantum GO demorou quase oito meses para receber a versão 6 “Marshmallow”.

Câmeras

O embate é duro em um dos pontos mais equilibrados do comparativo. As três câmeras são boas para a categoria; o que pesa, no fim, são as decisões de cada empresa sobre pós-processamento e tendências nos resultados.

Por exemplo, a câmera do Zenfone 3. Em situações difíceis, ela acaba tendo resultados que saltam mais à vista, que parecem melhores que as fotos dos concorrentes. Mas a Asus só consegue isso abusando de pós-processamento, coisa que, para alguns, é um aspecto negativo devido à tendência em deixar as imagens mais artificiais, menos naturais. Esse problema fica bastante evidente em fotos noturnas — a cena retratada parece muito mais iluminada do que ela é realmente — e na câmera de selfie, que vem com o “embelezador” ativado por padrão e te transforma num boneco de cera.

A câmera do Moto G4 Plus me pareceu a mais equilibrada. Sofre em situações de baixa luminosidade e em alguns casos perde um pouco de definição, mas, no geral, ela é a que entrega os resultados mais coerentes e consistentes.

Por sua vez, no Quantum Fly o problema das cores é mais acentuado e sua câmera também tem um sharpening (pós-processamento para deixar a imagem menos borrada, mais definida) meio bizarro. Às vezes o resultado fica bom, mas é mais comum, principalmente em cenas difíceis, ele errar a mão e deixá-las menos naturais. O foco também é mais difícil de acertar que nos outros dois aparelhos.

Note, nos exemplos abaixo, que muitas dessas críticas são para o formato natural e, consequentemente, para o caso de você querer imprimir as fotos. Em redes sociais, na tela minúscula do smartphone, o suporte mascara essas pequenas falhas. Aí, o título de melhor câmera passa a depender de critérios subjetivos — qual o melhor ajuste de câmeras e a abordagem em cenas que, sem a ajuda do software, sairiam bem ruins, como as noturnas. (Eu me pauto sempre pela fidelidade de cores e o bom equilíbrio no pós-processamento, mas sei que essa preferência é meio impopular.)

Abaixo, algunas fotos comparadas lado a lado, em tamanho natural:

Detalhe de cesta de frutas pelas lentes de quatro smartphones.
Cesta de frutas ao ar livre. Clique para ampliar.
Bananeiras e céu pelas lentes de quatro smartphones.
Bananeiras. Clique para ampliar.
Detalhe de textura de almofada pelas lentes de quatro smartphones.
Detalhe na textura de uma almofada. Clique para ampliar.
Prédios à noite pelas lentes de quatro smartphones.
Prédios à noite. Clique para ampliar.

Deixei a timidez de lado e fiz selfies com os quatro aparelhos. Aqui ficam explícitos o peso do pós-processamento padrão do Zenfone 3 e a anomalia de cores que vez ou outra acomete o Quantum Fly (fiquei parecendo um zumbi):

Selfie pelas lentes frontais de quatro smartphones.
Câmera frontal/de selfie. Clique para ampliar.

Qual escolher?

Quantum Fly, Zenfone 3 ou Moto G4 Plus?

Esses três aparelhos, juntamente com alguns outros como Galaxy A5 e Idol 4, formam uma nova categoria de smartphones, a dos super médios ou intermediários premium. São smartphones requintados, com bom desempenho (a família Snapdragon 6xx e equivalentes são um bom indício) e que apresentam poucos comprometimentos. Por fim, custam (relativamente) pouco, o que é sempre importante.

Você estará bem servido comprando qualquer um deles. Se estiver em dúvida, considere tudo o que leu ali até agora para tomar uma decisão. De minha parte, fico bastante dividido entre o Moto G4 Plus e o Zenfone 3. Antes de me justificar, explico o porquê de deixar o Quantum Fly no terceiro lugar: ele é levemente inferior nos aspectos câmera e tela e ainda tem aquele atraso chatinho nas rolagens de tela. É por pouco, bem pouco mesmo, mas o suficiente para, numa comparação direta, pesar.

Quanto aos outros dois, a favor do Zenfone 3 contam o acabamento superior, a tela praticamente irretocável e a multitarefa mais esperta. Já para o Moto G4 Plus, o sensor de digitais e, principalmente, a experiência com o Android, mais agradável e amigável do que a bagunça desleixada do produto da Asus.

Moto G4 Plus, Quantum Fly e Zenfone 3 são ótimos smartphones. É notável como, em menos de três anos, a categoria saiu de aparelhos minimamente usáveis para uns tão bons quanto esses.

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