Crie um atalho no iPhone para registrar a ingestão de água

No vídeo desta semana, falei do aplicativo Plant Nanny 2, uma abordagem lúdica e “gamificada” para condicionar o usuário a beber água. O app é divertido, mas tem um lado ruim — é muito pesado. No meu celular, um iPhone 8 de 2017, esse peso se fez sentir a ponto de, após quatro meses usando o Plant Nanny 2, me fazer buscar um substituto mais leve. Acabei com a coisa mais leve possível no iOS, que é não ter um app. Em vez disso, recorri a um atalho.

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Post livre #263

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

A reação do Facebook ao vazamento de +500 milhões de números de telefone de usuários e outros dados pessoais da rede social tem sido fascinante.

“É importante entender que os agentes mal-intencionados obtiveram esses dados não por meio de hacking em nossos sistemas, mas através da raspagem desses dados em nossa plataforma antes de setembro de 2019”, diz a empresa num post sob o título “Entenda os fatos por trás da notícia sobre dados do Facebook” (qual notícia?), como se fizesse alguma diferença o “modus operandi” ou a data da pilhagem de dados.

Fato é que os dados pessoais de meio bilhão de pessoas, que estavam sob a guarda do Facebook, agora estão sendo distribuídos de graça no esgoto da internet.

Alguns parágrafos abaixo, o Facebook diz que “Quando soubemos que esse recurso estava sendo usado de forma indevida em 2019, fizemos alterações ao importador de contatos”. Ora, se não foi hacking, não havia falha, e se não havia falha, por que foram feitas “alterações ao importador de contatos”? Parece até que o Facebook está adotando o duplipensar como estratégia de comunicação. Via Facebook.

A Globo fechou um acordo de sete anos com o Google Cloud. Além de mover toda a sua infraestrutura de internet para os servidores do Google, processo que deve levar 24 meses para ser finalizado, a parceria integrará o app do Globoplay no Android TV e resultará na criação de novos produtos digitais com a aplicação de tecnologias como inteligência artificial e aprendizado de máquina. Para o Google, que no mercado de nuvem fica atrás da Amazon (AWS) e Microsoft (Azure), ganhar a conta da maior empresa de comunicação da América Latina é uma grande vitória. Via Globo, Valor.

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

O Signal começou a testar um recurso de transferência de dinheiro usando a MobileCoin, uma “privacy coin”, ou criptomoeda que se esforça para preservar o anonimato dos usuários e das transações (ao contrário do bitcoin, esses dados não ficam expostos numa blockchain pública). Por ora, as transferências só estão disponíveis no Reino Unido, pelos apps para Android e iOS.

A notícia preocupa. Em entrevista à Wired, Moxie Marlinspike, criador do Signal e CEO da fundação responsável pelo aplicativo, argumenta que o objetivo é dar às transações financeiras o mesmo tratamento privado existente para a comunicação, o que parece uma premissa falha — existem numerosos cenários que justificam conversas privadas; já para transações financeiras, só consigo imaginar cenários ilegais, como lavagem de dinheiro. Ao misturar as duas coisas, periga enfraquecer o argumento da privacidade nas comunicações em vez de fortalecer o da privacidade como um todo.

A novidade também borra o foco do Signal, que sempre foi um app de mensagens, e com certeza atrairá um escrutínio pesado de governos e órgãos reguladores. Moxie dá a entender que a oferta de transferências financeiras seja um imperativo competitivo, como se o destino de todos os apps de mensagens fosse virar os super apps chineses. Não precisa ser assim.

O maior impacto, porém, é na confiança. Para muita gente — e eu me incluo nesse grupo —, é forte a associação entre criptomoedas e atividades suspeitas e ideias malucas. O Signal sempre teve um foco cirúrgico em manter conversas privadas. Agora, não mais. O clima no tópico de discussão da novidade está péssimo. Via Signal (em inglês), Wired (em inglês).

A Agência Lupa está vendendo algumas das suas checagens como NFT. Já venderam duas, por 0,05 ETH cada, cerca de R$ 390 no momento em que publico esta notinha. Há outras seis checagens disponíveis para compra.

Este talvez seja o melhor uso até agora de NFT. A Lupa encontrou uma forma de financiar o trabalho sério que fazem em cima da “arte” criada por gente mal-intencionada, por vezes criminosa. Via Agência Lupa, @agencialupa/Twitter.

Março de 2021 foi o melhor mês do programa de apoios do Manual do Usuário em números absolutos e o segundo em crescimento relativo. Com a campanha de fomento (“Um lugar legal na internet”) e a entrada do Tecnocracia no programa, a base de leitores que contribuem financeiramente com o projeto cresceu 10,6%.

Um dos benefícios dos apoiadores do site são os relatórios mensais de transparência, com estatísticas, bastidores e planejamento do projeto. A cada três meses, o relatório ganha uma seção extra de finanças. O próximo desse, que enviarei nesta sexta(9), é desses.

Para apoiar o Manual, receber os relatórios e outros benefícios exclusivos, siga por aqui.

Começou nesta segunda (5) a III Feira do Livro da Unesp, em edição virtual, com livros de mais de 200 editoras e selos com no mínimo 50% de desconto.

O Yahoo Respostas sairá do ar no dia 4 de maio. O serviço, lançado em 2005, era uma rede social… peculiar, e ao longo desses pouco mais de 15 anos gerou alguns incidentes antológicos. Não dá para dizer que fará falta, mas… né?, é mais uma parte da velha web que desaparecerá sem deixar rastros.

Caso queira preservar suas contribuições, o prazo é um pouco maior, até 30 de junho. Via Yahoo, The Verge (em inglês).

Parece que o nascente mercado de NFTs, ou tokens não-fungíveis, já mergulhou em uma queda aguda. De acordo com a NonFungible.com, site que monitora diversos marketplaces de NFTs, o preço médio dos NFTs despencou 70% do pico de fevereiro. Devido à falta de liquidez dos NFTs, há quem esteja chamando essa queda generalizada de “quebra silenciosa”: em vez de correções diárias e graduais dos preços, NFTs são reajustados vez ou outra, da noite para o dia, em percentuais elevadíssimos. Ouça o nosso podcast sobre o tema. Via Bloomberg (em inglês), Cointelegraph (em inglês).

Uma das coisas mais legais do macOS é o Quick Look (ou Visualização Rápida em português): no Finder, ao apertar a tecla Barra de espaço com um arquivo selecionado, ele é exibido rapidamente em um pop-up com algumas opções acessíveis na borda da janela. Serve para imagens, áudios, PDF e outros tipos de arquivos.

Um aplicativo gratuito e de código aberto, o QuickLook, traz esse recurso ao Windows. Ele parece bem alinhado à identidade visual do Windows 10, é compatível com vários formatos de arquivos e seu desenvolvimento está ativo.

O QuickLook pode ser baixado na Loja do Windows, mas talvez seja uma boa baixá-lo direto do repositório oficial — a versão da Loja não funciona nas janelas de abrir e salvar arquivos, provavelmente por alguma restrição da Microsoft.

Agora é oficial: a LG está saindo do mercado de celulares. Em um comunicado publicado na noite deste domingo (4), a empresa sul-coreana informou que continuará oferecendo suporte e atualizações para seus celulares atuais “por um prazo que variará de acordo com a região” e que espera terminar os processos de dissolução da sua unidade de dispositivos móveis até 31 de julho. É o fim de uma era. Via LG (em inglês).

Um banco de dados com registros de 533 milhões de usuários do Facebook foram disponibilizados gratuitamente na internet. O banco contém números de telefone, IDs do Facebook, nomes completos, localizações, aniversários, biografias, status de relacionamento, data da criação do perfil e, em alguns casos, endereços de e-mail, e segundo a Hudson Rock, empresa de ciberinteligência que descobriu o vazamento, provavelmente foi criado explorando uma falha do início de 2020 no Facebook que permitia capturar telefones de qualquer usuário.

O Business Insider fez alguns testes preliminares, com sucesso, para atestar a legitimidade dos dados vazados.

Alon Gal, co-fundador e CTO da Hudson Rock, especificou de quais países são os dados. No Brasil, são 8,06 milhões de perfis afetados. Via Business Insider (em inglês), @UnderTheBreach/Twitter (em inglês).

A Apple turbinou o Apple Arcade, sua plataforma de video game por assinatura. Na sexta (2), a empresa liberou 30 novos jogos, incluindo o aguardado Fantasian (aquele dos dioramas reais), e inaugurou duas novas seções que, pela primeira vez, incorpora jogos não-exclusivos: “Timeless Classics” e “App Store Greats”. Há jogos lendários do iOS, como Threes!, Mini Metro, Fruit Ninja e Monument Valley, e todos eles seguem as diretrizes do Arcade, ou seja, nada de anúncios ou compras in-app. Ao todo, o Apple Arcade agora conta com 180 jogos. A assinatura custa R$ 9,90/mês. Via Apple (em inglês).