A reação do Facebook ao vazamento de +500 milhões de números de telefone de usuários e outros dados pessoais da rede social tem sido fascinante.
“É importante entender que os agentes mal-intencionados obtiveram esses dados não por meio de hacking em nossos sistemas, mas através da raspagem desses dados em nossa plataforma antes de setembro de 2019”, diz a empresa num post sob o título “Entenda os fatos por trás da notícia sobre dados do Facebook” (qual notícia?), como se fizesse alguma diferença o “modus operandi” ou a data da pilhagem de dados.
Fato é que os dados pessoais de meio bilhão de pessoas, que estavam sob a guarda do Facebook, agora estão sendo distribuídos de graça no esgoto da internet.
Alguns parágrafos abaixo, o Facebook diz que “Quando soubemos que esse recurso estava sendo usado de forma indevida em 2019, fizemos alterações ao importador de contatos”. Ora, se não foi hacking, não havia falha, e se não havia falha, por que foram feitas “alterações ao importador de contatos”? Parece até que o Facebook está adotando o duplipensar como estratégia de comunicação. Via Facebook.
“Alguma coisa certa pode estar errada” ???♂️
“Não identificamos nenhuma falha, mas a falha foi corrigida”.