A nova versão do Nova Launcher, popular “launcher” para Android, trouxe uma novidade indesejada: rastreadores de publicidade de Meta e Google. No Exodus, plataforma de auditoria de apps sem fins lucrativos, dá para ver as mudanças da versão anterior (8.1.6) para a nova (8.2.4).
O Nova Launcher foi comprado pelos suecos da Instabridge alguns meses após o criador do launcher deixar a Branch, empresa que comprou o aplicativo em 2022 e fez a promessa de abrir seu código — o que nunca ocorreu. A Instabridge confirmou que está testando a inserção de publicidade no Nova Launcher e que não exibirá anúncios para quem tem o Nova Prime (versão paga).
O blog da Malwarebytes faz o alerta de uma nova onda de extensões de navegadores comprometidas. A técnica usada, chamada esteganografia, é engenhosa:
O uso de código malicioso em imagens é uma técnica chamada esteganografia. Extensões antigas da [campanha] GhostPoster ocultavam o código do carregador JavaScript dentro de ícones *.png, como logo.png em extensões do Firefox como a Free VPN Forever, usando um marcador (por exemplo, três sinais de igual) nos bytes brutos para separar os dados da imagem do carregamento [código malicioso].
Variantes mais recentes mudaram para incorporar o carregamento em imagens arbitrárias dentro do pacote da extensão, depois decodificando e descriptografando-as na hora de execução. Isso dificulta bastante a detecção do código malicioso pelos pesquisadores.
Um grupo de pesquisadores encontrou 17 novas extensões contaminadas no Firefox. Elas têm nomes atraentes, como “Ads Block Ultimate” e “Youtube Download”.
É compreensível o foco de atores mal intencionados nas extensões de navegador. Elas têm acesso privilegiado ao aplicativo mais íntimo que usamos no dia a dia, atualizam automaticamente e, salvo poucas exceções, não têm marcas fortes — creio que se pesquise por extensões mais pela finalidade do que por nomes. Outro problema é o mercado de compra e venda de extensões populares, que mudam de dono sem qualquer transparência.
Uma boa maneira de mitigar danos é limitar-se às extensões endossadas pelas lojas dos navegadores. No Fiefox, elas têm um selo “Recomendado”. Na do Chrome, extensões revisadas pelo Google ganham um selo verde “Em destaque”, segundo a ajuda da loja. Nos resultados da busca, é possível filtrá-los para exibir apenas extensões em destaque.
Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.
Anúncios no ChatGPT. Os testes começarão nos EUA, nos planos gratuito e Go (R$ 40/mês) e que foi expandido para o mundo inteiro. Quem poderia imaginar que isso iria acontecer…?
KDE para criadores. O projeto KDE usou o anúncio do Apple Creator Studio para divulgar a sua suite de aplicativos profissionais. Eles são bem bons. E gratuitos.
Atualização de 11/1 impedia Windows 11 de desligar (em inglês). Cada vez mais convencido de que a Microsoft está forçando os funcionários a terceirizarem a programação ao Copilot. A falha atingiu apenas a versão 23H2 e foi corrigida no sábado (17).
iKKO: Mind One. Acho que curtiria usar um celular quadrado. Por outro lado, a parte do “celular de IA”, com um suposto sistema operacional à parte, soa muito suspeita. Ainda em pré-venda, por US$ 429.
Zoneless. Este site oferece uma visualização de fusos-horários bem fácil de ler. Ótima ajuda para decidir o horário de reuniões entre pessoas de diferentes países.
Boing. Puxe a mola e solte-a. A física é bem boa! (Cuidado: faz barulho.)
Em seu blog, a jornalista do G1 Julia Duailibi diz que a Polícia Federal usa um equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado, o que estaria causando pânico entre os engravatados de Brasília.
Como funciona esta maravilha tecnológica?
A tecnologia da PF não permite meio-termo: ou se extrai tudo, ou nada. Segundo a apuração do blog, os peritos “baixam” o conteúdo integral do dispositivo para depois analisá-lo. Isso significa que conversas, fotos, e-mails e registros antigos, mesmo que não relacionados diretamente ao caso, estarão expostos aos investigadores. É essa devassa total em aparelhos de figuras tão conectadas que explica o clima de terror na capital.
Se os emojis são um novo idioma, representações muito distintas podem causar ruídos profundos na conversa. Em 2018, a Emojipedia previu que as diferentes fornecedoras de emojis convergiriam seus desenhos. A previsão se concretizou tendo a Apple como referência. Por quê?
A Apple é amplamente considerada como o conjunto de desenhos de emoji “padrão” no Ocidente. Esse status remonta a 2008, quando a Apple introduziu o suporte a emojis no iPhone anos antes deles serem formalmente incorporados ao Unicode.
[…]
A realidade mercadológica por mais de uma década reforçaram essa influência. A Apple continua a dominar o mercado de telefones celulares nos Estados Unidos.
Um lembrete de que também nos detalhes as big techs moldam muito das nossas vidas.
O texto é recheado de exemplos de convergência, polêmicas (lembra da arminha de brinquedo?) e uma nova onda de rupturas da unidade semântica dos emojis (o culpado começa com “x” e termina com “x”). Mesmo que inglês não seja o seu forte, vale pelas imagens.
Este Manual do Usuário acaba de firmar uma parceria com o Good Enough, um pequeno estúdio estadunidense que faz coisas “boas o bastante” para a web. (“Good enough” significa “bom o bastante” em inglês.)
A partir de agora, assinantes têm direito a 20% de desconto vitalício no Pika, um serviço de blogs, e 25% de desconto no primeiro ano da assinatura do plano Pro do Letterbird, um formulário de contato para a web — e que acaba de ganhar uma grande atualização.
Os dois cupons já estão listados na página do clube de descontos. É assinante e não tem a senha? Entre em contato, por favor.
Ainda não assina o Manual? Custa só R$ 9/mês ou R$ 99/ano, dá direito a descontos e outros benefícios e — o mais importante — ajuda a manter no ar este espaço legal na web.
Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. Recomendo que você dê uma olhada no arquivo de links para descobrir mais links. É bem legal!
Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.
25 anos da Wikipédia (em inglês). A Wikipédia é um dos projetos mais inspiradores da nossa geração. Imagine se pudéssemos levar as dinâmicas de lá para outras áreas da vida? O mundo seria melhor.
Os novos parceiros comerciais da Wikimedia Enterprise (em inglês). Uma nova leva de empresas de IA sanguessugas resolveu pagar pelo acesso ao tesouro de dados e informações da Wikipédia. Amazon, Meta, Microsoft, Mistral AI e Perplexity se juntam a Google, Ecosia, Nomic, Pleias, ProRata e Reef Media, que já contribuíam.
ChatGPT Translate. A melhor aplicação de IA é tradução. A OpenAI agora tem uma interface estilo Google Tradutor no ChatGPT. (Já dava para pedir traduções na interface padrão.)
TranslateGemma: Um novo conjunto de modelos de tradução abertos (em inglês). Do outro lado do campo de batalha da IA, o Google anunciou novos modelos específicos para tradução que prometem ser mais eficientes. Precisa saber rodar esses modelos na nuvem ou em um super PC em casa.
Digg. A mais recente reencarnação do Digg, desta vez com o fundador Kevin Rose, abriu as portas para todo mundo nesta quarta (14). Até então, o acesso era mediado por convites. / Órbita.
TickTick 8.0 (em inglês). Sugestões de tarefas para hoje, nova visualização de calendário (anual) e várias modificações visuais marcam esta atualização.
stegodon. Um CMS para blogs acessível via SSH e que conversa com o ActivityPub. O blog publicado pode ser lido na web e gera um feed RSS.
Drone Photo Awards 2025. As fotos vencedoras do Drone Photo Awards 2025 são, sem surpresa, de tirar o fôlego. (Recomendo ver as fotos em uma tela grande.)
WebTiles. Centenas (milhares?) de sites pessoais dispostos em quadradinhos. Tem zoom e um espaço para trocar mensagens com quem está no site. Cuidado: é meio pesado.
Nota do editor: Nesta seção, publico a tela inicial do celular de amigos e leitores do blog. Quer participar? Preencha este formulário. Quer mais? Acesse o arquivo. Todos os links de apps levam à App Store, Play Store ou F-Droid.
Muita gente vê meu celular e estilo de vida como uma aversão à tecnologia, então convém dizer que sou programador. Gosto de jogar, ver filmes e ler. E, para todos esses hobbies, adoro conhecer a história deles. Jogar jogos velhos, ver filmes antigos e ler a fundo a história de coisas estranhamente específicas, mesmo que esse conhecimento não me sirva de nada.
Nota do editor: A entrevista foi feita em julho de 2025.
Se o seu plano é ouvir arquivos de música igual eu faço, mas seu celular é Android, o Oto Music é a melhor opção que encontrei para esse sistema.
A proposta do Oto Music é aderir às convenções do Android. Daí vêm o seu visual bem integrado ao do sistema do Google, suporte ao padrão Chromecast, widgets bonitões. E, claro, todos os recursos que se esperam de um tocador de música.
É perceptível a atenção aos detalhes do Piyush Mamidwar, criador do aplicativo. Nota-se isso no tamanho diminuto do próprio app, apenas 5 MB. Como pode caber tanta coisa ali dentro?
O Oto Music traz alguns destaques do Doppi, a minha escolha para iOS, como equalizador e busca por letras de músicas sincronizadas. E vai além: tem temporizador de sono (“timer” para parar a música) e um poderoso editor de meta dados.
É gratuito, disponível na Play Store, com uma compra única de R$ 19,99 que desbloqueia alguns recursos extras, como suporte a múltiplos artistas e gêneros em uma canção, várias personalizações visuais e um equalizador com 10 bandas.
Holos. Ingresse no fediverso (ActivityPub) usando seu próprio celular como servidor. FOSS e gratuito.
Regressão dos ícones da Apple, @heliographe_studio@mastodon. “Se você ordenar os ícones da Apple ao contrário, eles se parecem com o portfólio de alguém que vai ficando muito bom em desenhar ícones.”
WikiFlix. Um “streaming” (está mais para índice) de filmes livres ou que já caíram em domínio público. Tem muita coisa boa!
Vamos direto ao assunto: viver sem Instagram, Facebook e Threads (risos) é fácil. Os únicos contratempos que me ocorrem são a privação dos rolos no marketplace do Facebook e o apagão de informações de restaurantes, cafés e clínicas que insistem em reduzir a presença no digital ao Instagram. Inconveniente, mas contornável.
No Brasil, o “chefão” de quem decide se livrar da Meta é o WhatsApp. E como não seria? Algumas pesquisas de hábitos no celular apontam que até 99,1% dos brasileiros maiores de 16 anos usam o app de mensagens. Por aqui, ele é onipresente; o meio de comunicação padrão de muita gente e empresas.
Você já percebeu como a roupa que você coloca ao acordar muda tudo? Não é superstição. É estrutura. Pijama o dia inteiro te deixa travado. Roupa certa te coloca em movimento.
A Insider entra na sua rotina matinal como água, café e agenda. Peças que funcionam desde a primeira hora: conforto que não pesa, tecnologia que simplifica, estética que eleva o humor. Você veste para treinar, trabalhar, criar — ou só para sair do modo standby. O simples ato de trocar o pijama por uma Tech T-Shirt ou uma Daily já muda a energia do dia.
O diferencial? Tecido que trabalha com você. Seca rápido, não amassa, regula temperatura. Você veste de manhã e esquece — funciona do treino ao trabalho, de casa à rua.
O resultado? Sua rotina começa sem fricção. Menos decisões desnecessárias, mais energia para o que importa. O dia muda quando a primeira escolha é certa.
A Insider não é só roupa. É o começo do seu movimento em 2026. Use o cupom MANUALDOUSUARIO para ganhar descontos em toda a loja — 15% para novos clientes, 10% para quem já sacou que vestir-se bem é sinômino de Insider.
Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.
Criptografia de ponta a ponta no RCS do iOS? (em francês), @TiinoX83/xcancel. Foram encontrados indícios no segundo beta do iOS 26.3. É a peça que falta para que o RCS seja uma alternativa equiparável aos melhores apps de mensagens do mercado.
Linux Mint 22.3 “Zena” (em inglês). As mudanças visíveis são um novo menu Iniciar e novos aplicativos para informações do sistema e ferramentas de administração. Esta é uma versão de suporte prolongado (até 2029).
Apple Creator Studio, Manual do Usuário. O “pacote Adobe” da Apple encolhe a barreira de entrada para os aplicativos profissionais da empresa. Até assinatura pode ser boa às vezes.
Firefox 147 (em inglês). A primeira atualização de 2026 do Firefox foca em melhorias de bastidores, como suporte a WebGPU em chips da Apple e padronização dos diretórios de cache e configurações no Linux (válida apenas para novos perfis ou instalações). A única novidade mais visível é o PiP automático ao alternar de uma aba que esteja tocando vídeo.
BTN-1 Macro Deck. Tecladinho de quatro teclas (mecânicas!) feito especialmente para ser integrado ao Home Assistant. Lá fora, por ~US$ 35.
CColorPaletter. Um gerador de paletas de cores bonitão e totalmente gratuito. Aperte a barra de espaço para gerar uma nova.
Discos do Brasil. Trabalho primoroso de catalogação da música brasileira, criador por Maria Luiza Kfouri (1954–2023). Dica do Renato.
Imagem: Apple/Divulgação.
Muitas coisas interessantes no recém-anunciado Apple Creator Studio, o “pacote Adobe” da Apple.
Para quem achava que a saída do chefe de design de interfaces da Apple fora o prenúncios de tempos melhores nesse departamento, os novos ícones dos aplicativos (imagem acima) indicam nada mudou no front. São horríveis.
Além disso, apenas o Pixelmator Pro — que foi comprado pela Apple em 2025 — adota o Liquid Glass. Estranho. Ah, e como parte do lançamento do Apple Creator Studio, o Pixelmator Pro ganhará uma versão para o iPadOS.
Quanto à oferta em si, embora a gente não aguente mais assinaturas, esse formato reduz (em muito) a barreira de entrada dos aplicativos profissionais da Apple. Eles eram compras únicas (e continuam, como alternativa), mas eram tão caros que acabavam restritos a quem tem as despesas pagas pelo empregador ou faz muito dinheiro com as ferramentas.
No Brasil, o pacote custará R$ 39,90/mês ou R$ 399/ano. O Final Cut Pro isolado custa R$ 1.999, equivalente a cinco anos do Apple Creator Studio. Logic Pro? R$ 1.299. Pixelmator Pro, o mais baratinho? R$ 299.
A assinatura é compartilhável com a família.
O assinante tem acesso ao Final Cut Pro, Motion e Compressor (edição de vídeo), Logic Pro e MainStage (áudio), Pixelmator Pro (imagens), modelos, fotos e imagens de alta qualidade e recursos de IA para Keynote, Pages, Numbers e Freeform.
Compre nas respectivas lojas usando os links do Manual e reequilibre seus chakras — o site recebe uma pequena comissão que não altera o valor que você paga: