Os melhores apps para Android de 2021

Todo ano o Google e os usuários de Android escolhem os melhores apps e jogos da plataforma. Em 2021, o Google escolheu o app de meditação Balance e o jogo Pokémon UNITE como os melhores. Já entre os usuários de Android, os escolhidos foram o app da Paramount+ (??) e o jogo Free Fire MAX. No Brasil, os jogos foram os mesmos, mas o app do Disney+ levou o prêmio do Google e dos usuários. Ano do streaming, aparentemente. Nos links ao lado há mais apps e jogos vencedores de categorias específicas. Via Google (em inglês), Play Store.

Telegram remove emoji animado da berinjela a pedido da Apple

Até poucos dias atrás, havia um emoji animado da berinjela no Telegram. Agora, não mais. Segundo Pavel Durov, fundador e CEO do aplicativo de mensagens, a mudança foi a pedido da Apple, que achou a animação da berinjela um pouco… exagerada: a berinjela se move de maneira sugestiva e depois expele sementes e uma gosma branca na tela.

Não é de hoje que o emoji da berinjela foi ressignificado e passou a representar um pênis. Ninguém havia levado o novo significado tão longe quanto o Telegram, porém.

Digo… veja por si mesmo(a). (Cuidado, pode soar ofensivo.)

Em seu canal russo, Durov disse que a Apple exigiu que o Telegram removesse a animação da berinjela do app, o que foi prontamente atendido. Mas ele não parece satisfeito. Na mesnsagem há uma enquete com duas opções em que ele pergunta qual a melhor saída da inusitada situação:

  • Remover a berinjela ?
  • Tirar por completo o Telegram das plataformas da Apple.

Não é o primeiro constrangimento do Telegram envolvendo emojis nem do emoji da berinjela. Em 2015, o Instagram removeu a busca pela hashtag #? devido ao conteúdo impróprio que ela retornava. Em outro momento, o emoji do pêssego, que lembra um bumbum, ganhava um tapa na animação do Telegram. A exemplo da berinjela, ela não existe mais. Via @durov_russia/Telegram (em russo).

Jack Dorsey deixa o Twitter

Jack Dorsey não é mais CEO do Twitter. Em seu lugar entra Parag Agrawal, até então CTO na empresa, onde está há uma década. Ele foi escolhido por unanimidade pelo conselho administrativo e já iniciou a semana no novo cargo. Jack também anunciou seu afastamento do conselho, mas ficará por ali até maio de 2022, quando vence seu mandato.

No e-mail de despedida, publicado por Jack em seu perfil no Twitter, o co-fundador e agora ex-CEO da rede social afirmou que a decisão partiu dele e que seu afastamento é importante para “dar o espaço que ele [Parag] precisa para liderar”. Parag, a quem Jack rasgou elogios, também tuitou sua resposta ao e-mail de Jack.

A carta trouxe indiretas a fundadores que não largam o osso mesmo quando a fase é extremamente ruim — o mais famoso desses, hoje, é Mark Zuckerberg, que mantém o controle absoluto da empresa que co-fundou, o Facebook, agora chamado Meta.

Segundo as agências Reuters e Bloomberg, a pressão para a saída de Dorsey vinha desde o ano passado, depois que o grupo investidor Elliott Management comprou 4% no Twitter e, com isso, ganhou poder na hora de indicar membros para o conselho da rede social.

“Acredito que é imprescindível que uma empresa se sustente sozinha, livre da influência ou direção do seu fundador”, escreveu Jack. Em outra parte, quando reafirma o seu amor pelo Twitter, onde estava há 16 anos, ele disse que “não há muitos fundadores que colocam suas empresas à frente do próprio ego”. Ai. Via @jack/Twitter (em inglês), @paraga/Twitter (em inglês), Twitter (em inglês).

Extensão para iOS e macOS troca tocador pesado do YouTube por um leve em HTML

A extensão Vinegar, para iOS e macOS e criada por Zhenyi Tan, substitui o tocador de vídeos do YouTube — no próprio site do YouTube e em outras páginas, onde eles estiverem incorporados — por um leve, usando a tag <video> do HTML. Custa R$ 10,90 na App Store. Via Zhenyi Tan and a dinosaur (em inglês).

Para quem não usa os sistemas da Apple ou outro navegador, a extensão Privacy Redirect (Chrome e derivados, Firefox) faz algo similar: se assim configurada, ela troca o tocador de vídeos do YouTube incorporado em outros sites pelo do Invidious. A estabilidade depende da instância adotada, mas funciona bem. E para links diretos ao YouTube, como o nome sugere, a extensão redireciona o usuário a uma instância do Invidious.

Metáfora do corpo e da presença

Um robô grande vermelho, um holograma de mulher e dois homens cartunescos em torno de uma mesa numa espécie de nave espacial, com o espaço e um planeta vistos pela janela ao fundo.

por Andressa Soilo

Nossas relações sociais, emoções, experiências e percepções sobre o mundo são constantemente remodeladas por bilionários. Estes delimitam novos espaços a serem habitados, assim como ampliam o repertório do que entendemos como “presença”. Nossos modos de existir, seja em gravidade zero ou a partir da ausência de carne e osso, são atualizados por quem detém recursos de produção tecnológica de ponta — fenômeno que ocorre com mais intensidade nos últimos anos.

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De volta ao Android (agora sem Google)

Celular de frente, com um editor de textos aberto no texto do post. Ao fundo, chão de tacos desfocado.

Abri os arquivos do Manual do Usuário para recuperar algumas datas. O último celular Android que testei com meu número pessoal foi um Galaxy S5 New Edition, em janeiro de 2016. O último Android em que dei uma olhada foi um Moto G7 Play, em maio de 2019. Faz uma semana que, após quase seis anos usando apenas iPhone no dia a dia, voltei a usar um Android, mas não qualquer Android: é um sem o Google, ou “degoogled”.

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Twitter testa botão “não curti”

O Twitter está trabalhando em um botão “não curti”, similar aos do Reddit e YouTube. A pesquisadora Jane Wong flagrou a tela de apresentação do recurso no app do Twitter e, pelo que se lê ali, a abordagem pega características do YouTube (não exibe o total de votos negativos) e do Reddit (em vez de um joinha para baixo, o botão deve ser uma seta).

O Twitter explica que os votos não são públicos e o autor do post não fica sabendo quem desaprovou sua obra. O objetivo, ainda de acordo com a rede social, é ajudá-la a “priorizar conteúdo de mais qualidade a você — e a todos no Twitter”. Como é um teste que sequer foi confirmado oficialmente pelo Twitter, ninguém sabe quando ou mesmo se esse recurso chegará ao grande público. Via @wongmjane/Twitter (em inglês).

WhatsApp Web ganha editor de figurinhas nativo

Se você tem um computador e gosta de fazer figurinhas para o WhatsApp, boa notícia: o Facebook implementou um editor de figurinhas direto no WhatsApp Web. (Ele chega também aos apps para macOS e Windows na semana que vem.) Para ativá-lo, clique no ícone do clipe, selecione Figurinha e escolha uma imagem salva no seu computador. Via G1.

O novo Winamp vem aí

Mencionei o retorno do Winamp na última Achados e perdidos, e acho que vale retomar o assunto antes da ~revelação para comentar o site institucional do app.

O site é a antítese do que o Winamp era e o motivo da sua adoração. O app clássico era rápido, ágil, direto ao ponto. Esse site é lento e sequestra a rolagem do mouse. A primeira impressão é péssima. Pelo menos ainda dá para baixar a última versão do Winamp clássico (5.8).

O que você leu de bom?

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Suécia quer proibir mineração de criptomoedas na UE para atingir metas do Acordo de Paris

As autoridades máximas de regulação financeira e ambiental da Suécia pediram, em carta aberta, para que a União Europeia proíba a mineração de criptomoedas que operam na lógica de “proof of work”, como bitcoin e ether, a fim de que as metas do Acordo de Paris sejam atingidas pelo bloco continental.

Entre abril e agosto deste ano, o aumento no consumo energético na Suécia para minerar criptomoedas foi de “várias centenas de por cento” e já equivale ao consumo energético de 200 mil casas, escreveram na carta Erik Thedéen, diretor da Autoridade Supervisora Financeira da Suécia, e Björn Risinger, diretor da Agência de Proteção Ambiental do país.

O aumento se explica por dois fatores. Primeiro, o banimento da mineração na China, que era um polo de “produção” de cripmoedas. Segundo, pela farta oferta de energia renovável a preço baixo dos países nórdicos.

A reclamação da Suécia põe em xeque um argumento comum dos pró-criptomoedas, de que não há problema no consumo excessivo de energia desde que ela venha de fontes renováveis. Erik e Björn explicam que a mineração representa um “custo de oportunidade”, pois a energia que poderia ter usos na indústria, em transportes ou doméstico é desviada para o bitcoin e outros criptoativos. Via Euronews (em inglês).

Lei mais rígida contra a big tech avança na Europa

Um comitê do Parlamento Europeu aprovou na manhã desta terça (23) o rascunho de uma série de novas regras, o chamado Digital Market Act (DMA), a fim de regular a atuação das grandes empresas de tecnologia classificadas como “porteiras” (“gatekeepers”). O objetivo é oxigenar a competitividade no setor e impedir que as grandes empresas esmaguem rivais — como têm feito até agora.

Há várias coisas boas ali. A Electronic Frontier Foundation, com poucas ressalvas que devem ser resolvidas durante o processo legislativo, gostou do que leu. Destaques:

  • Proibição de segmentar anúncios com base em dados pessoais salvo com o consentimento explícito do usuário. Para menores de idade, a proibição é total.
  • Mecanismo que proíbe empresas “porteiras” de fazer aquisições de empresas nascentes que podem se transformar em rivais no futuro.
  • Interoperabilidade de dados entre aplicativos de mensagens e redes sociais. (Aquilo que comentei nesta coluna.)
  • Multas que podem chegar a 20% da receita global da empresa em caso de descumprimento do DMA.

A definição de empresa “porteira” consiste em faturar pelo menos € 8 bilhões por ano na Área Econômica Europeia e ter valor de mercado de € 80 bilhões ou mais; oferecer um serviço de plataforma em pelo menos três países europeus e ter no mínimo 45 milhões de usuários; e ter mais de 10 mil negócios como clientes. O texto diz que os critérios não são exaustivos, e que a Comissão Europeia poderá classificar outras empresas como “porteiras” quando elas “atenderem certas condições”.

Todas as culpadas habituais se encaixam aí: Alphabet (do Google), Facebook, Apple, Amazon, Microsoft. Também deve sobrar para plataformas de varejo, como Zalando e Alibaba, e marketplaces como o Booking.com, segundo a Bloomberg.

Com o consenso alcançado, agora o DMA será redigido em forma de lei e levado ao plenário, em dezembro. Correndo tudo bem, já no início de 2022 começará a negociação com os estados membros da União Europeia e com a Comissão Europeia. Via Parlamento Europeu (em inglês), EFF (em inglês), Bloomberg (em inglês).