Galaxy S5 New Edition.

[Review] Galaxy S5 New Edition, da Samsung


12/1/16 às 9h39

Nem só de smartphones topo de linha vivem as fabricantes. Na realidade, os que mais vendem costumam ser modelos mais simples e baratos. A Samsung, maior adepta dessa ideia, costuma começar as variações do seu topo de linha com uma versão “Mini”. Até agora, porém, o suposto Galaxy S6 Mini não deu as caras; em vez disso temos o Galaxy S5 New Edition, uma variante recauchutada do S5 de 2014. O remake ficou tão bom quanto o original?

Não, mas não significa que ele seja um smartphone ruim. Esteticamente, o Galaxy S5 New Edition é de fato muito parecido com o S5 “original” e tem até algumas melhorias interessantes como a remoção da portinhola do conector USB — e o melhor, sem perder a capacidade de resistir à água. O problema é que, nessa, a versão da interface também mudou: agora é só uma USB 2.0, e não a USB 3.0, mais rápida, do modelo anterior.

Tampa do Galaxy S5 New Edition.

A sensação de que a cada passo adiante, dois foram dados para trás aparece em outros lugares no Galaxy S5 New Edition. Já fiz o comparativo de especificações neste post. Na prática, nota-se que este projeto está num patamar inferior ao do S5 clássico, o que não chega a ser grave. É apenas em um ponto que isso pesa realmente: no desempenho.

O SoC Snapdragon 801 deu lugar a um da própria Samsung, o Exynos 7580 Octa. É um caso exemplar de que a contagem de núcleos não diz muito no mundo real: mesmo com o dobro (oito contra quatro), o Exynos 7580 é mais lento em tudo. Não chega a ser insuportável, embora eventualmente algumas ações mais demoradas incomodem. O S5 New Edition não tem, nem para os padrões de 2014, o desempenho de um topo de linha.

É difícil comparar, sem ter o S5 original, outros aspectos menos objetivos tais como câmera e tela. Para um mid-range atual, porém, o S5 New Edition não faz feio nessas duas frentes. A tela, com tecnologia Super AMOLED, tamanho de 5,1” e resolução Full HD, é bem boa, e a câmera, se não rivaliza com as melhores da atualidade, tampouco faz feio: dá para fazer fotos bonitas, inclusive em situações de pouca luz, sem recorrer a malabarismos ou pós-edição (veja algumas). O Android 5.1.1 já conta com a amenizada na Touchwiz da safra 2015, o que é ótimo.

Detalhe da tela e botões frontais do Galaxy S5 New Edition.

Outro ponto bem bacana é a bateria. A bem da verdade, a do Galaxy S5 comum já era boa; neste, é ainda melhor. No uso normal que faço, sempre consegui chegar ao fim do dia com bastante bateria sobrando.

A moda das selfies deu a essa reformulação pelo menos uma vantagem esmagadora em relação ao outro S5: a câmera frontal. Com 5 megapixels, ela se destaca.

O Galaxy S5 New Edition tem um tamanho confortável de segurar.

O Galaxy S5 New Edition tem um preço sugerido salgado, de R$ 1.999, mas é fácil encontrá-lo por bem menos, até R$ 1.000. Com o aumento geral nos preços, este acaba se tornando ok. O único pecado da Samsung foi ter economizado no desempenho, porque, de resto, temos aqui um ótimo smartphone intermediário.


Logo da Cissa Magazine.O Galaxy S5 New Edition usado para a produção deste review foi gentilmente cedido pela Cissa Magazine.

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21 comentários

    1. Tem NFC sim.

      Sobre sair de um Moto X para ele, difícil. Não sei como o Moto X de 2013 está hoje… Na época, era ótimo, superior a esse S5 New Edition, mas o tempo é cruel com smartphones. Teria que ver como ele envelheceu.

      1. estou numa puta situação, estou loco para trocar de telefone, mas não estou podendo gastar. Então quero vender o X e pegar outro inteirando ate uns 300 dinheiros. Aqui no site vi o moto x2 a 899, me empolguei na hora, mas quando fui abrir o link a bodega ja havia esgotado. Por enquanto vou esperar, o x ainda me atende bem, uso spotify premium, commander star wars, waze, fitibit e algumas outras coisas constantemente. Esse highlander está comigo ja faz um ano e meio… rsrsrs

      2. ah, está bem conservado, capa e pelicula desde sempre. Em hardware, 2 tombos acumulados, nenhuma falha, somente a mierda do android 5.1 nele, que cai naquele percentual dos que a bateria passou a durar meio dia… tirando isso, está top ainda. Ah, não roda “crisis” rsrsrsrsrs

      3. Ghedin, quando estava no kk, estava maravilhoso digamos assim. Hoje no lollipop, o desempenho não está lá essas coisas, mas dados as funções novas, é melhor ficar um tiquinho lento em algumas coisas do que perder os recursos.

  1. Eu não tinha cogitado comprar ou indicar um samsung, mas agora, eles parecem ter ficado bem legais, mas esse preço, mesmo por mil reais, ainda assusta. É muita gaita por aparelho. Já paguei isso num milestone da motorola há tempos remotos e me arrependi até o talo. Agora, pelo menos, empatar mil nesse aparelho, parece ser algo um pouco mais válido.

      1. E o mais bizarro é que um mesmo aparelho pode ter mais de um nome, dependendo do mercado. Fora do Brasil, por exemplo, esse Galaxy S5 New Edition é conhecido como Galaxy S5 Neo.

        Quem entende?

        1. Fazem algo parecido com os carros. Sei que um modelo q é vendido aqui tem outro nome fora. Acho q é o caso do honda fit q é vendido aqui como fit e fora é vendido como jazz… Talvez tenha relação com aquelas pesquisas de mercado malucas q dizem q nome x é melhor aceito por civilização y e nome z é melhor aceito em pindorama, com sua civilização bem patusca.

          1. Certamente existem mais problemas envolvidos, os mais óbvios que eu consigo pensar são:

            – Nomes já registrados em determinados mercados locais. ex: Gradiente iPhone.

            – Nomes que já estavam estabelecidos em determinados mercados antes da “globalização”, ex: Fox/Voyage

            – Nomes que soam como palavras de baixo calão em alguns idiomas. ex: Refrigerante Noku

            Deve ser complicado nomear produtos nessa era de internet e marketing global.

          2. Hahahaha. É verdade, alguns nomes podem deixar a empresa em situação delicada. Lembro que uma empresa de carro, quando ia fazer um lançamento internacional, tentava criar nomes q não diziam coisa alguma em todos os países q iam vender. Acho q era a ford. Mas pra samsung, não fica muito claro o q eles fazem com esses nomes espalhafatosos.

          3. A mitsubishi não vende a Pajero com esse nome em países de língua espanhola (pelo menos no Chile). O motivo é que Pajero em espanhol significa “homenageador solitário de mulheres com atributos avantajados”, se é que você me entende!

          4. Caraca… dessa eu não sabia. Se vc chegar lá indo com esse carro daqui… provavelmente vai ser motivo de assunto.

          5. Tem vários nomes cabulosos, tipo o Ford pinto, Ford figo, mazda laPuta, Nissan Navara e por aí vai. Tem que ter a pesquisa de nomes mesmo…

    1. Pior que atira contra ela. Já cansei de recomendar Motorola, pq mesmo com as variações entre gerações (e o aumento da linha) é fácil vc saber do que está falando. Já a Samsung, dá pra recomendar o S6. Dali pra baixo eu não sei de mais nada.
      Ou por exemplo, A duvida entre um Moto x2014 e o Play 2015 é muito simples de resolver em comparação ao Samsung Neo S5 New Edition Mini vs. S5 Almost New Small Great Wall 16V Turbo iMotion Duallogic

    2. A Samsung deveria contratar o cara que dá os nomes das operações da Polícia Federal. Esse cara é do capeta, e ia resolver todos os problemas “de nome” dela!

      1. Acho q cada delegado escolhe o nome da operação da qual é responsável, não? “Lava jato” foi bem sem graça…

        1. As últimas estão sendo sem graça mesmo. Mas até um tempo atrás, era uma melhor que a outra. Acho que demitiram o cara que dava os nomes! hahahhahaha

          1. Era o redator da PF! Ele deve estar agora cuidando das marchinhas de carnaval! Mas teve uma aí, q os caras foram buscar num discurso de um senador romano, q foi bem boa. Foi a “Catilinárias”. Essa eu achei bem foda.