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De volta ao Android (agora sem Google)

Celular de frente, com um editor de textos aberto no texto do post. Ao fundo, chão de tacos desfocado.

Abri os arquivos do Manual do Usuário para recuperar algumas datas. O último celular Android que testei com meu número pessoal foi um Galaxy S5 New Edition, em janeiro de 2016. O último Android em que dei uma olhada foi um Moto G7 Play, em maio de 2019. Faz uma semana que, após quase seis anos usando apenas iPhone no dia a dia, voltei a usar um Android, mas não qualquer Android: é um sem o Google, ou “degoogled”.

“Sem o Google” merece uma explicação mais detalhada, visto que o Android, apesar de ser um projeto de código aberto, é basicamente um projeto do Google. Esse Android de código aberto, que nasce e é disponibilizado com pouquíssima coisa do Google, recebe uma camada adicional de software proprietário do Google quando é instalado nos celulares vendidos no Ocidente, ou fora da China.

Em outras palavras, o Android de código aberto, conhecido pela sigla AOSP, é bem diferente do que as pessoas entendem por “Android” e um tanto mais restrito. Não é como os sistemas de computadores (Linux, Windows), que você baixa e instala facilmente em qualquer PC. Para fazê-lo rodar em um celular, é preciso um punhado de adaptações que pessoas leigas, como eu e (possivelmente) você, não conseguem fazer.

Algumas pessoas entendidas se aproveitam da natureza aberta do AOSP para criar variações do Android livres daquela camada adicional de software proprietário do Google. Essas variações são chamadas ROMs alternativas e têm nomes como LineageOS, Graphene, Calyx e /e/OS. Dá algum trabalho instalá-las no seu celular, mas tem vários tutoriais, em texto e em vídeo, e no fim, com um pouco de paciência e atenção, elas funcionam. As ROMs substituem o Android do Google em aparelhos selecionados. Em muitos casos, rodam melhor (mais rápido) e dão sobrevida a modelos abandonados precocemente pelas próprias fabricantes.

É um desses que estou usando, um Galaxy S9+ gentilmente emprestado pela e Foundation, que desenvolve uma ROM alternativa, o /e/OS. A versão do sistema neste celular é baseada no Android 8.1 e ela vem com o microG pré-instalado, uma implementação livre das APIs básicas do Google, exigidas por vários apps populares.

Existem ROMs totalmente “degoogled”, ou seja, que não trazem sequer o microG. E existem umas mais “googled”, que contam com mais recursos do Google, como a Play Store, mas não pré-instala todos os apps. O problema do 100% “degoogled” é que muitos aplicativos quebram nele. A camada de software proprietário do Google é tão grossa que diversos apps simplesmente não funcionam no AOSP. Pense em apps de bancos/finanças, de caronas e até de streaming. “O Android tem o código aberto” é mais uma das muitas meias-verdades que a big tech nos conta e a gente finge que acredita. Digo, é verdade, mas isso não importa muito porque o próprio Google sabota o sabor “puro”, de código aberto do Android. Recomendo esta matéria do Ars Technica para entender a situação.

Celular de lado, sobre um tecido, mostrando a tela de informações do sistema com destaque para a última atualização de segurança, de 5 de outubro de 2021.
Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

Tem sido uma viagem. O /e/OS tem um lançador (tela inicial) próprio que lembra muito, mas muito mesmo o iOS, mas sem aquele polimento característico da Apple. Esse, aliás, costuma ser o mote do Android e, com mais força, das ROMs alternativas e do software de código aberto em geral. Tudo é mais feio, mais cru, mas funciona. Falta padronização e consistência visual, ou seja, uma atenção ao design e usabilidade. Às vezes, uma ou outra funcionalidade está ausente e, em algum momento, você se verá fazendo algo não trivial para resolver um problema ou chegar a um resultado absolutamente trivial, mas é possível ver beleza nesse aparente caos.

O /e/OS tem uma lojinha de aplicativos própria. Quem se aventura pelo mundo das ROMs alternativas costuma recorrer a outras, como a F-Droid e a Aurora. A F-Droid só tem apps gratuitos e de código aberto, ou seja, a seleção é limitada, embora guarde muitos tesouros. (A maioria dos apps que estou usando veio de lá.) A Aurora permite baixar apps da Play Store do Google com alguma privacidade, pois ela faz a interface entre você e o Google, ela te “esconde” do Google. Por isso, não é possível comprar nada por ali; você só consegue baixar apps gratuitos.

Consegui, usando essas três (!) lojas, baixar praticamente todos os aplicativos e equivalentes aos que usava no iOS. Alguns são melhores (Editor no lugar do Pretext para editar arquivos de texto puro), alguns são piores (não achei nada parecido com o Pocket Expense, fora uma versão desatualizada do mesmo), alguns são… ok, nem melhor, nem pior, apenas diferentes.

Apps comerciais, como os de bancos e de caronas, pude baixar pela Aurora. Não foi uma experiência suave, porém. O da 99, por exemplo, não consegui achar lá. No do Bradesco, a transferência da chave entre celulares não funcionou e, no processo, o banco bloqueou o acesso e a senha do meu cartão no Bradesco Cartões, outro app que, por qualquer motivo, sou obrigado a ter instalado. Tive que ir a uma agência física resolver isso e, mesmo após recadastrar a chave, o app se nega a abrir direito, fica em branco quando tento logar. Consigo acessar a chave aleatória, o que me permite acessar o internet banking pelo computador. Não é o ideal, mas quebra o galho.

(Fiz uma lista dos apps que estou usando neste Android. Coloquei só no site, para não deixar este e-mail quilométrico. Clique aqui para acessá-la diretamente.)

A natureza mais aberta do Android tem um lado muito bom, que é viabilizar coisas menos ortodoxas, ainda que mais complexas e/ou arriscadas, que costumam ser impossíveis no iPhone. Por exemplo, existe uma versão oficial e variações melhoradas do Syncthing, um sistema de sincronia de arquivos que não envolve a nuvem. Funciona maravilhosamente bem. (Ainda este ano publicarei um breve guia de como consegui me livrar da dependência das nuvens comerciais com aplicativos de código aberto.)

Outra coisa impensável em um iPhone é mudar o lançador, o aplicativo responsável pela tela inicial do sistema. Existe uma infinidade deles no Android, e uns bem malucos, como o Olauncher, que estou usando: é uma lista de apps, sem ícones e com alguns gestos, e só. Como o Galaxy S9+ tem uma tela OLED, que desliga os pixels ao exibir a cor preta, defini um papel de parede preto e agora, no escuro, é como se eu estivesse segurando na mão apenas letras brancas. Talvez eu escreva algo específico a respeito.

Foto do celular no escuro total. Vê-se apenas letras brancas do Olauncher, como se estivessem flutuando.
O Olauncher fica assim no escuro. Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

Achei que fosse ter mais dificuldade para migrar do ecossistema Apple para um Android “degoogled”. É definitivamente menos cômodo, mas não muito. Talvez o maior trabalho seja encontrar os apps alternativos e acostumar-se às esquisitices (ou modos de fazer diferentes) do Android em relação ao iOS. Questão de costume, OK? Digo, ok?

Uma nota a respeito do celular em si. Embora o Galaxy S9+ seja seis meses mais recente que meu velho iPhone 8, é um aparelho pior. Ele é enorme, a posição do sensor de digitais é esquisita, o motor de vibração é ruim e as bordas que “escorrem”, um desastre. E esta unidade, em particular, veio com alguns defeitos: há uma mancha na câmera frontal e ninguém me ouve ao atender ligações do modo convencional — só me faço ouvir no viva-voz ou com fones de ouvido. É admirável como o hardware do iPhone 8, mesmo quatro anos depois e com um visual bem mais datado, é superior e não me faz querer trocá-lo por esse motivo. Admirável.

A qualidade da oferta da Apple, aliás, vai além do hardware. Tudo funciona bem, bem demais, desde que você se submeta às muitas convenções e práticas da Apple. Nada errado com isso, as pessoas têm mais o que fazer do que instalar ROMs alternativas em celulares e caçar aplicativos que fazem as mesmas coisas que os que elas já conhecem fazem. Se é o seu caso, ainda acho que o iPhone entrega uma experiência melhor que qualquer Android, “degoogled” ou “googled”.

Para mim, essa aproximação do Android “degoogled” é uma questão mais filosófica do que prática. Agrada-me muito saber que existe uma alternativa, feita por pessoas e para pessoas, dissociada das grandes empresas de capital aberto e sua sanha por lucros desmedidos. É nesse tipo de tecnologia em que acredito, que quero promover e usar, ainda que no “usar” estejam implícitas algumas horas quebrando a cabeça em fóruns de discussão e lendo documentações para fazer algo funcionar, e que esse algo quase sempre seja algo meio feio, meio desengonçado.

É mais ou menos como plantar sua própria comida no quintal, ou abdicar do carro próprio em prol do transporte público, ou ainda excluir sua conta no Facebook. Nada disso resolverá Os Grandes Problemas da Humanidade, mas… por que não? Mal não faz, pelo contrário, e ainda pode ser divertido, interessante e/ou satisfatório. No mínimo, é uma postura que me ajuda a dormir mais leve. Bobagem, talvez. Atire o primeiro celular quem não tem suas pequenas idiossincrasias.

O Galaxy S9+ com o /e/OS fica comigo até o Natal. Se não topar com alguma barreira intransponível, pretendo virar o ano com um celular “degoogled” próprio, algum modelo usado compatível com ROMs alternativas que encontrar por aí. Em janeiro, farei um balanço do experimento, conversarei com o pessoal da e Foundation e, caso surjam dúvidas em respostas a este e-mail ou nos comentários do site, as responderei. Até lá!

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Apps que estou usando

Listei abaixo apenas os apps não comerciais ou não óbvios. Coisas como apps de bancos, streaming de música etc. são aqueles que todo mundo conhece e usa.

  • AntennaPod: Fácil o melhor app de podcasts que já usei.
  • Material Files: Bom gerenciador de arquivos.
  • Aurora Store: Para baixar apps da Play Store sem se expor ao Google.
  • Binary Eye: O app da câmera do AOSP não lê QR Codes. Este pequeno app faz isso.
  • Blokada 5: Bloqueador de anúncios/conteúdo no nível do sistema. Só uso quando não estou em casa, ou seja, sem a proteção do Pi-Hole.
  • DAVx⁵: Para conectar a contas CalDAV (calendário), CardDAV (contatos) e WebDAV (arquivos). Vem pré-instalado no /e/OS e bem integrado ao sistema (não é bem um app, está nas configurações).
  • Etar: App de calendário. Usando a versão alternativa do /e/OS.
  • Geometric Weather: Ótimo app de previsão do tempo, com suporte a três fontes de dados (o padrão, que estou usando, é o AccuWeather).
  • Contatos: App simples de contatos originário do LineageOS. Vem pré-instalado no /e/OS.
  • Conversations: XMPP (app de mensagens).
  • Editor: Editor de texto puro com várias opções e modo de somente visualização.
  • F-Droid: Loja preferida. Quando quero ou preciso de algo, vejo primeiro se tem nela.
  • FeedMe: Leitor de feeds RSS que sincroniza com serviços online — no meu caso, com o Feedly.
  • Fennec: Versão do Firefox distribuída na F-Droid.
  • FitoTrack: Aplicativo simples para monitoramento de exercícios físicos. Sem conexão com a internet nem componente de rede social.
  • flutterhole: Monitora e controla o Pi-Hole.
  • KeePassDX: Gerenciador de senhas. Levei um tempo para entender a dinâmica, mas funciona bem.
  • Magic Earth: Cliente do OpenStreetMap. Apesar de apoiar a causa, não dá para confiar nos endereços. (Tenho o HERE WeGo instalado também.) Vem pré-instalado no /e/OS.
  • K-9 Mail: Cliente de e-mail. Usando a versão modificada que vem pré-instalada no /e/OS.
  • Noice: Gerador de ruídos brancos e sons da natureza. Ótima qualidade e offline. A versão 2, em desenvolvimento, tenha algumas propostas meio controversas.
  • OpenBoard: Teclado virtual decente.
  • OpenCamera: App de câmera. Vem pré-instalado no /e/OS.
  • Pinkt: Cliente do Pinboard.
  • Splid: App para dividir despesas com alguém ou algumas pessoas. Não tem o código aberto, mas achei a política de privacidade melhor que a do Splitwise, a referência do gênero. Tem para iOS também.
  • Syncthing-Fork: Sincronia de arquivos entre vários dispositivos.
  • Telegram FOSS: Versão distribuída na F-Droid, sem códigos proprietários.
  • Termux: Emulador de terminal. Uso basicamente para acessar o Raspberry Pi via SSH.
  • Transistor: Pequeno app para conectar a estações de rádio que transmitem via internet.
  • Yubico Authenticator: App de senhas OTP protegida pela chave de segurança da Yubico.

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22 comentários

  1. Boa tarde! Não tenho qualificações técnicas para entender algumas expressões ou funções de apps, já que sou da área jurídica, mas achei muitíssimo interessante o projeto. Me disporia a fazer a mesma coisa em um telefone que não utilizaria no dia a dia, mas em um aparelho para sair para lugares menos seguros, certamente sim.

    Esperamos mais notícias do projeto, assim como e tenho a expectativa de que suas visões nos tragam mais conhecimento (você será nossa cobaia).
    Boa semana pra vocês!

  2. Salve, Ghedin! Muito interessante sua experiência. Em menor grau, eu já fui bastante “fuçador”, instalando ROMs alternativas (por curiosidade, promessa de maior rapidez ou simplesmente driblar a falta de atualização do fabricante), mas nada tão radical quanto essa sua experiência. Hoje, não tenho mais paciência/saco/tempo pra esse tipo de coisa, mas acho louvável a sua tentativa, ao mesmo tempo que acho uma pena as coisas serem complicadas pra usuários “não-técnicos” em pleno ano de 2021.

    Ah, senti falta de mais prints da interface dessa ROM que você utilizou. De modo geral, sinto falta disso (imagens/ilustrações) no Manual.

  3. Ow Ghedin, achei interessante que na tua lista de apps vc tem o Conversations.

    Mas vc utiliza ele msm? Vc tem contatos com quem troca ideia via XMPP?

    Achei curioso. :)

      1. Bacana Ghedin! Usei durante algum tempo, mas as pessoas com quem falava foram todas migrando pro Matrix. Gostava muito do XMPP e em especial do Conversations, apesar da fragmentação que é o ecossistema desse protocolo. Vlw!

  4. AntennaPod: Fácil o melhor app de podcasts que já usei.

    Sim! É muito bom, fácil de usar e tem uma interface bacana.

  5. Já venho usando um Lineage OS (+openGApps) em um Motorola G2 16 GB há alguns meses. De fato, o Lineage deu outra vida ao G2, deixando-o mais rápido e com uma duração de bateria de quase 12 horas (dependendo do meu uso).

    O mal maior é que preciso de um segundo celular para atividades bancárias (Caixa Tem, inclusive). Bradesco tive problemas similares ao do Ghedin, mas com a diferença de que desisti e peguei outro celular para isso.
    Outro problema é que o sistema de GPS é falho, mas como gosto de usar Gps externo (Oi Roberto, obrigado! :D ), então sem problemas também.

    Lista de apps:

    Free/Open
    – Ulauncher
    – F-Droid
    – Fennec
    – Money Manager Ex (preguiça de usa-lo… :\ )
    – Port Autority (Para checar a rede)
    – SolitaireCG (Paciência)
    – SuperFreezZ (Uso ele quando algum app empaca)

    Free / Play Store (instalei no meu)
    – EMTU Oficial
    – VouD (app do cartão de ônibus BOM)
    – Whatsapp

  6. Só não instalo uma ROM porque meu aparelho não suporta nenhuma dessas. Mas os aplicativos que eu mais uso são do F-Droid.

  7. O Hábitos da F-Droid é simples mas extremamente útil pra mim, ele serve pra ter controle diário sobre algo que você quer tornar um hábito. As opções são “fez x coisa hoje?” ou “quanto de x você fez?”. Me ajuda bastante a saber se reguei minhas plantas ou não (ele me lembra no horário que defini e não some até que responda, avisando se reguei). Também me ajuda pra ver quantos dias da semana consegui ficar sem fumar.

  8. Gostei muito do relato, estou diminuindo o uso de serviços google e sua lista de apps ajudou bastante. Para o controle financeiro qual solução adotou?

  9. Faltou você testar o newpipe como cliente do youtube nessa lista. Ele é tão bom que sinto falta de uma versão desktop e de alguma forma de sincronizar o que eu já assisti.
    Caso vá tentar, recomendo utilizar o repositorio próprio do newpipe para o F-Droid.

      1. E como não ser rastreado no IOS?!
        Como ter experiência parecida com essa que você esta tendo nesse aparelho com IOS?!

        1. Hmmm, a Apple é bem menos agressiva no rastreamento/monitoramento do usuário, então você já larga na vantagem usando um iPhone em vez de um Android do Google. Tem que ficar atento aos apps instalados, usar um bom bloqueador de conteúdo (recomendo o 1Blocker) e… bem, meio que isso.

  10. “Nada errado com isso, as pessoas têm mais o que fazer do que instalar ROMs alternativas em celulares e caçar aplicativos que fazem as mesmas coisas que os que elas já conhecem fazem. Se é o seu caso, ainda acho que o iPhone entrega uma experiência melhor que qualquer Android, “degoogled” ou “googled”.”

    Entendi que o Iphone é uma melhor opção de ser contra todas essas Big Techs e produtoras de bilhões em anúncios com informações nossa?!

    Ghedin, adorei seu relato! Me deixou um pouco confuso por ser um pouco leigo mais tudo bem…
    Acompanho o MDU inicialmente por essa ideia de ser independente. Tenho um Iphone de uso principal e um android antigo (Galaxy J5) para uso de besteiras. E ai fico naquela pesquisando formas de usar apps de codigo aberto e transparentes e agora ao ler essa parte do texto penso em como fazer isso no IOS. Um exemplo seria o Antennapod que estou usando no Android mas não tem no IOS. E ai como fazer?! Ao mesmo tempo penso em usar algo tambem que ajude o criador de conteúdo.

    Agora fiquei um pouco confuso. Mas minha prioridade sempre seria de algo mais transparente, sem depender dessas big techs e sem ter que revelar até o meu tipo sanguíneo para uso de anúncios.

    Espero que entenda e me desculpe meu lado leigo.

    1. Entendo o iPhone como a melhor opção dentro da lógica das big tech. Entre Apple e Google, Apple é melhor, ou menos pior, mas continua sendo ruim para quem quer se livrar ou depender menos dessas grandes empresas… sabe?

  11. adorei o relato e gostei da lista de apps

    infelizmente ficamos muito dependentes do google, uma pena, mas bom saber que existem alternativas, mas elas precisam ficar mais apresentáveis, rs.

    1. Legal ver que se tem alternativas, mas acho muita neura em não ser rastreado e muito nichado, não atinge a grande massa onde seria a total diferença as grandes empresas não ter acesso a o tanto de informação. Esse tanto de troca de apps e similares apra instalação, me lembra a luta em se instalar e usar o Linux nos primórdios da internet discada, se dava valor ao voltar a escutar qualquer áudio, após encontrar o modulo correto de instalação. O mais simples para ficar um pouco sem rastreio é fazer igual a alguns anos atrás, deixar de usar celular, sair de casa sem ele, andar de ônibus, bike, a pé, conversar pessoalmente, ter agenda física, sacar grana e comprar com dinheiro

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