iPhone 8 de costas sobre uma mesa.

iPhone 8: mais do mesmo, só que melhor


16/1/18 às 16h09

Existe um aspecto no previsível que, com frequência, é negligenciado ou até desvalorizado — especialmente em indústrias movidas a novidades reluzentes, como a de tecnologia de consumo. A crítica bate forte em produtos que não se diferem muito, no visual, dos seus antecessores, mas se esquece de que, às vezes, mudar por mudar causa mais mal do que traz benefícios e que há algo a ser apreciado no mais do mesmo. Caso em tela: o iPhone 8.

Anunciado em setembro de 2017, o iPhone 8 traz o mesmo visual do iPhone 6, de 2014, com mudanças tão sutis que provavelmente passam batidas por aqueles que não acompanham os lançamentos de smartphones. Uns mais maldosos (ou realistas) chegam a dizer que se trata de um “iPhone 6sss”, pois é o quarto modelo com o mesmo design — antes dele, tivemos o iPhone 6, 6s e 7.

A semelhança visual é incontestável. Mesmo as maiores mudanças do modelo, como a traseira, agora de vidro, são incapazes de tirar o iPhone 8 da sombra dos seus antecessores.

E… está tudo bem. Não tem problema, de verdade.

Troquei o iPhone 6s, em uso havia dois anos, por um iPhone 8. Foi uma troca estritamente racional. No geral, estava bastante satisfeito com o iPhone antigo. A compra do novo foi mais por uma questão de oportunidade (estava no lugar e em um momento favorável) somada à perspectiva de que ela me dará fôlego para passar outros dois anos sem pensar em celular — desconsiderando eventualidades como quedas e furtos. E sem margem para erro, afinal, o novo é quase igual ao que eu usava e ao qual estava habituado.

Minha expectativa e desejo eram que a substituição fosse o menos conturbada possível. E, de fato, em grande parte foi quase como trocar seis por meia dúzia: o sistema, o modo de usar e o design são praticamente idênticos. Porém, o que não antecipava era como dois anos de aperfeiçoamentos internos fariam tanta diferença no dia a dia. É essa diferença que pretendo comentar abaixo.

Migração tranquila

Dois iPhones em processo de migração de conteúdo.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O que mais me impressionou nesse período não foi algo do iPhone 8 em si, mas o processo para migrar do 6s para ele.

A Apple usa um sistema passo a passo que recorre ao NFC e a um código QR para parear e transferir os dados de um iPhone antigo para um novo. O mais importante é que funciona tão bem, e sem qualquer susto (ainda que demore um pouco, talvez pelo tanto de coisas que tinha no iPhone antigo), que não vejo muito motivo para tentar o método alternativo, de fazer toda configuração manualmente.

Eu sempre preferi essa, ou seja, configurar novos dispositivos do zero, baixando todos os apps, autenticando-me neles e sincronizando os dados, um a um, mas acho que não precisamos mais disso. A comodidade fala mais alto e não há tantos contratempos como, sei lá, na época do Windows 981.

O maior avanço: bateria

Do antigo iPhone 6s, a bateria era a parte mais complicada de lidar. A saúde dela está ok (ele ainda não foi afetado pela degradação de desempenho), mas sentiu o peso das novas versões do iOS, principalmente o iOS 11. Estava conseguindo chegar ao fim do dia com carga sobrando, porém com ela mais próxima de zerada do que dos 100%.

Com o iPhone 8, é comum voltar para casa no fim do dia, após o expediente no jornal, com cerca de 70% da carga. Não poderia ser apenas o estado de novo da bateria, e acredito que não seja. O chip A11 “Bionic” do iPhone 8, o mesmo que equipa o iPhone X, é mais esperto. Ele tem seis núcleos, quatro deles dedicados a tarefas menos intensivas e, por isso mesmo, mais econômicos no consumo de energia. O iPhone 6s tem dois núcleos idênticos.

Atribuo a essa flexibilidade no processamento durante o repouso, estado em que o iPhone 8 passa a maior parte do dia, a duração espantosa da bateria — e, evidentemente, ao meu perfil, de alguém que usa pouco o celular.

A bateria externa (ou “powerbank”), que tirava da bolsa com frequência cada vez maior nos últimos meses de uso do iPhone 6s, está esquecida lá dentro desde que fiz o upgrade e é bem bom sair de casa com a bateria pela metade sem o receio de que ela possa morrer abruptamente após tirara algumas fotos ou usar o GPS.

Desempenho e câmera

Detalhe das câmeras dos iPhones 6s e 8.
Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Quando me perguntam o que achei do iPhone 8, para resumir digo que é igual o iPhone 6s, porém mais rápido e com uma câmera melhor.

Seria estranho, para qualquer smartphone, que esses quesitos piorassem em uma geração mais nova, mas a velocidade do já referido A11 “Bionic” é um caso à parte na indústria: ele chega a ser mais rápido que chips da Intel para notebooks.

No dia a dia, porém, embora a diferença para o A9 do iPhone 6s se faça notar, é bem menos do que os números de benchmarks sintéticos podem levar alguém a crer. Em outras palavras, a sensação é de que o iPhone 8 é marginalmente mais rápido que o 6s, e não quase o dobro como apontam os testes do Geekbench 4.

Talvez sejam as animações do iOS, ou o A9 ainda seja rápido o suficiente para os apps que uso, mas são pontuais os momentos onde o A11 é visivelmente muito mais rápido que o A9. Tanto que, como disse ali em cima, estava satisfeito com o iPhone 6s — mesmo há dois anos no mercado, ele segue apresentando um bom desempenho.

Claro, o poder do A11 ajuda em momentos mais críticos. Alguns apps mal programados ou jogos meio pesados abrem mais rápido e nenhuma animação engasga, nunca. Mas esse poder meio que sobra. Alguém que esteja com um iPhone 7, por exemplo, não tem motivo algum para trocá-lo pelo mais recente.

No caso da câmera, a Apple fez alguns ajustes na calibração das cores (estão mais quentes) e conseguiu melhorar levemente a definição das fotos. Até aqui, nada muito dramático. O que se destaca pra valer é a estabilização ótica de imagem, que foi implementada no iPhone 7 e faz uma boa diferença na hora de fotografar objetos em movimento ou em ambientes pouco iluminados/noturnos.

Mudanças de design dúbias

iPhone 8 ligado segurado por uma mão.
Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

O principal motivo de a Apple ter aposentado o design unibody em metal usado desde o iPhone 5 e ter trazido de volta o “sanduíche” de vidro do antigo iPhone 4 para a última versão do smartphone não foi nostálgico ou sequer estético. Foi um funcional: para permitir a recarga por indução, ou seja, sem fios.

Não aproveito essa vantagem porque o carregador do tipo é vendido à parte, custa caro e é mais lento que por fio, com o cabo Lightning que vem na caixa. E, convenhamos, plugar um cabo no celular antes de dormir não é o tipo de problema que me tira o sono ou causa transtorno.

Com isso, senti-me dividido em relação à mudança. Mesmo esteticamente é difícil definir se ela foi um progresso ou se o contrário. Conta pontos a favor a “limpeza” do novo design. Na parte de trás da cor “cinza espacial”, o iPhone é de fato cinza escuro, quase preto. Ali, só sobraram o logo da Apple e o nome “iPhone”, sem qualquer outra inscrição ou entalhe (o logo da Apple fica sob o vidro).

Mas, pessoalmente, eu gosto muito do visual industrial do metal puro, sem tinta, dos antigos iPhone 6 e 6s. Ele passa a impressão de que se trata de um negócio mais honesto, menos kitsch.

Em termos práticos, outra vez as sensações são conflitantes. O vidro tem mais aderência na mão que o metal, o que faz o iPhone 8 menos suscetível a quedas. Mas, em superfícies, o vidro desliza e qualquer inclinação, por mínima que seja, pode levar a tombos fatais. O meu já caiu de uma mesa de uns 80 cm, com a tela virada para o chão. Por sorte, não ficaram sequelas (sequer um arranhão), apenas a lição para não fazer mais isso.

Em suma, estava bom, ficou melhor em uma parte, pior em outra, nada que inviabilize o uso, tampouco algo que mereça elogios efusivos.

Novidades para mim, mas não na linha (elas foram introduzidas no iPhone 7), são o Taptic Engine (motor de vibração) e o “botão” de início que na realidade não é mais um botão.

O Taptic Engine não funciona apenas em ligações e notificações. Ele em ação na rolagem de listas, ao fazer seleções e em outras ações que acontecem no sistema. E no uso do tal “botão” de início. Embora pareça um detalhe bobo, é algo que aproxima ainda mais o hardware do software e torna o uso do dispositivo mais agradável. As interfaces parecem mais vivas quando somam o tato à visão e audição.

Já o novo “botão” de início confere mais confiança ao usá-lo no dia a dia — embora as quebras desse botão sejam algo do passado, muita gente ainda se sente receosa de usá-lo2. O feedback tátil é menor e, sobre mesas, apertá-lo ficou um pouco mais difícil, porém nada muito relevante.

Vale a pena?

iPhone 8 e 6s dispostos em uma mesa.
Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

O iPhone 8 é o iPhone 6 — ou o 6s — atualizado. Parece estranho, no segmento frenético dos smartphones, com lançamentos anuais e até semestrais e evoluções drásticas entre gerações, manter o mesmo design por quatro longos anos. Mas, se olharmos para as outras linhas de produtos da Apple, é o iPhone a exceção — MacBook, iMac, iPad e até o Apple Watch mantêm o mesmo visual por anos, apenas com melhorias no desempenho e outros aperfeiçoamentos internos.

O iPhone 8 não é um smartphone que chama a atenção como o iPhone X ou o Galaxy S8, mas é um bastante confiável, com um design testado e comprovado, e que cumpre todas as exigências para ser um smartphone competente em 2018. (“Tela infinita” é muito bonita, mas não é, em absoluto, essencial.)

O iPhone 8 é a consolidação do smartphone utilitário, da tecnologia enquanto meio e não fim. Da tecnologia como ela deve ser.

Foto do topo: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.


  1. Talvez já tenhamos atingido esse estágio antes e eu o tenha ignorado até hoje por receio, quase um reflexo, dos velhos tempos (e antigos traumas) de atualizações catastróficas entre versões do Windows 9x.
  2. Passei dois anos usando diariamente o botão de início no iPhone 6s e nem sinal de desgaste ou quebra.

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15 comentários sobre “iPhone 8: mais do mesmo, só que melhor”

  1. parece como eu me senti 2 anos atrás quando troquei o iphone 4 pelo 6. eu comprei o iphone tvz pq era a opção que tinha q pensar menos uns 6 anos atrás, e troquei pelo 6 só porque ele não atualizava o sistema e tinha apps q não funcionavam.
    mesmo a diferença entre o 4 e o 6 sendo maior q entre o 6s e o 8, eu tive uma boa experiencia de continuidade. eu fiz a migração por backup no itunes do telefone antigo e adicionando esse backup no telefone novo e foi certinho. foram umas duas horas para eu ter tudo no aparelho novo.
    fiquei satisfeita em ter o mesmo telefone, de certa forma, só atualizado. não teve curva de aprendizado, não tive que reconfigurar. pena q o preço de 2012 para 2016, no modelo mais simples e uma versão pra trás aumentou tanto. eu sinto que eu pago caro pela conveniencia de continuar usando iphone, sem precisar de tanta pesquisa de modelos e sem dificuldade pra migrar, sendo que talvez um android mais em conta fosse suficiente pra mim.
    mas provavelmente farei o mesmo daqui um ano ou dois qdo esse iphone 6 estiver no fim da vida.

  2. Temos um 8 Plus na empresa. A migração utilizando o NFC é uma ótima sacada, embora tenha tido um problema com o Whatsapp que não restaurou direito as fotos (ficaram com pontos de interrogação). o iTunes resolveu com um backup e restore old school. No demais é um aparelho muito bem acabado e pra quem gosta do “velho iPhone” de sempre é uma compra certa. Tenho muitos amigos com iPhone fora do “mercado” de tec e caixas de comentários que curtem e não saem do ecosistema. Mas… alguns já estão começando a se cansar do formato. Acho que a apple poderia ter ousado um pouco mais sem sair do mesmo. Algo mais próximo do X, com menos bordas e sem o chanfro em cima. Mas mantendo o “botão” home. (Não gostei nem um pouco daqueles gestos do X)

    Só um aspecto bem negativo que estamos passando é um sério problema de compatibilidade entre o Bluetooth do 8 Plus e um carro (com sistema de áudio original, de uma marca premium bem famosa) que causa chiados insuportáveis em ligações. A Apple tem um *excelente* pós venda e suporte, mas está fazendo de tudo para culpar o carro que, conectado ao 6s Plus do antigo usuário e a outros aparelhos (como um Galaxy S8) não apresenta problema algum. Ao pesquisar no google notei muitas referências ao mesmo problema. Vamos ver o que vai dar.

  3. Quando uma empresa acerta no produto (e eu acho que a Apple acertou no design do iPhone 6), não há motivos de fazer mudanças só para satisfazer a vontade de pessoas que, de repente, nem irão adquirí-lo, caso realmente mude. O exemplo do iPhone X está aí. Apesar das inovações, muitas pessoas estão devolvendo o aparelho pra ficar com o 8 ou 8 plus.

    A avidez por mudanças muitas vezes atrapalha e não traz nada de funcional. No mundo Android, usar com uma mão, um aparelho com as famosas telas infinitas, é um suplício. A palma toca toda hora nos cantos da tela e incomoda bastante, fica abrindo apps sem querer. Esse é um grande exemplo da mudança por mudança.

    E sobre usabilidade, tudo que os aparelhos Android oferecem, é usado por uma parcela ínfima. A função OTG do meu smartphone, por exemplo, se eu usei uma ou duas vezes foi muito. Não preciso, como a maioria, também não.

    Antes do S7, eu estava com um iPhone 6. Me desfiz por conta dele já não ser o primor da velocidade e também pra não desvalorizar tanto. Poderia ter pego o 6s, mas por curiosidade e pelo preço atrativo, peguei o aparelho da Samsung. Apesar do S7 ser um ótimo aparelho, de certa forma me arrependi. Com o tempo, vi que seus atrativos de hardware não foram suficientes.

    Sinto falta de algumas coisas, como o uso do Workflow, que dava um boost, transformando meu iPhone 6. É um ótimo app! Além também, de outros apps funcionarem bem melhor no iOS. Apps bancários e gerenciadores de senhas, funcionam maravilhosamente, ao contrário de quando uso no Android.

    Os detalhes que te fazem optar por um dos dois mundos são bem relevantes, seja no software ou hardware. E pra muitos, a zona de conforto criada pela Apple, tem mantido os usuários, satisfeitos.

    E ainda acho que esse design “ultrapassado” do iPhone 8 vai durar mais um tempo.

  4. Olá Ghedin e galera,

    Estou prestes a realizar a troca de aparelho e pretendo migrar para um iphone, até mesmo por uma curiosidade a nível de “ecossistema”, porém algumas dúvidas pontuais ainda persistem quanto ao comparativo do hardware, dificultando uma escolha definitiva.

    Se possível gostaria de ouvir vossas opiniões sobre os aparelhos na versão 7 Plus e 8, por incrível que pareça existe uma carência de boas informações sobre esse comparativo. Minhas principais dúvidas são quanto a processamento, câmera (a 2 lentes do 7 vs a single do 8) e bateria, e o quanto isso poderia realmente impactar na usabilidade diária a ponto de se tornar um fator de desequilibro significativo.

    1. Oi Pedro!

      O SoC é o mesmo nas versões comuns (com tela de 4,7 polegadas) e Plus, logo, o iPhone 8 é mais rápido que o iPhone 7 Plus e meio que idêntico ao 8 Plus — a variação na resolução pode alterar um pouquinho os resultados, mas se existir, ela é irrelevante.

      A câmera dupla do 7 Plus te dá mais flexibilidade com zoom e o modo Retrato. Ambas (dele e do iPhone 8) são muito boas, de qualquer forma. Já a bateria, aí sim a diferença é considerável. A dos modelos Plus dura mais e, para muita gente, a dos modelos normais não dá aguenta um dia longe da tomada.

      Eu gosto do modelo simples pelo tamanho; os Plus são muito grandes. É outro fator que você deve considerar antes da compra.

      1. Usei um Galaxy S4 por quase 2 anos (com ROM CYANOGEN, pq na epoca a TOUCHWIZ era PESSIMA e piorava o aparelho) e era bastante “fução”: trocava roms, mexia bastante e talz e nao me via usando APPLE… ate que fui assaltado e me levaram o celular…

        Quis ter uma experiencia com o MUNDO APPLE e peguei um iphone 6… mesmo com 1GB de RAM, NUNCA ME DEIXOU NA MAO… apenas a bateria era um problema(que eu ja vivia com o galaxy também então ok)

        Mesmo no mundinho fechado da apple, gostei da experiencia, da estabilidade(sistema RARAMENTE TRAVA) e da vida útil longa dos aparelhos e das atualizações

        Tenho um perfil mais “usuário” hoje em dia e não me vejo saindo da Apple tão cedo: troquei por um 6s e hoje estou com um 7PLUS.

        Celular Apple não te da dor de cabeça: faz o que tem q fazer muito bem.

        Se você quer bater uma foto com uma OTIMA CAMERA, acessar internet e rede sociais, ouvir musica etc com excelência… não ha experiencia melhor q num iphone.

        Não ha melhor combinação de hardware e software no mundo dos celulares.

  5. iPhone 5S aqui a quase quatro anos, paguei $500 dólares em Miami. Alguns legs, preciso colocar pra carregar ao meio dia e antes de dormir, mas consigo sobreviver sem gastar R$3,5mil reais a cada lançamento bobo.

  6. Texto excelente e concordo com a impressão do autor. Fiz uma troca semelhante, estava com o 6, pulei o 6s e atualmente estou com o 7. Não tenho nada a reclamar, embora tenha sentido o meu sistema travar alguns dias, já voltou ao normal.

    Quando se fala em iOS você espera um sistema que funcione bem, com boa transição entre apps, sem travar a todo momento. Então a cada revisão de sistemas, embora as mudanças sejam mínimas, a qualidade Apple se mantém.

    O que me levou a dar um upgrade no meu aparelho foi que o meu já estava começando a ter desvalorização no mercado e como eu estava com viagem programada, vendi o meu por um preço razoável e troquei pelo 7. A qualidade da câmera é indiscutivelmente melhor, fotos em ambiente com pouca luz muito melhor e melhora significativa com na qualidade da câmera frontal. Não me arrependo nem um pouco, embora no mesmo ano já tenham lançado o 8. A lógica que eu procuro seguir é essa, a cada dois ou três anos, vendo o meu por um valor e invisto o restante pra trocar por um novo.

    Se a Apple não investe em mudanças radicais no visual uma explicação que eu penso pode ser linha de produção, será que é viável pra empresa manter valores quase inalterados a cada lançamento mas ter que apresentar produtos completamente diferentes, que obviamente demandaria mudanças (investimentos) na produção dos aparelhos? Ou ainda, em time que tá ganhando não se mexe, a Apple sabe como manter a fidelização dos seus consumidores sem precisar mexer radicalmente nos seus produtos, simples, entregam qualidade.

  7. Eu estou com um iPhone SE há cerca de um ano e meio e, até o momento, não vejo bons motivos para troca-lo. Lendo o texto menos motivos ainda, vou avaliar uma troca de smartphone ano que vem apenas.

    Essa “estabilidade” da Apple é uma característica que acho bem subvalorizada, até desprezada na verdade, pelos geeks que naturalmente preferem grandes novidades nos lançamentos.

    Apesar da fama da Apple ser nas revoluções, ela costuma ser bem conservadora após a revolução. O MacOS de hoje ainda é muito similar ao primeiro OS X, o Windows por sua vez teve mudanças bem radicais em usabilidade (apesar de ter voltado atrás recentemente). O iOS nem se fala, não dá para ser mais monótono que aquele grid de apps e o iPod nasceu e quase morreu com a mesma interface.

    É normal a Apple não ser a melhor opção, mas praticamente nunca é uma opção ruim e tem uma linha de evolução que não costuma mudar radicalmente. Para quem é leigo, isso é um grande diferencial, afinal ele não está interessado como nós em acompanhar reviews e fazer várias ponderações ao escolher o smartphone.

  8. Talvez a troca de design a todo momento realmente não seja algo necessário. Mas com o mercado acima, a LG sentiu o baque e a Sony vem sendo retalhada a cada “congresso”. A Apple tem um ótimo produto, sem dúvida, mas a tela, o formato, as bordas me trazem a seguinte questão: Para quem nunca teve iPhone, seria bom pegar esse ou esperar ele se adaptar ao mercado?
    Eu diria que, para quem precisa de algo funcional, é ótimo, rápido, prático e de boa qualidade. Para quem quer pegar diariamente um aparelho e se orgulhar dele, no meu caso seria mais difícil.
    E nem entrando na questão de valores, porque aí nós já sabemos, iPhone é marca, não só telefone. Apple poderia ter entregado mais, enchido nossos olhos como anos atrás; mas deixou isso para alguns meses; como sempre esperamos..rs
    Ótimo texto, abraço.

    1. Olha, não vejo por que o iPhone 8 não seria uma boa para quem nunca teve iPhone. É bem provável que seja até mais impressionante, dadas as diferenças do iOS para o Android.

      Meu ponto é justamente esse: o iPhone 8 é um bom smartphone. Talvez não seja algo de que “se orgulhe”, mas isso nos traz de volta ao meu ponto, de que a tecnologia deve ser um meio, e não um fim em si mesma. De nada adianta um belo smartphone que não me atende na hora em que mais preciso dele. O iPhone, atende. Ser bonito é secundário — e, ok que é questão de gosto, mas acho ele bonito.

      1. A questão é que ele te atende. Mas apenas metade sente isso. Como dito no texto, você deixa o aparelho boa parte do tempo em stand by, então não é somente mérito do iPhone 8 durar a bateria, mas também mérito seu de não usar tanto e demérito do 6s de estar com a bateria ruim. O que atende uma pessoa é usar 4g direto, redes sociais, GPS, música, tirar fotos e ainda ter bateria, e caso comece a faltar só usar o carregamento rápido e já eras. Isso pra mim é ser funcional, não que o iPhone não seja, mas é menos que outros justamente nesses pontos que a Apple tentou lucrar mais ainda em cima. E isso me lembra de perguntar: pq você não quis o modelo Plus?

        1. Poxa, não entendi várias partes do seu comentário. Que metade sente isso? E com qual base você traçou esse perfil que “usa 4g direto, redes sociais…”? O carregamento da bateria do iPhone é suficientemente rápido — sempre foi, mesmo antes de terem implementado isso diretamente na linha atual; talvez pelo tamanho pequeno da bateria.

          “Ser funcional” é funcionar e, sei lá, cara, eu não vejo muita gente fora das caixas de comentários de blogs de tecnologia, reclamar que o iPhone não é funcional. Costuma ser o contrário, na real — mas, ressalvo, é só uma evidência anedótica, da mesma forma que imagino seja a sua. Por outro lado, o alto índice de satisfação que o iPhone sempre demonstrou dá algum fundamento a essa impressão.

          Não considerei o Plus porque acho ele muito grande.

      2. Uso Android desde o Nexus 4 (na verdade já tinha lançado o 5). Sempre gostei de fuçar, sou desenvolvedor então gosto muito de mexer com software.

        Conforme esse meu desejo de modificar as coisas foi passando, migrei pra um iPhone SE em outubro (mas ainda uso Linux!). O aparelho é sensacional, o iOS é bom, mas estou com um forte desejo de voltar pro Android.

        Eu não me importo muito com não poder personalizar cada milimetro do sistema, mas tem coisas que sinto falta:

        – Espelhar tela no Chromecast
        – Poder silenciar notificações (quando chegam 10 notificações do mesmo app no mesmo minuto, no Android consigo fazer ele apitar 1x, e não 10)
        – Usar o celular como pen drive

        Já está longe os tempos onde Android era instável e inseguro pra justificar o iOS, pra mim. Mas foi uma boa tentativa, nunca tinha usado no dia-a-dia, então minha curiosidade foi saciada.

        Mas acredito que pras pessoas onde os itens que citei acima não são relevantes, é um p** negócio.

    2. “A Apple tem um ótimo produto, sem dúvida, mas a tela, o formato, as bordas me trazem a seguinte questão: Para quem nunca teve iPhone, seria bom pegar esse ou esperar ele se adaptar ao mercado?”

      Eu, usuário de um 6s, esperarei pela atualização do restante da linha (entenda 8 e SE) para o novo padrão “borda infinita”. Entendo os ganhos entre o 6s e o 8, citados pelo Ghedin, mas acho pouco para justificar uma troca de aparelho, especialmente para o uso que ele faz (que é próximo do meu).

      Sobre a bateria, acho que esse pouco uso faz parte do milagre da duração prolongada. Em uso “normal” (umas 4 ou 5 hs de tela/dia), a bateria dificilmente chegaria viva no final do dia.

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