Tim Berners-Lee, o britânico que concebeu a web, o fez com a ideia de que ela seria uma “plataforma aberta que permite a qualquer um compartilhar informações, ter acesso a oportunidades e colaborar para além das fronteiras geográficas”.

Em matéria no Guardian, ele critica o estado atual da web. Diz que “o sistema está falhando” porque “a maneira como o faturamento por anúncios funciona através de clickbait não está cumprindo a meta de ajudar a humanidade a promover a verdade e a democracia”. A crítica recai aos porteiros da informação — Facebook e Google, principalmente. Ele também defende a neutralidade da rede.

“Estamos tão acostumados a esses sistemas sendo manipulados que as pessoas simplesmente acham que é assim que a internet funciona. Precisamos pensar em como ela deveria ser”, disse. Vale toda a leitura (em inglês).

Esta notícia no site da Exame mostra por que bloqueadores de anúncios são essenciais

Todo ano a PageFair, uma empresa especializada em ajudar criadores de conteúdo digital a lidar com a crescente popularidade dos bloqueadores de anúncios, faz uma pesquisa sobre o estado da prática no mundo inteiro. O relatório de 2017 saiu há poucos dias trazendo revelações interessantes e uma previsão (ou ameaça, dependendo de quem lê): (mais…)

Uma conversa sobre Eis os Delírios do Mundo Conectado, documentário de Werner Herzog

Nota do editor: Em Eis os Delírios do Mundo Conectado (Lo and Behold: Reveries of the Connected World no original), Werner Herzog coloca o seu estilo e olhar apurado a serviço de um grande debate sobre a Internet — da concepção e fundamentos da rede ao que ela pode vir a ser num futuro distante. Eu e Fabio Montarroios conferimos o documentário e, depois, sentamo-nos juntos para debatê-lo. É um formato diferente, mas que nos pareceu adequado para abordar o assunto. Não sei se isso é possível em documentários, mas “contém spoilers” (?). (mais…)

A Slow Web

por Jack Cheng

Com muita satisfação, trazemos a tradução do manifesto Slow Web de Jack Cheng, uma leitura que considero fundamental e que foi uma das bases para a concepção do Manual do Usuário. O texto é de 2012, mas continua atual. Espero que ele ecoe em você também.

Um dos melhores pontos para saborear uma tigela de lámen aqui em Nova York é o Minca, no East Village. O Minca é o tipo de lugar um pouquinho fora do caminho, o suficiente para, quando você está chegando lá, se perguntar se já passou por ele. Uma tigela de lámen no Minca não é servida tão bonita quanto em outros restaurantes de lámen na cidade, mas está sem dúvidas entre as mais saborosas. No Minca, eles têm uma qualidade de comida caseira. E o restaurante tem um ar caseiro. O Minca é um bom lugar para encontrar um amigo, sentar e conversar, comer e beber, e comer e conversar, e sentar e beber mais um pouco.

Da última vez que fui ao Minca, tive uma conversa especialmente prazerosa com Walter Chen. Ele é o CEO de uma empresa chamada iDoneThis, um serviço simples que te ajuda a catalogar as coisas que você realizou a cada dia. O iDoneThis envia um email diário no horário que você especificou e você simplesmente responde com a lista de coisas que fez naquele dia. Ele é útil para equipes que querem monitorar as coisas nas quais cada um está trabalhando e para indivíduos que apenas querem manter um registro diário.

Eu entrei em contato com Walter porque eu estava maravilhado por esse koan no rodapé dos email diários:

O iDoneThis é uma parte do movimento slow web. Depois que você nos responder, seu calendário não é atualizado instantaneamente. Mas descanse um pouco, e você encontrará um calendário atualizado ao acordar.

O iDoneThis é parte do movimento slow web. O Movimento Slow Web. Eu nunca tinha ouvido essa frase antes. Imediatamente comecei a pesquisar ─ ou seja, eu busquei no Google “Movimento Slow Web” ─ e o único resultado relevante foi um post em um blog de dois anos atrás. Se você fizer a busca novamente hoje, irá encontrar a nota do Walter no blog de sua empresa, que reflete muito do que ele me contou durante o jantar.

À medida que conversávamos, disse ao Walter que assim que eu vi “o movimento slow web”, atribui o meu próprio significado a ele. Porque é um grande nome, e todos os grandes nomes são como laços ─ eles são criados do mesmo tipo material das outras palavras, mas em seu arranjo particular eles se entrelaçam e se tornam uma junção para onde novas linhas se encaminham e de onde novas linhas se originam. Para mim, “A Slow Web” amarrou uma série de pensamentos que antes apenas vagavam em minha mente.

Slow Web e Slow Food

O Movimento Slow Web é bastante como o Movimento Slow Food, no que eles são ambos termos gerais que significam muitas coisas diferentes. O Slow Food começou em parte como uma reação à abertura do McDonald’s na Piazza di Spagna em Roma, então, desde sua origem, ele era definido pelo que ele não é. Não é fast food, e todos sabemos o que é fast food… certo?

Ainda assim, se você pede a um monte de pessoas para que descrevam as características do fast food, você certamente receberá um monte de respostas diferentes: é feito com ingredientes de baixa qualidade, tem muito açúcar, sal e gordura, é vendido por corporações multinacionais, é devorado rapidamente e em porções exageradamente grandes, é o McDonalds-TacoBell-Subway, embora o Subway invista muito dinheiro ao propagandear pães e ingredientes frescos, mas ainda assim é fast food, embora um fast food “saudável”.

Fast food tem uma característica “eu saberei quando ver” e a tem porque descreve algo maior do que todos os traços individuais. Fast food, e por consequência o Slow Food, descrevem um sentimento que temos em relação à comida.

A Slow Web funciona da mesma forma. Slow Web descreve um sentimento que temos quando consumimos certos tipos de coisas possibilitadas pela web, sejam produtos ou conteúdo. É a soma de suas partes, mas vamos começar descrevendo o que ela não é: a fast web.

A Fast Web

O que é a Fast Web? É a web fora de controle. A web “ah meu deus, tem tanta coisa que é impossível acompanhar tudo”. É a web “gaste seu tempo verificando umas vinte vezes ao dia”. É a web “entra por um ouvido e sai pelo outro”. A web projetada para apelar às mais básicas das nossas paletas intelectuais, o sal, o açúcar e a gordura dos conteúdos online. É a web de larga escala, rígida e rápida. É a web “crie um destino para bilhões de pessoas”. A web “você tem duzentas e vinte e seis novas atualizações”. Acompanhe ou suma daqui. Clique em mim. Curta-me. Tweet. Compartilhe-me. A Fast Web exige que você faça as coisas e que as faça agora. A Fast Web é um país das maravilhas cruel de coisas brilhantes e bonitas.

No tempo certo vs. Em tempo real

Um dos pontos centrais da Fast Web é essa noção do tempo real. Seu amigo ouve uma música e você fica sabendo. Quanto menor o espaço de tempo entre esses dois atos, mais próximo se está do tempo real.

Interações em tempo real acontecem assim que elas acontecem. As no tempo certo, por sua vez, acontecem quando você precisa que elas aconteçam. Algumas interações em tempo real, como as notícias de última hora sobre um terremoto, podem coincidir e serem também no tempo certo. Mas nem todas as interações no tempo certo são em tempo real. Eu diria que a maioria não é. E onde a Fast Web é construída em cima da ideia do tempo real, a Slow Web é construída em cima da ideia do tempo certo.

Um ótimo exemplo de produto da Slow Web é o Instapaper. Ele pega o processo de descobrir um artigo mais longo e lê-lo ali, na hora (em tempo real), e o desmonta, adiando o ato da leitura até mais tarde, quando nós temos mais tempo para ler (no tempo certo). Eu talvez esteja esticando minha analogia um pouco aqui, mas é como guardar uma refeição em potes no congelador para quando você estiver com fome, exceto que nesse caso, ela não perde tanto do sabor.

Da mesma forma, o iDoneThis pega uma interação bastante padrão de criar um item em uma base de dados e então devolvê-lo ─ uma que normalmente levaria menos de alguns segundos para ser executada ─ e a quebra em pedaços.

Um app típico pode funcionar dessa forma: existe um campo de texto para você digitar o que fez. Você digita e envia. O banco de dados é atualizado e quase instantaneamente você vê o texto exibido de volta para você. O iDoneThis pega esses dois últimos passos ─ a atualização e a revisão ─ e os estica de alguns milissegundos para a metade de um dia. O banco de dados é atualizado em algum momento da noite e o retorno do texto acontece na manhã seguinte, na sua caixa de entrada.

Beija-flor e lesma representando Fast Web e Slow Web.

Outro nome para isso é “baseado em turnos”, como em jogos baseados em turnos. Um jogo tradicional de Scrabble ou Imagem & Ação é relativamente dependente do tempo real: eles exigem duas ou mais pessoas no mesmo lugar com os mesmos desejo e disponibilidade para jogá-los. Desconstruir a experiência do tempo real nos dá coisas como Words With Friends e Draw Something. Uma atividade que de outra forma seria impraticável pode, agora, continuar de uma maneira mais no tempo certo para cada participante. O Instapaper é a leitura por turnos. O iDoneThis é o registro de atividades em turnos.

Mas a ideia do tempo certo por si só não faz algo Slow Web. O e-mail, afinal, é comunicação baseada em turnos e nossas caixas de entrada são provavelmente uma das maiores fontes de angústia da Fast Web. Aqueles jogos em turnos podem rapidamente se tornar exaustivos se temos muitos deles acontecendo ao mesmo tempo. O que falta a esses casos é um senso inerente de ritmo.

Ritmo vs Aleatoriedade

Imagine que eu te disse que tem uma nova série da HBO com duração de uma hora, entre as 21h e 22h toda quarta-feira. Uma vez que ela despertou seu interesse e que dá para acomodá-la em sua agenda, o ato de assisti-la se instaura. Torna-se uma dedicação à série. Agora imagine que eu te disse que tem uma nova série da HBO que às vezes dura uma hora, às vezes, meia hora, e em outras vezes duas horas, que pode ou não ir ao ar toda noite de terça, quarta e quinta-feira, entre as 18h e 23h. De repente, aquela dedicação não é mais em relação à série. É sobre a possibilidade de conseguir assistir à série ou não. “O que vem a seguir?” se torna “Quando terei mais?”

Na Fast Web, somos confrontados por essa proposição inúmeras vezes ao dia. A aleatoriedade e a frequência das atualizações em nossas caixas de entrada e em painéis de controle estimulam o mecanismo de gratificação em nossos cérebros. Embora isso possa nos dar um impulso quando vemos algo inesperadamente interessante, a dependência leva a uma suspensão, resultando em uma montanha russa de emoções positivas e negativas. O perigo dos ritmos instáveis é o excesso do substrato de gratificações.

Ritmos estáveis levam a resultados previsíveis; e ritmo é uma expressão de moderação. Apps como o iDoneThis têm essa moderação: você recebe seu lembrete por e-mail na mesma hora todos os dias e cada interação tem um nível de exigência similar. Ao contrário da sua caixa de entrada como um agregado, onde pode haver uma grande variedade de exigências: as newsletters que você pode olhar rapidamente e depois jogar fora, os e-mails pessoais que exigem respostas mais longas e tudo o que há entre esses dois extremos. A falta de moderação significa que algumas vezes você gasta poucos minutos olhando sua caixa de entrada e, em outras, gasta algumas horas.

Relógio com cartas no lugar dos números.

É por isso que a maioria dos sistemas de produtividade no e-mail se preocupa com uma forma de moderação: a padronização. Eles te encorajam a padronizar o tamanho e a exigência de cada interação (arquivar ou deletar as mensagens e seguir em frente, transferir as mensagens que exigem respostas mais longas para uma lista de tarefas, limitar respostas a três frases) e padronizar a frequência (limitar o ato de checar o email a X vezes por dia, em horários específicos).

Um bom exemplo de ritmo e moderação na prática é o lançamento do Wander1. Nas semanas anteriores ao lançamento do beta, Keenan e sua equipe pegaram o que seria a experiência de um primeiro contato em um outro site e a esticaram ao longo de quatro semanas, em algo parecido com um cronograma de lançamento. Cada semana tinha uma interação com uma exigência similar: indique um lugar, escolha uma foto, diga um motivo.

Print de uma das telas do Wander.

Outro serviço que faz isso bem é o Budge do Buster e da equipe da Habit Labs. O Budge é feito em torno de notificações que te lembram de fazer aquelas coisas diárias que melhoram sua vida de formas pequenas, mas significativas, como usar fio dental, meditar ou verificar seu peso. Quando você se inscreve, pode interagir com o Budge exclusivamente através de notificações. No passado, cheguei a passar semanas sem abrir o site ou o app, usando o serviço satisfatoriamente apenas respondendo às notificações enviadas no tempo certo que chegavam no meu smartphone.

Esta é uma distinção tremendamente importante entre a Slow Web e a Fast Web. A Fast Web é baseada no destino. A Slow Web é baseada na interação. A Fast Web é feita em torno de páginas iniciais, caixas de entrada e painéis. A Slow Web é feita em torno de notificações no tempo certo. Empresas de Fast Web frequentemente tentam aumentar o número de page views, uma vez que page views significam impressões de anúncios. Empresas de Slow Web tendem a priorizar a efetividade. Uma coisa maluca sobre o Budge: quanto melhor ele funciona, menos eu o uso. Assim que crio o hábito de usar fio dental, o meu cérebro assume o controle e eu não preciso mais das notificações. O Walter descreve bem essa crença no post que eu mencionei ali em cima:

Comportamentos mudam, não o crescimento. Mudança de comportamento é sobre melhorar as vidas dos outros, escala é para alimentar o ego. Crescer em escala depois de conseguir acertar no comportamento é mais fácil do que acertar na mudança de comportamento (e, dessa forma, ter uma chance de durabilidade) após crescer em escala.

Isso não significa que empresas de Slow Web não podem crescer. Isso apenas significa que elas colocam a efetividade à frente do crescimento. E a efetividade leva a um senso de gratidão ─ eu posso já ter criado o hábito de usar fio dental com o Budge, mas existem outras coisas nas quais eu posso melhorar e já tendo passado por isso antes, eu confio ainda mais na empresa.

Conhecimento vs. Informação

No tempo certo. Ritmo. Moderação. Essas características se encaixam no que considero a maior diferença entre Slow Web e Fast Web. A Fast Web é sobre informação. A Slow Web é sobre conhecimento. A informação passa por você; o conhecimento se dissolve em ti. E ser feito no tempo certo, com ritmo e moderação são essenciais para a memória e o aprendizado.

Representação visual do conhecimento vs. informação.

Mais uma vez, o iDoneThis serve como um bom exemplo. Depois de usá-lo por alguns dias, você começa a reparar no rodapé dos e-mails diários as coisas que você fez no passado, um dia ou uma semana atrás. É como uma versão contida do Timehop, um produto do Benny e do Jon que, depois que você o conecta às suas várias contas em redes sociais, te envia um ─ prepare-se ─ compilado diário de tudo que você fez em outros anos naquele exato dia.

Print do Timehop por e-mail.

Tanto o Timehop quanto o iDoneThis nos ajudam a lembrar e a refletir, e isso nos dá perspectiva. Isso nos sustenta no fluxo do tempo ou, talvez, nos eleva acima das copas das árvores. O iDoneThis é a única ferramenta de controle de tarefas que eu conheço que tem o potencial de ajudá-lo a perceber que você está trabalhando na coisa errada. A Fast Web deriva valor do que acabou de acontecer ou do que está prestes a acontecer. A Slow Web libera valor das profundezas do passado.

A Slow Web

No tempo certo, não em tempo real. Ritmo, não aleatoriedade. Moderação, não excesso. Conhecimento, não informação. Essas são algumas das muitas características da Slow Web. Não é tanto uma lista exaustiva, mas sim uma sensação de estar mais à vontade com os produtos e serviços web em nossas vidas.

Tal qual a Slow Food, a Slow Web se preocupa tanto com a produção quanto com o consumo. Nós, como indivíduos, podemos sempre definir nossas próprias diretrizes e limitar os efeitos da Fast Web, mas como eu espero ter ilustrado, existem várias considerações que os criadores dos produtos conectados à web podem fazer para nos ajudar. E talvez a Slow Web não seja bem um movimento ainda. Talvez ele ainda esteja cozinhando em fogo baixo. Mas eu realmente acredito que ela tem algo distintamente diverso na sensação que alguns desses produtos transmitem aos seus usuários e essa sensação se manifesta pela intenção dos seus criadores.

Empresas da Fast Web querem ser nossas amantes, querem estar ao nosso lado a todo o tempo, querem que gastemos cada momento de nossas vidas com elas, quando por vezes isso não é o que precisamos. Às vezes, o que realmente precisamos são de amigos com quem podemos nos encontrar uma vez a cada alguns meses para uma tigela de lámen em um restaurante no East Village. Amigos com quem podemos sentar e conversar e comer e beber e talvez aprender um pouco sobre nós mesmos no processo. E, no final da noite, levantarmos e seguir nossos caminhos separados, até a próxima vez.


Publicado originalmente no site de Jack Cheng em junho de 2012.

Tradução: Leon Cavalcanti Rocha.

  1. Nota do editor: O Wander e alguns outros apps citados no post, que é de 2012, não estão mais disponíveis. Para saber sobre o Wander, leia este post do Mashable.

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Deixe-me começar dizendo que sites bonitos existem nos mais diversos formatos e tamanhos. Eu adoro grandes sites cheios de imagens. Eu adoro vídeos em alta resolução. Eu adoro experimentos de JavaScript dispersos ou webapps bem desenhados.

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Web Design: Os 100 primeiros anos

por Maciej Ceglowski

Nota do editor: Este texto é a adaptação de uma palestra de Maciej Cegłowski, um programador que vive em San Francisco. Maciej escreve o blog Idle Words, tem um perfil divertidíssimo no Twitter e é fundador e único funcionário do Pinboard, o melhor serviço de bookmarks da Internet. É uma honra poder traduzir e publicar parte do seu trabalho aqui, no Manual do Usuário.


Designers! Sou um programador de San Francisco, mas venho em paz! Gostaria de começar com uma parábola sobre aviões. (mais…)

Uma das poucas chateações que tenho com o buscador do Google é a impossibilidade de copiar links “puros” dos resultados. O Google usa um JavaScript de redirecionamento, então é ele, e não o link de fato, que acaba copiado para a área de transferência. Se não entendeu nada, veja este vídeo. O Facebook também faz isso.

Além de dificultar a cópia do link, as duas empresas usam esse “pedágio” para registrar todos os nossos cliques, ou seja, é mais um artifício para conhecerem e assimilarem nossos hábitos de navegação.

A extensão DirectLinks remove esse JavaScript. A original é para Safari, mas fizeram uma versão para Chrome que funciona tão bem quanto.

Só que há um porém: ela surte efeito apenas no google.com; no google.com.br, não. Felizmente o código-fonte está disponível no GitHub, então não deve ser muito difícil alterar esse detalhe. Alguém se habilita?

Atualização (8/9, 10h30): O leitor Vinicius Kunst indicou a extensão GSanitizer, que faz a mesma coisa e funciona nas versões localizadas do Google, como google.com.br. Baixe-a aqui.

Via Daring Fireball.

Disqus, a plataforma de comentários na web, só tem app para Windows Phone. Por quê?

O Disqus é uma parte importante de diversos sites, inclusive o Manual do Usuário. Para quem caiu aqui agora, ele é uma plataforma de comentários, com diversos recursos facilitadores para leitores e quem administra o espaço. Sendo uma aplicação moderna, provavelmente o sistema de comentários independente mais usado do momento, é de se estranhar que não haja apps para iPhone e Android. E, mais ainda, que exista um para Windows Phone. Por quê? (mais…)

Em um post no blog oficial do Chrome, Tommy Li, engenheiro de software do Google, anunciou uma novidade relacionada ao plugin nativo do Flash:

Quando você estiver numa página que roda Flash, pausaremos inteligentemente conteúdo (como animações em Flash) que não são centrais na página, enquanto manteremos conteúdo central (como um vídeo) rodando, sem interrupções.

(mais…)

Configure a extensão Ghostery para navegar na web com privacidade

O acesso a um site se dá pela comunicação do cliente (você) com um servidor (onde está o site), que repassa via Internet os códigos, scripts e imagens que geram a página que você vê no navegador. Entre eles costumam vir mais coisas além do estritamente necessário para exibir o que foi solicitado. É nesse momento que a sua privacidade na web é comprometida.

Redes sociais, redes de publicidade, sistemas de estatísticas… um punhado de serviços são carregados junto com inúmeros sites através de scripts; vários deles geram cookies, minúsculos arquivos que guardam informações relacionadas a um domínio/site. Juntos, esses pequenos trechos de código e arquivos monitoram e devolvem aos seus criadores dados seus que, agregados, traçam um perfil bastante fiel dos seus gostos e hábitos. E, como efeito colateral, no processo eles ainda deixam os sites mais pesados.

A maioria usa essas informações anonimamente, com o único intuito de direcionar anúncios mais eficazes ou aperfeiçoar a experiência online. O que não é pouca coisa. Se te incomoda aquele monte de anúncios de sapatos que passa a aparecer depois que você fazer uma pesquisa por um modelo específico, a culpa é dessa estrutura que se criou na Internet. Como evitá-la? Não é fácil, mas extensões como a Ghostery criam uma boa barreira. (mais…)

Os post-its que te seguem na web através de anúncios são frutos da vigilância online

O leitor Fred colocou o vídeo acima no nosso último post livre. É uma ideia genial, mas que ao mesmo tempo revela o quanto somos rastreados na web. (mais…)