O criador da web está preocupado com ela

Tim Berners-Lee, o britânico que concebeu a web, o fez com a ideia de que ela seria uma “plataforma aberta que permite a qualquer um compartilhar informações, ter acesso a oportunidades e colaborar para além das fronteiras geográficas”.

Em matéria no Guardian, ele critica o estado atual da web. Diz que “o sistema está falhando” porque “a maneira como o faturamento por anúncios funciona através de clickbait não está cumprindo a meta de ajudar a humanidade a promover a verdade e a democracia”. A crítica recai aos porteiros da informação — Facebook e Google, principalmente. Ele também defende a neutralidade da rede.

“Estamos tão acostumados a esses sistemas sendo manipulados que as pessoas simplesmente acham que é assim que a internet funciona. Precisamos pensar em como ela deveria ser”, disse. Vale toda a leitura (em inglês).

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4 comentários

  1. A internet está ficando concentrada nas mãos de poucas empresas… veremos onde isso vai parar…

  2. Como senti falta de textos como esse, nos chamando a reflexão. Vida longa ao MdU!

    Quanto ao futuro da internet, sou um tanto pessimista. O controle da internet sempre foi tara dos governos. Cedo ou tarde acho que se tornará mais uma mídia como qualquer outra. Acho que o poder disruptivo está chegando ao fim.

    Outro dia vi um texto no Meiobit (link) onde o governo manipula os internautas com uma enxurrada de notícias aleatórias no meio das que são subversivas. Ao invés de simplesmente aplicar censura, faz com que notícias relevantes sejam perdidas entre outras milhares. Genial.

    Ainda que não propositalmente, não seria isso o principal problema que a bolha do Facebook provoca?

    1. Não acho que seja algo novo, nem o maior dos problemas da rede. O que esses governos fazem é explorar um meio que se mostrou bastante vulnerável a ataques do tipo — o que a Rússia fez nas eleições americanas foi, resumindo grosseiramente, apenas “usar o Facebook”.

      Essa estratégia, aliás, lembra bastante o agenda setting, ou agendamento (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Agendamento&quot; Wikipédia), mas diluído em um fluxo maior de informação decorrente das redes sociais. Essa tentativa de controle sempre existiu; no Brasil mesmo, as campanhas governamentais quase sempre pintam um cenário ilusório, onde investimentos bilionários resultam em gente feliz e sadia.

      Eu acho que o problema são as empresas de tecnologia. E, para resolvê-lo, não acredito que Zuckerberg porá a mão na consciência e mudará o Facebook. Se ele estivesse realmente preocupado em tornar o mundo melhor/conectar as pessoas/slogan besta do momento, o Facebook não seria do jeito que é e, consequentemente, não beneficiaria quem o “subverte” (entre aspas porque, na real, essas partes apenas usam o Facebook para o que ele foi concebido).

      Regulação, talvez? Sinceramente, não sei. Mas acho que, sozinhas, as empresas de tecnologia, especialmente as cinco grandes, não conseguirão resolver essa confusão — não por não serem capazes, mas porque a solução afeta o balanço trimestral e o lucro dos investidores, as únicas coisas que, no fundo, importam a elas.

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