Esta notícia no site da Exame mostra por que bloqueadores de anúncios são essenciais

Notícia do site da Exame bloqueada.

Todo ano a PageFair, uma empresa especializada em ajudar criadores de conteúdo digital a lidar com a crescente popularidade dos bloqueadores de anúncios, faz uma pesquisa sobre o estado da prática no mundo inteiro. O relatório de 2017 saiu há poucos dias trazendo revelações interessantes e uma previsão (ou ameaça, dependendo de quem lê):

O uso de bloqueadores de anúncios [em dispositivos] móveis explodiu na Ásia e está prestes a se disseminar também na América do Norte e na Europa.

Na Ásia, quando se fala em smartphones, a presença dos bloqueadores é maciça. O continente responde por 94% dos bloqueadores do tipo usados no mundo e em alguns países de lá smartphones com esse recurso já são maioria — caso da Índia, onde 59% dos smartphones bloqueiam anúncios e outros elementos nocivos. No Brasil, a presença ainda é tímida — bloqueadores estão em 6% dos computadores e 1% dos smartphones.

Outro dado curioso do relatório, obtido através de uma pesquisa direta com mais de quatro mil norte-americanos, é que a principal tática das publicações no combate aos bloqueadores de anúncios, o bloqueio do conteúdo a usuários desses sistemas (vide imagem do topo), é ineficaz. Segundo a pesquisa, 74% dos usuários que se deparam com aquela infame mensagem pedindo para que o bloqueador seja desativado desistem de acessar o site. No Brasil, alguns conglomerados de mídia como a Abril adotaram essa estratégia.

Eu uso bloqueador de conteúdo no computador e no smartphone — 1Blocker em ambos. Além de anúncios intrusivos, ele também bloqueia rastreadores, identificadores, aqueles avisos chatos de cookies da União Europeia, widgets de redes sociais e bloqueadores de bloqueadores (!) de anúncios. Ganho com isso uma web visualmente mais agradável e menos interrupções abruptas na navegação. Não só: o acesso aos sites fica mais rápido graças à redução do tráfego de dados, vantagem que se desdobra em economia no smartphone, onde a cobrança do acesso à Internet se baseia no consumo de dados.

A título de exemplo, peguei uma notícia qualquer do site da Exame, parte do grupo Abril, que recentemente passou a impedir o acesso de leitores com bloqueador de conteúdo ativado usando, aparentemente, uma solução da Piano.

Com o bloqueador ativado, a página em questão carrega 127 elementos e transfere 4,16 MB, levando menos de dois segundos para ser carregada por completo. Sem o bloqueador, a quantidade de elementos e tamanho da página mais que dobram, saltando para 270 e 8,88 MB. O tempo de espera para terminar o carregamento quintuplica, chegando a 9,7 segundos. A quantidade de erros de programação, que podem ocasionar instabilidades e abrir brechas para ataques, dispara de dois para 105.

Contador de elementos e tamanho da página da Exame
Com bloqueador de conteúdo (acima) e sem.

Fui além e fiz, no Ghostery, uma análise dos elementos carregados pela notícia da Exame. Ela revelou que essa única página comporta 231 “chamadas”, sendo 88 de anúncios e 19 de rastreadores. Ao todo, são 47 empresas que receberam dados do meu acesso a ela. Um único acesso dispara dados meus para 47 lugares diferentes.

Relatório de análise da página da Exame pelo Ghostery.
Clique para ampliar.

Nota-se um desequilíbrio enorme nessa relação. Sites que oferecem conteúdo sem cobrar dinheiro, caso da Exame, argumentam que anúncios são a moeda de troca pelo acesso gratuito. E, de fato, é a publicidade que sustenta a maioria dos sites de conteúdo. O problema é que essa tal moeda está supervalorizada e quem paga o preço somos nós, os leitores.

Eu gosto da Exame, mas jamais revelaria dados meus a 47 empresas, que nem sei quais são, para ler qualquer coisa que estivesse lá. Poderia ser, sei lá… um manuscrito inédito de Jesus revelado com exclusividade pela Exame. Ainda assim, seria pedir muito. Pior que, no nosso caso de estudo, era apenas uma notícia do IBGE sobre o aumento inflação, coisa que todos os outros sites também deram.

Este outro modo de visualização daquela análise da Ghostery passa uma ideia melhor do tanto de empresas envolvidas. Da maioria nunca ouvi falar, mas elas provavelmente já me conhecem muito bem:

Visualização dos acessos à página da Exame.

A publicidade não precisa ser tão ruim, mesmo em ambientes online. Aqui há espaço para se fazer melhor. Em 2015, a PageFair, em parceria com a IAB, lançou um programa para promover anúncios não invasivos chamado LEAN — acrônimo de Light (leve), Encrypted (criptografado), AdChoice supported (suporte ao AdChoice) e Non-invasive ads (anúncios não invasivos). O post que anunciou o programa começa assim:

Estragamos tudo. Como tecnólogos, responsáveis por entregar conteúdo e serviços aos usuários, esquecemo-nos da experiência do usuário.

Todo mundo, mesmo as empresas que lidam diretamente com publicidade, sabe que o estado da web é caótico e insustentável. É apenas questão de tempo para que esse castelo de cartas desmorone.

Quando um meio tão vital quanto a web se torna tóxico, as pessoas reagem. Foi assim com os pop-ups no começo dos anos 2000, não espanta que o mesmo movimento esteja ocorrendo agora em resposta a essa publicidade super invasiva.

Estamos em um sistema tão doente que sites grandes acabam sendo usados pelas redes de anúncios programáticos apenas para criar e enriquecer perfis que, depois, são bombardeados por anúncios em sites que cobram menos para veicular anúncios — o local não importa, já que essas redes conseguem seguir pessoas por toda a web. A anedota abaixo, contada por Walt Mossberg, do Recode, exemplifica essa estratégia:

Cerca de uma semana após o nosso lançamento, eu estava sentado, em um jantar, próximo a um grande executivo da publicidade. Ele me cumprimentou pela qualidade do nosso site e do seu predecessor que havíamos criado e mantido, o AllThingsD.com. Perguntei a ele se isso significava que ele colocaria anúncios em nosso novo site. Ele disse que sim, que faria isso por algum tempo. E, então, depois que os cookies colocados no Recode o ajudassem a rastrear nossa desejável audiência ao redor da web, sua agência começaria a remover os anúncios e a colocá-los em sites mais baratos que nossos leitores também visitavam. Em outras palavras, o nosso jornalismo de qualidade era, para ele, nada mais que um gerador de leads para leitores valiosos e, em última instância, beneficiaria sites que talvez se importem menos com a qualidade [do que nós].

Escolhi a Exame para ilustrar esse ponto por conta do novo bloqueador de bloqueadores de anúncios que a Abril implementou, mas poderia ser qualquer outro. É raro encontrar sites de notícias que não estejam nessa situação desconfortável. Perdem os leitores e os próprios sites, pelo menos aqueles que estão nessa para fazer algo significativo enquanto lutam para pagar as contas. Não me parece uma boa equação.

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111 comentários

  1. Meio que já está na hora da galera conhecer o aquivos de hosts do windows, e, muito talvez, abandonar extensões em navegadores. Já imaginou bloquear tudo isso, tbm em programas (que possuem aqueles espaços só pra isso)? Com o hosts é possível, mas é bem mais complexo de fazer.

  2. Bom dia, Rodrigo.
    Muito interessante seu post. Eu gostaria de saber que ferramenta você usou para medir o volume de dados trafegados com e sem as propagandas.
    Estou fazendo meu TCC nessa área.
    Muito obrigado.

  3. fui no site da exame.abril e daí acusou meu adblock,,,,,,baixei o adblock plus e nao adiantou,,,, baixei o ublock origin e daí agora sou feliz

  4. Parei de acessar sites que bloqueiam o adblock há um tempo, a sensação é de que não perdi nada, pelo contrário, descobri alternativas interessantes que, não fosse o bloqueio, jamais as conheceria.

      1. Mesmo ele rodando como um app separado? Achei que a exclusividade era só para a extensão… Tô com essa dúvida pra comprar, porque não quero me desfazer do Chrome.

          1. Hehe, basicamente três motivos:

            1. Uso Android e Windows além do macOS;
            2. Extensão do Pushbullet (solucão mais básica e alternativa ao handoff da Apple);
            3. Estranhamente prefiro a renderização de fontes do Chrome.

            Sinto que se usasse iPhone, usaria o Safari como browser principal.

          2. Hehe, basicamente três motivos:

            1. Uso Android e Windows além do macOS;
            2. Extensão do Pushbullet (solucão mais básica e alternativa ao handoff da Apple);
            3. Estranhamente prefiro a renderização de fontes do Chrome.

            Sinto que se usasse iPhone, usaria o Safari como browser principal.

          3. Estranho, o Disqus bugou duas vezes, em dias diferentes, ao tentar responder. Lá vou eu responder pela terceira vez diferente.

            Os motivos são usar Android e Windows além do macOs e não gostar da renderização de fontes dele (acho estranha e inconsistente mais vezes do que aceitável pro meu gosto).

            Talvez se usasse iOS, migraria pro Safari. Será que me convencem daquele layout de notificações horrível na WWDC desse ano?

  5. Será que a Exame deixou de contar o page view de quem acaba vendo esse aviso e desiste da visita mas ajuda a inflar o número da audiência do site?

  6. Eu não fico incomodado em acessar um site e ter alguns anúncios, mas o que realmente me incomoda é o excesso, o abuso. Sei que para se produzir conteúdo se gasta grana, tipo funcionários, hospedagem, tempo, etc e alguém deve pagar essa conta. Mas a ganância como foi mostrado nesse artigo que mata. Por isso uso bloqueadores.

  7. Não tenho muito a adicionar por conhecer o assunto superficialmente, mas ótimo artigo e, principalmente, ótimos comentários. Parabéns pra todos aqui :)

  8. Boa discussão, Ghedin. Eu trabalho com isso (banners) e tem várias coisas que me incomodam, especialmente no celular. Até escrevi uns artigos levantando essa discussão e tem um ponto importante que esquecemos que é o fator gratuidade e como isso foi vendido como verdade para todos.

    Todos os meios que vieram pra web foram consumidos pela ilusão de que uma grande audiência monetizada em pageviews cobririam suas operações e dariam lucro. Isso foi verdade até todo mundo poder escrever, milhares de conteúdos clonados aparecerem, e a força avassaladora de Google e Facebook.

    Se lá nos primórdios, um veículo conseguia monetizar 10 dinheiros com um banner, hoje pra fazer os mesmos 10, ele precisa de 3 banners com visibilidade de 60% + 1 vídeo outstream + 1 banner de alto impacto. Fora todos os cookies de rastreamento que são obrigados a colocar, em troca do “é pra monetizar melhor”.

    E não vejo como mudar isso sem mudar a indústria. Ou seja, meios e anunciantes entenderem que menos é mais.

  9. Nos comentários o pessoal sita uma lista de softwares, aproveito para inserir uma alternativa: https://github.com/StevenBlack/hosts

    Bloqueio direto no hosts, economiza recursos do navegador (e ainda uso o Chrome, então economizar é necessário).

    Bizarro é que, como trabalho com web, tenho que ir “desbloqueando” manualmente muitos endereços para poder trabalhar. No entanto, prefiro assim do que deixar tudo liberado, pelo menos tenho uma noção dos riscos que estou aceitando. :D

  10. Rodrigo Ghedin, parabéns pela bela análise e pelo ponto de vista corretíssimo.

    A web hoje virou um território hostil, é uma verdadeira saga tentar acessar qualquer conteúdo.
    Qualquer site já pede pra mandar notificação através do browser, toca músicas e vídeos sem solicitação, abre popup bloqueando conteúdo e pedindo pra assinar newsletter, tem um add a cada bloco de texto…

    No smartphone é ainda pior, vc toca na tela pra rolar a página e já vem um popup abrindo uma outra página, que raiva dessa merda toda.

    Tem vários sites que eu ignoro por causa disso, afinal, tá cada vez mais difícil ter um conteúdo original.

    1. “No smartphone é ainda pior, vc toca na tela pra rolar a página e já vem um popup abrindo uma outra página, que raiva dessa merda toda.” PQP ODEIO ISSO, pior coisa que existe é isso

    2. “No smartphone é ainda pior, vc toca na tela pra rolar a página e já vem um popup abrindo uma outra página, que raiva dessa merda toda.” PQP ODEIO ISSO, pior coisa que existe é isso

    3. Se for o chrome.
      Vá em configurações e desative o javascript. Ferra com muita coisa, mas impede o carregamento de qualquer propaganda.

  11. Tentando me lembrar de um comentário que fiz tempos atrás sobre muros (que era relativo a pixação, mas acho que cabe perfeitamente neste contexto dos bloqueadores também).

    No começo não havia muros. As pessoas se respeitavam de alguma forma e também respeitava o espaço ao arredor.

    Com o tempo e a mudança de valores, dando valor a posses e finanças do que a outras coisas, muros começaram a serem levantados. A cada tentativa de transpassar o muro, o muro se erguia mais e mais. As casas se aglutinaram, viraram um conjunto de muralhas.

    Quem queria transpassar os muros criou novas formas de tentar passar por eles, seja por cima, por baixo, quebrando, ou qualquer outra coisa possível.

    E os muros foram mudando e ficando mais duros e grossos.

    E no final todos estavam presos dentro de seus próprios muros, sem poder fazer mais nada. Todos com medo de todos.

    Àqueles que se ocultavam com seus nomes hoje amedrontam. Àqueles que antes bradavam a liberdade se escondem em túneis.

  12. Nunca havia usado bloqueadores até semana passada. Comecei a usar o Adblock Plus (complemento para Firefox, uso tanto no PC como no celular). Estou gostando muito do resultado, mas notei que no celular, algumas propagandas ainda passam, mesmo eu tendo bloqueado tudo nas opções do complemento.

    De toda forma, acho justo eu pagar pra usar serviços ou para ver notícias. Esse preço pode ser a minha privacidade. Mas, tem que haver transparência. Preciso saber quem estão comprando minhas informações.

    Não uso mais Google search nem Google Maps. GPS só ando com ele desligado. Desativei todos os recursos de anúncios do Google e apaguei e pausei todo o histórico do My Activity do Google.

    Espero que no futuro as coisas se contrabalanceiem, com as empresas deixando quais informações nossas elas estão negociando e com quais clientes.

  13. Nunca havia usado bloqueadores até semana passada. Comecei a usar o Adblock Plus (complemento para Firefox, uso tanto no PC como no celular). Estou gostando muito do resultado, mas notei que no celular, algumas propagandas ainda passam, mesmo eu tendo bloqueado tudo nas opções do complemento.

    De toda forma, acho justo eu pagar pra usar serviços ou para ver notícias. Esse preço pode ser a minha privacidade. Mas, tem que haver transparência. Preciso saber quem estão comprando minhas informações.

    Não uso mais Google search nem Google Maps. GPS só ando com ele desligado. Desativei todos os recursos de anúncios do Google e apaguei e pausei todo o histórico do My Activity do Google.

    Espero que no futuro as coisas se contrabalanceiem, com as empresas deixando quais informações nossas elas estão negociando e com quais clientes.

  14. Rodrigo, leio com regularidade seu site e respeito muito seu ponto de vista e por isto vou me manifestar aqui (caso contrário não o faria). Concordo também que os sistemas de publicidade precisam melhorar (isto inclui SSL e código). Mas acho extremamente ingênuo não incluir esta análise o ponto de vista da empresa. Eu pessoalmente implementei na EXAME o PageFair no passado e posso te afirmar (sem revelar números) que o adblock aqui já é assustadoramente alto. Outro ponto é que o PageFair tem uma rede de publicidade própria, que exibe a publicidade na forma de imagem e não dá métricas de conversão – quando um adblock remove o anúncio padrão. Me parece um negócio rentável querer mudar o modelo de negócios.

    Sobre o rastreamento, mais uma ingenuidade. Tudo, exatamente tudo, que faz na rede é rastreado. De uma forma ou de outra. Mas também concordo em reduzir este escopo. Os sistemas de rastreamento que a Abril usa (e outros do mesmo porte) são sistemas que medem performance dos anúncios, interesses comuns, perfil de acesso etc. Como engenheiro, tenho que dizer que a única forma de melhorar um processo é medí-lo. E você sabe disto. Seu site usa: Zanox, Cloudflare, Facebook, Google Analytics, Zemanta e Disqus. Todos rastreando informações dos seus leitores. Será que publica exclusivas de Jesus para justificar isto? Não né?

    O lance é que a discussão deveria ser muito maior. Qual o modelo de negócio adequado para sustentar a produção de conteúdo. Isto certamente também impactaria na qualidade (algo que você sabe fazer na sua escala). O foco claro em link bait tem o propósito de pagar as contas pelo volume. E pessoalmente não tenho gosto por isto. Acho que o futuro são coisas de maior qualidade e, portanto, menor volume. Mas pago de alguma forma menos invasiva. E talvez o internauta racional acabará concordando. Enquanto isso não acontecer, a moeda de troca é sempre você.

    1. Luiz, eu vejo o lado das empresas e entendo que a produção de conteúdo precisa ser bancada por algo. E que o brasileiro em geral não tem o hábito de assinar conteúdos. Sim isso complica bastante e a busca por receita é necessária.

      Mas será que as empresas não estão indo pelo pior caminho para pagar o conteúdo e isso não fomenta mais ainda o uso de Adblocks? É uma clara bola de neve que ninguém quer tocar no assunto.

      Só ver esse comparativo do Rodrigo e analisar a quantidade de elementos, tempo, megabytes a mais que cada simples página está rodando (sem contar os paywalls porosos que solicitam login e senha para “ter acesso a 30 noticias por mês”).

      Não estou me usando como um único exemplo a ser quantificado, mas sou do tipo que paga assinaturas, evito a pirataria e não ligava pra ad´s… alias era até bem pouco tempo contra o uso de adblocks e não dava a minima pro DuckDuckGo Mas de um tempo para cá a coisa *saiu do controle* e me rendi a eles. A falta de bom senso de quem produz o conteúdo tbm está alimentando essa situação.

      1. Putz Thiago, pior que concordo. Mantenho um site sem publicidade e sei que o modelo pode se pagar por outras formas (menor em escala, claro).

        Algo que fez mudar o jogo é que a receita tem caído ao longo do tempo e as marcas inventaram uma métrica chamada visibilidade (dedo forte do IAB). As posições que se refere, tornam o anúncio mais vantajoso do ponto de vista do retorno. Olha que coisa louca, as empresas que alguns incautos leitores idolatram, como o Netflix, anunciam somente se a visibilidade for acima de 50%. Ou seja, eles forçam a mão para que este cenário piore. Sem contar no avanço de fatia do Facebook e Google em diversos aspectos.

        É bom que fique claro. Não estou defendendo a empresa que trabalho atualmente :)

    2. Luis, eu concordo contigo que a discussão deve ser maior e entendo que a PageFair tem sua parcela de interesse no debate, mas eu vejo a situação um pouco diferente — e, confesso, tomo as dores do leitor. Foram as empresas de mídia, junto às de publicidade, que nos colocaram nesse rolo, nada mais justo cobrar mais delas uma solução.

      Acho que ninguém aqui (eu, pelo menos) se opõe a um ou outro anúncio. O problema é a ganância ou o descaso com o que acontece nos sites. Uma notícia dobrar de tamanho e conter códigos de 47 (quarenta e sete!!!) serviços é descabido. Duvido muito que alguém na Abril saiba nomear ou para que servem esses 47 serviços que coletam dados dos leitores em toda notícia acessada no site da Exame. Se a discussão deve ser maior, precisamos fazer, publicadores de conteúdo, o mínimo.

      Eu sei o que cada um dos serviços usados aqui no Manual faz e, acredite, alguns são do tipo “mal necessário”. Já removi qualquer traço do Facebook e adoraria tirar o Google Analytics, por exemplo — um dia, rola. E não ligo para bloqueadores de anúncios; seria hipócrita se sim. Inclusive recomendo aos leitores.

      Também tento, na medida do possível, afastar o site dos anúncios programáticos. Porque não gosto deles, do fundamento com que operam. E, mais que isso, porque acredito em modelos alternativos. Na prática, tento elevar a discussão. E, claro, compreendo que tenho mais liberdade, muito mais, que a Abril, que tem folha de pagamento para honrar e acionistas para prestar contas. Exatamente por estar nessa situação mais… digamos, privilegiada, consigo ter essa flexibilidade.

    3. Luis, eu concordo contigo que a discussão deve ser maior e entendo que a PageFair tem sua parcela de interesse no debate, mas eu vejo a situação um pouco diferente — e, confesso, tomo as dores do leitor. Foram as empresas de mídia, junto às de publicidade, que nos colocaram nesse rolo, nada mais justo cobrar mais delas uma solução.

      Acho que ninguém aqui (eu, pelo menos) se opõe a um ou outro anúncio. O problema é a ganância ou o descaso com o que acontece nos sites. Uma notícia dobrar de tamanho e conter códigos de 47 (quarenta e sete!!!) serviços é descabido. Duvido muito que alguém na Abril saiba nomear ou para que servem esses 47 serviços que coletam dados dos leitores em toda notícia acessada no site da Exame. Se a discussão deve ser maior, precisamos fazer, publicadores de conteúdo, o mínimo.

      Eu sei o que cada um dos serviços usados aqui no Manual faz e, acredite, alguns são do tipo “mal necessário”. Já removi qualquer traço do Facebook e adoraria tirar o Google Analytics, por exemplo — um dia, rola. E não ligo para bloqueadores de anúncios; seria hipócrita se sim. Inclusive recomendo aos leitores.

      Também tento, na medida do possível, afastar o site dos anúncios programáticos. Porque não gosto deles, do fundamento com que operam. E, mais que isso, porque acredito em modelos alternativos. Na prática, tento elevar a discussão. E, claro, compreendo que tenho mais liberdade, muito mais, que a Abril, que tem folha de pagamento para honrar e acionistas para prestar contas. Exatamente por estar nessa situação mais… digamos, privilegiada, consigo ter essa flexibilidade.

      1. Legal. Como disse, compartilho da mesma opinião. Acho que realmente o leitor tem que tomar posição e as empresas tem que se adequar.

        Das 47, eu consigo nomear as principais (que foram efetivamente inclusas no código). Mas é claro que sabe que não é possível nomear todas. Muitos dos listados aí são inclusive da mesma empresa (domínios distintos, justamente por causa de performance ou uma empresa comprou outra). Bom, acho que não preciso explicar como os grandes sistemas de publicidade funcionam. Você mencionou programática aí então já sabe :)

        Cara, quando disse dos sistemas que usa quis ilustrar que na sua escala de receita é o seu mal necessário. Pela lógica em uma escala maior, o mal é maior. Acho que concordamos sobre o mal.

        Talvez o modelo atual das grandes mídias, Abril, Globo, Folha, UOL, IG, MSN etc não se sustente mesmo. E elas estão buscando alternativas como ninguém. É um vai e volta de velhos conceitos incrível.

        Para encerrar minha participação aqui: Recomendo o Ublock Origin. É tiro e queda, como dizem no interior.

  15. #insert

    Chegamos a um momento em que, basicamente, não há como navegar na Web sem ter um adblocker/noscripter/ghostery da vida instalado. De preferência, no modo mais hard possível. O castelo de cartas já caiu.

    O problema é que, do lado das agências/sites, ninguém quer reconhecer isso. Aí vão continuar nesse jogo de gato-e-rato; alguém levanta um anti-adblocker, imediatamente aparece um anti-anti-adblocker. Y así pasan los días.

  16. #insert

    Chegamos a um momento em que, basicamente, não há como navegar na Web sem ter um adblocker/noscripter/ghostery da vida instalado. De preferência, no modo mais hard possível. O castelo de cartas já caiu.

    O problema é que, do lado das agências/sites, ninguém quer reconhecer isso. Aí vão continuar nesse jogo de gato-e-rato; alguém levanta um anti-adblocker, imediatamente aparece um anti-anti-adblocker. Y así pasan los días.

  17. O problema não é ter anúncio, mas como eles são utilizados. Totalmente justo ter publicidade em site com conteúdo gratuito, mas não inseri-lo no meio do texto, atrapalhando a leitura e confundindo o leitor. Hoje há um exagero, principalmente quando a navegação é mobile e mais da metade da tela está coberta de propaganda.

    Isto sem falar no marketing de afiliados e no “marketing de persuasão”, onde o conteúdo deixou de ser rei e vão tentar te vender qualquer besteira depois de 4 parágrafos. Érico Rocha e o Hotmart difundiram pragas.

    Há boas práticas para se utilizar anúncios, mas há também ganância.

    1. Putz, fico emputecido quando entro num site pelo celular e aquele anúncio de algo completamente fora da minha realidade e vontade de comprar (nos -raros- casos em que o google falha em me “entender”) tomam quase a tela toda e tenho que passar ele com o maior cuidado do mundo, para não ir para a propaganda e perder o fio da meada da matéria!

  18. Não usava nenhum adblocker até que algumas páginas passaram a ter com mais frequência aqueles ads que ficavam no background do layout da página e era todo clicável. Agora uso o embutido do Opera. Nos outros navegadores não uso porque apenas evito automaticamente esse tipo de sites.

  19. Não usava nenhum adblocker até que algumas páginas passaram a ter com mais frequência aqueles ads que ficavam no background do layout da página e era todo clicável. Agora uso o embutido do Opera. Nos outros navegadores não uso porque apenas evito automaticamente esse tipo de sites.

  20. Eu tenho Adblock instalado no roteador.
    Mês que vem compro um raspberry pra instalar o pi-hole e fazer um serviço melhor

      1. Tenho um tplink. Instalei o gargoyle nele. E então instalei um script de adblock (tem no fórum do gargoyle).
        *Alguns roteadores não suportam o Adblock por conta da pequena ROM.

        O pi-hole é um software que vc instala no raspberry pi.
        Vou comprar um no Aliexpress.

        Procure sobre o pi-hole. A página do projeto é bem didática.
        Veja vídeos dele em ação.

        A vantagem dessas soluções é que cortando o Adblock a nível de roteador, vc economiza recursos no seu computador e principalmente no navegador, já que essas extensões são o que mais pesam no desempenho.
        Outra vantagem é nos smartphones e tablets: vc passa a ter o corte de propagandas até mesmo no YouTube, sem instalar nada nos aparelhos móveis.

      2. Tenho um tplink. Instalei o gargoyle nele. E então instalei um script de adblock (tem no fórum do gargoyle).
        *Alguns roteadores não suportam o Adblock por conta da pequena ROM.

        O pi-hole é um software que vc instala no raspberry pi.
        Vou comprar um no Aliexpress.

        Procure sobre o pi-hole. A página do projeto é bem didática.
        Veja vídeos dele em ação.

        A vantagem dessas soluções é que cortando o Adblock a nível de roteador, vc economiza recursos no seu computador e principalmente no navegador, já que essas extensões são o que mais pesam no desempenho.
        Outra vantagem é nos smartphones e tablets: vc passa a ter o corte de propagandas até mesmo no YouTube, sem instalar nada nos aparelhos móveis.

          1. Fabio, duas perguntas: porque você utiliza VPN? e, o uso não afeta de alguma forma o consumo de serviços (Netflix, Spotify)?

          2. Bruno, uso pela segurança mesmo. Prefiro q meus dados estejam criptografados e q a minha localização não seja revelada. Uso o servidor brasileiro mesmo, pq é mais rápido, mas se tiver pesquisando algo mais sensível (o q não é o caso em 99% da minha atividade, diga-se), tenha a possibilidade de trocar.

            Sim, tenho alguns problemas, mas o mais grava é com o Netflix. Ele não funciona e o método q encontrei pra adicionar uma exceção, q seria o PS3 fora do VPN não deu certo. Conversei com o pessoal do Netflix e não tem jogo: não adianta vc ter conta no Brasil e usar VPN no brasil pra acessar conteúdo brasileiro. Eles te barram… Penso seriamente em processá-los usando como base o marco civil da internet, mas estou estudando esse assunto ainda.

            Spotify não tem galho, funciona perfeitamente. Crunchroll dá umas engasgadas mais vai… Mubi funciona… Globosat ok. PSN ok… É só o Netflix q faz mais jogo duro (aqui e no mundo todo).

            E uso no roteador pra q todos os aparelhos sejam beneficiados, já q não há apps pra kindle, chromecast, ps3 etc.

            E a dica do Chicão, nesse caso, é bem útil. Se tivesse me ligado nisso talvez até tivesse ido por esse caminho ao invés de trocar o roteador q aceitasse o DD-WRT. Mas acabou sendo bom pra melhorar a conexão de um modo geral.

          3. por isso, por não pode usar o vpn, cancelei minha assinatura no netflix. eles já tinham me desafiado tirando ‘arquivo x’ do ar… essa foi a gota d’água.

          4. por isso, por não pode usar o vpn, cancelei minha assinatura no netflix. eles já tinham me desafiado tirando ‘arquivo x’ do ar… essa foi a gota d’água.

          5. Entendi. Questionei justamente porque estava pensando em adotar uma VPN network-wide, mas minha preocupação era exatamente com os serviços. Dei uma pesquisada rápida aqui e aparentemente existem alguns serviços de VPN que conseguem burlar a Netflix, com destaque para um tal de ExpressVPN: https://www.expressvpn.com/vpn-service/netflix-vpn/buy

            O bacana é que também dá pra instalar no roteador, mas o preço é um tanto quanto salgado, e vai lá saber até quando isso vai funcionar. Chegou a dar uma olhada em algum serviço desse tipo? Se é que vc tem interesse em voltar a assinar rsrs…

          6. Entendi. Questionei justamente porque estava pensando em adotar uma VPN network-wide, mas minha preocupação era exatamente com os serviços. Dei uma pesquisada rápida aqui e aparentemente existem alguns serviços de VPN que conseguem burlar a Netflix, com destaque para um tal de ExpressVPN: https://www.expressvpn.com/vpn-service/netflix-vpn/buy

            O bacana é que também dá pra instalar no roteador, mas o preço é um tanto quanto salgado, e vai lá saber até quando isso vai funcionar. Chegou a dar uma olhada em algum serviço desse tipo? Se é que vc tem interesse em voltar a assinar rsrs…

          7. não sei se esse vpn tem vida longa com o netflix, pq ele estão se empenhando bastante pra bloquear o acesso por eles…

            meu investimento foi na assinatura anual do vpn, troca do router (dual band) e dos adaptadores. não foi muito caro, pq escolhi um modelo mais simples da tp-link. e um q poderia instalar o dd-wrt. é uma solução eficiente pq é abrangente, mas tem esses pequenos problemas…

            netflix não é muito atraente pra mim. se eles tivessem o catálogo do mubi… aí sim valeria, mas os filmes q me interessam vejo no cinema ou tenho q baixar mesmo. e as séries eu estou tentando ver só as realmente muito boas e, preferencialmente, depois q elas já terminaram. o netflix tem produções próprias muito boas mesmo, mas não vale assinar só por causa delas, pq tb não são todas q me interessam. vai do gosto mesmo.

          8. Ah sim. Pra mim o catálogo de filmes da Netflix também não justifica a assinatura, mas as séries e produções originais sim. Uma combinação de Plex + Sonarr/CouchPotato provavelmente resolveria o problema, mas a comodidade da Netflix é muito grande…

            Bom, você deve ter ficado com uma rede bacana ai… qual modelo da Tp-link tá usando?

        1. Aí limita somente dentro do alcance do wifi. E na rua? Usando 4G? Que é o que essas requisições em exagero mais afetam. Essa internet nojenta 3G/4G.

      1. Beleza! Parabéns pela qualidade! Só sinto falta mesmo é de ouvir você(s) mais vezes no cast… rs

        Ghedin, seria difícil colocar um template pro site para o modo “noturno” (fundo escuro e letras claras)?

        Outra dúvida… quando eu “baixo” os posts do site pelo pocket ou pelo instapaper é contado como pageview?

        Abraços e obrigado pelo ótimo trabalho!

  21. Já que estamos falando de publicidade, o que vocês acharam da medida do Disqus de veicular publicidade na área logo abaixo dos comentários (e de péssimo gosto, diga-se de passagem)?

        1. Começa a funcionar em março, salvo engano. Haverá um modelo de pagamento (para os sites) que remove esses anúncios. Dependendo do valor, assinarei para o Manual. Em último caso, adblock neles.

        2. Começa a funcionar em março, salvo engano. Haverá um modelo de pagamento (para os sites) que remove esses anúncios. Dependendo do valor, assinarei para o Manual. Em último caso, adblock neles.

          1. É um tremendo desrespeito ao Disqus essa declaração de adblock neles. Afinal eles investem tempo, pessoas e conhecimento para fornecer um serviço que atenda bem a comunidade. De alguma forma, eles precisam manter a roda girando. Afinal, nem o Disqus nem o MdU estão aqui oferecendo comida grátis.

            Caso ache o valor não corresponderá a qualidade do serviço então simplesmente troque de serviço. Não incentive o boicote ao serviço.

          2. Talvez seja, mas acho meio chato, também, tornarem obrigatória uma característica que era opcional quando contratei os serviços deles. Se soubesse disso de antemão, teria considerado outras opções na época em que implementei o Disqus aqui. Migrar para outra solução não é fácil; terei suporte do Disqus? Provavelmente não.

          3. Talvez seja, mas acho meio chato, também, tornarem obrigatória uma característica que era opcional quando contratei os serviços deles. Se soubesse disso de antemão, teria considerado outras opções na época em que implementei o Disqus aqui. Migrar para outra solução não é fácil; terei suporte do Disqus? Provavelmente não.

  22. Esse 1Blocker parece ótimo, mas é só para iOS e MacOS, certo?
    Tenho dificuldade de escolher um bloqueador, alguns consomem muita memória.

    Alguém indica um bom bloqueador para o Chrome que consuma pouca memória?

  23. Poxa, pena que o 1Blocker é só pra Apple.

    No Chrome uso o uBlock Origin que tira anúncios mas acho que não liga pras outras coisas como rastreadores, widgets de redes sociais, etc…

        1. Cara, eu usava ela no Chrome em um notebook com 4 GB de RAM e não tinha problema. Mas talvez meu Chrome fosse abençoado ou sou muito “light user”, porque nunca tive problema algum de memória com ele: https://www.manualdousuario.net/chrome-memoria-ram/

          Uma das vantagens do 1Blocker é que ele é mais leve porque funciona no nível do sistema, não como uma extensão do Safari. Mas, sei lá… acho que, no caso da Ghostery, mesmo pesando um pouco, o ganho que você tem com a redução de anúncios e JavaScript nos sites acaba sendo vantajoso.

    1. Uso o padrão do Opera só para não ter que instalar mais coisas, mas também acho que ele não liga para outras coisas.

    2. No Chrome uso o uBlock Origin que tira anúncios mas acho que não liga
      pras outras coisas como rastreadores, widgets de redes sociais, etc…

      Na verdade, tanto o uBlock Origin quanto a maioria dos adblocks trabalham com listas de filtros que são mais ou menos as mesmas para todos.

      A diferença é a seleção de listas padrão. No AdBlock, por exemplo, existe por padrão uma lista branca de anúncios que são considerados “aceitáveis”. No uBO, as listas selecionadas por padrão contém o mínimo de filtros necessários, pois eles são mais preocupados com performance. O Disconnect tem uma lista própria anti-rastreadores, mas outros adblocks também permitem que você use essa mesma lista.

      Você pode ativar essas listas no uBlock mesmo, é só ir na aba de filtros de terceiros nas configurações. Não precisa de nenhuma extensão adicional.

    1. Sempre fui contra bloqueadores de anuncio pq os sites precisam sobreviver, precisam se manter, e muita gente têm dinheiro vindo daí. Depois dessa matéria mudei de ideia e gostaria de saber qual bloqueador usar pra imperdir esse tanto de coisa, e de preferência, um que me permita escolher quais sites manter anúncios.

        1. Ghedin, sabe me dizer qual a diferença (se há) para o tradicional Adblock? Sempre utilizei ele no Safari, mas se este que você citou for melhor, já mudo de imediato haha.

          1. Não estou certo se o AdBlock bloqueia rastreadores e outros elementos do tipo. Acredito que não. Por isso, prefiro a Ghostery: essa extensão ataca a raiz do problema.

          2. Não estou certo se o AdBlock bloqueia rastreadores e outros elementos do tipo. Acredito que não. Por isso, prefiro a Ghostery: essa extensão ataca a raiz do problema.

          3. Certo. Entre o Ghostery e 1Blocker? Existe alguma diferença que faça jus as 5 doletas para iOS e 10 para macOS? Se sim, já bato o martelo aqui hehehe. Valeu!

          4. No macOS, o Ghostery é uma extensão do Safari, enquanto que o 1Blocker é feito como uma “extensão de aplicativo”, ou seja, roda no nível do sistema, não em cima do Safari.

            Na prática, a diferença é que o 1Blocker é invisível. O Ghostery carrega um componente em todas as páginas e tal; além de acrescentar um elemento à página visualizada, ela também consegue ler os sites que você acessa. O 1Blocker, não e é, no geral, mais rápido. A vantagem do Ghostery é que você tem mais controle e informações sobre o que é bloqueado.

      1. Eu utilizo o UBlock Origin no Opera Desktop (Windows e Linux) e o nativo do Opera no Android (esse funciona mais ou menos, mas quebra o galho).

      2. Eu utilizo o UBlock Origin no Opera Desktop (Windows e Linux) e o nativo do Opera no Android (esse funciona mais ou menos, mas quebra o galho).

        1. Não entendi, pq vc usa o uBlock se no Opera já tem um bloqueador nativo? pra mim funciona muito bem. No android uso o Firefox com o uBlock, só não miguei ainda pro Opera mini pq ele não permite usar o Duckduckgo como search engine.

          1. Nos meus (breves) testes, o nativo não funcionou muito bem. Mas faz um tempinho já, não sei se melhorou.

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