Compartilhamento de dados do Google é assustador

Compartilhamento de dados do Google é assustador, por Parmy Olson na Bloomberg Línea:

Cada vez que você abre um aplicativo em seu telefone ou navega na web, um leilão pela sua atenção acontece nos bastidores, graças a um próspero mercado de dados pessoais. O tamanho desse mercado sempre foi difícil de definir, mas um novo relatório do Conselho Irlandês para as Liberdades Civis, que faz campanha agressiva há anos nos Estados Unidos e na Europa para limitar o comércio de dados digitais, agora trouxe um número. O relatório, que o conselho compartilhou com a Bloomberg Opinion, afirma que as plataformas de anúncios transmitem os dados de localização e os hábitos de navegação de americanos e europeus cerca de 178 trilhões de vezes por ano. De acordo com o relatório, o Google transmite o mesmo tipo de dados mais de 70 bilhões de vezes por dia em ambas as regiões.

É difícil para os humanos visualizarem esses números, mesmo que as máquinas os calculem confortavelmente todos os dias – mas se o uso de nossos dados pessoais pudesse ser visto da mesma forma que a poluição, estaríamos cercados por uma névoa quase impenetrável que fica mais espessa à medida que interagimos com nossos telefones. Quantificando de outra maneira: por meio de atividade online e dados de localização, uma pessoa nos EUA é exposta 747 vezes por dia a anúncios em tempo real, de acordo com os dados. O conselho diz que sua fonte não identificada tem acesso especial a um gerente de uma campanha publicitária realizada pelo Google (esse número não inclui dados pessoais transmitidos pelo Facebook da Meta Platform (FB) ou pelas redes de anúncios da Amazon (AMZN), o que significa que a verdadeira medida de todos os dados de transmissão é provavelmente muito maior).

Isole sessões na mesma janela do Firefox com esta extensão

O Firefox é um navegador pouco usado (o que é uma pena) e que, ainda assim, tem recursos exclusivos muito legais e algumas extensões melhores que as de outros navegadores.

Um recurso (até onde sei) exclusivo do Firefox é a extensão Multi-Account Containers.

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O Google ampliou a política de remoção de informações de identificação pessoal dos resultados do seu buscador.

Agora, além de poder solicitar a remoção de dados bancários e tentativas de doxxing (divulgação de dados pessoais com o objetivo de atingir alguém), o Google permite que as pessoas solicitem a remoção de outros dados pessoais, como CPF, endereços físicos, número de telefone e e-mail, sem que haja risco iminente. Veja a lista completa.

Para fazer a solicitação, é preciso preencher um formulário e aguardar a análise do Google. Via Google (em inglês).

O Edge, navegador da Microsoft e padrão do Windows, ganhará uma VPN gratuita. O recurso, batizado Rede Segura do Microsoft Edge, será oferecido em parceria com a Cloudflare e integrado ao navegador. Por ora, está em testes.

A Apple oferece algo similar com Retransmissão Privada do iCloud (que poderá virar padrão no iOS 16) e a Mozilla tem um serviço pago de VPN, oferecido em parceria com a Mullvad e ainda indisponível no Brasil.

A oferta da Microsoft/Cloudflare é meio limitada, porém. Segundo a documentação do navegador, os usuários só contam com 1 GB de tráfego por mês. Via XDA-Developers (em inglês), Microsoft.

O Android tem inúmeras vantagens sobre o iPhone. Uma delas, aplicativos capazes de gravar ligações telefônicas, está com os dias contados.

Esses aplicativos usavam uma API de acessibilidade para gravar as chamadas, ou seja, uma deturpação do intuito da API. O Google fechará essa brecha em 11 de maio, quando todos os aplicativos disponíveis na Play Store não poderão mais usar a tal API e, portanto, perderão a capacidade de gravar ligações.

Não está claro, ainda, se quem já tem esses aplicativos baixados perderá o acesso a eles.

A investida do Google não afeta os sabores de Android que já vêm com gravador de chamadas nativo, como a MIUI (Android da Xiaomi) e o Android do Pixel, do próprio Google. Via 9to5Google (em inglês).

Existem vários aplicativos para iPhone que prometem gravar ligações, mas, como não existe uma maneira oficial segura de fazer isso, todos confiam em um método potencialmente arriscado: uma “ligação a três”, em que o terceiro é um servidor que grava a conversa das partes e disponibiliza a gravação posteriormente.

Use e-mails descartáveis para fugir do spam

Imagine a situação: você topa com um e-book ou qualquer outro material digital que desperta seu interesse, mas para baixá-lo é preciso fornecer seu e-mail. O que fazer?

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Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp

Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp, por Gabriel Daros no Uol Tilt:

O programador porto-alegrense Fernando Dandrea, de 29 anos, não tem ideia de como seus dados foram parar na mão da imobiliária Urban Company. Mas, quando recebeu a mensagem de um vendedor no WhatsApp, ele sabia exatamente como reagir. Exigiu ser informado quem havia autorizado aquele contato. E arrematou: “Solicito saber nos termos da Lei 13.709, LGPD: como obtiveram os dados e quais são eles?”

O vendedor até tentou contornar, com respostas vagas, mas acabou pedindo desculpas e desaparecendo.

[…]

No artigo 18, a LGPD diz que o titular dos dados poderá a qualquer momento solicitar a eliminação dos dados pessoais coletados, mesmo que a coleta tenha sido feita com consentimento.

Segundo Bruno Bioni, diretor do Data Privacy Brasil, a prática do “carteiraço” é válida, e não depende da intermediação de uma outra instituição para a exigência destes dados.

A portaria 167 da Receita Federal, publicada no Diário Oficial da União nesta terça (19), autoriza o Serpro a vender dados pessoais sob a guarda da Receita para terceiros. Se nada mudar até lá, a medida passa a valer em 1º de maio.

Entre os dados possíveis de serem vendidos estão alguns considerados sensíveis e que, se frutos de vazamento, devem ser comunicados às autoridades, segundo a LGPD. Coisas como e-mail, telefone, CPF e CNPJ. A lista completa é quilométrica e está anexada à portaria.

No mesmo dia, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) deu entrada em um projeto de decreto legislativo na Câmara para sustar os efeitos da portaria. Ele alega que a decisão da Receita Federal fere a LGPD e o inciso X do artigo 5º da Constituição, e que falta transparência quanto ao modo como a venda de dados pelo Serpro será feita. Via Convergência Digital, Capital Digital.

O DuckDuckGo liberou, em caráter beta, seu navegador para macOS. (A versão para Windows chega em breve; Linux não está nos planos.)

O navegador chama a atenção logo de cara por não ser baseado no Chromium, caso de todos os navegadores recentes que não se chamam Safari ou Firefox. Em vez disso, o DuckDuckGo para macOS usa uma API do próprio sistema para renderizar sites. Em outras palavras, é um Safari envelopado com recursos do DuckDuckGo.

Esses recursos são parecidos com os existentes nos navegadores da marca para celulares, como um bloqueador de rastreamento simples e o botão da chama/fogo, que exclui todos os dados de um site. Não espere, porém, a mesma complexidade e poder de extensões como uBlock Origin ou 1Blocker.

Por ora, o DuckDuckGo para macOS não suporta extensões. Os desenvolvedores dizem que as mais populares costumam ser as de bloqueadores de anúncios e gerenciadores de senhas, ambos os recursos presentes nativamente. O problema é abandonar gerenciadores de senhas multiplataforma em prol do do DuckDuckGo, que, por ora, só existe no navegador desktop.

Para usar o DuckDuckGo beta para macOS, é preciso entrar em uma lista de espera no aplicativo móvel. O link ao lado explica. Via DuckDuckGo (em inglês).

Como bloquear ligações de telemarketing e SMS de promoções das operadoras e dos bancos

Não é raro atender uma ligação ou receber uma mensagem de texto (SMS) da operadora de telefonia ou de bancos tentando nos empurrar algum produto que não pedimos nem temos interesse. Na real, é o contrário: o assédio é tão grande que os dois setores se viram obrigados a criar listas de “não me perturbe”, uma gambiarra para que consumidores sinalizarem que não querem ser assediados por publicidade não solicitada. Se você sofre com isso, veja aqui como se livrar (de parte) do problema.

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Facebook/Meta usa pequenas empresas para lavar sua reputação

É difícil emplacar a tese de que uma empresa que faturou quase US$ 118 bilhões e lucrou quase US$ 40 bilhões no último ano fiscal esteja em crise, mas talvez seja o caso do Facebook/Meta.

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Cris Camargo: É possível uma publicidade digital menos invasiva?

Neste podcast, entrevistamos Cris Camargo, CEO do IAB Brasil. Ela acabou de voltar de um evento nos Estados Unidos, reunindo os 45 IABs do mundo, para alinhar as grandes questões que a publicidade digital enfrenta no momento. Na conversa, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa questionam Cris a respeito de cookies de terceiros, consentimento na coleta de dados, relações com a Big Tech, influenciadores digitais e outras questões pertinentes da área.

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4 maneiras de burlar paywalls de sites de jornais

Indiquei na newsletter de sábado uma boa matéria com dicas de conservação para reutilizar máscaras PFF2. Alguns leitores reclamaram que não conseguiram ler porque bateram no paywall do jornal O Globo. Ops! E aí teve o caso bizarro da Folha de S.Paulo, que deu um serviço de como doar para ajudar as vítimas das enchentes em Petrópolis (RJ), mas escondeu o texto atrás de um paywall. Oi?

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“Não acho bom que a única forma de moderação de conteúdo seja a remoção”: Uma conversa com Francisco Brito Cruz, do InternetLab

Um dia, todos os programas do podcast Guia Prático serão transcritos. Esse dia ainda não chegou, mas decidimos transcrever esta entrevista com o Francisco Brito Cruz, do InternetLab, pela importância e urgência do tema. (Você pode ouvi-la nos podcasts Guia Prático e Tecnocracia ou assisti-la no YouTube.)

Na conversa, conduzida por mim, Jacqueline Lafloufa e Guilherme Felitti, fizemos ao Chico perguntas vitais para o que talvez seja o maior debate envolvendo tecnologia no Brasil em 2022: a moderação de conteúdo nas plataformas digitais.

Há muito em jogo, com eleições decisivas em outubro, e dado o papel das redes sociais no pleito de 2018 e em outras eleições majoritárias ao redor do mundo nos últimos anos, não será diferente desta vez.

A transcrição abaixo sofreu leves alterações para tornar a leitura mais fluída.

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Google promete mais privacidade no Android

O Google apresentou uma proposta para aumentar a privacidade dos usuários de Android, algo parecido com o recurso que a Apple trouxe no iOS 14.5 e que tem feito o Facebook/Meta deixar de ganhar bilhões de dólares.

A iniciativa plurianual do Google, porém, espera ser menos agressiva contra empresas de publicidade — afinal, o próprio Google é uma.

Especificamente, o Google anunciou que levará a Privacy Sandbox, um conjunto de soluções criado para o Chrome, ao Android. Isso se traduzirá em “soluções que limitam o compartilhamento de dados do usuário com terceiros e que operem sem identificadores cruzados, como o ID de publicidade”.

A janela para a implementação deverá ser de pelo menos dois anos, para não causar rupturas em modelos de negócio que dependem das soluções em uso atualmente. É o mesmo processo (lento) que o Google adotou para aposentar os cookies de terceiros no Chrome — todos os navegadores já abandonaram a prática, mas o Chrome ainda terá isso pelo menos até 2023.

No anúncio da novidade, o executivo Anthony Chavez chamou as soluções de “outras plataformas” (leia-se a Transparência no Rastreamento em Apps da Apple) de “ineficiente”, mas a proposta do Google não caiu muito bem entre especialistas.

Um deles, ouvido pelo New York Times, disse que o Google só fez isso para não ficar atrás da Apple, e classificou as medidas como “um gesto fraco” e demorado.

O site especializado Ars Techcnica disse que a solução apresentada erra o alvo, é “desdentada” e provavelmente será ainda menos efetiva que o Privacy Sandbox do Chrome, já muito criticado por especialistas — é nesse bojo que propostas controversas e tidas como perigosas, como o (descontinuado) FLoC e os Tópicos, estão. Via Google, New York Times, Ars Technica (todos em inglês).