Ajude-me a vencer o processo contra a Folha de S.Paulo!

Murena oferece celulares e serviços na nuvem livres do Google

A /e/ Foundation lança nesta terça (31) seu braço/marca comercial, Murena. A nova marca concentra a comercialização de celulares (modelos comerciais com o /e/OS pré-instalado e um original, o novo Murena One) e os serviços em nuvem, chamados Murena Cloud, baseado no NextCloud.

Idealizado por Gaël Duval em 2017, o objetivo da Murena é oferecer uma alternativa ao Google. O /e/OS é baseado no Android AOSP e vem livre de conexões diretas com o Google. É um sistema legal — testei um Galaxy S9+ com o /e/OS em dezembro. Infelizmente, a Murena ainda não atua no Brasil. Via Murena (2)  (em inglês).

Aplicativos e sites usados para ensino à distância no Brasil violam ou colocam em risco a privacidade de crianças, aponta Human Rights Watch

A Human Rights Watch (HRW) analisou 164 produtos das chamadas “edtechs”, startups/empresas de educação com foco em tecnologia, adotados por 49 países (entre eles, o Brasil) para proporcionar educação à distância a crianças e adolescentes durante a pandemia de covid-19. Desse total, 146 (89%) apresentaram práticas que colocam em risco ou infringem os direitos dos menores de idade.

No Brasil, nove edtechs foram avaliadas. Oito violavam a privacidade das crianças e um a colocava em risco. Da Folha de S.Paulo:

São eles: Estude em Casa, da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais; Centro de Mídias da Educação de São Paulo, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo; Descomplica, Dragon Learn, Escola Mais, Explicaê, Manga High, Stoodi e Revista Enem — este último sendo o único que apenas coloca em risco os dados dos estudantes.

Via Human Rights Watch, Folha de S.Paulo.

Quem não tem Pi-Hole, vai com AdGuard ou NextDNS

O Pi-Hole é um sistema robusto, gratuito e completo para proteger seus dispositivos (celulares, computadores, tablets, TVs etc.) contra rastreadores e publicidade invasiva. O problema é que ele demanda um computador inteiro à parte, que precisa ficar ligado o tempo todo, para funcionar.

Se você não tem um ou não quer lidar com a complexidade do Pi-Hole, soluções como AdGuard e NextDNS são alternativas excelentes e mais fáceis de usar.

(mais…)

DuckDuckGo deixa Microsoft rastrear usuários em seu navegador

O pesquisador Zach Edwards descobriu que o navegador do DuckDuckGo não bloqueia códigos de rastreamento da Microsoft, de sites como bing.com e linkedin.com.

A descoberta gerou comoção. É ruim, mas menos do que se tem alardeado.

O mais importante é que a exceção à Microsoft alcança apenas o navegador web DuckDuckGo, com versões para Android, iOS e macOS (beta). No buscador, mesmo os anúncios veiculados pela Microsoft — que tem uma parceria para esse fim com o DuckDuckGo — não conseguem rastrear cliques e comportamento dos usuários.

Em resposta a Zach, o CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, disse no Twitter:

Quando você carrega os nossos resultados de busca, você está completamente anônimo, incluindo [para os] anúncios. Trabalhamos junto à Microsoft para proteger os cliques neles. Da nossa página de anúncios, “A Microsoft Advertising não associa o seu comportamento ao clicar em anúncios a um perfil de usuário”.

No mesmo fio, Gabriel disse que está negociando com a Microsoft para contornar esse problema no navegador DuckDuckGo, e que atualizará as descrições do navegador nas lojas de aplicativos a fim de torná-las mais informativas.

Gabriel tem feito um esforço de bombeiro (apagando o incêndio) em várias redes sociais, como Twitter, Hacker News e Reddit.

Em resposta ao BleepingComputer, que repercutiu a notícia, Gabriel afirmou que, mesmo com esse deslize, o navegador do DuckDuckGo ainda é uma solução pronta, instale-e-use, melhor que os outros navegadores. Enquanto esses bloqueiam apenas cookies de terceiros e técnicas de fingerprinting, o do DuckDuckGo bloqueia scripts — exceto, por ora, os da Microsoft. Via @thezedwards/Twitter, @yegg/Twitter, BleepingComputer (todos em inglês).

Uber passa a exigir selfie de passageiros que pagam em dinheiro

A Uber anunciou um piloto voltado à segurança dos motoristas da plataforma: a exigência de selfies de alguns passageiros. Ela será exigida de passageiros que desejem pagar em dinheiro pelas corridas, imediatamente antes da solicitação do carro.

Não se trata, aqui, de validação biométrica. A Uber explica, em nota à imprensa, que a selfie ficará armazenada em seus servidores, “à disposição para consulta posterior das autoridades em caso de necessidade, seguindo a previsão legal”. Via Uber.

Em outra frente, a Uber agora aceita pagamentos em Pix. O recurso estava em testes em Curitiba (PR) e Recife (PE) desde novembro do ano passado. Os pagamentos passam pela plataforma, ou seja, não são para o motorista.

Proton reformula marca e lança novos planos

O ProtonMail agora é só Proton. A empresa, que comercializa soluções de produtividade (e-mail, calendário, VPN e disco virtual) com criptografia de ponta a ponta, passou por uma profunda reformulação de marca que alcançou até o domínio do site oficial — agora em proton.me. Ficou tudo mais bonito e, mais importante, simples.

Como parte da reformulação, agora existe um plano “Unlimited”, que abrange os quatro serviços com alguns limites generosos (500 GB de espaço, 15 endereços de e-mail). Custa € 9,99/mês (~R$ 51/mês) ou, no plano anual, o equivalente a € 7,99/mês (~R$ 40/mês).

Quem já tinha um e-mail pode, por tempo limitado, o novo endereço @proton.me. O antigo (@protonmail.com) continua funcionando. Via Proton (em inglês).

Precisa do Chrome? O ungoogled-chromium é uma alternativa livre da vigilância do Google

Print do ungoogled-chromium, com o Manual do Usuário aberto, e o menu de “perfil” do navegador aberto também.

Por mais que alguém queira distanciar-se do Chrome, às vezes o navegador do Google se faz necessário.

Aconteceu comigo, numa participação em um podcast gravado num site que só funcionava no Chrome. Só que em vez de baixar o Chrome do Google, baixei o ungoogled-chromium, um projeto alternativo que tenta entregar um Chrome funcional sem qualquer vestígio do Google. E funcionou muito bem.

(mais…)

Safari não abre alguns sites e Mail não carrega imagens no macOS 12.4? Tente esta configuração

A Apple mexeu na configuração padrão do Safari no macOS 12.4. Estava perdendo alguns cabelos tentando entender por que ele não abria uma série de sites — notadamente, a versão clássica do Reddit — até descobrir isso.

A “culpada” é uma configuração do próprio Safari. Em Privacidade, o item Ocultar endereço IP de rastreadores vem ativado por padrão no macOS 12.4. Bastou desmarcá-lo para que os sites voltassem a abrir normalmente.

O mesmo ocorre no Mail, onde a opção se chama Ocultar Endereço IP. Por padrão, não carrego imagens/elementos externos ao abrir uma mensagem. Com essa opção ativada, quando clico no botão para carregá-los, nada acontece. Basta desmarcá-la para que o Mail volte a se comportar normalmente.

As duas opções do Safari e do Mail são versões restritas aos respectivos aplicativos da Retransmissão Privada, ainda em beta, que, segundo a Apple, “oculta seu endereço IP e a atividade de navegação no Safari, além de proteger seu tráfego não criptografado na internet. Assim, ninguém pode ver quem você é e que sites visita, nem mesmo a Apple”.

É uma espécie de Tor nativo, embutido no sistema, condicionado ao iCloud+, a versão paga do serviço de nuvem da Apple. Saiba mais aqui.

Na tela de ativação global do recurso, na área ID Apple, dentro das preferências do macOS, a Apple avisa que “alguns sites podem apresentar problemas, como mostrar conteúdo de região incorreta ou exigir passos adicionais para início de sessão”.

Apple e DuckDuckGo atacam modelo de negócio do Google em novos comerciais

Alguém poderia dizer que foi combinado (não parece ser o caso): com um dia de diferença, Apple e DuckDuckGo lançaram novas campanhas publicitárias nos Estados Unidos que atacam o modelo de negócio do Google, ou seja, a venda de dados pessoais via “leilões” de anúncios.

Na peça do DuckDuckGo (acima), um homem com uma camiseta do Google aparece ao lado de pessoas mexendo em seus celulares, observando o que se passa na tela. Ao fundo, toca Every breath you take, do The Police, que no refrão diz algo como “eu estarei de vigiando”. (Nunca havia reparado que essa letra é meio… assustadora?)

Pelo Twitter, o DuckDuckGo informou que o comercial será veiculado em +5 mil rádios norte-americanas e, em vídeo, em plataformas de streaming e na TV, em horário nobre e nos intervalos dos jogos da NBA e MLB (beisebol).

A da Apple mostra um leilão tradicional dos dados pessoais da Ellie, personagem do filme. Ao final, quando ela começa a ativar os recursos de privacidade do iOS, seus dados pessoais (representados fisicamente), os participantes e até o leiloeiro viram pó. Via @DuckDuckGo/Twitter (em inglês).

Compartilhamento de dados do Google é assustador 

Compartilhamento de dados do Google é assustador, por Parmy Olson na Bloomberg Línea:

Cada vez que você abre um aplicativo em seu telefone ou navega na web, um leilão pela sua atenção acontece nos bastidores, graças a um próspero mercado de dados pessoais. O tamanho desse mercado sempre foi difícil de definir, mas um novo relatório do Conselho Irlandês para as Liberdades Civis, que faz campanha agressiva há anos nos Estados Unidos e na Europa para limitar o comércio de dados digitais, agora trouxe um número. O relatório, que o conselho compartilhou com a Bloomberg Opinion, afirma que as plataformas de anúncios transmitem os dados de localização e os hábitos de navegação de americanos e europeus cerca de 178 trilhões de vezes por ano. De acordo com o relatório, o Google transmite o mesmo tipo de dados mais de 70 bilhões de vezes por dia em ambas as regiões.

É difícil para os humanos visualizarem esses números, mesmo que as máquinas os calculem confortavelmente todos os dias – mas se o uso de nossos dados pessoais pudesse ser visto da mesma forma que a poluição, estaríamos cercados por uma névoa quase impenetrável que fica mais espessa à medida que interagimos com nossos telefones. Quantificando de outra maneira: por meio de atividade online e dados de localização, uma pessoa nos EUA é exposta 747 vezes por dia a anúncios em tempo real, de acordo com os dados. O conselho diz que sua fonte não identificada tem acesso especial a um gerente de uma campanha publicitária realizada pelo Google (esse número não inclui dados pessoais transmitidos pelo Facebook da Meta Platform (FB) ou pelas redes de anúncios da Amazon (AMZN), o que significa que a verdadeira medida de todos os dados de transmissão é provavelmente muito maior).

Google agora permite remover dados de contato e outros do buscador

O Google ampliou a política de remoção de informações de identificação pessoal dos resultados do seu buscador.

Agora, além de poder solicitar a remoção de dados bancários e tentativas de doxxing (divulgação de dados pessoais com o objetivo de atingir alguém), o Google permite que as pessoas solicitem a remoção de outros dados pessoais, como CPF, endereços físicos, número de telefone e e-mail, sem que haja risco iminente. Veja a lista completa.

Para fazer a solicitação, é preciso preencher um formulário e aguardar a análise do Google. Via Google (em inglês).

Edge ganhará VPN gratuita — porém limitada

O Edge, navegador da Microsoft e padrão do Windows, ganhará uma VPN gratuita. O recurso, batizado Rede Segura do Microsoft Edge, será oferecido em parceria com a Cloudflare e integrado ao navegador. Por ora, está em testes.

A Apple oferece algo similar com Retransmissão Privada do iCloud (que poderá virar padrão no iOS 16) e a Mozilla tem um serviço pago de VPN, oferecido em parceria com a Mullvad e ainda indisponível no Brasil.

A oferta da Microsoft/Cloudflare é meio limitada, porém. Segundo a documentação do navegador, os usuários só contam com 1 GB de tráfego por mês. Via XDA-Developers (em inglês), Microsoft.

Google não permitirá mais aplicativos que gravam ligações no Android

O Android tem inúmeras vantagens sobre o iPhone. Uma delas, aplicativos capazes de gravar ligações telefônicas, está com os dias contados.

Esses aplicativos usavam uma API de acessibilidade para gravar as chamadas, ou seja, uma deturpação do intuito da API. O Google fechará essa brecha em 11 de maio, quando todos os aplicativos disponíveis na Play Store não poderão mais usar a tal API e, portanto, perderão a capacidade de gravar ligações.

Não está claro, ainda, se quem já tem esses aplicativos baixados perderá o acesso a eles.

A investida do Google não afeta os sabores de Android que já vêm com gravador de chamadas nativo, como a MIUI (Android da Xiaomi) e o Android do Pixel, do próprio Google. Via 9to5Google (em inglês).

Existem vários aplicativos para iPhone que prometem gravar ligações, mas, como não existe uma maneira oficial segura de fazer isso, todos confiam em um método potencialmente arriscado: uma “ligação a três”, em que o terceiro é um servidor que grava a conversa das partes e disponibiliza a gravação posteriormente.