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Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp 

Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp, por Gabriel Daros no Uol Tilt:

O programador porto-alegrense Fernando Dandrea, de 29 anos, não tem ideia de como seus dados foram parar na mão da imobiliária Urban Company. Mas, quando recebeu a mensagem de um vendedor no WhatsApp, ele sabia exatamente como reagir. Exigiu ser informado quem havia autorizado aquele contato. E arrematou: “Solicito saber nos termos da Lei 13.709, LGPD: como obtiveram os dados e quais são eles?”

O vendedor até tentou contornar, com respostas vagas, mas acabou pedindo desculpas e desaparecendo.

[…]

No artigo 18, a LGPD diz que o titular dos dados poderá a qualquer momento solicitar a eliminação dos dados pessoais coletados, mesmo que a coleta tenha sido feita com consentimento.

Segundo Bruno Bioni, diretor do Data Privacy Brasil, a prática do “carteiraço” é válida, e não depende da intermediação de uma outra instituição para a exigência destes dados.

Receita autoriza Serpro a vender dados pessoais de cidadãos brasileiros a terceiros

A portaria 167 da Receita Federal, publicada no Diário Oficial da União nesta terça (19), autoriza o Serpro a vender dados pessoais sob a guarda da Receita para terceiros. Se nada mudar até lá, a medida passa a valer em 1º de maio.

Entre os dados possíveis de serem vendidos estão alguns considerados sensíveis e que, se frutos de vazamento, devem ser comunicados às autoridades, segundo a LGPD. Coisas como e-mail, telefone, CPF e CNPJ. A lista completa é quilométrica e está anexada à portaria.

No mesmo dia, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) deu entrada em um projeto de decreto legislativo na Câmara para sustar os efeitos da portaria. Ele alega que a decisão da Receita Federal fere a LGPD e o inciso X do artigo 5º da Constituição, e que falta transparência quanto ao modo como a venda de dados pelo Serpro será feita. Via Convergência Digital, Capital Digital.

DuckDuckGo lança navegador para macOS

O DuckDuckGo liberou, em caráter beta, seu navegador para macOS. (A versão para Windows chega em breve; Linux não está nos planos.)

O navegador chama a atenção logo de cara por não ser baseado no Chromium, caso de todos os navegadores recentes que não se chamam Safari ou Firefox. Em vez disso, o DuckDuckGo para macOS usa uma API do próprio sistema para renderizar sites. Em outras palavras, é um Safari envelopado com recursos do DuckDuckGo.

Esses recursos são parecidos com os existentes nos navegadores da marca para celulares, como um bloqueador de rastreamento simples e o botão da chama/fogo, que exclui todos os dados de um site. Não espere, porém, a mesma complexidade e poder de extensões como uBlock Origin ou 1Blocker.

Por ora, o DuckDuckGo para macOS não suporta extensões. Os desenvolvedores dizem que as mais populares costumam ser as de bloqueadores de anúncios e gerenciadores de senhas, ambos os recursos presentes nativamente. O problema é abandonar gerenciadores de senhas multiplataforma em prol do do DuckDuckGo, que, por ora, só existe no navegador desktop.

Para usar o DuckDuckGo beta para macOS, é preciso entrar em uma lista de espera no aplicativo móvel. O link ao lado explica. Via DuckDuckGo (em inglês).

Como bloquear ligações de telemarketing e SMS de promoções das operadoras e dos bancos

Não é raro atender uma ligação ou receber uma mensagem de texto (SMS) da operadora de telefonia ou de bancos tentando nos empurrar algum produto que não pedimos nem temos interesse. Na real, é o contrário: o assédio é tão grande que os dois setores se viram obrigados a criar listas de “não me perturbe”, uma gambiarra para que consumidores sinalizarem que não querem ser assediados por publicidade não solicitada. Se você sofre com isso, veja aqui como se livrar (de parte) do problema.

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Cris Camargo: É possível uma publicidade digital menos invasiva?

Neste podcast, entrevistamos Cris Camargo, CEO do IAB Brasil. Ela acabou de voltar de um evento nos Estados Unidos, reunindo os 45 IABs do mundo, para alinhar as grandes questões que a publicidade digital enfrenta no momento. Na conversa, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa questionam Cris a respeito de cookies de terceiros, consentimento na coleta de dados, relações com a Big Tech, influenciadores digitais e outras questões pertinentes da área.

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4 maneiras de burlar paywalls de sites de jornais

Indiquei na newsletter de sábado uma boa matéria com dicas de conservação para reutilizar máscaras PFF2. Alguns leitores reclamaram que não conseguiram ler porque bateram no paywall do jornal O Globo. Ops! E aí teve o caso bizarro da Folha de S.Paulo, que deu um serviço de como doar para ajudar as vítimas das enchentes em Petrópolis (RJ), mas escondeu o texto atrás de um paywall. Oi?

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“Não acho bom que a única forma de moderação de conteúdo seja a remoção”: Uma conversa com Francisco Brito Cruz, do InternetLab

Homem branco, de cabelo, barba e bigode curtos e escuros, com camisa branca, em uma sala com quadros e parede claros ao fundo.

Um dia, todos os programas do podcast Guia Prático serão transcritos. Esse dia ainda não chegou, mas decidimos transcrever esta entrevista com o Francisco Brito Cruz, do InternetLab, pela importância e urgência do tema. (Você pode ouvi-la nos podcasts Guia Prático e Tecnocracia ou assisti-la no YouTube.)

Na conversa, conduzida por mim, Jacqueline Lafloufa e Guilherme Felitti, fizemos ao Chico perguntas vitais para o que talvez seja o maior debate envolvendo tecnologia no Brasil em 2022: a moderação de conteúdo nas plataformas digitais.

Há muito em jogo, com eleições decisivas em outubro, e dado o papel das redes sociais no pleito de 2018 e em outras eleições majoritárias ao redor do mundo nos últimos anos, não será diferente desta vez.

A transcrição abaixo sofreu leves alterações para tornar a leitura mais fluída.

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Google promete mais privacidade no Android

O Google apresentou uma proposta para aumentar a privacidade dos usuários de Android, algo parecido com o recurso que a Apple trouxe no iOS 14.5 e que tem feito o Facebook/Meta deixar de ganhar bilhões de dólares.

A iniciativa plurianual do Google, porém, espera ser menos agressiva contra empresas de publicidade — afinal, o próprio Google é uma.

Especificamente, o Google anunciou que levará a Privacy Sandbox, um conjunto de soluções criado para o Chrome, ao Android. Isso se traduzirá em “soluções que limitam o compartilhamento de dados do usuário com terceiros e que operem sem identificadores cruzados, como o ID de publicidade”.

A janela para a implementação deverá ser de pelo menos dois anos, para não causar rupturas em modelos de negócio que dependem das soluções em uso atualmente. É o mesmo processo (lento) que o Google adotou para aposentar os cookies de terceiros no Chrome — todos os navegadores já abandonaram a prática, mas o Chrome ainda terá isso pelo menos até 2023.

No anúncio da novidade, o executivo Anthony Chavez chamou as soluções de “outras plataformas” (leia-se a Transparência no Rastreamento em Apps da Apple) de “ineficiente”, mas a proposta do Google não caiu muito bem entre especialistas.

Um deles, ouvido pelo New York Times, disse que o Google só fez isso para não ficar atrás da Apple, e classificou as medidas como “um gesto fraco” e demorado.

O site especializado Ars Techcnica disse que a solução apresentada erra o alvo, é “desdentada” e provavelmente será ainda menos efetiva que o Privacy Sandbox do Chrome, já muito criticado por especialistas — é nesse bojo que propostas controversas e tidas como perigosas, como o (descontinuado) FLoC e os Tópicos, estão. Via Google, New York Times, Ars Technica (todos em inglês).

Texas processa Facebook por coleta de biometria facial

O estado norte-americano do Texas ajuizou uma ação contra o Facebook/Meta pedindo uma indenização na casa das “centenas de bilhões de dólares”, segundo uma fonte do Wall Street Journal, pela coleta e uso de dados de biometria facial de fotos postadas pelos usuários na rede social Facebook – essa era uma prática vigente na plataforma entre 2010 e novembro de 2021.

O caso lembra outro, uma ação civil pública movida pelo mesmo motivo no estado de Illinois. Em fevereiro de 2021, o Facebook/Meta concordou em pagar US$ 650 milhões para encerrar o caso.

Em novembro de 2021, o Facebook/Meta encerrou o programa de reconhecimento facial do Facebook, citando incertezas quanto aos efeitos negativos da tecnologia e insegurança jurídica, ou ausência de regulação. Via Wall Street Journal (em inglês).

Mozilla se une a Facebook/Meta em iniciativa para resolver problema da atribuição na publicidade

A Mozilla anunciou uma parceria com o Facebook/Meta “em uma nova proposta que objetiva ativar a mensuração de conversão — ou atribuição — para a publicidade chamada Atribuição Privada Interoperável” (IPA, na sigla em inglês).

A tarefa é quase paradoxal: resolver o problema da atribuição, ou seja, de conectar campanhas publicitárias à conversões (compras) preservando a privacidade. Mas o que mais causou estranheza foi a união entre Mozilla, empresa/fundação que costuma se posicionar em prol da privacidade dos usuários, e Facebook/Meta, uma das empresas que mais violam e abusam da privacidade das pessoas em geral, até mesmo de não usuários. Complicado. Via Mozilla (em inglês).

A maneira mais fácil de começar e manter um diário digital

Manter um diário é tipo comer salada e praticar exercícios físicos: todo mundo sabe que faz bem, mas poucos praticam. A gente já falou disso em um podcast, mas hoje quero dar uma dica prática para quem já tentou e não conseguiu e para quem nunca se dispôs a manter um diário.

(Você pode escrever em um diário analógico também, papel e caneta e tal, e tudo bem. Funciona da mesma forma.)

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Congresso Nacional inclui direito à proteção de dados pessoais na Constituição Federal

Nesta quinta (10), o Congresso Nacional promulgou a emenda constitucional 115/2022, que coloca a proteção de dados pessoais no rol de direitos e garantias fundamentais do povo brasileiro, e fixa também a competência privativa da União para legislar sobre proteção e o tratamento de dados pessoais. Via Coalizão Direitos na Rede.

“O /e/OS é o único sistema operacional que não envia dados para o Google”: Uma conversa com Gaël Duval, da e Foundation

Homem branco, de cabelo castanha curto e barba por fazer, com camiseta bege e casaco preto, olhando para a câmera. Fundo em azul/marrom claro.

Em janeiro, Aaron Gordon, redator da Vice, reclamou que seu celular, um Pixel 3 do Google, não teria mais atualizações da fabricante e, por isso, precisaria ser descartado. “O Google está me forçando a jogar fora um celular em perfeito estado”, escreveu.

O francês Gaël Duval repercutiu prontamente o artigo de Aaron. “A boa notícia agora: você pode instalar o /e/OS no seu celular”, escreveu em seu perfil no Twitter. “Com estes benefícios: 1) sustentabilidade; 2) você não envia mais dados ao Google.” Para finalizar, usou as hashtags #mydataisMYdata (meus dados são MEUS dados) e #privacy (privacidade).

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Mais privacidade para usuários do iOS custará US$ 10 bilhões ao Facebook/Meta em 2022

Na conferência com investidores do Facebook/Meta, nesta quarta (2), o CFO Dave Wehner deu outro dado interessante: a empresa prevê que a Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) do iOS da Apple, um recurso que dá ao usuário o poder de decidir compartilhar dados ou não com aplicativos, terá um impacto de US$ 10 bilhões em 2022.

É esse o custo da sua, da minha, da nossa privacidade: de bilhões de dólares. Até agora, pagávamos esse pato sozinhos. Não mais. Via CNBC (em inglês).