Como manter um diário no digital / A confusão do Google Workspace

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No programa desta semana, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa falam de diários. Na segunda (14), a Automattic comprou o Day One, um dos melhores aplicativos para esse fim, mas não o único. Na conversa, há dicas de outros métodos digitais, cuidados com a segurança e a privacidade e os benefícios de registrar em papel (ou em bits) as nossas memórias.

No segundo bloco, o assunto é o confuso Google Workspace, agora disponível “para todos”. O que, exatamente, o Google está oferecendo? E quais as chances dessa oferta frente a rivais mais bem resolvidos, como o Microsoft 365 e o Slack?

Nas indicações culturais, Jacque indica o livro/diário Uma pergunta por dia [Amazon, AmericanasMagalu, editora]1, publicado pela Intrínseca, e Ghedin o livro Sem filtro: Os bastidores do Instagram [Amazon, Americanas, editora]1, da Sarah Frier, publicado no Brasil pela editora Planeta2.

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8 comentários

  1. Que episódio bem legal!

    Vou comentar seguindo o fluxo da conversa de vocês. Logo de cara o Ghedin fala que a compra do Day One pela Automattic não tem muito sentido em termos de negócios. Se formos ver, a Automattic já comprou coisas que não tem muito sentido em termos de negócios, como o Simplenote. O tumblr acho que também entra na lista. Ou não. =P

    Eu costumo escrever, mas noto que escrevo muito mais quando estou mal. Então meu diário é mais deprê, mesmo. Na primeira versão eu usei o OneNote, da Microsoft, láááá em 2014. Depois fiquei alguns anos sem escrever, até que no início do ano passado minha vida tumultuou de uma maneira insana, me vi querendo escrever novamente e não parei mais. Não queria continuar aquele diário por N motivos e resolvi começar outro. A minha ideia inicial era de criar algo a prova do tempo, o mais simples possível. Pensei em usar arquivos de texto puro, mas queria algo um pouquinho mais refinado. Achei um programa chamado Manuskript (não confundir com Manuscript, para Mac), é de código aberto e também roda em Linux. Digo que não é a coisa mais bonita do mundo, mas aceita Markdown e posso exportar para formato de texto puro, assim como para ePub usando o pandoc (inclusive tentei exportar para ePub dia desses e ocorreu um erro, tenho que ver o que aconteceu, antes funcionava bem). Ele salva gerando um arquivo *.msk, que costumo criptografar com o AESCrypt e sincronizá-lo na minha pasta de arquivos do Fastmail.
    Na interface do Manuskript posso organizar minhas entradas deforma hierárquica, em pastas, subpastas e arquivos. As pastas que ficam na “raiz” do arquivo possuem, até o momento, os nomes “2020”, “2021”, “Anotações” e “Citações”. Dentro das “anuais” existem subpastas com os meses do ano (Janeiro, Fevereiro, etc). Dentro de cada “mês” existem os arquivos que possuem os dias como nome (01, 02, 03…). O título (H1 ou #) de cada postagem é a hora na qual comecei a escrever. Ali escrevo desde textões com 2500 palavras até notinhas, como no penúltimo sábado que apenas escrevi “Closer” (tinha acabado de assistir o filme). Tem funcionado bem para mim dessa maneira. Me sinto organizado e seguro de todas as formas.

    Para coisas rápidas, lembretes, lista de compras e etc, uso o já citado Simplenote, da Automattic. Ele é bem simples, mas sincroniza na nuvem de forma nativa e aceita Markdown. Tem cliente para tudo quanto é plataforma. Super recomendo ele. E como uso para coisas simples mesmo, não me preocupo com privacidade nem com criptografia de ponta-a-ponta, nada disso.

    Sobre o ato de escrever, eu acho muito bom. É como foi falado no podcast, ele é um baita complemento à terapia. Muita coisa eu aprendi na terapia, mas também houveram muitas coisas que “caiu a ficha” somente enquanto eu me abria escrevendo. E o interessante também é a gente reler o que escreveu tempos atrás e ver o quão idiota e tapados éramos/estávamos sendo. Isso ao meu ver acaba nos colocando para cima de uma forma natural, pois é visível nosso crescimento intelectual (e melhora na escrita!). Inclusive, como o Ghedin falou, ele compara o ato de escrever com uma “terapia solo”. Exitem formas de terapia que é exatamente escrevendo. Um bom exemplo é o que o Emanuel Aragão faz com seu projeto “Autoescrita” ( https://www.youtube.com/channel/UCKvsjPB1nLXBUpG7SnB0ZFA , recomendo fortemente o canal). A ideia de registrar elogios é bem interessante, inclusive pensei em usar tags (o Manuskript suporta isso) para indicar como foi meu dia, se foi bom, ruim, méh, misto…

    O lembrete de aniversário das nossas anotações que o Day One tem nativo é bem legal. Eu costumo fazer isso de forma manual mesmo, pegando fotos e anotações antigas e relendo. Mas algo automático seria bem mais prático e muitas vezes até surpreendente.

    E é isso. Para quem quer começar a escrever e não sabe o que, apenas escreva o que vier na cabeça, por mais estranho que possa parecer. Se der duas linhas, ok. Já é um começo. Terapia é exatamente assim. O que importa é escrever (e na terapia, falar). Não importa o que e o quanto.

    Ah, e o livro que a Jacque recomendou parece ser muito, muito legal. Baita dica. Valeu, Jacque! =D

    1. Legal seu método, Diego!

      O meu é bem parecido, mas uso arquivos de texto mesmo. Até uso Markdown, ainda que por ora não tenha qualquer pretensão de exportar o texto para outro formato. Organizo os diários por ano; cada ano é um arquivo, tipo 2021.txt, e cada entrada é iniciada com a data e horário (“Domingo, 20 de junho, 18h01”). Teve épocas em que incluía uma música que estivesse ouvindo no momento ou ouvindo muito naquele período.

      1. Rodrigo, fuçando no MdU me deparo com este artigo teu: https://manualdousuario.net/apps-anotacoes/

        Cara, olha que coisa. Muita coisa que eu disse na minha mensagem tu escreveu nessa postagem. hahahaha

        A tua ideia é bem boa, também. Desse modo fica bem organizado, com poucos arquivos, e analisando de forma estrutural, bem parecida com a minha forma.

        A ideia de colocar uma música é bem boa. Eu faço bastante de colocar trechos de uma música que me lembram uma situação na qual estou passando, acho interessante. Inclusive eu tenho uma playlist no Spotify com as músicas que estão na minha cabeça em determinadas épocas da minha vida. Sabe aquela(s) música(s) que passam dias na tua cabeça? Então, eu sempre as adiciono numa playlist para ouvir mais tarde e relembrar de épocas da minha vida.

  2. faltou falar que o Day One é só existe para mac e iOS.

    Fiquei empolgado para testar, fui procurar e dei de cara com essa limitação.

    Tenho dificuldade de escrever isso de forma a soar uma reclamação, mas gostaria que vocês encarassem como uma critica construtiva. Adoro o podcast! Episódio foi ótimo inclusive!

      1. Obrigado, Ghedin!
        Olha que curioso, eu fui procurar o site pelo site oficial, pq eu queria ler mais sobre ele e pq às vezes já tem o link para a F-Droid. Agora olhando de novo, vi que ele tem para Android, mas fica bem escondido.
        Abraço

  3. Do contra, eu? Gostei bastante do Google Workspace. Me lembrou de um site antigo da Microsoft que integrava o internet explorer com o msn Messenger, Hotmail e etc.

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