Nomadismo digital com um carro elétrico: Um guia de sobrevivência para as estradas brasileiras
Mácio Meneses tem 29 anos e mora em Recife. É pernambucano orgulhoso, daqueles que afirmam que “o rio Capibaribe se une ao rio Beberibe para formar o Oceano Atlântico!” Trabalha de forma remota com engenharia de software para uma empresa de São Paulo. “É um prazer estar aqui no Manual do Usuário, um site que acompanho e admiro há bastante tempo. Sigo o trabalho do Ghedin desde o início da minha graduação em Engenharia da Computação. Agradeço pelo espaço e parabenizo pelo seu esforço em promover um jornalismo sério e crítico nessa nossa área da tecnologia.” A gente — eu e os leitores — que agradece, Mácio!
O livro The digital nomad (1997), de Tsugio Makimoto e David Manners, costuma ser citado como uma das primeiras obras que trouxe o termo “nômade digital”. O conceito surgiu em um contexto em que o avanço da internet e a miniaturização da tecnologia viabilizavam um novo estilo de vida.
Inicialmente, o nomadismo digital foi adotado por um nicho de profissionais de TI e freelancers que buscavam a liberdade de trabalhar de qualquer lugar, desde que houvesse acesso à internet.
A década de 2010 marcou a explosão do fenômeno. O surgimento de plataformas de trabalho freelancer, a proliferação de ferramentas de comunicação online (como Slack, Zoom e Trello) e a crescente conscientização sobre os benefícios do trabalho remoto contribuíram para sua massificação. A pandemia de COVID-19, em 2020, acelerou a adoção do trabalho remoto no mundo todo, forçando muitas empresas a repensarem seus modelos operacionais.
Eu fui um dos profissionais que migrou para o trabalho remoto durante a pandemia. Desde então, estive no escritório três ou quatro vezes. Para mim, os ganhos em qualidade de vida e produtividade foram significativos.
Há muito tempo eu ouvia falar de nômades digitais. A ideia de trabalhar enquanto viajava sempre me seduziu, mas mesmo após estar em condições de experimentar essa vida diferente, demorei a tomar a iniciativa de sair da zona de conforto para desbravar o mundo sem estar de férias.
Isso mudou em abril deste ano.