Windows 10 será gratuito para piratas, mas eles continuarão… piratas?
Parece que a Microsoft queimou a largada ao anunciar que o Windows 10 será gratuito para todos, inclusive donos de cópias piratas de versões anteriores. Após o anúncio, a empresa disparou dois comunicados à imprensa na tentativa de esclarecer o ponto. Só que esses avisos mais confundiram do que elucidaram qualquer coisa.
Ok, há uma certeza: a medida, seja lá qual for, valerá para o mundo inteiro. Alguns desconfiavam de que ela seria restrita à China, onde o problema da pirataria é maior que a média. Mas outras questões, principalmente se haverá um tratamento diferenciado para quem veio de licenças piratas, seguem sem resposta. No último comunicado, republicado na íntegra pelo Ars Technica, a Microsoft disse:
Com o Windows 10, embora PCs não genuínos sejam elegíveis à atualização para o Windows 10, a atualização não mudará o estado de legitimidade da licença. (…) Se um dispositivo era considerado não genuíno ou sem licença antes da atualização, esse dispositivo continuará sendo considerado não genuíno ou sem licença depois dela.
A única certeza é que, sim, usuários piratas poderão atualizar seus sistemas para Windows 10. Mas qual a pegadinha? Uma hipótese levantada é a de que essas licenças não receberão atualizações rotineiras da Microsoft até que sejam legalizadas. Outra, de que essa reticência da Microsoft pós-anúncio é mais direcionada ao público corporativo, não a usuários domésticos — e, de fato, o início do comunicado deixa bem claro que versões Pro, Enterprise e as vendidas via licenciamento por volume não serão contempladas.
O jeito é esperar por informações mais claras.

