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5 curiosidades sobre smartphones do MWC 2015

Entrada do MWC 2015.

Das poucas feiras mundiais de tecnologia que acontecem anualmente, o Mobile World Congress em Barcelona, Espanha, é a única, como o nome sugere, dedicada a dispositivos móveis e acessórios. Por isso vemos tantos anúncios e lançamentos sendo feitos lá. Uns manjados, como o novo Galaxy S da Samsung, outros… inusitados.

Neste post, separei cinco curiosidades relacionadas a smartphones que apareceram no MWC deste ano. Se faltou alguma, avise nos comentários que emendo o post.

-1. A Samsung não está na lista

Considerando o passado recente, é incrível que a Samsung não tenha dado motivos para aparecer nesta lista. Veja, estamos falando da empresa que em 2012 anunciou um celular que fazia “fotos com som” (?), em 2013 cometeu uma das apresentações de produto mais constrangedoras da história e, ano passado, achou que seria uma boa ideia colocar um sensor de batimentos cardíacos próximo da câmera principal do Galaxy S5.

Mas em 2015, não! O Galaxy S6 e seu irmão com as bordas curvadas, o Galaxy S6 Edge, são promissores. O sensor cardíaco continua ali, mas não é mais novidade, e todo o resto parece apenas… certo. O primeiro item dessa lista é negativo: um hours concour finalmente conseguiu se livrar do seu histórico de esquisitices. Parabéns?

1. Smartphone com scanner de retina

Em parceria com a EyeVerify, a ZTE incluiu um método inédito de desbloqueio no Grand S3, um smartphone com Android: reconhecimento da retina.

Ao optar por esse método, chamado Eyeprint ID, a câmera frontal do smartphone é ativada e consegue “ler” a retina do usuário. A distinção entre o olho do proprietário do aparelho e outros se dá pelos padrões únicos das veias oculares, então é bem provável que arrancar o olho do amiguinho para desbloquear o Grand S3, meio como Wesley Snipes fez em O Demolidor, não vá funcionar. Ainda bem!

2. Smartphone que fala de ponta-cabeça

A Alcatel está empolgada no MWC: já apresentou um punhado de smartphones, tablet e até relógios inteligentes. Entre eles está o Idol 3, a nova versão daquele smartphone levinho que testei ano passado.

A fórmula segue a mesma, ou seja, configurações intermediárias (apesar da empresa dizer se tratar de um “topo de linha”) a um preço convidativo. Desta vez o Idol vem em dois tamanhos, com telas de 4,7 e 5,5 polegadas, sendo o maior, infelizmente, mais poderoso — abordagem diferente da que a Sony usou com a dupla Z3 e Z3 Compact.

O mais curioso, porém, é que os dois Idol 3 são reversíveis. Não existe lado errado para falar ao telefone com ele; levando-o ao ouvido na posição correta ou invertido, com a câmera frontal próxima à boca, ele funcionará da mesma forma. A Alcatel colocou dois microfones e dois alto-falantes nas duas extremidades dos aparelhos:

Não sei até que ponto essa redundância é útil no dia a dia, mas é algo inédito até onde me lembro.

3. Firefox OS em celulares do tipo flip e com teclado físico

Montagem com celular de flip e logo do Firefox.A Mozilla anunciou parcerias com operadoras de países desenvolvidos, como Estados Unidos (Verizon) e Coreia do Sul (LG U+), que levarão o Firefox OS, seu sistema para smartphones, a eles.

Até pouco tempo atrás, a plataforma era destinada a smartphones baratos de entrada, coisas como o Kliff, anunciado pela Alcatel no MWC e que custa apenas US$ 40. Essa missão começou a mudar com o Fx0, smartphone transparente da japonesa KDDI anunciado no fim do ano passado. Ele tem configurações intermediárias, mas ainda assim anos-luz de tudo que já fora lançado rodando Firefox OS até então.

Dito isso, seria normal continuar apostando em formatos mais tradicionais, certo? Só que não é o que acontecerá. Andreas Gal, CTO da Mozilla, disse à Cnet que está mirando, junto com as parceiras do projeto, em formatos incomuns hoje, como celulares flip, com partes deslizantes e/ou teclados físicos:

As operadoras veem demanda dos clientes por esses formatos. Com o Firefox OS, temos a capacidade de servir esse mercado. Você nos verá estender as categorias em que o Firefox OS estará presente.

4. Ausências notadas

A Sony apresentou o Xperia M4 Aqua, evolução do seu intermediário à prova d’água, e o Xperia Z4 Tablet, seu tablet impossivelmente fino que agora vem acompanhado de apps de produtividade e um teclado físico. Sentiu falta de alguém? Pois é, nada de Xperia Z4.

Foto de divulgação do Lumia 640.

A Microsoft foi outra que não se preocupou em levar um topo de linha ao MWC. Diferentemente da Sony ela fez uma apresentação, mas só mostrou uma dupla de smartphones intermediários, Lumia 640 e 640 XL. O bom é que esse “XL” no nome do segundo aponta para um futuro com menos números no lineup da empresa (ele sucede o enorme Lumia 1320). Ah, e ambos virão com um ano de Office 365 grátis, o que se traduz numa economia de ~R$ 200 aqui no Brasil. O ruim? São bons smartphones de entrada/intermediários, mas apenas isso. O trono dos Windows Phone continua vago e um Lumia topo de linha só deve surgir no fim do ano, junto com o Windows 10.

5. Alguém quer o lugar da BlackBerry

Foto de divulgação da Silent Circle.

Se esse subtítulo tivesse sido escrito em 2010, 2011, ok. Na época a então RIM já cambaleava, mas ainda tinha um pé firme junto ao público corporativo graças à sua criptografia pesada e teclados físicos. Hoje é meio estranho escrever algo assim, mas acredite: esse adversário quixotesco dos canadenses existe, é a Silent Circle.

Caso não tenha ligado o nome à empresa, a Silent Circle fabrica o Blackphone, smartphone que roda uma variante super segura do Android. E ela leva a sério a missão: de acordo com a EFF, os apps Silent Phone (para ligações) e Silent Text (bate-papo por texto) são extremamente seguros.

Estima-se que a BlackBerry detenha 0,4% do mercado mundial de smartphones, mas a briga é encarada com seriedade pelas duas rivais. Durante a apresentação do Blackphone 2, Mike Janke, especialista em segurança da Silent Circle disse que “estamos tomando o lugar da BlackBerry, e não ligamos que o CEO deles esteja despejando coisas ruins sobre nós no Twitter. Vamos dominá-los.” A treta é antiga.


O MWC acontece todo ano em Barcelona, Espanha, e é onde diversas fabricantes anunciam seus lançamentos previstos para o primeiro semestre. Leia mais sobre isso no Manual do Usuário.

Foto do topo: Mobile World Capital Barcelona/Flickr.

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6 comentários

  1. poxa, nao sabia que voce havia feito review do Idol 2.
    minha namorada comprou por R$333 no shoptime e apenas confiamos em videos e specs.
    é um aparelho muito bom mesmo.

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