E o Nokia X, afinal, é lançado no Brasil

Hoje cedo estava fazendo a ronda diária pelas promoções da B2W quando me deparei com o Nokia X sendo vendido na Americanas (e com desconto! E na cor verde!):

Nokia X vendido no Brasil.

A Americanas, embora seja do mesmo grupo do Submarino, até onde sei não tem um programa de vitrine para lojas menores — da outra vez que o Nokia X apareceu por aqui, foi nessa modalidade e não tinha o aval da subsidiária da Nokia. Isso me deixou intrigado: o Nokia X foi lançado no Brasil?

Entrei em contato com a assessoria da Microsoft e ela confirmou que, sim, o aparelho está disponível aqui com a bênção oficial. Mas com ressalvas: trata-se de “um volume pequeno” que está sendo comercializado sem qualquer esforço em marketing e com uma distribuição reduzida. Afinal, agora a Microsoft é só Windows Phone, certo?

O preço sugerido do Nokia X é de R$ 499 e a Americanas já vende ele com desconto, por R$ 399. Pelo tom da assessoria e o histórico recente (havia um evento marcado para anunciar o aparelho que foi cancelado em cima da hora), parece ser apenas uma desova de estoque. E assim termina a curta, dramática e intrigante história do Android da Nokia/Microsoft.

Microsoft fecha o cerco contra apps genéricos que se passam por oficiais

Todd Bix, em um blog oficial da Microsoft:

No começo do ano, ouvimos em alto e bom som que as pessoas estavam com dificuldades para encontrar os apps pelos quais procuravam; com frequência, tinham que se debruçar sobre listas de apps com títulos confusos ou enganosos. Recebemos esse feedback com seriedade e modificados os requisitos de certificação da Loja [de Apps do] Windows como um primeiro passo para garantir que os apps sejam nomeados e descritos de uma maneira que não deturpe seus propósitos.

Em março, Long Zheng exemplificou o problema com o Facebook. Um app genérico, com ícone e nome idênticos ao oficial, aparecia no topo da pesquisa por “facebook” na loja australiana.

As alterações no processo da Loja de Apps, tanto a do Windows, quanto a do Windows Phone, já estão valendo e resultaram, de cara, na eliminação de 1500 apps. Consumidores que compraram algum deles serão reembolsado.

Lumia 530 chega ao Brasil por R$ 399

A Microsoft ainda não enviou o comunicado à imprensa, mas um leitor do Gizmodo encontrou o Lumia 530 à venda na loja da Nokia. Preço? R$ 399, e apenas nas cores preto e branco (boo!).

O valor vai de encontro com as especificações do aparelho. Para quem esperava um sucessor do (ótimo) Lumia 520, não é o caso: com exceção do SoC, todas as demais partes do Lumia 530 são piores. Falei dessa embolada no meio-campo neste post.

A família de smartphones da Microsoft fica com um buraco em uma faixa de preço importante, a do Moto E.

Depois do Lumia 530, o próximo é o Lumia 635 com valor sugerido de R$ 599. Por ser compatível com redes LTE, o foco desse modelo é na venda via operadoras, atrelado a planos 4G. Então sobra o Lumia 630, lançado por R$ 699 e que recentemente sofreu um corte; agora custa R$ 629, preço esse confirmado pela assessoria da Microsoft.

Os próximos membros da linha x30 devem ser anunciados no começo de setembro e de categorias superiores.

[Review] Lumia 630: comprometimentos nos lugares errados

Por um monte de razões o Lumia 630 é único: primeiro smartphone original a sair de fábrica com o Windows Phone 8.1, primeiro com o sistema capaz de funcionar com dois SIM cards, a usar botões virtuais em vez de táteis e a receber o sinal da TV digital brasileira. Todo esse pioneirismo se traduz em um bom smartphone? É o que descobriremos agora.

Anunciado junto ao Lumia 930, a versão GSM do Lumia Icon, o Lumia 630 (e seu clone 4G, o Lumia 635) foi a escolha da Nokia/Microsoft para mostrar ao mundo o Windows Phone 8.1. Há diversos indícios de que esse aparelho ou foi um projeto feito às pressas, ou a vítima de uma série de decisões desastrosas. Independentemente do que aconteceu, o resultado é um conjunto bastante comprometido por detalhes quase bobos. Explicarei isso melhor nos próximos parágrafos. (mais…)

Hyperlapse suaviza time lapses filmados em primeira pessoa

https://www.youtube.com/watch?v=6Mugq0CF0tg

Apresentamos um método para converter vídeos em primeira pessoa capturados, por exemplo, com uma câmera no capacete durante atividades como escalada e ciclismo, em vídeos hyper lapse, ou seja, vídeos em time lapse com um movimento de câmera suavizado.

Algumas similaridades com o Photosynth são gritantes e não é por acaso: dois do trio de pesquisadores responsável pelo Hyperlapse, Richard Szeliski e Johannes Kopf, trabalharam na tecnologia. O outro, Michael Cohen, também tem experiência na área — entre outras coisas, criou o Photo Fuse, do (finado?) Windows Live Galeria de Imagens.

Mais informações (vídeos, papers e explicações) na página da Microsoft Research. E, importante: “Estamos trabalhando duro para tornar o algoritmo do Hyperlapse disponível na forma de um app para Windows. Fique ligado!”

Incomoda a você o Google verificar imagens compartilhadas no Gmail?

Um homem foi preso no estado da Pensilvânia, nos EUA, por armazenar fotos de pornografia infantil no OneDrive. Dias antes, um usuário do Gmail também foi preso no estado do Texas sob a mesma acusação.

Não é como se funcionários da Microsoft e do Google fizessem a verificação, pessoalmente e uma a uma, de todas as fotos que passam pelos servidores da empresa. Da mesma forma que o Google usa bots para analisar e direcionar anúncios baseados nos e-mails do Gmail, sem intervenção humana, tecnologias similares são empregadas no reconhecimento de imagens. A iniciativa da Microsoft para identificar imagens do tipo, chamada PhotoDNA, existe desde 2008 e é compartilhada com outras empresas, como o Facebook e o próprio Google.

Nesses casos o benefício da vigilância proativa à sociedade é óbvio: prender pedófilos. Óbvio e indiscutível. O Google garante que tal tecnologia se limita à identificação de pornografia infantil, como nesta nota à AFP, ou seja, se você estiver planejando um assalto ou qualquer outro crime trocando e-mails com seus comparsas pelo Gmail, não será o Google que denunciará tais planos malignos às autoridades. Mas foi ou será sempre assim? Até que ponto vai esse poder, ou até onde ele é saudável? E, como diz aquele quadrinho, quem vigia os vigilantes?

Em abril o Google interrompeu um monitoramento similar de 30 milhões de contas de e-mail usadas por escolas, universidades e instituições similares no mundo inteiro após ser processado nos EUA por minerar dados dos estudantes. É um contraexemplo de emprego da mesma tecnologia para um fim questionável.

Toda essa questão é bastante delicada e mesmo pendendo para o lado que vê com bons olhos esse tipo de intervenção, ainda sobra um certo receio, um conflito quase latente entre o fazer justiça e o direito à privacidade irrestrita. Encare este post como um pensamento alto e um convite à discussão. O que você acha?

Windows Phone 8.1 Update é oficial: veja o que há de novo

Telas da próxima atualização do Windows Phone.

O Windows Phone 8.1 já apareceu no seu smartphone? Então sente-se que lá vem mais novidades: a Microsoft oficializou o Windows Phone 8.1 Update, uma atualização menor mas, ainda assim, cheia de novidades.

A principal é a expansão da Cortana. Em beta, ela aprendeu a falar chinês e pegou o sotaque britânico, além de ganhar status alpha no Canadá, Índia e Austrália. Nos EUA, ganhará novos truques como uso de mais termos em linguagem natural, botão soneca para lembretes e modo hands-free quando o smartphone estiver pareado via Bluetooth com um carro.

A tela inicial ganhará suporte nativo a pastas, e parece um negócio bem melhor que a implementação via Pasta de Aplicativos, app exclusivo da Nokia para a mesma finalidade. O mais legal é que elas não anulam a dinamicidade dos blocos, ou seja, ainda dá para ver notificações nos blocos dinâmicos que estiverem guardados em uma pasta. Falando em blocos dinâmicos, o da Loja agora será um.

O Xbox Music, duramente criticado no WP 8.1, está recebendo tratamento especial e deve melhorar significativamente: terá bloco dinâmico, sincronia em segundo plano, novos gestos e melhorias gerais no desempenho. Antes mesmo dessa atualização, o app deverá ganhar alguns aperfeiçoamentos via atualização direta na Loja.

Para fabricantes, a Microsoft acrescentará suporte a capas físicas para permitir interfaces personalizadas, como as do One M8, da HTC, e G3, da LG. Novas resoluções também passam a ter suporte: qHD (960×540) e 1280×800 — essa última, somada à adição de suporte ao protocolo NTP, é um forte indício de que o Windows Phone logo surgirá em tablets pequenos, de 7 polegadas.

O sistema também passará a enviar notificações via Bluetooth, uma etapa necessária para conversar com gadgets vestíveis, e dará suporte a VPNs em conexões públicas. O padrão QuickCharge 2.0 da Qualcomm, que acelera a recarga da bateria, também será habilitado — alguns aparelhos como os Lumia 930 e 1520 suportam a tecnologia e se beneficiarão dela.

Existem outras alterações menores, várias direcionadas ao público corporativo, todas contempladas no blog oficial do sistema e nesta lista de Paul Thurrott. Para quem está naquele programa de desenvolvedores (saiba como entrar), o Windows Phone 8.1 Update chega semana que vem. Para os demais, a versão final estará disponível “nos próximos meses”.

Primeiras impressões do Lumia 630

Mais um dia, mais um smartphone desembarca aqui. Desta vez foi o Lumia 630, da Microsoft, o palco para a estreia no Windows Phone de dois recursos de muito apelo no segmento de entrada: suporte a dois SIM cards e TV digital.

Atualização: O review completo do Lumia 630 já está no ar.

Lumia 630.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Gostei: o tamanho é bem legal. Se encaixa bem na mão, no bolso e a espessura, embora não seja das mais finas, também fica dentro dos limites confortáveis para o manuseio. Ele tem um design bem simples, ainda mais do que a média dos Lumias — nada de botão dedicado a fotos, ou os táteis do sistema, que agora são virtuais. Ajuda na composição de um visual mais clean. Já vem com Windows Phone 8.1 instalado.

Não gostei: a unidade que recebi está bem gasta, com a tampa de trás suja (e ainda por cima é branca) e umas marcas na tela deixadas pelo adesivo de fábrica que a cobre. A primeira impressão da tela é ruim: além da resolução que não empolga, o brilho no médio está mais para baixo (e não há sensor de luminosidade) e a sensação do toque é ruim. Lembra muito aqueles smartphones abaixo de R$ 500 que testei ano passado.

O que mais: não sei se alguém esqueceu dele ou se não existe mesmo, mas diferente de outros smartphones com suporte a TV digital este Lumia 630 não tem aquela antena externa que vai no plug dos fones de ouvido. Pelo Twitter o Guilherme me avisou que a antena do Lumia 630 está embutida nos fones de ouvido. Vieram na caixa o carregador de parede, a bateria (solta) e os fones, que parecem extremamente básicos. A caixa, aliás, é bem diferente daquelas azuis padrão Nokia. Gostei da mudança, o novo desenho tem um ar mais moderno.

Nova caixa do Lumia 630.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O próximo review da fila é o do Xperia Z2 (o da SmartBand, que vem no pacote, saiu semana passada), depois vem o Moto E e, aí sim, Lumia 630. Se tiver alguma dúvida ou quiser sanar uma curiosidade sobre o Lumia 630, use os comentários abaixo.

Como as empresas de tecnologia se saíram no último trimestre fiscal (2Q2014)

Diversas empresas de tecnologia com capital aberto estão divulgando seus relatórios trimestrais nesta semana. Esses documentos públicos são uma exigência da Bolsa e trazem, resumidamente, números: vendas, faturamento e lucro (ou prejuízo).

Por que você está lendo isso aqui? O site não virou um Manual do Investidor, nem mudou de foco. Esses relatórios, porém, servem ao mesmo tempo de indicativos para o futuro das empresas e termômetro para suas ações mais recentes. Tomemos a BlackBerry como exemplo. As mudanças radicais em comando, estratégia e abertura se devem ao mau desempenho dos seus papéis. Como empresa de capital aberto, agradar aos investidores e manter seu valor de mercado em alta passa a ser uma meta importantíssima, talvez a mais importante.

Abaixo, um resumo das que já divulgaram seus números e seus destaques relativos ao segundo trimestre (terceiro, para a Apple) do ano fiscal1 de 2014. (mais…)

O Lumia 530 empurra o Windows Phone ainda mais para baixo na tabela de preços

https://www.youtube.com/watch?v=T663YbyHzDY

A Microsoft anunciou o Lumia 530 mirando no segmento low-end. Na Europa, ele custará € 85, o que lhe dá o título de Windows Phone mais barato já lançado pela Nokia/Microsoft. (Para colocar em perspectiva, o Lumia 520 foi lançado por € 139.) Apesar da numeração dos modelos, não se engane: o sucessor do Lumia 520 é o Lumia 630, lançado no final de maio.

O Lumia 520 é (justificadamente) um sucesso de vendas. Responde por 1/3 dos Windows Phone vendidos pela Nokia/Microsoft e abriu os olhos da Microsoft para o segmento de entrada. Com a absorção da Nokia e o fim das linhas mais baratas com S40 e Android AOSP (leia-se Nokia X), a missão de conquistar o consumidor que chega agora ao mundo dos smartphones recai toda no Windows Phone.

O Lumia 630 (review em breve) traz várias melhorias e similaridades em relação ao Lumia 520. Já o Lumia 530 é um downgrade: com exceção do processador, algumas configurações são iguais e várias, inferiores.

O Lumia 530 mantém a limitada RAM de 512 MB e a câmera de 5 mega pixels, e essa, para piorar, perdeu a capacidade de gravar vídeos em alta definição e o foco variável. Outra baixa notável é a memória interna, que de 8 GB no 520, caiu para 4 GB. Tudo bem, existe o slot de para cartão SD, o problema é que gastar mais para expandir uma memória limitadíssima vai contra a motivação de quem compra um smartphone de entrada, que é gastar menos. Ele também é mais grosso e pesado que o Lumia 520, e perdeu o painel IPS da tela.

Os Lumia 530 e 630 parecem variantes de projetos multiplataforma, como notou Paul Thurrott. Eles têm botões virtuais e carecem do (físico) dedicado à câmera, característica marcante e, até então, onipresente nos Windows Phone da Nokia. Talvez a ideia da Nokia, antes de ser vendida e de focar totalmente num sistema só, fosse compartilhar esse projeto entre as linhas Lumia e X. Isso, claro, além de custo: é seguro presumir que o valor alcançado pelo Lumia 530 só foi possível economizando aqui e ali, em detalhes que isoladamente são quase inexplicáveis.

No Brasil o Lumia 530 sai ainda neste trimestre, apenas nas cores preta e branca — lá fora existem também as opções laranja e verde. A Microsoft do Brasil ainda não revelou o preço. Ano passado o Lumia 520 foi lançado, inicialmente, por R$ 599, então é de se esperar que o novo aparelho chegue por menos que isso.

Independente e a caminho do Android e iOS, o futuro do MixRadio é incerto

Tela inicial do MixRadio.
Imagem: Microsoft.

Como parte do seu plano de reestruturação, a Microsoft se desfará do MixRadio, um app de streaming de música herdado da Nokia.

Ao Guardian, Jyrki Rosenberg, responsável pelo MixRadio, disse que ele se tornará independente, continuará vindo pré-instalado nos Lumias e, talvez o mais importante, deve ganhar versões para Android e iOS.

Embora faça streaming de música, o MixRadio diverge um pouco das ofertas de Spotify, Rdio, Deezer e Xbox Music. Ele não tem música sob demanda, é num esquema mais parecido com rádio — ou, se você estiver familiarizado, com o Pandora. Sempre que testo algum Windows Phone acabo usando-o, e é bem legal por ser “frictionless”: você abre, indica um artista e ele monta a playlist baseada nisso e nas curtidas suas nas músicas. Mais simples, impossível.

No Brasil o MixRadio só está disponível na versão gratuita. Em alguns dos 31 países onde existe, os usuários podem pagar uns trocados por mês (£ 3,99 no Reino Unido) e obter vantagens como cache de playlists para ouvir offline e pular músicas sem limites (na versão grátis o limite é de cinco por hora).

Embora a chegada ao Android e iOS abra possibilidades, o MixRadio terá dificuldades em se manter sem uma gigante por trás. Players muito maiores não têm vida fácil — o Spotify, maior do gênero, já perdeu US$ 200 milhões desde que foi lançado.

Os trunfos do MixRadio são a presença forte no Windows Phone e a facilidade de uso: dispensa cadastro, não exige pagamento, é só abrir e dar o play. Se isso, mais a chegada a outras plataformas mais populares, serão suficiente para ganhar relevância comendo pelas beiradas, ninguém sabe. O futuro do MixRadio é tão incerto quando era o da Nokia pós-aquisição pela Microsoft.

Microsoft: 18 mil demissões, vários projetos engavetados e foco total no Windows Phone

Microsoft.
Foto: Robert Scoble/Flickr.

A Microsoft anunciou hoje que até o ano que vem demitirá até 18 mil funcionários. Desses, 12500 serão da Nokia, adquirida no começo do ano.

Esse não foi o único anúncio de hoje. Em uma carta direcionada a funcionários, Stephen Elop, vice-presidente da divisão de Dispositivos e Serviços da Microsoft, anunciou que a empresa passará a focar no Windows Phone, inclusive no segmento de entrada. Isso significa que o Nokia X, a linha de smartphones de entrada com Android, será descontinuado — e o anúncio da segunda versão, algumas semanas atrás, fica ainda mais estranho.

A linha Asha continua, a cargo de outra divisão liderada por Jo Harlow, só que em “modo manutenção”. Segundo um memorando de Harlow, esses aparelhos e outros mais simples, incluindo os icônicos celulares básicos com bateria duradoura e teclado numérico, não receberão novidades e serão descontinuados gradativamente ao longo dos próximos 18 meses. MixRadio e Xpress Browser, apps da Nokia para ouvir música por streaming e navegar com economia de dados, terão o mesmo destino até serem vendidos. Algumas fábricas ao redor do mundo serão fechadas, outras, reestruturadas. A do Brasil, em Manaus, aparentemente passará intacta por essa turbulência.

Passada essa fase, tudo o que restará na Microsoft em relação a smartphones será o Windows Phone. Não chega a ser exatamente uma surpresa.

Tem mais: o Xbox Entertainment Studios, responsável por séries de TV exclusivas para a Xbox LIVE, também será fechado. As séries já em produção, que incluem uma sobre a franquia Halo e outra sobre os primórdios dos video games, serão finalizadas. É o fim prematuro da promessa de produzir conteúdo audiovisual original para bater de frente com a Netflix.

Demissões são sempre ingratas, mas a notícia parece ter agradado os investidores — os papéis da MSFT operam em alta de 3%. Além da Bolsa, analistas também acham que essa reestruturação será benéfica, até necessária nesses novos tempos em que de líder disparada a Microsoft passou a responder por apenas 14% dos equipamentos vendidos no mundo, considerando outros form factors além de desktops e notebooks.

Defendi esse ponto algum tempo atrás e, na WPC desse ano, Kevin Turner disse que a mentalidade dentro da empresa é essa mesma:

“A realidade é que o mundo mudou, o mundo evoluiu. Agora mensuramos nós mesmos no espaço de dispositivos no total. Temos uma oportunidade bem maior do que já tivemos no passado para aumentar nosso negócio, mas temos que repensar como o encaramos.”

Apesar do excesso de jargões corporativos e da prolixidade, aquele e-mail de Satya Nadella antecipava mudanças nesse sentido. Mais do que demissões, ele parece estar disposto a mudar a cultura interna. Faz um bom tempo que a Microsoft é vista como uma empresa lenta, sempre correndo atrás depois que as concorrentes inovam. Mudar essa percepção é importante.

Há quem diga que essa nova postura reflete um posicionamento mais humilde, como se a Microsoft soubesse que não é mais protagonista da tecnologia de consumo e estivesse agindo de acordo. O tempo dirá se essa impressão se confirma na prática. Apesar das demissões, a Microsoft continua enorme, com milhares de funcionários inteligentes e um portfólio de produtos para o consumidor doméstico que, embora não seja a melhor opção hoje, tem bastante potencial.

Microsoft inicia distribuição da Lumia Cyan, atualização que traz Windows Phone 8.1

https://www.youtube.com/watch?v=GceaQE12dGk

Começa hoje a distribuição da atualização Cyan para smartphones Lumias. Ela traz o Windows Phone 8.1 e melhorias exclusivas para a marca. Quais?

  • Central de Ações (cortina de notificações com atalhos rápidos)
  • Word Flow (digitação deslizando os dedos no teclado)
  • Melhorias no uso do aparelho em redes corporativas
  • Nova tela de bloqueio e opções para os blocos dinâmicos na tela inicial (terceira coluna e imagem de fundo)
  • Creative Suite 6 (não confundir com a da Adobe)
  • IE 11
  • Para quem prefere usar o Windows Phone em inglês, a Cortana.

O Lumia 1520 ainda ganha algumas exclusividades, como aperfeiçoamentos em fotos e vídeos, uma nova tecnologia de compartilhamento de tela e a ativação do SensorCore, para monitorar e gerenciar dados de atividades físicas.

Quem já passou por uma atualização dos Lumias sabe que ela é gradual e varia de modelo para modelo, e de operadora para operadora. Esta página mostra o status — e, no momento, a atualização em todos os modelos de todas as operadoras nacionais está “em testes”.

Satya Nadella redefine a Microsoft: menos burocracia, foco em produtividade e usuários

Satya Nadella, CEO da Microsoft.
Foto: Microsoft.

No recém-iniciado ano fiscal de 2015, o CEO da Microsoft Satya Nadella enviou um e-mail para todos os seus funcionários (também disponível na web, para qualquer um ler) no qual, em meio a muitos “nós vamos fazer isso e aquilo”, tenta especificar quais rumos a empresa tomará. É tempo de repensar o papel da Microsoft — mais uma vez.

Não faz muito tempo que o agora ex-CEO Steve Ballmer lançou o mantra “dispositivos e serviços” e tratou de simplificar o alto escalão dos seus comandados com a iniciativa Uma Microsoft. Nadella, CEO faz pouco tempo, resolveu mexer em tudo isso. Em termos bem resumidos, ele quer acelerar processos, diminuir a burocracia interna e focar em produtividade. (mais…)

Vista 2.0

A Microsoft está basicamente “cheia” do Windows 8.x. Independentemente do quão usável ou funcional ele é ou não, [o sistema] se transformou no Vista 2.0 da Microsoft — algo de que a empresa precisa se distanciar, em termos de percepção. Nesse estágio, a Microsoft segue a todo vapor em direção ao Threshold e dará seu melhor para diferenciar esse sistema do Windows 8.

Mary Jo Foley, que tem boas fontes e costuma acertar em seus palpites, diz ainda que o Windows 8 receberá mais uma atualização, provavelmente sem muito alarde, e que a primeira demonstração pública do Threshold, codinome do próximo Windows, deve sair ainda em 2014.