Lumia 630 e sua caixa.

[Review] Lumia 630: comprometimentos nos lugares errados


19/8/14 às 14h10

Por um monte de razões o Lumia 630 é único: primeiro smartphone original a sair de fábrica com o Windows Phone 8.1, primeiro com o sistema capaz de funcionar com dois SIM cards, a usar botões virtuais em vez de táteis e a receber o sinal da TV digital brasileira. Todo esse pioneirismo se traduz em um bom smartphone? É o que descobriremos agora.

Anunciado junto ao Lumia 930, a versão GSM do Lumia Icon, o Lumia 630 (e seu clone 4G, o Lumia 635) foi a escolha da Nokia/Microsoft para mostrar ao mundo o Windows Phone 8.1. Há diversos indícios de que esse aparelho ou foi um projeto feito às pressas, ou a vítima de uma série de decisões desastrosas. Independentemente do que aconteceu, o resultado é um conjunto bastante comprometido por detalhes quase bobos. Explicarei isso melhor nos próximos parágrafos.

Altos e baixos no hardware do Lumia 630

A tela de 4,3 polegadas deixa o aparelho compacto.

O hardware do Lumia 630 é uma montanha-russa. Alguns pontos são bem positivos, como o Snapdragon 400, um SoC com processador quad-core rodando a 1,2 GHz que casa perfeitamente com dispositivos intermediários/de entrada, e a câmera, que agrada para essa faixa de preço. Outros, no entanto, são incompreensivelmente ruins, começando pela limitada disponibilidade de RAM: são apenas 512 MB.

Não que faça falta o tempo todo. Na maior parte do tempo os 512 MB segura bem o apetite de sistema e apps por memória. Só se sente falta de mais dela quando a multitarefa é exigida, ou algum jogo mais intensivo é aberto. (E aqui é de se questionar, também, até que ponto falta otimização ao Snapdragon 400, virtualmente o mesmo que equipa o ótimo Moto G, ao Windows Phone.) A falta de memória fica difícil de explicar quando concorrentes teoricamente inferiores, como Moto E da Motorola e L70, da LG, vêm 1 GB de RAM. Memória não é o componente mais barato, mas sua importância deve (ou deveria) priorizá-la em qualquer projeto, mesmo nos de baixo custo.

Se esse dobro de memória faz falta, outras características menos dispendiosas e (ainda) mais irritantes também não são vistas no Lumia 630. O sensor de luminosidade, por exemplo. É inconcebível que esse aparelho não tenha um. Sem ele, o brilho da tela não muda automaticamente, cabendo ao usuário a tarefa nada amistosa de ajustá-lo a todo momento.

Quando se está em trânsito sob a luz do Sol, o brilho no máximo é a melhor configuração; em ambientes fechados, dá para usá-lo no médio; no escuro, brilho mínimo. O duro é lembrar de mudar isso e o trabalho que, somadas, essas interações geram ao longo do dia. Não é só no conforto que há consequências. Esqueça o brilho no máximo e a bateria será drenada muito mais rapidamente do que no médio.

Um Windows Phone menos Windows Phone

O Lumia 630 tem botões virtuais na tela.

O Lumia 630 é o primeiro Windows Phone que se aproveita da flexibilização dos requerimentos para o sistema. Com a dispensa de botões táteis/físicos frontais e do disparador da câmera, a Microsoft espera diminuir a resistência das fabricantes na adoção do seu sistema, já que agora elas podem reaproveitar aparelhos feitos para o Android.

Os botões na tela funcionam tão bem quanto os virtuais do Android. A resolução da tela é de 480×854, sendo esses 54 pixels excedentes na vertical exclusivos para a fileira de botões. Eles rotacionam seguindo a orientação da tela e podem mudar de cor — ainda que, pessoalmente, o preto padrão tenha sido a que mais me agradou.

Cadê o botão da câmera?

A ausência do botão dedicado da câmera é mais sentida. Nem tanto para tirar fotos, mas por ser, até o momento, a única forma de chamar a câmera rapidamente com o aparelho bloqueado. No Android basta arrastar o dedo para esquerda; no iOS, para cima. No Lumia 630, você tem que desbloquear o sistema e então tocar no bloco da câmera para abri-la, ou descer a Central de Ações e tocar no atalho rápido — se ele for configurado para estar ali. Parece besteira, mas esse passo extra no processo impacta muito a agilidade e eventos únicos correm o risco de se perderem.

Outras características de que o Lumia 630 carece são: giroscópio, bússola, câmera frontal e flash da câmera traseira. Em contrapartida, ele vem com o SensorCore, um chip dedicado para monitorar movimentos. É o smartphone mais barato a vir com esse recurso, antes visto em modelos como iPhone 5s, Moto X e nos Lumia 1520 e 930/Icon.

O app Saúde e Bem Estar ganhou uma nova área para contagem de passos e exibição de gráficos, tudo extraído diretamente do SensorCore. Sem uma pulseira do tipo não foi possível determinar a precisão do chip, mas os dados estão lá — e aquela mesma dúvida expressada no review da SmartBand SWR10, da Sony, ou seja, o que fazer com eles, também.

A bateria removível e os slots do Lumia 630.

Fechando o rol de configurações temos a bateria de 1830 mAh e a memória interna, de 8 GB (5 GB disponíveis ao usuário) e que pode ser complementada por um cartão microSD de até 128 GB. O Windows Phone 8.1 é mais amigo desses cartões, permitindo a instalação de apps e jogos, bem como o armazenamento dos dados gerados por esses (fotos, músicas etc) no cartão. E mesmo sem ele, 8 GB não é um valor tão claustrofóbico quanto 4 GB que Moto E e Xperia C, entre outros, oferecem.

A autonomia, como disse acima, depende diretamente do brilho da tela. Quando o deixei no máximo o dia todo, cheguei ao fim do expediente com a bateria no limite, um cenário raro para o meu perfil de uso. No médio, o desempenho foi melhor, capaz de colocá-la naquele intervalo bem comum de baterias que não se destacam — nem para o bem, nem para o mal.

Windows Phone 8.1 fez sua estreia no Lumia 630.

O Windows Phone 8.1 é uma evolução bem-vinda. É mais personalizável e tem algumas novidades úteis, como a Central de Ações (que ameniza os problemas do brilho manual e acesso rápido à câmera) e a Loja de apps reformulada. Diversos recursos destinados a desenvolvedores tendem a tornar o ecossistema mais confiável quando forem implementados nos apps, como as novas tarefas em segundo plano e as notificações menos invasivas.

O maior problema da plataforma, os apps ruins em relação aos equivalentes de outras plataformas, atualização alguma do Windows Phone resolverá. É algo que depende dos desenvolvedores e embora aqui e ali progressos possam ser vistos, ainda há muito trabalho a ser feito. O mais preocupante é que a maioria dos desenvolvedores são indiferentes a essa questão.

TV digital no Lumia 630.

A Microsoft fez um bom trabalho na adaptação do sistema ao uso de dois SIM cards e à TV digital. O software dessa última, desenvolvido no INdT de Manaus, é exemplar: o design respeita as convenções do Windows Phone, é bonito, prático e pouco intrusivo. Uma das melhores implementações de TV digital em dispositivos móveis que vi recentemente. Só é uma pena a Microsoft não entregar uma antena independente dos fones de ouvido, ou seja, nada de sofrer, digo, assistir aos clássicos do Brasileirão com os amigos.

O que foi visto não pode ser ignorado

Iluminação problemática na tela do Lumia 630.

Em alguns pontos mais o Lumia 630 se revela um smartphone meio desleixado. A tela, por exemplo. Ela tem uma resolução baixa (854×480) para seu tamanho (4,5 polegadas), mas ok; é revestida por Gorilla Glass 3, o que é bacana, e quando você se dá ao trabalho de ajustá-lo, o brilho é legal. Para um smartphone de entrada é uma tela que resiste, com ressalvas, aos mais críticos. Só que o topo dela tem uma falha grotesca: a iluminação é desnivelada, algo visível especialmente quando o fundo está branco (veja a foto acima).

É como uma lâmpada fluorescente que começa a dar sinais de que está partindo para o céu das lâmpadas. Em vários reviews lá fora esse problema foi notado, logo descartei ser um defeito da unidade analisada. É do tipo de detalhe que, depois de notado, passa a ser impossível de ignorar, ainda que não atrapalhe o uso do dispositivo.

Câmera de 5 mega pixels faz boas fotos.

Como nem tudo é tristeza, o Lumia 630 consegue agradar seu dono em alguns aspectos. A câmera, sem dúvida, é um desses. Não é incrível, mas nessa faixa de preço ela é bem usável. Em situações de contraste é comum ela “explodir” as áreas claras, e o nível de ruído se faz notar caso algumas nuvens se formem no céu. Em condições ideais, porém, dá para fazer fotos bonitas sem muita dificuldade. O nível de detalhamento em algumas imagens chega a ser surpreendente, como nesta:

O detalhamento impressiona às vezes.
F/2,4, 1/120s, ISO 100. Crop de 100%.

Dica de amigo: contente-se com o app nativo da câmera. O Lumia 630 suporta o ótimo Nokia Camera, mas demora tanto para abri-lo (e trava às vezes) que você sempre desejará ter aberto o outro, mesmo sendo bem mais simples.

Aqui tem uma galeria de fotos feitas com o Lumia 630, em resolução natural e sem qualquer tipo de pós-edição.

Tente outra vez, Microsoft

Afinal, vale a pena comprar o Lumia 630?

Por R$ 699, o Lumia 630 passa longe de ser um bom custo-benefício. Não é um smartphone horrendo, mas uma olhada na concorrência evidencia suas falhas, algumas graves e/ou incompreensíveis.

Atualmente é impossível encontrá-lo no preço cheio. A própria Microsoft, mesmo sem anunciar um corte oficial, já o vende a R$ 629 e várias lojas derrubaram o preço para baixo dos R$ 600. Nesse patamar ele passa a ser considerável. De qualquer forma, é preciso pesar bastante as deficiências do aparelho. Não são poucas, muitas são tolas e com o valor que ele custa é possível comprar um Android mais refinado — e, de quebra, levar uma plataforma madura e com apps melhores.

Mirar no segmento de entrada é uma estratégia acertada, é na ponta de baixo da tabela que a briga por market share acontece. Só que não basta marcar presença. Estamos falando de um nicho acirrado, tanto ou até mais que os superiores. Os últimos smartphones da Motorola fizeram barulho pela relação preço/qualidade sem precedentes. O Lumia 630 não inova nesse sentido, embola a convenção de números usada pela Nokia e pede muita compreensão do seu potencial usuário. Assim, fica difícil.

Review em vídeo

Compre o Lumia 630.

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Todas as fotos por Rodrigo Ghedin, salvo quando especificado.

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42 comentários

  1. O meu trava tanto que às vezes quero arremessá-lo contra o solo. No mais tem todos os problemas que citastes. Outra coisa é o material da capa, trincou e lascou ao redor da câmera, horrível de se ver. o Meu Nokia 530 funciona melhor um pouco que o 630. Juntando os dois, não tenho UM aparelho completo. Saudades do meu Nokia Asha que fotografava até sem flash, aquilo sim era câmera…

  2. Pessoal queria uma ajuda de vcs que já possui um lumia 630, comprei um por esses dias, meus videos e foto que eu tiro na câmera não fica armazenado, quando tento abrir o sistema informa que não pode lê aquele tipo de arquivo, e também quando estou baixando alguns apps nâo consigo baixar.

  3. Oi meu Lumia 630 está mostrando mensagens de erro quanto tento abrir a loja de apps e pede que insira um cartão de memoria pra fazer atualizações e agora não funciona os contatos, msgs, ligações etc! Alguém sabe me informar o melhor cartão de memória? Obrigada

  4. Tenho um Lumia 630 desde outubro de 2014.
    Desde dezembro ele vem apresentando um problema com imagens, fotos e vídeos.
    Tiro fotos, faço videos ou salvo os que recebo pelo whats app e eles se apresentam corrompidos. Não consigo arquivar, nem compartilhar, nem salvar no ondrive. Utilizo um cartão de memória 62Gb. Tenho poucos aplicativos, somente os necessários.

  5. Tenho um lumia 630 ele é uma merda os aplicativos como gta San Andreas o internet Explorer e outros fechão sozinho ele trava muito até no Youtube ele dá erro e eu comprei ele na lojas americanas não comprem lá fica a dica

        1. Parece-me uma desculpa bem esfarrapada. Otimização não implica em menos memória — em outras palavras, poderiam ter otimizado o sistema e colocado 1 GB, sem qualquer prejuízo.

          Pelo post linkado chegue à fonte da Microsoft e…

          Drive Down System Requirements

          [UPDATE] Due to misinterpretation and error on my part I have decided to remove this section since it was factually incorrect.

          De qualquer forma, obrigado pelo link, @disqus_LxATBecm7P:disqus!

  6. Bem, pelo que foi dito no review acima, é um aparelho que quando encontrado a preços menores compensa, pois bem, comprei o meu por R$ 307,00, acho que dessa maneira o custo benefício é muito bom, já que não estava afim de gastar muito em um smartphone e a muito tempo queria de experimentar o Windows Phone. Para os não muito exigentes como eu é um ótimo aparelho.

      1. De fato. Comprei um pra mim por 350,00. Queria muito um MotoG, mas essa BlackFriday foi fraca pra smartphone. Pelas especificações e preço, achei esse Lumia a melhor relação custo x benefício. Vai me atender muito bem. Se viesse com 1G de RAM, seria perfeito. Realmente vacilaram nisso. A questão do sensor de luminosidade pra mim é irrelevante. Valeu pelo review!

        1. Por 270 pila foi mais que interessante. Excelente. Uso um Moto com 1G e os 512 do Lumia não perdem em nada. Muito rápido, ainda mais com um cartão de 32. O SO é bem bacana e acaba se tornando um enorme diferencial, ainda mais pra quem foge do convencional, ganhando maníacos por WP. Sem contar os Apps que são os melhores para quem usa-o profissionalmente, como One Note, Here Drive, Office, sincronização de e-mails e a rapidez para execuções de suas tarefas. O mais bacana de tudo é quando pegam nele e perguntam: “que celular é esse que tem tudo estranho ?” kkkkkkkkk

  7. Esse aparelho agora vale a pena o preço dele esta R$ 350, veio a calhar com o lançamento do 730 e 830 ele já se defasou e caiu muito o preço, pra quem quer economizar é uma boa o desempenho desse lumia me impressionou, meu detonado 720 com Dual core travava muito e nesse 630 nem sei mais o que é travar, o unico defeito dele foi a falta dos sensores e nao ter flash, mas a TV Digital é otima e o melhor da pra colocar no viva voz pra curtir com os amigos um jogo,

  8. Ghedin, que achou do WP 8.1 em relação ao anterior em questão de desempenho? Atualizei aqui e noto, às vezes, umas engasgadas que não sentia na versão anterior. As transições de telas, no WP 8.1, ficaram mais rápidas e acho que justamente isso denuncia a falta de fôlego da memória RAM. Antes, com as transições mais suaves, essa deficiência era nem notada. O pior mesmo ficou com o Internet Explorer. Ficou um horror, bem pesado mesmo.

  9. A Microsoft não conseguiu infelizmente repetir o que fez com 520, que ate hoje é a minha sugestão para as pessoas que querem sair do seu telefone com lanterna. O 630 resumidamente não era para ser lançado.

  10. Ghedin, a escolha da RAM de 512MB também se relaciona ao fato de que dessa forma há mais um estímulo para os desenvolvedores compatibilizarem seus apps com os aparelhos low-end.

    1. Não faz muito sentido, @italofigueiredo:disqus. A tendência é que os componentes barateiem com o tempo e se tornem mais acessíveis — smartphones Android de R$ 500 com 1 GB de RAM são exemplos disso.

      Dar suporte a tecnologia legada é uma dor de cabeça enorme, sem contar que segura o desenvolvimento de apps e recursos mais aprimorados a fim de manter a consistência em uma gama ampla de configurações. Um dos fatores que tornam o iPhone tão adorado entre desenvolvedores é a linha enxuta de aparelhos (e configurações). É mais fácil desenvolver, depurar e corrigir eventuais bugs tendo menos possibilidades para testar e suportar.

    2. Nunca desenvolvi para mobile, mas já trabalhei ao lado de pessoas que desenvolviam para Android low-end e o finado Windows Mobile. Pelo que eu percebia no dia a dia de trabalho deles, a maior dificuldade era relacionada a otimizar o desempenho dos programas, para que eles ficassem “usáveis” nos dispositivos antigos que tinham de suportar (os clientes eram empresas que não estavam dispostas a atualizar seus equipamentos ultrapassados).

      Como o Ghedin falou, isso é uma dor de cabeça enorme, e emperrava bastante o desenvolvimento, já que a equipe ficava muito mais tempo discutindo e implementando questões de desempenho que de recursos e usabilidade. A equipe tinha capacidade de melhorar os programas em termos de interface e funcionalidades, mas tudo ficava engessado porque depois não rodaria com desempenho aceitável nos aparelhos defasados.

      Era um desperdício em várias frentes: de talento da equipe, de possibilidade de melhoria de recursos, de interface, e o mais importante no mundo dos negócios — de dinheiro, já que cada alteração demorava muito mais tempo para ficar pronta uma vez que era gasto muito tempo nas otimizações.

  11. Engraçado que pelo que eu andei lendo, a Microsoft já gastou bilhões com o Windows Phone pra tentar fazer ele decolar e até agora não tá conseguindo fazer isso direito. Se ela apenas atualizasse o Lumia 720 com:
    dual sim
    TV Digital
    1Gb RAM
    5mpx de câmera frontal com LED igual àquele da Sony
    por um preço mais competitivo que o Moto G (ou seja, torrando alguns milhõezinhos subsidiando o aparelho) além de gastar também um tantinho com o 530 do jeito que está hoje vendendo por preço menor ainda.
    Com certeza o povo iria se dar o trabalho de fazer a propaganda boca a boca pro sistema e depois era só colher os bons frutos com a geração x4x, igual à Motorola que limpou o nome com o Moto G* e ainda iria aproveitar pra chamar atenção pra linha toda, principalmente no High-End com a poderosa tecnologia PureView, mas NÃO: eles lançam essa aberração aí pra espantar todo mundo.

    Aqui em São Luís, é impossível sair na rua sem ver pelo menos uns 5 Moto Gs na mão de todo mundo. Provavelmente o próximo smartphone desse pessoal será outro Motorola.

    1. “Se ela apenas atualizasse o Lumia 720 com:
      dual sim
      TV Digital
      1Gb RAM
      5mpx de câmera frontal com LED igual àquele da Sony”

      Seu pedido é uma ordem :P

      1. dual sim > OK!
        TV Digital > Talvez no Brasil
        1Gb RAM > OK
        5mpx de câmera frontal com LED igual àquele da Sony > 1/2 OK, faltou o LED

        Agora precisa vir mais barato

  12. Tenho um Lumia 620 e continuo não entendo a reclamação de memória ram. Agora o sensor de iluminação foi um falha grotescas, fora isso é um aparelho bem razoável. Sobre usuários de 520/620 e 720: Esse aparelho não é um upgrade e sim um aparelho de entrada. Upgrade para esses usuários deverá ser o 730/830. Concordo que a nomenclatura foi errada, mas ¯_(ツ)_/¯

  13. Um verdadeiro Frankstein esse aparelho, hein?
    TV digital e dual sim sem um mero sensor de luminosidade e memória limitada. Sem contar o preço alto pelo que foi lançado, dá para comprar aparelhos bem melhores da geração passada.

    1. Tirando a tela menor e os PERKS do 630 (TV e dual SIM), o Lumia 620 parece mais negócio. Tem processador dual-core, mas com núcleos Krait, mais rápidos que os Cortex-A7 do Snapdragon 400. A numeração dos aparelhos ficou bem confusa mesmo, como expliquei neste post.

      1. Acho que o pior caso de “involução” foi o do 530 mesmo. Que deveria ser encaixado como um 430, por que não?
        Agora acho que a camada mid-end ficou achatada, esse 630 não pode ser considerado como um, ou pode? O 730 vai ser a evolução do 720 ou do 620? Veremos mais nos próximos capítulos da Microsoft.

        1. “4” tem problemas com alguns países (eu acho que a Finlândia está incluída). Aí a Nokia não criou o Lumia 420 e continua essa bagunça.

  14. Eu tenho um Lumia 720 e mesmo o 630 tendo um processador melhor não vale a compra. Acho impressionante essa salada de specs que fizeram com o 630.
    E Ghedin, isso não foi pressa foi burrice mesmo. rsrs

    1. Acho que colocaram as specs em um monte de papeizinhos e jogaram para cima, sorteando que nem as cartinhas da Xuxa.