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Como as empresas de tecnologia se saíram no último trimestre fiscal (2Q2014)

Diversas empresas de tecnologia com capital aberto estão divulgando seus relatórios trimestrais nesta semana. Esses documentos públicos são uma exigência da Bolsa e trazem, resumidamente, números: vendas, faturamento e lucro (ou prejuízo).

Por que você está lendo isso aqui? O site não virou um Manual do Investidor, nem mudou de foco. Esses relatórios, porém, servem ao mesmo tempo de indicativos para o futuro das empresas e termômetro para suas ações mais recentes. Tomemos a BlackBerry como exemplo. As mudanças radicais em comando, estratégia e abertura se devem ao mau desempenho dos seus papéis. Como empresa de capital aberto, agradar aos investidores e manter seu valor de mercado em alta passa a ser uma meta importantíssima, talvez a mais importante.

Abaixo, um resumo das que já divulgaram seus números e seus destaques relativos ao segundo trimestre (terceiro, para a Apple) do ano fiscal1 de 2014.

Apple

Faturamento: US$ 37,4 bilhões
Lucro: US$ 7,7 bilhões

Impulsionadas por países emergentes, as vendas de iPhone tiveram um aumento de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os Macs também registraram forte alta, de 18%. As vendas do iPad encolheram (de novo). Foram 13,3 milhões de unidades vendidas, 9% a menos em relação a 2013. A esperança da Apple para voltar a crescer as vendas de iPad está no mercado corporativo, através da parceria com a IBM. [Via Apple, Gizmodo, Benedict Evans]

Facebook

Faturamento: US$ 2,9 bilhões
Lucro: US$ 791 milhões

Pelo oitavo trimestre seguido o desempenho do Facebook superou as expectativas dos analistas. O crescimento em dispositivos móveis é duas vezes mais rápido do que o do serviço como um todo, e as estatísticas nesse segmento impressionam: são 1,07 bilhão de usuários móveis (de um total de 1,32 bilhão) e, desses, 654 milhões acessam a rede via smartphones e tablets todos os dias. 391 milhões acessam o Facebook exclusivamente em dispositivos móveis. Os números foram bem recebidos e, segundo Mark Zuckerberg, ainda há bastante espaço para o Facebook crescer. [Via Facebook, TechCrunch]

Google

Faturamento: US$ 16 bilhões
Lucro: US$ 3,5 bilhões

O crescimento em relação ao mesmo período de 2013 foi de 22%. O faturamento foi acima das expectativas. A empresa contratou bastante gente (quase 2500 novos funcionários) e gastou mais em infraestrutura (17% do faturamento). Os cliques em anúncios, a principal fonte de renda do Google, embora tenham aumentado em quantidade (25% em relação ao ano passado) tiveram uma redução de 6% no valor médio. A migração para dispositivos móveis tem culpa aí, já que esses anúncios custam menos. [Via Google, GigaOM, Wall Street Journal]

LG

Faturamento: US$ 3,5 bilhões
Lucro: 83,4 milhões

Reza a lenda (e dizem os números) que só Apple e Samsung lucram com smartphones atualmente. Coloque a LG nesse grupo: ainda que tímido, a fabricante sul coreana conseguiu fechar o trimestre no azul. Foram 14,5 milhões de smartphones vendidos, 20% a mais do que no mesmo período de 2013. A empresa atribui o bom resultado ao G3, topo de linha recém-lançado no Brasil, e nota que 1/3 dos aparelhos comercializados no período tinham conectividade 4G. [Via LG, Recode]

Microsoft

Faturamento: US$ 23,4 bilhões
Lucro: US$ 6,5 bilhões

As mudanças drásticas que o CEO Satya Nadella começou a implementar na Microsoft ainda não impactaram os números da empresa (exceto o de funcionários). Já a compra da Nokia consumiu US$ 700 milhões do lucro deste trimestre. Tirando esse contratempo, que fez com que as expectativas pelo lucro por ação não fossem atendidas, foi um trimestre positivo. Windows, Office e outras franquias principais cresceram 10,5%, ritmo superior aos dos trimestres recentes. As vendas de assinaturas do Office 365 mais que dobraram em comparação ao trimestre anterior. Até o Bing teve bom resultado, com uma alta de 40% no faturamento.

Nadella disse, numa conferência com investidores, que unificará os sistemas operacionais da casa (Windows, Windows Phone e Xbox) e embora não esteja claro quais as consequências dessa mudança, aparentemente ela agradou quem tem papéis — por representar, antes de qualquer outra coisa, menos gastos e mais foco. [Via Microsoft, Wall Street Journal, Recode]

  1. O ano fiscal não segue o calendário comum, é uma período estipulado para empresas de capital aberto e que varia dependendo da Bolsa. Mais informações.

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2 comentários

  1. Fico espantado em ver como a Microsoft consegue fazer dinheiro tanto dinheiro com pouca coisa. Só com o lucro obtido com o Office acredito que ela já ultrapasse o lucro do Facebook e LG somados…

  2. Interessante como a Microsoft é a que tem maior margem de lucro (numa conta simples lucro/faturamento), seguido pelo Facebook.

    Fico curioso com a Samsung, que vende celulares como se não houvesse amanhã, e a Motorola, que deve estar em melhores dias desde o lançamento dos Moto X, G e E.

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