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Teclados no iOS 8: uma experiência com o SwiftKey no iPhone

iPhone com teclado novo, SwiftKey.

O iOS 8 está mais aberto, mais flexível e agora aceita teclados de terceiros. Vários já estão disponíveis na App Store e, nesses primeiros dias de novas possibilidades, dois, SwiftKey e Swype, rapidamente alcançaram o primeiro lugar nas listas dos apps gratuitos e pagos mais baixados. Instalei alguns, inclusive esses dois, para ver como eles se comportam na prática.

A instalação é feita através das opções, da mesma forma que, até o iOS 7, se instalava um teclado de outro idioma, ou o de emojis. Lá também é possível gerenciar a ordem e os teclados disponíveis e, em alguns casos, conceder acesso irrestrito, leia-se o envio do que é digitado para um servidor externo. O SwiftKey pede essa permissão para funcionar plenamente, usando seus padrões de digitação para aperfeiçoar as sugestões. (mais…)

Usa iPad 2 ou iPhone 4S? Pense duas vezes antes de instalar o iOS 8

Vale a pena instalar o iOS 8 no iPhone 4S?
Foto: Andrew Cunningham/Ars Technica.

Saiu hoje a versão final do iOS 8. A lista de dispositivos compatíveis é longa e alcança até o iPhone 4S e o iPad 2, dispositivos lançados em 2011. Lembra dessa época? Foi meio logo depois que descobriram o fogo e os dinos foram extintos. Faz tempo.

Editores do Ars Technica instalaram o sistema nesses dois dispositivos (iPhone 4S, iPad 2). Ambos compartilham o mesmo SoC, o Apple A5 (mesmo do iPad mini original), e demais especificações bem defasadas. (mais…)

As primeiras análises do iPhone 6 e iPhone 6 Plus

Reviews do iPhone 6 e iPhone 6 Plus.
Foto: Will Lipman/Engadget.

Assim que o embargo para os reviews dos novos iPhones caiu, vários sites norte-americanos publicaram os seus. Já li alguns, outros estão na fila, e dessas leituras já foi possível concluir algumas coisas.

Walt Mossberg, do Recode, diz que o iPhone 6 é a opção a ser considerada por quem prefere as versões anteriores, menores:

A Apple vê o iPhone 6 como sucessor direto do iPhone 5s e como o modelo mais popular dos dois — um smartphone com uma tela grande e outras melhorias. Eu também. O iPhone 6 Plus está em uma categoria diferente, um cruzamento entre um smartphone e um tablet pequeno, ou um “phablet”. Se você adora seu iPhone, mas quer uma tela significativamente maior, eu diria para ir com o 6 normal. Se você quer algo muito, muito maior (algo diferente) e adora seu iPhone, então o Plus provavelmente é para você.

(mais…)

Com streaming ao vivo, a Apple apresentará seus aguardados novos produtos — sejam quais forem

Logo da Apple em uma fachada.

Hoje à tarde a Apple fará um evento para apresentar novos produtos. Se você tem acompanhado os rumores, e é difícil desviar deles, deve saber que os mais cotados dizem respeito a dois novos iPhones, um com tela de 4,7 e outro, de 5,5 polegadas, e um gadget vestível, provavelmente um relógio inteligente que sincroniza com o iPhone. De minha parte, repito as previsões da WWDC.

Começa às 14h (horário de Brasília) e terá streaming ao vivo neste site.

Evento da Apple costuma roubar o noticiário de tecnologia e respingar no geralzão — é provável que os telejornais noturnos de hoje deem um espaço para falar dos anúncios de logo mais. Ele também monopoliza a pauta dos sites especializados, mexe com toda a estratégia das rivais (a tonelada de anúncios na IFA, semana passada, e a Amazon derrubando o preço do Fire Phone de US$ 200 para US$ 0,99 são alguns reflexos) e vira tópico de debate em toda conversa que passe perto de “tecnologia”. Ficamos todos curiosos para ver o que a empresa que redefiniu o conceito de smartphone tem para mostrar de novo nessa área. (mais…)

O que importa: números enormes ou experiência de uso?

Moto X antigo e novo, comparados.

Quando se fala em gadgets, especificações costumam tomar um pedaço do debate. Antigamente isso fazia algum sentido: com processadores, memórias e outros elementos não tão avançados, qualquer ganho era importante. Hoje? Não mais. O iPhone está aí para provar: tem 1 GB de RAM e usa um SoC com processador dual core rodando a 1,3 GHz e, ainda assim, não sofre com problemas de desempenho. Pelo contrário. O diabo é enfiar isso na cabeça do consumidor.

O novo Moto X é um exemplo de reação a essa sede por números. O original, do ano passado, tinha um Snapdragon S4 Pro enquanto todos os demais eram lançados com a versão 800. Ainda que, por dentro, ambos fossem muito parecidos, a menção a “S4” criou um bloqueio em boa parte dos consumidores em potencial, aquela consciente desses nomes. Alguns sites “especializados” entraram na onda e colocaram o Moto X no segmento intermediário, mesmo ele oferecendo uma experiência de uso melhor que os topos de linha incontestáveis.

O mesmo vale para a tela. A do antigo, de 4,7 polegadas com resolução de 720p, era um “sweet spot”: grande o bastante para ver vídeos e jogar com conforto, pequena para não sacrificar portabilidade e uso com uma mão. (mais…)

A grande oportunidade do NFC

No próximo dia 9 a Apple fará um evento onde, se os rumores baterem, revelará um (ou mais de um) novo iPhone e o iWatch, ou alguma coisa “vestível”.

Faz algum tempo que a esteira de rumores tem cravado com precisão o que a Apple anuncia, logo o novo iPhone com tela maior deve se confirmar. Quanto ao gadget vestível, as informações são menos concretas. John Paczkowski do Recode, que antecipou a data do evento, disse que o novo produto só estará nas lojas no começo de 2015. A distância explicaria o silêncio dos sites de rumores — sem produção, não tem o que vazar.

Talvez a única certeza seja a de que o gadget vestível da Apple não será em nada parecido com o que já se tem no mercado. Nem o “campo de distorção da realidade” é capaz de consertar produtos sem apelo como os da primeira geração do Android Wear e os vários da Samsung rodando Tizen.

Em nota relacionada, parece que a Apple finalmente suportará o NFC. É o que John Gruber sugere e, em um desses vazamentos do novo iPhone, identificaram um módulo NFC. No mínimo, ele facilitaria o pareamento com o suposto gadget vestível, mas o potencial extrapola essa aplicação e, em última instância, pode respingar (e beneficiar) fabricantes Android que há anos trazem a tecnologia que, salvo em uma ou outra aplicação aqui no ocidente, é subutilizada.

Esse assunto surgiu no grupo de discussão do site no Facebook (apenas para assinantes). Lá, desenvolvemos um bom raciocínio sobre as implicações que, se concretizada, essa nova configuração de mercado pode desencadear. O que alguns chamam de “campo de distorção da realidade” é, na prática, poder, influência — e méritos da Apple por alcançar tal patamar. Com ela suportando o NFC, as chances dele vingar e se espalhar em outras indústrias, criando o ecossistema de que algo do tipo precisa para se estabelecer, aumentam dramaticamente.

É um cenário similar ao dos smartphones pré-iPhone, ou dos tablets pré-iPad. A analogia, mais rasa, também se aplica nesse hipotético: juntas ou em investidas solitárias, Google, Samsung e outras não conseguiram difundir o NFC. Hoje o máximo que dá para fazer aqui no Brasil é trocar fotos e informações de contato tocando dois celulares e recarregar seu cartão do metrô em São Paulo.

O fato da Apple entrar na jogada não é uma certeza de que o NFC decolará. O Passbook, criado meio que como uma resposta a um dos casos de uso mais típicos do NFC, a substituição da carteira pelo smartphone, tem utilidade mas está longe de ser unânime.

E ainda que tenha a força do iPhone, a própria tecnologia precisa resolver alguns problemas graves antes de almejar a mesma difusão que outros componentes do smartphone moderno sustentam, como câmera e 3G/4G. Falta segurança, faltam aplicações originais e úteis, falta até mesmo compatibilidade (paywall) — dependendo do fornecedor da antena NFC, ele funciona ou não com uma série de acessórios e terminais.

Compartilhar um contato tocando dois smartphones é muito legal. Pagar a conta do restaurante fazendo o mesmo gesto? Por favor! A Bloomberg relata que a Apple firmou acordos com Visa, MasterCard e American Express, e se onde há fumaça, há fogo… Embora tecnologicamente viável, ainda é preciso alinhar uma série de fatores externos para tornar isso realidade. O iPhone não é a peça que falta, mas pode ser aquela que dá uma visão geral e facilita o encaixe das restantes.

O iPhone 5c de menos de US$ 1 d’O Globo

*Suspira*

Vez ou outra alguém levanta o argumento do iPhone barato nos EUA para criticar os preços (caros, de fato) brasileiros. Ontem foi a vez d’O Globo soltar a matéria acima.

Ela não está errada. O Walmart realmente baixou o preço do iPhone 5c, de US$ 29 para US$ 0,97. É quase uma tradição por lá essa queima em agosto, já que tradicionalmente a Apple lança um novo iPhone no mês seguinte.

Se você está ligado, notou que o preço anterior era de US$ 29, o que ainda assim é muito barato. Smartphone em geral, nos EUA, passa essa impressão — lançamentos custam US$ 199, no máximo US$ 299. A pegadinha para quem leu e se impressionou e compartilhou o post d’O Globo ou outros que citam o mítico “iPhone barato” norte-americano são as letras (não tão) miúdas: esses preços são atrelados a um plano de operadora de dois anos. Você leva um iPhone quase de graça, mas se compromete a pagar 24 mensalidades a uma AT&T da vida. E isso não sai barato.

O iPhone 5c desbloqueado, como o que é vendido por aqui, custa US$ 549 na loja oficial da Apple dos EUA. Convertendo para a nossa moeda e somando o imposto de… digamos… Nova York (8,875%), o preço final fica em R$ 1.357. Repito: é mais barato do que aqui, mas está longe de ser de graça.

A título comparativo, o mesmo modelo de iPhone custa R$ 1.999 na loja oficial da Apple brasileira e, no momento, está em promoção na Saraiva, saindo por R$ 1.444 — salvo engano, o valor mais baixo que ele já atingiu aqui.

US$ 0,97? Experimente US$ 549.

A respeito da promoção do Walmart, O Globo faz apenas uma tímida menção ao GRANDE asterisco da questão do contrato:

A oferta começou nesta quinta-feira em todas as lojas da rede nos EUA e vale para todas as opções de cores, mas precisam de contrato de dois anos com alguma operadora local.

Na Quartz, uma publicação norte-americana, o título do post diz: “Não compre o iPhone de US$ 0,97” e traz, no final, uma explicação que lá todo mundo meio que sabe e que eu esperaria de qualquer site brasileiro ao se referir ao “iPhone de um dólar”:

De qualquer forma, é importante lembrar que US$ 0,97 — ou mesmo US$ 29 — não é o custo real do iPhone. Ambos os preços exigem a assinatura de um contrato com operadora móvel de dois anos, que normalmente varia de US$ 60 a US$ 100 por mês — facilmente mais de US$ 1.000 ao longo do contrato, quase sempre acima dos US$ 2.000. Nesse contexto, economizar US$ 28,03 não é um negócio tão bom assim.

App Health do iOS 8 conta passos sem depender de acessórios externos 

O iOS 8 Beta 3 trouxe uma versão atualizada do app Health capaz de mensurar os passos do usuário sem depender de um acessório como pulseira ou relógio. Agora ele é capaz de extrair e apresentar esse tipo de dado do chip M7, dedicado a essa função, presente no iPhone 5s.

Com isso, ele se equipara ao Saúde e Bem Estar, do Windows Phone 8.1, que atua da mesma forma com smartphones Lumia que contêm o SensorCore — modelos 630, 635, 930 e 1520.

Estou testando o Xperia Z2 com uma SmartBand, a pulseira bacana que faz essa função de podômetro, monitora meu sono (sabe-se lá como) e permite controlar algumas funções rudimentares do smartphone através de toques em sua superfície. Além de esfregar meu sedentarismo na cara, ainda não encontrei outra função que não a estética para a SmartBand.

Escreverei mais sobre ela, e adianto a pergunta: o que você espera, ou gostaria que uma pulseira do tipo fizesse? E questiono, também: por acaso estou deixando alguma coisa incrível que esse negócio é capaz de fazer?

Segurança de dispositivos móveis: além das senhas, códigos e padrões

Quando o Windows era mais suscetível a vírus e outros tipos de malware, ter um antivírus instalado era imprescindível. A primeira característica analisada era a eficiência dos algoritmos de detecção e heurística, mas outro fator também “pesava”: o impacto do monitoramento em tempo real no desempenho do computador.

O equilíbrio entre proteção e transparência é uma das metas mais difíceis de se alcançar quando se fala em segurança digital, especialmente para consumidores domésticos. O desafio não é tornar um sistema seguro, mas alcançar isso sem comprometer muito a experiência de uso.

Em dispositivos móveis isso também é válido, embora o dilema tenha outro foco. Pela sua característica nata, a mobilidade, perdas e roubos são merecedores de maior atenção. O mecanismo mais básico e um dos mais eficientes para minimizar danos em casos imprevistos é o código de bloqueio da tela — numérico, alfanumérico ou por padrão. (mais…)

Criminosos roubam iPhone e pedem a senha do iCloud à vítima 

Juliana Carpanez, no UOL:

Durante a ação, chamou atenção a abordagem dos ladrões em relação à tecnologia. Os assaltantes pediram as senhas dos computadores, do iCloud (serviço de armazenamento em nuvem da Apple, que o criminoso chamou de “aiclôude”) e decidiram formatar o PC corporativo (“zerar” seu conteúdo) ainda dentro do carro.

Depois do sequestro, um dos comparsas alterou o perfil da vítima no WhatsApp, colocando sua própria foto – a imagem foi entregue à polícia, para ajudar na identificação. Segundo Marcos, a pessoa da foto dirigia o carro de onde saíram os outros dois assaltantes.

No iOS 7 a Apple implementou um mecanismo chamado Bloqueio de Ativação no Find My Phone que permite transformar o iPhone em um peso de papel remotamente, caso ele seja perdido ou tenha sido roubado. Mais detalhes aqui.

Essa novidade diminuiu a incidência de roubos de iPhones em algumas localidades. Segundo esta matéria do New York Times, em San Francisco a queda foi de 38%, em Londres, de 24% e em Nova York, 19%. Não localizei números relativos ao Brasil, mas pelo caso exposto acima é provável que o Bloqueio de Ativação também esteja surtindo efeito aqui — tanto que os ladrões já estão cientes do “problema”.

A próxima versão do Android, anunciada no início da semana, trará um recurso semelhante. A eficiência do método na prevenção de assaltos é indiscutível, e os casos de sucesso da sua aplicação podem aumentar o conhecimento acerca desse obstáculo no uso de aparelhos roubados. O que me leva a pensar: passar a senha do iCloud será o novo “não reaja ao assalto”?

Ainda bem que existem réplicas de R$ 300 para enganar o ladrão, né?

Os preços do iPhone 5s e 5c no Brasil são assustadoramente caros

Os preços do iPhone 5s no Brasil assustam.
Foto: Apple/Reprodução.

O lançamento oficial dos novos iPhones no Brasil será na sexta-feira, mas os preços do iPhone 5s e 5c já foram revelados. Prepare-se: eles são assustadoramente caros.

A tabela foi divulgada pela TIM e ratificada pela Saraiva — que já tirou do ar a página onde ela aparecia. Confira:

  • iPhone 5c (16 GB): R$ 1.999
  • iPhone 5c (32 GB): R$ 2.399
  • iPhone 5s (16 GB): R$ 2.799
  • iPhone 5s (32 GB): R$ 3.199
  • iPhone 5s (64 GB): R$ 3.599

Talvez algum esteja escapando da minha memória, mas não me lembro de outro smartphone recente, com exceção do iPhone 5 de 64 GB vendido diretamente pela Apple, que tenha chegado aos R$ 3.000.

O Felipe fez as contas e o aumento no preço do iPhone 5s em relação aos valores cobrados no lançamento do modelo anterior, o iPhone 5, ultrapassa a valorização do dólar no período. A variação fica entre 16,7% e 20%, enquanto a moeda estrangeira, normalmente apontada como culpada pelos valores salgados dos gadgets por aqui em conjunto com os impostos, subiu 11% no mesmo período.

Comparar os novos preços com os dos iPhone 5 é um exercício curioso:

Gráfico com preços de iPhone no Brasil.

Haverá festas de lançamento em shoppings à meia noite de quinta para sexta-feira, com distribuição de brindes e ofertas especiais para os corajosos que enfrentarem fila para pagar tão caro por um smartphone. Os locais podem ser vistos no Giz.

A perspectiva de que os estoques iniciais, provavelmente limitados, deverão sumir em poucas horas tem respaldo nos modelos anteriores. Todo ano o iPhone chega aqui mais caro, todo ano a história se repete. É aquela velha questão: enquanto houver quem pague, por que fugir dessa precificação maluca? Comentamos isso, aliás, no último podcast.

Uma das alternativas a pagar tão caro em um iPhone novo é trazer de fora. Com a questão do 4G, não é todo iPhone que é compatível com a infraestrutura brasileira — embora no 3G qualquer um funcione sem problemas. Mesmo que o 4G não seja um fator importante para você no momento, a diversidade de modelos de um mesmo iPhone afeta a garantia: a Apple local só presta suporte aos modelos que são comercializados aqui. O MacMagazine explica bem quais países vendem o mesmo iPhone vendido no Brasil e que, portanto, pode recorrer à garantia local.

Além de comprar de fora, uma última saída para quem não considera um Android ou Windows Phone no bolso é apelar para modelos usados de iPhone 5. O hardware é virtualmente o mesmo do iPhone 5c, ou seja, ainda tem fôlego para gastar, e de segunda mão os valores ficam mais digeríveis. E, questão de gosto, o visual do iPhone 5 para muita gente é mais bacana que o do 5c. (Eu também acho!)

Foi isso o que fiz para ter um “iPhone da redação”:

O iPhone da redação.
Foto: Rodrigo Ghedin.