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Segurança de dispositivos móveis: além das senhas, códigos e padrões

Quando o Windows era mais suscetível a vírus e outros tipos de malware, ter um antivírus instalado era imprescindível. A primeira característica analisada era a eficiência dos algoritmos de detecção e heurística, mas outro fator também “pesava”: o impacto do monitoramento em tempo real no desempenho do computador.

O equilíbrio entre proteção e transparência é uma das metas mais difíceis de se alcançar quando se fala em segurança digital, especialmente para consumidores domésticos. O desafio não é tornar um sistema seguro, mas alcançar isso sem comprometer muito a experiência de uso.

Em dispositivos móveis isso também é válido, embora o dilema tenha outro foco. Pela sua característica nata, a mobilidade, perdas e roubos são merecedores de maior atenção. O mecanismo mais básico e um dos mais eficientes para minimizar danos em casos imprevistos é o código de bloqueio da tela — numérico, alfanumérico ou por padrão.

Todos os principais sistemas, Android, iOS e Windows Phone, têm isso. Nem todos os usuários fazem uso do recurso — nos EUA, uma pesquisa recente da Consumer Reports indicou que 34% dos norte-americanos não aplicam qualquer proteção do tipo em seus smartphones. Apesar do risco, e tirando aqueles que sequer conhecem o recurso, dá para entender: é bem chato ter que inserir uma senha toda vez que formos olhar alguma coisa no smartphone.

As soluções oficiais do futuro próximo

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As empresas estão buscando meios de facilitar ou tornar mais maleável essa relação. O iPhone 5s deu um passo importante ao converter a senha em um sistema biométrico, o Touch ID: basta pousar o dedo no botão principal e, ao reconhecer a digital do proprietário, o iOS baixa a guarda. Esse gesto é bem mais simples e rápido que inserir uma senha, só que ainda está restrito ao iPhone mais caro e, se considerarmos um panorama maior, ao smartphone mais caro de uma das muitas fabricantes.

No Google, o Android L trará uma novidade com potencial de impulsionar a atenção dada à segurança. Durante a I/O foi apresentado um recurso chamado Desbloqueio Pessoal. Ele atua em duas frentes: geolocalização e Bluetooth. No primeiro cenário, quando o usuário estiver em áreas consideradas seguras, como a sua casa ou local de trabalho, a senha para desbloquear o aparelho não será pedida. No segundo, é um dispositivo confiável que comunica ao smartphone, via Bluetooth, a desnecessidade da senha. No mesmo evento vimos essa última modalidade do Desbloqueio Pessoal em ação com relógios rodando Android Wear e com o Chromebook.

Além do sensor biométrico no iPhone 5s, a Apple conseguiu agora uma patente chamada “Níveis de segurança sensíveis à localização e perfis de configuração baseados em locais detectados”. Em funcionamento, é similar à versão baseada em geolocalização do Desbloqueio Pessoal do Android L, mas com duas diferenças importantes:

  • De acordo com as telas que a patente traz, as configurações serão mais granulares.
  • Funciona também em movimento (presumivelmente para atuar junto ao CarPlay) e em locais públicos pré-definidos.

É só uma patente e, como todas elas, talvez o que está especificado ali jamais chegue às mãos dos consumidores. De qualquer forma, equilibrar segurança e comodidade, embora difícil, é importante. Felizmente as saídas que as fabricantes estão encontrando são bem promissoras nesse sentido.

Uma solução temporária para o Android: SkipLock

SkipLock.Um app chamado SkipLock dispensa a senha de desbloqueio do smartphone ou tablet quando o usuário se encontra conectado a uma rede Wi-Fi de confiança, pré-configurada. É um meio termo bacana, e com vantagens: dá para definir configurações dependentes dessa conexão — em termos práticos, posso ligar/desligar Bluetooth, GPS, Wi-Fi e sincronização de contas automaticamente quando sair/entrar nas redes confiáveis.

Não é o app mais barato do mundo (~R$ 12), mas vale a pena. Em caso de dúvida, o desenvolvedor oferece um período de testes de sete dias. Só fique atento à desinstalação: o processo é um pouco diferente do habitual dados os privilégios que o SkipLock pede para funcionar. É preciso tocar na opção “Uninstall” dentro do próprio app.

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3 comentários

  1. No iOS também tem a opção de deixar o aparelho sem bloqueio, porém habilitar dentro dos ajustes as restrições contra alteração nas contas do sistema (tipo alguém tentar desabilitar o Buscar iPhone)…. Mas eu acho que essa questão de senha é mais válida mesmo para proteger a privacidade, é meio chato deixar o celular carregando em algum lugar e alguém ir la dar uma fuçada básica.

    1. Eu achava um saco ter que desbloquear a tela o tempo todo. Mas como meu objetivo era evitar que alguém pegasse meu celular e começasse a fuçar, comecei a utilizar o aplicativo App Defender. Você escolhe quais aplicativos quer proteger e ele coloca senha apenas nestes. No meu caso, protejo apenas as informações sensíveis como e-mail, apps de mensagens e galeria. Todo o resto deixo aberto, permitindo que eu faça ligações ou abra a pesquisa e mapa sem ter que ficar digitando senha. Protejo ainda o Google Play e a tela de configurações para evitar que um espertinho instale ou desinstale meus aplicativos, inclusive o App Defender.

  2. Outro ótimo texto, estou na parcela de pessoas que não usa senha nos celulares, mas o App do final do texto parece ser bem útil e caro, mas, para pessoas como eu que usa muitas redes Wi – Fi e bem útil.

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