A partir de 18 de janeiro de 2021, as extensões do Chrome exibirão, na Chrome Web Store, detalhes de quais tipos de dados elas coletam “em linguagem clara e fácil de entender”, parecido com o que já rola nas lojas de apps para celulares. Outra mudança importante é que passa a ser proibido usar ou transferir dados dos usuários para personalizar anúncios, fazer análise de crédito e repassá-los a qualquer espécie de data broker.
São medidas tardias, mas bem-vindas. O histórico de navegação web contém dados muito sensíveis; é possível inferir muita coisa apenas com base nele. Além do impacto no desempenho do navegador, a instalação de extensões abre brechas à privacidade — um alerta que fiz no último Guia Prático.
Note que é bastante difícil ao Google aplicar as novas diretrizes que impedem os donos de extensões de transferirem ou usarem dados do usuário para fins proibidos. Na dúvida, a recomendação é instalar o mínimo possível de extensões. Via Chromium Blog/Google (em inglês).
![Imagem do canto superior esquerdo de três janelas com os ícones antigos do Gmail, Agenda e Meet — serviços do Google. Ao lado, com uma seta apontando aos prints, a mensagem (em inglês) "Ela [a extensão] simplesmente te devolve isto:".](https://manualdousuario.net/wp-content/uploads/2020/11/restore-old-google-icons-960x600.jpg)
