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Shein leva influenciadoras dos EUA à China e posts delas geram questionamentos

por Shūmiàn 书面

A Shein convidou seis influenciadores de moda e beleza estadunidenses para visitar seu centro de inovação em Guangzhou e um centro de distribuição em Zhaoqing. Até aí, normal.

O que causou alvoroço foram as afirmações que as jovens fizeram em seus posts: de que as condições de trabalho nas fábricas da marca seriam ótimas (“eles nem suam!”), que só ouviram depoimentos elogiosos dos funcionários e que dizer o contrário seria uma narrativa usada nos EUA contra a marca.

Muito rapidamente, seguidores começaram a encontrar indícios de que os cenários e pessoas escolhidas para a visita talvez não fossem tão autênticos quanto as jovens afirmavam e que elas estavam fazendo um trabalho de limpeza de imagem para a empresa — algo de que a Anitta também vem sendo acusada.

Talvez não tenha valido o investimento do time de marketing: algumas influenciadoras acabaram apagando as postagens ou mesmo se retratando, e as redes sociais receberam uma onda de comentários negativos sobre a empresa, relembrando notícias negativas sobre as condições trabalhistas associadas a seus produtos.

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Governo chinês quer regular AirDrop

por Shūmiàn 书面

As autoridades chinesas reguladoras do ciberespaço propuseram novas regras para a regulação de serviços similares ao AirDrop, recurso da Apple para compartilhar arquivos e fotos de forma facilitada usando Bluetooth ou Wi-Fi.

O China Law Translate traduziu para o inglês o rascunho público aberto para comentários — as propostas se desenham de forma similar a outras previsões para serviços de internet no país.

Como resumiu Jeremy Daum, essas regras incluem a necessidade de consentimento das partes envolvidas para o envio (inclusive para a visualização de preview). Um dos focos é a disseminação de notícias falsas e preocupação com a segurança nacional. Um momento curioso, já que contamos sobre o ShareIt, aplicativo similar chinês, algumas semanas atrás. Também vale lembrar que o AirDrop foi bastante utilizado durante os protestos pelo fim das restrições de Covid Zero no ano passado e em Hong Kong em 2019.

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60% dos usuários de 5G do mundo estão na China

por Shūmiàn 书面

Ainda disponível somente em mandarim, o Relatório de Desenvolvimento da China Digital 2022 traz informações sobre a economia digital do país. O relatório indica que a China tem cerca de 60% dos usuários de 5G do mundo, como resume o Yahoo.

Outros dados interessantes são a expansão no âmbito de cibersegurança e que os serviços digitais do governo já tem mais de 1 bilhão de usuários.

Não deixe de ler junto com o “Plano para o desenho geral da construção de uma China digital”, lançado em fevereiro.

Vale também aproveitar a louça suja para ouvir este episódio (em inglês) do podcast China Global sobre a ascensão do país na ordem mundial digital.

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Na corrida do ouro das IAs, Nvidia vende as melhores pás e se aproxima de valer US$ 1 trilhão

As ações da Nvidia deram um salto de quase 25% semana passada, fazendo com que seu valor de mercado encostasse no US$ 1 trilhão. Se chegar lá, será a primeira do setor de semicondutores a valer tanto.

A empresa encarna o espírito de “vendedor de pás” na corrida do ouro do momento — a das inteligências artificiais. O chip H100, lançado em 2022 e vendido por US$ 40 mil a unidade, é um avanço significativo no processamento de grandes volumes de dados e está por trás de mega-sucessos recentes, como o ChatGPT.

A posição da Nvidia permite que a empresa dê declarações menos protocolares, mais interessantes que as de outras companhias mais próximas do usuário final, como Microsoft e Google. Jensen Huang, CEO da Nvidia, critica abertamente as sanções que os Estados Unidos impuseram à China e que impedem a sua empresa de vender para o gigante oriental. “Se [a China] não puder comprar dos EUA, eles mesmos vão fazer. Os EUA devem ter cuidado”, disse ele em entrevista ao Financial Times.

Nesta segunda (29), a Nvidia anunciou novidades em um evento de 2h na Computex, em Taiwan, incluindo uma plataforma de computação específica para aplicações de IA, batizada DGX GH200. Via Financial Times, Tom’s Hardware (ambos em inglês), Folha de S.Paulo.

O jeitinho chinês para driblar as sanções dos EUA para a importação de chips

por Shūmiàn 书面

As sanções sofridas pela China estão impulsionando um jeitinho para resolver problemas. A matéria de Karen Hao e Raffaelle Huang para o The Wall Street Journal conta como as empresas chinesas estão mitigando o efeito das sanções impostas pelo governo dos EUA na exportação de semicondutores para o país.

Desde o segundo semestre de 2022, diversas companhias, como Huawei e Alibaba, não podem importar os chips de ponta produzidos nos Estados Unidos e usados principalmente para o desenvolvimento de inteligência artificial.

Hao explica que a solução tem sido treinar a IA com diferentes chips (chamada de computação heterogênea) e testar outras técnicas para obter resultados similares. Não vai ser fácil, mas o Alibaba já tem experiência nessa lógica na construção do seu sistema de nuvem, como apontou Zac Haluza.

A questão dos chips também foi discutida pela pesquisadora Megha Shrivastava em texto para o The Diplomat. Ela analisa a estratégia chinesa nessa nova circunstância de disputa com os EUA e as possíveis medidas retaliatórias — algumas já implementadas, como a recém-anunciada proibição do uso de chips da empresa estadunidense Micron por parte de operadores de infraestrutura crítica.

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Na China, gerar notícias falsas com ChatGPT dá prisão

por Shūmiàn 书面

Não bastasse ter sido um dos primeiros países a avançar na criação de legislação sobre o uso de inteligência artificial gerativa, ao que tudo indica a China é pioneira em realizar uma prisão pelo uso impróprio do ChatGPT.

O motivo: usar o programa para criar notícias falsas sobre um acidente de trem que teria resultado em nove mortos. O caso aconteceu em final de abril e se encaixou na legislação já vigente de perturbação da paz pública — que inclui o ciberespaço, explica o The China Project.

O rascunho da legislação sobre IA e ferramentas como o ChatGPT ainda está em tramitação. Vale muito a pena ouvir o episódio mais recente do Sinica Podcast sobre toda essa regulação, com Kendra Schaefer e Jeremy Daum. O próprio Daum também fez um fio recente no Twitter sobre a publicação de conteúdo gerado por IA no Douyin (a versão chinesa do TikTok).

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Empresa chinesa dona do aplicativo de compras Temu muda sede para Irlanda

por Shūmiàn 书面

A PDD Holdings, uma das gigantes de tecnologia chinesas, trocou a localização de sua sede de Shanghai para Dublin, capital da Irlanda.

A empresa, conhecida por possuir o Pinduoduo e o aplicativo de e-commerce Temu, notificou a mudança em documentos enviados a autoridades financeiras dos Estados Unidos.

Além de impulsionar sua internacionalização, a medida também pode ser vista como uma maneira de se proteger da pressão de parlamentares estadunidenses que vêm criticando supostos laços da PDD com violações de direitos humanos. Apesar dessa circunstância, vale notar também que a Irlanda é um destino de muitas empresas de tecnologia que buscam pagar menos impostos, como a Apple e a Meta.

O Pinduoduo, no entanto, deve continuar sediado na China, segundo o South China Morning Post.

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Chatbots são um problema para a China

por Shūmiàn 书面

A inteligência artificial só é tão boa quanto os dados em que é treinada. Quais as consequências do grande firewall chinês sobre a sintetização dos resultados? E como censurá-los? Essas questões foram levantadas pelo pesquisador e jornalista Michael Schuman em um texto para a revista The Atlantic.

Embora a China seja responsável por um terço dos artigos e citações acadêmicos na área de IA e o governo tenha metas ambiciosas para o setor, a política pode desacelerar o desenvolvimento da tecnologia.

Um caso emblemático é o robô Ernie, do Baidu, cuja apresentação para acionistas em meados de março foi pré-gravada, o que imediatamente derrubou as ações da companhia. Elas se recuperaram uma vez que o público foi capaz de testar o produto, mas ficou claro que o robô impõe limites a questões políticas.

E isso não deve mudar. O primeiro rascunho da nova lei de Inteligência Artificial generativa, lançado este mês, indicou que os conteúdos gerados devem estar de acordo com o pensamento socialista e não devem subverter o poder do estado, a ordem social ou econômica.

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China estimula denúncias anônimas sobre material ilegal na internet

por Shūmiàn 书面

Denúncias anônimas sobre material ilegal na internet são a nova aposta da agência chinesa reguladora do ciberespaço para coibir postagens e sites que tenham conteúdo político ilegal.

O instrumento já é utilizado em diversos sites e redes sociais baseadas na China, mas a Administração Ciberespacial da China (CAC, em inglês) quer fortalecê-lo, tornando o processo de denúncia e averiguação mais consistente.

Nos últimos meses, oficiais chineses vêm estimulando a população a denunciar conteúdo que não siga as normas políticas e ideológicas do governo.

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Governo recua e manterá isenção para compras internacionais entre pessoas físicas de até US$ 50

O governo federal voltou atrás e não vai mais acabar com a isenção tributária para encomendas entre pessoas físicas de até US$ 50, medida que, na prática, passaria a taxar todas as compras diretas de sites asiáticos. Em entrevista ao G1, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o presidente Lula pediu pela reversão e para que o assunto — sonegação no e-commerce transfronteiriço — fosse tratado administrativamente. A pressão popular foi forte demais, afinal.

Haddad disse que todo o varejo brasileiro, Shopee e AliExpress manifestaram apoio ao aumento da fiscalização, e que a fraude é o grande problema, “em especial de uma empresa”. Arrisco dizer que é uma que começa com “She” e termina com “in”. Via G1.

Negócio da China

iPhone em um bolso, com parte da tela para fora, ligada, exibindo o ícone da Shein.

Um Brasil acostumado a polarizações acordou na última segunda-feira (10) com mais uma para lidar: o fim da isenção tributária para importações de até US$ 50 entre pessoas físicas.

Dito assim, soa como um assunto estranho para motivar posicionamentos apaixonados e guerra de torcidas nas redes sociais. É que a medida, na prática, visa acabar com a sonegação que ocorre em lojas asiáticas, como Shein, Shopee e AliExpress, que subvertem a isenção — vendedores subfaturam valores e despacham pacotes como se fossem pessoas físicas, por exemplo.

(mais…)

China apresenta esboço de regulação para inteligências artificiais similares ao ChatGPT

por Shūmiàn 书面

Sem anúncio prévio, o governo chinês publicou nesta terça-feira (11) o primeiro rascunho da lei de Inteligência Artificial generativa, que regula mecanismos como o ChatGPT.

A preocupação sobre quais serão os limites da IA nas nossas vidas é tema de debate no mundo todo. Quanto é preciso regular? Pequim trouxe propostas iniciais para isso, como mostra o analista Vincent Brussee, do Merics, neste fio no Twitter. Ele diz que, em linhas gerais, é preciso que o conteúdo gerado esteja de acordo com o pensamento socialista e que não deve conter nada que subverta o poder do estado, nem obscenidade, informações falsas e conteúdos que possam corromper a ordem social e econômica.

Pelo primeiro rascunho há ainda preocupação com questões ligadas a discriminação e à propriedade intelectual. É também mencionada a necessidade de que os provedores de IA deixem claro como o mecanismo é elaborado, a fim de evitar que os usuários confiem demais na tecnologia.

O China Translate Law trouxe comentários detalhados de artigo por artigo. O Rest of World publicou um texto mostrando como a IA já está levando alguns empregos.

Lembrando que a Administração do Ciberespaço da China, em parceria ministerial, já havia definido a regulação de serviços de “síntese profunda” — a IA usada na geração de conteúdos como realidade aumentada e em deepfakes.

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Produtos importados de até US$ 50 não terão mais isenção tributária, diz Receita Federal

O governo prepara uma medida provisória para acabar com a isenção tributária para produtos importados de até US$ 50. A informação foi dada ao Uol por Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal, no domingo (9).

A iniciativa visa combater a sonegação, que corre solta em sites asiáticos (AliExpress, Shein e Shopee). De quebra, integra o pacote de medidas do governo para elevar a arrecadação em até R$ 150 bilhões, parte da nova regra fiscal anunciada no final de março pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Ficará mais caro comprar em lojas asiáticas, mas pelo menos o trâmite será agilizado: um sistema eletrônico fará o cálculo e a cobrança no ato da compra, de modo que o produto já chegue ao Brasil liberado e vá direto à casa do consumidor.

O deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), presidente da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo, afirmou à Folha que o Brasil recebe cerca de 500 mil pacotes por dia e acusou as lojas asiáticas de manobras tributárias, como subfaturar produtos e dividir pacotes em vários menores a fim de evitar o imposto de importação, que é de 60%. Via Uol, Folha de S.Paulo.

Aplicativo chinês Pinduoduo é suspeito de espionagem

por Shūmiàn 书面

Uma reportagem investigativa conduzida pela CNN com participação de pesquisadores revelou que o aplicativo Pinduoduo é capaz de monitorar as atividades de outros aplicativos, ler mensagens privadas e mudar configurações, contornando definições de segurança de celulares Android e dificultando sua desinstalação — características típicas de malwares.

O aplicativo de compras tem mais de 750 milhões de usuários mensais. De acordo com atuais e ex-funcionários, esses recursos seriam utilizados para espionar concorrentes e aumentar as vendas.

O Google Play, loja de aplicativos para aparelhos Android, removeu o Pinduoduo de seu catálogo, embora as versões contendo malware sejam disponibilizadas em outros sites.

Por enquanto, as acusações não impactam o Temu, versão internacional do Pinduoduo que se tornou o app de compras mais baixado nos Estados Unidos no final do ano passado.

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