O Android 5.0 é a maior atualização da história do sistema. Ela traz gráficos mais leves, cores chapadas e animações fluídas — o Material Design é tão gostoso que quase dá vontade de morder. Mas há mais do que visual nesse novo Android sabor pirulito. Passei alguns minutos com um Nexus 5 recém-atualizado e conto, com palavras, fotos e vídeo, o que achei.
No final do ano passado o Facebook anunciou uma mudança na estratégia para dispositivos móveis. Em vez de concentrar todos as suas funções em um app, como vinha fazendo até então, a empresa passaria a desmembrar algumas mais importantes em apps independentes.
Os apps abaixo fazem mais do que dispensar o principal do Facebook. Eles são mais ágeis, livres de anúncios e, não raro, mais acessíveis. Tome por exemplo o Groups: em vez de navegar por três, até quatro níveis para encontrar um grupo específico no app principal do Facebook, aqui todos os grupos estão disponíveis de cara, a um toque de distância. (mais…)
Nunca cogitei criar um app do Manual do Usuário ou de qualquer outro blog. A web, acessada pelo navegador móvel, é suficiente para tudo. Ou quase tudo. Apenas um recurso a que apps têm acesso eu sinto falta: notificação.
O fluxo de posts daqui é tranquilo. Quando muito, publico três, quatro num dia. Alguns blogs, menos ainda. Seria legal poder avisar ao leitor mais interessado quando um post vai ao ar, na mesma hora, direto na parte mais privilegiada de um dispositivo móvel.
E… bem, o Yo, por mais risível que fosse a sua proposta inicial, supre essa lacuna — e o melhor, sem que eu precise me preocupar em desenvolver um app e atuar na sua manutenção. Ele parecia uma piada, mas alguns viram ali potencial. Em atualização posterior, o Yo ganhou a capacidade de carregar links junto ao característico “yo!” Aproveitei-me disso para subir o desejado sistema de notificação de posts em tempo real.
Se você quiser receber os posts do Manual do Usuário na hora em que são publicados, basta mandar um Yo para “manualdousuario” (sem aspas). Funciona e, hoje, 38 leitores já estão cadastrados nesse sistema. (mais…)
Domingo (5/10) é dia de votar. Escolheremos deputados estadual e federal, senador, governador e o presidente do Brasil.
A apuração dos votos é rápida, graças ao sistema eletrônico usado pelo TSE. E, como efeito colateral, o acompanhamento em tempo real das parciais é mais fácil e acessível.
Em 2014 o Tribunal oferece, além do site, apps para acompanhar a contagem dos votos em smartphones Android e no iPhone. Eles são gratuitos e podem ser baixados nos links abaixo:
Não existe app oficial para Windows Phone, mesmo sendo a segunda plataforma mais popular do Brasil. Alguns apps extra-oficiais suprem essa lacuna; um deles, o Eleições 2014, desenvolvido da noite para o dia (literalmente) pelo leitor Anderson Pimentel. Ele simplesmente consulta a página de resultados do TSE e devolve as informações na interface do app.
Devido aos diferentes fuso-horários do Brasil, a apuração para presidente começará às 19h. Para os demais cargos, a contagem terá início imediatamente após o fechamento das urnas, às 17h.
A Amazon disponibilizou, de graça, 24 apps que somados e em condições normais custam R$ 330. Não é notícia repetida; dessa vez, aliás, as ofertas são melhores.
Threes: sabe o 2048? Então, este é o original. Arte, áudio e desafio muito superiores, um trabalho fino e de extremo bom gosto.
Sketchbook Pro: meu app preferido para desenhar em smartphones e tablets. Tem uma infinidade de pincéis, suporta camadas e o traço fica bem suave.
Swype: normalmente ele custa baratinho, mas já que está de graça…
Another World: não joguei a versão para Android, mas o original para PC, da década de 1990, é clássico. Você talvez se lembre dele como Out of This World; é o mesmo jogo.
Genius Scan+: transforma a câmera do smartphone em um scanner, com redimensionamento e adaptação do material salvo, e integração com serviços de armazenamento na nuvem. Normalmente custa ~R$ 15.
OfficeSuite Professional 7: editor de textos, planilhas eletrônicas e apresentações de slides. Algumas fabricantes trazem pré-instalada uma variante apenas para visualização dele em seus dispositivos.
Riptide GP2: esse eu nunca joguei, mas sempre tive curiosidade. Se for parecido com o saudoso Wave Race 64, vale o esforço.
A promoção é válida até sábado. Para instalar apps da Amazon Appstore, é preciso liberar a instalação de apps fora da Play Store no seu dispositivo Android. Aprenda como nesta página.
O Mobilon do Tecnoblog está com um novo Moto X e ontem, pelo Twitter, narrou sua epopeia para configurar e transferir dados do antigo smartphone para o novo:
A carta de Tim Cook sobre privacidade aos clientes está cheia de declarações fortes, promessas que poucas ou nenhuma outra empresa talvez consiga cumprir e o compromisso único e irrestrito com a privacidade.
Nela, Cook diz que a privacidade dos clientes da Apple é prioritária, que a empresa não cria perfis, nem lucra cedendo informações a parceiros, que nunca trabalhou com governo algum, nem permitiu acesso aos seus servidores. A cereja do pudim é que com o iOS 8, a criptografia do dispositivo é automática, basta colocar uma senha no dispositivo. “Não é tecnicamente possível para nós responder a pedidos do governo para extração desses dados de dispositivos na posse deles rodando o iOS 8.”
A medida, corajosa, já encontrou resistência entre as autoridades e, segundo o especialista forense Jonathan Zdziarski, não é absoluta: a sincronia entre o iPhone e computadores representa um ponto fraco nesse grande esquema de segurança. Há indícios de que o iCloud também possa servir de vetor para ataques e vazamentos. Só que embora ainda exista trabalho a fazer, o que o iOS 8 já traz é um reforço e tanto. Zdziarski: “Esta é uma postura significativamente pró-privacidade (e corajosa) que a Apple está tomando para seus dispositivos, e ainda que sete anos atrasada, é mais do que bem-vinda. Na verdade, estou impressionado com os últimos esforços da Apple para aperfeiçoar a segurança de modo geral, incluindo o iOS 8 e a autenticação em dois passos do iCloud.”
Além de beneficiar seus usuários, a ação da Apple ecoa em outros lugares. O Google foi rápido ao anunciar que o Android L, com previsão de lançamento para outubro, também virá com criptografia ativada por padrão.
A Panasonic escolheu a Photokina, feira de fotografia na Alemanha, para anunciar o smartphone Luimx CM1. Faz sentido? Depende de como você encara o dispositivo. É um smartphone-câmera ou uma câmera que faz ligações?
O conceito não é exatamente novo. A Samsung já lançou algo assim, o Galaxy S4 Zoom, e seu sucessor, o Galaxy K Zoom. No começo do ano passei alguns dias com o primeiro e os problemas dele eram crônicos: hardware mais ou menos e dimensões exageradas — pesado e grosso.
Do primeiro mal o Lumix CM1 não deve sofrer: ele conta com um Snapdragon 801, 2 GB de RAM, tela Full HD de 4,7 polegadas e conectividade 4G LTE. Quanto ao tamanho e peso, as limitações da física, essas sacanas, atrapalham. O dispositivo tem 21,1 mm de espessura (o S4 Zoom tinha 15,4 mm) e pesa 204 g (contra 208 g do modelo da Samsung). Para uma câmera, são números bem legais; para um smartphone, ainda que um aparentemente muito bonito, complicados.
O que justificaria alguém a carregar esse trambolho no bolso? A câmera. Ela tem lente Leica (f/2,8), faz vídeos em 4K e traz um sensor enorme de uma polegada com resolução de 20 mega pixels. Para colocar em contexto, a ainda hoje melhor câmera em um smartphone, o Lumia 1020, tem um sensor de 1/1,5 polegada. A ilustração ao lado mostra a diferença entre os dois tamanhos.
Com previsão de lançamento para novembro, na Alemanha e França, o Lumix CM1 não será barato. O preço sugerido pela Panasonic será de € 900.
Na madrugada de domingo para segunda, o Google revelou mais detalhes da iniciativa Android One, na Índia. O projeto para levar smartphones ao resto da humanidade, embora não alcance os menores valores do mercado, parece bem fechado e promissor.
Funciona assim: o Google testa, certifica e em alguns casos até subsidia componentes de qualidade para a construção de um smartphone e oferece esse “menu” a fabricantes locais — no caso da Índia, país de estreia do programa, Micromax, Karbonn e Spice. Essas montam os aparelhos e se comprometem a não estragar a experiência Android com skins e software extra. O Google ainda se responsabiliza por manter o software atualizado e, através de acordos com operadoras locais, a garantir tráfego livre para atualizações do sistema e download de apps da Play Store (até 200 MB/mês, durante seis meses). (mais…)
Demorou mais do que em qualquer outro mês, mas a seleção dos melhores apps de agosto enfim saiu. E, embora eu seja suspeito em dizer, ela está caprichada: vários bons apps para Android, Windows Phone e iPhone, fazendo coisas antigas de maneiras inovadoras ou trazendo soluções criativas.
Como sempre, a lista está em ordem alfabética e as plataformas, misturadas. Quando um app é multiplataforma, todos os links são mostrados e o foco é dado à última em que ele foi lançado. Espero que curtam! (mais…)
Sabe aquele velho ditado, “tudo que é demais, faz mal”? Aplica-se a smartphones também. Vejo amigos e conhecidos que, por excesso de zelo, acabam piorando a situação dos seus aparelhos ou vivendo de efeito placebo, graças a práticas que em algum ponto do passado podem até ter feito sentido, mas que hoje são inúteis ou até prejudiciais.
Caso em tela: Bluetooth. É raro vê-lo ativo por aí, ainda que mantê-lo desativado não aumente signifativamente a duração da bateria do smartphone. O mesmo se aplica a GPS, Wi-Fi, NFC etc.
Se você não consegue passar um dia longe da tomada, é pouco provável que desativar esses recursos vá mudar tal cenário. O fato de estarem ativos não significa que estão consumindo quantidades obscenas de recursos; o que gasta bateria, mesmo, é o uso que os apps fazem deles. No Android (e no futuro iOS 8), existe uma área nas configurações que “dedura” os apps gastões. Esses devem ser combatidos. Se achar que a bateria está esvaziando mais rápido que o normal, uma olhada ali pode revelar surpresas e solucionar o problema. (mais…)
Muita gente ficou em polvorosa com o anúncio do Aquos Crystal, smartphone Android da Sharp que será lançado nos EUA e que tem como característica marcante a quase ausência de bordas.
É, não é sem bordas, mas elas são tão finas que dá margem para eu escrever assim. Tipo, mesmo:
Foto: Gizmodo US.
As configurações são menos surpreendentes: tela de 5 polegadas com resolução HD (720p), SoC Snapdragon 400, 1,5 GB de RAM e apenas 8 GB de memória interna, mais slot para cartão microSD. Pelo menos o preço está de acordo: ele sai por US$ 240, sem contrato.
Não sei se esse questionamento passou pela cabeça de muitos: a possibilidade de toques acidentais nas bordas. Foi a primeira coisa que me ocorreu. Na de Darren Orf, do Gizmodo americano, também. Ele fez o teste no hands on e sentenciou:
(…) tentei de propósito dar toques acidentais nas beiradas para ver se a falta de bordas gerava problemas de usabilidade. Não aconteceram [toques acidentais] uma vez sequer.
Existe tecnologia para detectar e ignorar toques acidentais. O iOS 6 trouxe como novidade a tecnologia que identifica toques propositais e involuntários, algo necessário para o iPad mini e, posteriormente, o iPad Air e suas bordas verticais super finas.
Outra coisa muito legal é que, pela ausência de espaço, a Sharp colocou um “receptor direto de ondas” no lugar do alto-falante que comumente vemos no topo dos smartphones. Isso significa que a tela vibra para gerar o som que você ouve nas ligações, e de quebra te livra de ter que alinhar o ouvido ao alto-falante. Basta encostar a tela, qualquer parte dela, no ouvido para ouvir a pessoa do outro lado. Que coisa maluca.
Uma pena que o Aquos Crystal não chegará ao Brasil. Ele tem um design único, elegante e aparentemente muito bonito.
Android e iPhone venderam mais do que no mesmo período do ano passado, mas o volume de vendas do Android foi tão intenso (255,3 milhões de smartphones) que o market share da Apple diminuiu, de 13% em 2013 para 11,7%. A explicação da IDC para esse cenário é a explosão do segmento de entrada/intermediário, com smartphones de até US$ 200. E a tendência é de que com o Android One essa hegemonia em vendas globais do Google se acentue ainda mais.
Quem se deu mal nessa história toda foi a Microsoft. O volume de vendas do Windows Phone caiu, de 8,2 milhões em 2013 para 7,4 mi, e o market share encolheu de 3,4% para 2,5%. O IDC lembra que novas fabricantes como Blu, Micromax e Yezz adotando ou prestes a adotar o sistema em mercados-chave pode melhorar a situação do sistema.
O problema é que toda essa ajuda ainda deve ser insuficiente para alcançar as entusiasmadas previsões do início da década. Em 2011, Gartner e IDC disseram que o Windows Phone superaria o iOS em 2015 e, quase na mesma época, como lembrou John Moltz, a Pyramid Reserach garantia que o sistema da Microsoft estaria à frente do Android já em 2013. A primeira previsão ainda pode se concretizar. Vai que… né?
Lembrando que esse número refere-se a smartphones entregues às lojas, não de vendas diretas ao consumidor final. ↩
E lá vamos nós! Agosto está aí e, com ele, mais um capítulo da seleção mensal de apps aqui no Manual do Usuário. Os sistemas continuam os mesmos (Android, iOS e Windows Phone) e a ordem dos apps, idem (alfabética, plataformas misturadas).
Este é o primeiro mês em que a lista de apps é restrita a assinantes. Aproveito a oportunidade para agradecer a você, que está lendo isso, pela força. Obrigado!
Mais uma vez a Amazon negociou com desenvolvedores e conseguiu tornar um punhado de apps para Android gratuito por dois dias. No total, segundo a empresa, o valor somado deles passa dos R$ 230, mas o que importa saber é quais são boas pedidas.
Tem muita coisa esquisita e ruim. Como é de graça, de repente até vale experimentar — numa dessas por trás de uma carinha feia está um app útil. Dos que valem o download sem pensar muito, tem o Instapaper, que salva artigos da web para serem lidos posteriormente, e o dicionário inglês da Oxford, cujo preço normal é de R$ 77 (!). O PDF Max, apesar de comentários mistos no Google Play, também não é dos mais baratos, normalmente custa R$ 17, mesmo caso do veterano Docs To Go (preço regular de R$ 23). E tem o jogo de corrida do Sonic; pelo menos na versão para consoles ele é bem bacana.
Aqui você confere todos os apps. Para baixá-los é preciso instalar o app da Appstore no seu smartphone; o passo a passo se encontra aqui. E se você conhece alguma pérola que deixei passar, comente aí embaixo.