Tela, câmera e estilo são os pontos fortes do G3, smartphone topo de linha da LG agora no Brasil

Ontem (22) a LG anunciou a chegada do G3 no Brasil, seu novo smartphone topo de linha. A empresa ressaltou o poder e a simplicidade do aparelho para tentar ganhar o consumidor premium (leia-se com mais de R$ 2.000 para gastar em um celular) e aproveitou para exibir, também, o relógio inteligente G Watch e a nova família de tablets G Pad. Tudo isso na companhia da atriz Cleo Pires numa vibe bem estranha e mais um punhado de gente da imprensa em São Paulo. (mais…)

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (junho/2014)

Atrasou um pouco, mas os melhores apps de junho chegaram! Neste mês tivemos um punhado de grandes apps chegando ao Windows Phone, nem todos exatamente bons, infelizmente. Na lista abaixo, tudo o que de melhor que pintou nas três principais plataformas móveis — a já citada da Microsoft, mais Android e iOS.

Os apps estão em ordem alfabética e misturados, sem divisão por sistema. Quando multiplataforma, trazem todos os respectivos links. Pronto? Então vamos lá. (mais…)

App atualizado: Operadora DDD

Das coisas que sinto falta no iOS, o Operadora DDD é uma delas. Esse app para Android faz todo o trabalho sujo de manter atualizado ou modificar números em tempo real de acordo com a sua operadora, uma forma de aproveitar os descontos que elas dão para ligações entre seus próprios clientes e evitar pagar fortunas quando se liga para os das concorrentes.

A nova versão do Operadora DDD ganhou um visual mais refinado e conta agora com um modelo de assinatura. Custa US$ 1 por ano e dá direito aos seguintes recursos:

  • Inserção do nome da operadora do contato em seu número na tela de discagem.
  • Restauração de backup.
  • Histórico de alteração de operadora de todos os contatos.

A versão gratuita continua funcional e deve ser suficiente. Pelo custo-benefício, porém, vale a pena assinar ainda que apenas para apoiar o ótimo trabalho do Denis Souza.

Dica do leitor Nelson Silva Souza. Valeu!

Autorizações simplificadas do Google Play representam um risco

O Google implementou uma mudança na política de permissões dos apps baixados na Play Store. Não é algo novo (faz pelo menos um mês que li sobre), mas o assunto continua rendendo e sem solução.

A mudança reflete na tela de permissões que um app exibe antes de ser instalado. É mais estética do que útil, já que esconde o detalhamento de cada grupo de permissões por padrão e exige o toque em cada um deles para que seja expandido. Veja o antes e depois:

Permissões dos apps na Play Store.
À esquerda, como era antes. À direita, o novo sistema.

Outra novidade é que agora os apps podem criar permissões próprias. Elas aparecem sempre no final da lista em uma categoria chamada “Outras”. O app do Twitter, por exemplo, traz o “solicitar acesso a sua conta do Twitter”.

Uma última que pegou carona nessa maquiada é a que tem as implicações mais sérias. O Google divide as permissões em grupos e, dentro deles, estipula outras granulares. Antes, quando um app era atualizado e passava a precisar de novas permissões dentro de um grupo já garantido precisava ser reaprovado pelo usuário. Agora, é oito ou oitenta: após conceder permissão a um app ele poderá ser atualizado com novas “sub-permissões” dentro dos grupos já liberados sem que o usuário sequer fique sabendo.

O exemplo prático de Chris Hoffman é bem claro:

(…) um app que queira ler mensagens SMS recebidas precisa da permissão “Ler mensagens SMS”. Quando você for instalá-lo na Play Store, ele pedirá a permissão do grupo “SMS”.

Instale o app e você estará dando acesso a todas as permissões relacionadas a SMS. O app pode, agora, ser atualizado automaticamente e ganhar a capacidade de mandar mensagens SMS sem pedir a você.

Existem outros cenários tão ruins quanto, e esse específico das mensagens SMS (e a análoga a ligações) é facilmente explorável por scammers que disponibilizam jogos e apps fraudulentos para lucrarem com ligações na surdina, encaminhamento de chamadas e mensagens SMS, tudo às custas da vítima.

Até agora, um mês depois dos primeiros sites denunciarem esse problema, o Google não se pronunciou. O sistema de permissões dos apps no Android nunca foi exemplo de implementação e, como se não bastasse, piorou.

Visão geral do ART (Android RunTime)

O Android L marca a “virada na chave” do ART, ou Android RunTime, uma nova rotina que muda a forma com que o sistema manipula apps. Ela entra no lugar da máquina virtual Dalvik, geralmente apontada como a culpada pelos pequenos engasgos no Android.

A forma com que esse sistema lida com a execução de apps é única entre os modernos e, até agora, fonte de alguns inconvenientes — a maioria contornada de modo notável pelo Google. Só que tudo tem limite e em vez de continuar remendando a Dalvik, o ART surgiu como uma fundação sólida e escalável para o futuro do Android.

No AnandTech, Andrei Frumusanu faz um passeio completo e compreensível para leigos das vantagens do ART em relação à Dalvik. Alguns pontos chamam a atenção:

A grande mudança de paradigma que o ART traz é que em vez de ser baseado em um computador Just-In-Time (JIT) [“na hora”, em tradução livre], ele agora compila aplicativos Ahead-of-Time (AOT) [“antes da hora”]. De ter que compilar de bytecode para código nativo cada vez que você roda um app, para ter que compilá-lo apenas uma vez, e toda execução daquele ponto em diante é feita a partir do código nativo compilado existente.

Claro, essas traduções nativas dos apps tomam espaço, e essa nova metodologia é algo que é possível hoje apenas devido ao vasto aumento do espaço para armazenamento disponível nos dispositivos atuais, uma grande mudança dos primeiros gadgets com Android.

Se já era ruim lidar com smartphones de 4 GB (ou menos) de memória interna, agora mais ainda. Talvez isso sirva de última gota d’água para as fabricantes colocarem no mínimo 8 GB em seus aparelhos.

Frumusanu passa por outros ganhos mais complexos e termina essa primeira parte da matéria comentando o outro contra além do espaço extra necessário: mais demora na primeira execução de um app. Com os aperfeiçoamentos futuros no ART espera-se que esse tempo chegue aos níveis da Dalvik, ou até melhores.

A segunda página é toda dedicada a comparar os coletores de lixo da Dalvik com o do ART. “Coletor de lixo” é um recurso que libera do desenvolvedor a tarefa de endereçar memória e limpá-la quando o app termina de usá-la. Com exemplos práticos, a superioridade do ART é mostrada: ele perde menos tempo, gasta menos memória e é mais eficiente nesse trabalho.

Ainda há alguns comentários sobre a arquitetura 64 bits e diferenças na implementação do Google em relação ao iOS, mas o importante está quase no final:

Isso também significa que o Android está finalmente apto a competir com o iOS em termos de fluidez e desempenho de apps, uma grande vitória para o consumidor.

Amém.

Segurança de dispositivos móveis: além das senhas, códigos e padrões

Quando o Windows era mais suscetível a vírus e outros tipos de malware, ter um antivírus instalado era imprescindível. A primeira característica analisada era a eficiência dos algoritmos de detecção e heurística, mas outro fator também “pesava”: o impacto do monitoramento em tempo real no desempenho do computador.

O equilíbrio entre proteção e transparência é uma das metas mais difíceis de se alcançar quando se fala em segurança digital, especialmente para consumidores domésticos. O desafio não é tornar um sistema seguro, mas alcançar isso sem comprometer muito a experiência de uso.

Em dispositivos móveis isso também é válido, embora o dilema tenha outro foco. Pela sua característica nata, a mobilidade, perdas e roubos são merecedores de maior atenção. O mecanismo mais básico e um dos mais eficientes para minimizar danos em casos imprevistos é o código de bloqueio da tela — numérico, alfanumérico ou por padrão. (mais…)

Google Play Services 5.0

O Google anunciou que a liberação do Google Play Services 5.0 foi finalizada. Para quem não conhece, é uma espécie de app com super poderes que permite à empresa atualizar componentes críticos do Android independentemente de versão — e, portanto, passando os processos burocráticos, lentos e muitas vezes inexistentes de atualização das fabricantes e operadoras.

A versão 5.0 substitui a 4.4 (indício da versão do Android L?) e traz algumas APIs inéditas e novos recursos a outras já existentes. No vídeo acima o rapaz do Google explica cada uma delas de modo meio constrangedor, mas eficiente.

As que me chamaram mais a atenção:

  • Android Wear: permite a comunicação entre smartphones/tablets e dispositivos que rodam o Android Wear, como relógios inteligentes. A nova seção da Play Store, com apps compatíveis com Android Wear, deverá crescer.
  • API para jogos salvos (criação de “snapshots”). Na prática, significa que o usuário pode pausar um jogo no smartphone e continuar do mesmo ponto em outro dispositivo, como um tablet.
  • Indexação de apps. Com essa API, o histórico de qualquer app pode ser incorporado à pesquisa do Google.
  • Google Cast. Agora o Chromecast é capaz de lidar com legendas.
  • O Google Wallet consegue ler e armazenar cupons de desconto na nuvem. O sistema é esperto e usa a localização do usuário para lembrá-lo de usar seus cupons quando estiver no local correto.

Status do Android 4.4 para a linha Razr, da Motorola

Paulo Higa:

Ao Tecnoblog, a Motorola afirma que RAZR D1, RAZR D3, RAZR i e RAZR HD eram smartphones “baseados na arquitetura anterior, que não seguiam o conceito do Android puro”, diferente dos atuais Moto E, Moto G e Moto X. Portanto, o processo levou mais tempo porque a Motorola ainda está trabalhando em “adaptações necessárias na interface do usuário” desses modelos.

As referidas modificações são um widget, uma tela de configurações rápidas e alguns ícones diferentes. É uma justificativa, mas… né? Talvez outros entraves internos da “arquitetura anterior” menos óbvios tenham contribuído para o atraso. O que importa é que, afinal, os donos dessa ótima geração de Android da Motorola (testei o RAZR D1 e gostei bastante) ganharão mais uma atualização.

Quando (e por que) instalar um launcher alternativo no Android

Uma das belezas do Android é as concessões que ele dá ao usuário. Mesmo quem compra smartphone ou tablet com uma skin pesada e lotado de apps, encontra espaço para modificar, se não todo o sistema, parte dele. Uma das frentes mais importantes e fáceis dessa personalização são os launchers.

Um launcher é um aplicativo. Não é preciso fazer rooting ou incorrer em qualquer risco, e seu uso não viola a garantia. Um launcher é, para todos os fins, apenas um aplicativo e se comporta como tal, inclusive na instalação e remoção. Ele altera a tela inicial e alguns elementos visuais do Android — e por isso, também são conhecidos como “home replacements”, ou substitutos da tela inicial numa tradução livre.

Existem diversos launchers no mercado, de desenvolvedores independentes a grandes empresas, como o Facebook. Nas últimas semanas várias notícias nessa área surgiram, e não é de se espantar: o launcher é uma área premium, logo existe grande interesse por parte das empresas em conquistar esse espaço. (mais…)

Criminosos roubam iPhone e pedem a senha do iCloud à vítima

Juliana Carpanez, no UOL:

Durante a ação, chamou atenção a abordagem dos ladrões em relação à tecnologia. Os assaltantes pediram as senhas dos computadores, do iCloud (serviço de armazenamento em nuvem da Apple, que o criminoso chamou de “aiclôude”) e decidiram formatar o PC corporativo (“zerar” seu conteúdo) ainda dentro do carro.

Depois do sequestro, um dos comparsas alterou o perfil da vítima no WhatsApp, colocando sua própria foto – a imagem foi entregue à polícia, para ajudar na identificação. Segundo Marcos, a pessoa da foto dirigia o carro de onde saíram os outros dois assaltantes.

No iOS 7 a Apple implementou um mecanismo chamado Bloqueio de Ativação no Find My Phone que permite transformar o iPhone em um peso de papel remotamente, caso ele seja perdido ou tenha sido roubado. Mais detalhes aqui.

Essa novidade diminuiu a incidência de roubos de iPhones em algumas localidades. Segundo esta matéria do New York Times, em San Francisco a queda foi de 38%, em Londres, de 24% e em Nova York, 19%. Não localizei números relativos ao Brasil, mas pelo caso exposto acima é provável que o Bloqueio de Ativação também esteja surtindo efeito aqui — tanto que os ladrões já estão cientes do “problema”.

A próxima versão do Android, anunciada no início da semana, trará um recurso semelhante. A eficiência do método na prevenção de assaltos é indiscutível, e os casos de sucesso da sua aplicação podem aumentar o conhecimento acerca desse obstáculo no uso de aparelhos roubados. O que me leva a pensar: passar a senha do iCloud será o novo “não reaja ao assalto”?

Ainda bem que existem réplicas de R$ 300 para enganar o ladrão, né?

O guia rápido, direto e sem enrolação dos principais anúncios da Google I/O 2014

Se nas apresentações da Apple o “one more thing” é (ou era) um tipo de marca registrada, as do Google também estão ganhando uma espécie característica própria: a (looooooonga) duração.

Ano passado foi 3h30min de Google I/O; hoje, chegamos a 2h40. Para quem não tem tanto tempo disponível e largou a bets no meio do evento ou sequer se arriscou a ficar na frente do computador vendo demonstrações e comentando no Twitter, o Manual do Usuário traz um guia direto, sem enrolação e super rápido de tudo de relevante que foi anunciado. Foi sobre Android, múltiplas telas, Chrome(book|OS|cast), Google Drive… foi sobre bastante coisa, na verdade. (mais…)

Prepare-se para a Copa: apps e lembretes para não perder os jogos e ficar por dentro de tudo

Estive lendo algumas coisas, analisando uns acontecimentos e conversando com meus informantes, e a essa altura é seguro dizer: vai ter Copa sim! Em 2014 o coração continuará na ponta da chuteira, os pés, tocando a bola, e é bem provável que as mãos estarão mexendo no smartphone durante o show do intervalo.

O futebol é ingrato com a tecnologia. Com uma ou outra exceção, a FIFA barra a maioria das tentativas de modernizar o esporte a fim de mantê-lo praticável em locais e/ou condições desprivilegiados, o que é compreensível. Fora dos gramados, longe do rigor da entidade máxima do futebol, o aparato high tech encontra menos amarras e nesta edição do torneio será difícil perder os lances da partida e bem mais fácil atualizar a tabelinha (digital e on the go, claro) depois dos jogos.

Baixei e testei alguns apps futebolísticos para as três principais plataformas móveis: Android, iOS e Windows Phone. Não tem smartphone? Sem problemas, dá para se manter informado e até assistir aos jogos na íntegra pelo computador. Reuni, ainda, as formas mais simples de puxar para a sua agenda de compromissos os dias e horários de todas as partidas. Por fim, testei (ou quase isso) os sistemas de interatividade das emissoras de TV, a alardeada “segunda tela” que começa a ganhar contornos mais fortes e investidas oficiais e organizadas no Brasil. Vai ter Copa sim, e será muito legal!

Os apps campeões da Copa

Às vésperas do início da competição, estava esperando uma enxurrada de apps temáticos. Eles até existem, mas não é muito difícil separar o joio do trigo sem ter que recorrer ao download: muitos apps, especialmente no Windows Phone, são feios de doer. Mais capricho em 2018, pessoal!

Como a maioria é redundante e não há muito sentido em ter dois ou mais aplicativos apitando antes de cada partida e a cada gol marcado, separei o que de fato vale a pena em cada plataforma. Vamos lá? Então vamos.

iPhone: FIFA e Guia Descomplicado da Copa

App oficial da FIFA no iPhone.
Screenshots do FIFA para iPhone.

O app da FIFA para o iPhone é muito legal. Ele já recebeu a atualização preparatória para a Copa do Mundo, que entre outras coisas traz um visual mais refinado, acompanhamento de seleções, tabelas, estatísticas e todas aquelas coisas que os fanáticos pelo esporte adoram.

Nesse app ainda rolam notícias, comentários dos usuários e a eleição dos craques de cada partida. Uma característica rara é poder acompanhar mais de uma seleção ao mesmo tempo; na maioria dos apps, você escolhe uma no início e fica limitado a ela. Existem anúncios, mas eles são discretos e, aparentemente, estáticos — são só banners ou selos dos patrocinadores oficiais do evento. É um dos mais completos disponíveis.

Foto feita no Guia Descomplicado da Copa.
VAI TER COPA SIM

Outra opção é o Guia Descomplicado da Copa, desenvolvido por Rodrigo Duarte da Igniscode. A apresentação é bem bonita, ainda que lembre o plano de fundo padrão do Galaxy S5, cheio de polígonos coloridos. Mais simples e direto, o Guia traz lembretes dos jogos, as sedes, tabelas, enfim, o cardápio básico de apps do tipo, com uma bônus: molduras para tirar fotos e espalhar nas redes sociais.

Agora vai, Brasil!

A Siri também já está atualizada, mas sem a proatividade do Google Now (veja abaixo). Pode ser útil para saber o horário de alguma partida e, imagino, resultados também:

Android: Google Now, OneFootball e UOL Copa

Tinha esperanças de ver mais apps legais no sistema do Google, mas não parece ser o caso — o da FIFA, até a publicação desta matéria, ainda não tinha sido atualizado. Calhou de ser o próprio Google a melhor opção.

O Google Now já está sabendo do torneio. Além de responder perguntas, também dá para indicar ao assistente as seleções que você deseja acompanhar. O funcionamento deve ser semelhante ao que já rolava com times, ou seja, o Now avisará quando as partidas estiverem começando, gols forem feitos e os resultados ao apito final do árbitro. Isso também funciona no iPhone, basta instalar o app do Google.

Se você prefere algo mais tradicional, minha indicação é o OneFootball Brasil. Ele é multiplataforma: tem também para iPhone e Windows Phone. No Android, ante a falta de adversários à altura, ele se destaca.

Neste app, desenvolvido na Alemanha e patrocinado pela Volkswagen, o leque de recursos básicos em apps da Copa está presente. Tem notícias também, e a promessa de acompanhamento ao vivo das partidas. O visual não é muito inspirado, mas pelo menos é bem feito, coisa rara no universo de apps analisados.

O OneFootball é uma das opções multiplataforma.
Screenshot do OneFootball Brasil para Android.

Outra alternativa é o UOL Copa (também tem versão para iPhone e Windows Phone). Consegui testar de antemão o mecanismo de acompanhamento ao vivo das partidas na pelada entre Itália e Fluminense, e é bem bacana: além dos lances, o app puxa comentários dos especialistas em futebol do portal, tuítes relacionados e traz um botão “estou vendo na TV” que remove do stream informações óbvias para quem está assistindo à partida. De quebra, traz reportagens em vídeo, fotos e o conteúdo dos blogs do UOL.

Windows Phone: Copa2014 e Bing Esportes

Cartão amarelo para o Windows Phone! Apps bem feios disputam a tapa a atenção do torcedor sofredor. Mesmo alguns que não fazem feio no Android e no iPhone, como UOL Copa e OneFootball Brasil, marcam gols contra aqui. Felizmente, Microsoft e Revolution Software salvam o sistema do vexame com dois belos chutes no ângulo!

(Vou parar com as analogias futebolísticas, prometo.)

O Bing Esportes, que deu um nó no cérebro aqui porque agora se chama só Esportes e mudou de lugar no menu, tem um módulo da Copa do Mundo com aquele feijão com arroz: tabela, estatísticas, notícias, informações dos times e sedes, datas e horários dos confrontos etc. Basta atualizar, se ainda não fez isso, e encontrar a competição nos menu do app.

Simples, mas competente.
Screenshots do Copa2014.

A melhor recomendação, porém, é o Copa2014, desenvolvido pela misteriosa Revolution Software. A interface é linda, com desenhos, cores e tipografia de muito bom gosto, tem bloco dinâmico, e permite filtrar as datas e horários pelo time escolhido. Ele é extremamente básico, mas antes fazer pouco e fazer bem, do que tentar abraçar o mundo e não conseguir.

A Copa do Mundo no PC

A FIFA não deixa entrar com PCs e tablets nos estádios, mas fora dele quero ver o Blatter me impedir de usar a minha máquina!

Screenshot de uma pesquisa no Google por 'copa do mundo'.
Copa do Mundo nos resultados do Google.

Pois bem, o Google é seu amigo até na hora de torcer. Além do Google Now o buscador também entrega informações por texto, e isso vale para o desktop. Basta digitar “copa do mundo” e ele retorna uma tabela estilizada com datas e horários, classificações dos grupos e o mata-mata da segunda fase. Para quem estiver usando um Chromebook ou em qualquer outro computador, essa é uma das opções mais rápidas para se inteirar. Para algo mais elaborado, veja a bela tabela do UOL.

Portais e sites especializados em futebol, como Impedimento e Trivela, merecem uma olhada para entender melhor o contexto das partidas e as análises táticas. Eu, que não sou muito chegado em mesa redonda, não perco uma edição do Falha de Cobertura, com Daniel e Cerginho:

O Globo Esporte fará streaming ao vivo de todos os 64 jogos, ótimo para quem está longe da TV, ou não tem TV (oi!), e não quer perder os lances.

Se você assina a ESPN, tem no Watch ESPN (além da web, com app para iOS) uma alternativa à narração do Galvão, o mau humor do Arnaldo e os comentários sagazes do Ronaldo FENÔMENO Nazário.

Todos os jogos na sua agenda

No smartphone o Google Now deve ser suficiente para lembrá-lo dos jogos. Quem prefere a boa, velha e mais organizada agenda, tem algumas opções.

Curiosamente, a do Google Agenda só é “ativável” em um computador, usando o bom e velho navegador desktop. Os passos, ensinados pelo Android Central, consistem em abrir o site, clicar na seta do “Outras agendas”, no canto esquerdo, depois em “Adicionar por URL”. No campo que surge, cole esta linha:

Clique no botão “Adicionar agenda” e corra para o abraço, meu amigo. Caso fique de saco cheio, basta apagar a agenda no gerenciador delas, e todos os eventos (são muitos, três jogos por dia na primeira fase!) sumirão.

Como colocar a Copa do mundo na sua agenda.
Os dois passos para levar os jogos da Copa ao Google Agenda.

No iPhone, uma opção mais classuda é incluir um calendário de interesses no Sunrise, o app de agenda favorito da casa. Para isso, entre nas configurações, depois em “Interesting Calendars” e, na tela seguinte, em Copa do Mundo. O app te dá a opção de baixar todos os horários da Copa ou apenas uma versão parcial, com os times selecionados. Depois, junto ao dia e horário das partidas, ele mostra os resultados delas direto da visualização dos compromissos. Um golaço do Sunrise.

Sunrise traz os dias e horários dos jogos.
Calendários de interesses no Sunrise do iPhone.

E no Android? O Sunrise foi lançado no Android recentemente, mas dois recursos, os calendários de interesses e a compatibilidade com servidores Exchange, ficaram de fora. Mandei um e-mail para os desenvolvedores perguntando quando essas coisas serão disponibilizadas no sistema do Google e a resposta foi… um dia. A compatibilidade com Exchange é prioridade e os calendários de interesses, de acordo com Pierre Valade, “está totalmente na lista de coisas a acrescentar”.

Segunda tela na Copa do Mundo

Xingar o time adversário ou reclamar do gol que o Neymar perdeu no Twitter é meio… limitado. O conceito de segunda tela ainda tem muito chão a percorrer e duas emissoras já dão os primeiros passos dessa jornada por aqui, de olho na atenção que a Copa gera e nas condições mais favoráveis em relação a 2010. Carlos Augusto, gerente de marketing de consumo da Intel, explica em um comunicado que “a infraestrutura de servidores que alimenta o sistema também está mais rápida, o que significa um mundo de possibilidades — assistir as jogadas ao vivo, de várias câmeras diferentes, em várias telas diferentes, comentando e interagindo com os amigos, tudo ao mesmo tempo.”

Com o ESPN Sync, os assinantes podem interagir com as transmissões mandando perguntas, votando nos jogadores e lendo estatísticas em tempo real, sem depender da boa vontade do operador de GC do canal. Ah, e a programação esportiva também se faz presente, com a possibilidade de agendar lembretes — esses recursos dispensam o login/assinatura.

Mais democrático, o app da Globo (iPhone, Android) é, também, mais simples. As funções são similares às do da ESPN, e tem uma espécie de área de comentários maluca, integrada ao Twitter, onde o povo fica conversando o dia todo.

Da SporTV, vem a promessa de jogos ao vivo através do app SporTV Ao Vivo na Copa do Mundo. Mas atenção: no iOS, ele só funciona no iPad. Também tem versão para Android e nenhum indicativo de que é preciso ser assinante do canal na TV ou qualquer outro pré-requisito para usufruir das transmissões ao vivo.

Para quem assistirá na TV, o SporTV Estatísticas na Copa do Mundo da FIFA (iOS, Android) oferecerá estatísticas em tempo real durante os jogos, e comparações entre seleções e jogadores após as partidas.

O banho de água fria vem da Microsoft: o empolgante Destination Brazil coloca direto na TV informações contextuais, a cornetagem das redes sociais, lembretes e até uma série exclusiva, estrelada por Thierry Henry e Edgar Davids, em busca do próximo Messi nas ruas de algumas cidades espalhadas pelo mundo. Tudo muito bom, tudo bem legal, mas o problema é que o Destination Brasil não foi disponibilizado no… Brasil. Coerência, cadê você?

Vai ter Internet nos estádios?

No leilão do espectro 4G no Brasil, uma das exigências da Anatel era que as vencedoras cobrissem no mínimo 80% das áreas urbanas com mais de 500 mil habitantes até o início da Copa do Mundo, o que abrange todas as cidades-sede e sub-sede. Segundo a SinditeleBrasil, o sindicato das operadoras de telefonia móvel, a meta foi alcançada aos 45 do segundo tempo.

Só que como qualquer um que já esteve concentrado com muitas pessoas sabe, nem sempre a infraestrutura das operadoras dá conta da demanda. A saída é encher os estádios com antenas Wi-Fi. Tudo certo? Calma aí. Seis estádios, metade dos que serão utilizados na competição, não terão esse reforço graças a atritos entre as administradoras deles e as operadoras — nas palavras de Eduardo Levy, presidente da Sinditelebrasil. Em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Curitiba e Natal, os torcedores poderão ter dificuldades para acessar a Internet.

Se bem que com as regras rígidas da FIFA imposta aos torcedores, que inclui proibições quanto à publicação de conteúdo multimídia e até dos resultados parciais das partidas, talvez não faça tanta falta. Como ou mesmo se esse controle será feito, é outra história.

E em casa, no bar, na torcida, como me portar?

Bela foto de um estádio lotado.
Foto: Crystian Cruz/Flickr.

Chame os amigos, estoure uma pipoca e esqueça um pouco o celular. Toda essa interatividade é legal, mas nada disso supera a torcida à moda antiga, a celebração do esporte através da amizade. O smartphone será um fiel ajudante antes e depois dos jogos. Durante? Deixe-o no bolso. Ele não se importará e, de quebra, ficará a salvo de arremessos acidentais na hora de gritar GOOOOOOOOOOL!!! e daqueles banhos acidentais em copos de cerveja.

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (maio/2014)

Quase na metade de 2014, o smartphone continua sendo palco das melhores ideias e invencionices em software. Em maio esse cenário não mudou e, ainda que em menor quantidade, vimos vários apps legais lançados nas três principais plataformas móveis.

Como já é tradição aqui, todo fim de mês faço um apanhado dos melhores apps lançados para Android, iOS e Windows Phone. Melhor assim, certo? Então vamos lá — lembrando que os apps são dispostos em ordem alfabética, tudo misturado porém bem identificado.


Adobe Voice

Adobe Voice, ícone.Para iPad.
O que é? App para a criação de narrativas em formato de vídeo.
Preço? Grátis, com compra in-app.
DOWNLOAD

Com alguns toques, em poucos minutos, dá para criar vídeos com belas narrativas usando o Voice. Essa é, pelo menos, a promessa da Adobe. E o app parece capaz de cumpri-la: bem feito, com controles simples e diretos, e um acervo generoso de imagens e outros elementos visuais para compôr um vídeo institucional ou apenas contar de forma interessante um evento cotidiano.

Há reclamações de que, mesmo disponível na App Store nacional, o cadastro para brasileiros (na verdade, para qualquer um fora dos EUA) é complicado e que, sem ele, o compartilhamento das criações fica prejudicado. Verifique isso antes de liberar o artista dentro de você!


Arquivos

Arquivos, ícone.Para Windows Phone.
O que é? Gerenciador de arquivos para o Windows Phone.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD

Exclusivo para o Windows Phone 8.1, o app Arquivos é um gerenciador de… arquivos! Com direito a pastas, pesquisa interna e capacidade de gerenciar o cartão SD, ele é bem simples e fácil de usar. Embora a ideia de lidar diretamente com arquivos seja um pouco estranha em dispositivos móveis, existe um bom público interessado nesse tipo de utilitário.

Screenshots do Arquivos.
Arquivos, para Windows Phone.

Black

Black, ícone.Para Windows Phone.
O que é? Editor de fotos em preto e branco.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD

O Black é descrito pelos seus criadores como “simulador de filmes analógicos em preto e branco” para Windows Phone. Em termos mais diretos, é um app com filtros em preto e branco, mas pela qualidade, talvez seja mais digno ficar com a descrição oficial.

A interface é magnífica, os filtros, muito legais. São sete modos, ou filtros, baseados em filmes analógicos reais. O Black ainda traz controles manuais, com curvas, efeito fade e vignette, e tem um Tumblr sensacional. Um belo app, em vários sentidos.

Screenshots do Black.
Black, para Windows Phone.

Cinamatic

Cinamatic, ícone.Para iPhone.
O que é? Gravador e editor de vídeos curtos.
Preço? US$ 1,99, com compras in-app.
DOWNLOAD

O Hipstamatic foi um pioneiro na edição de fotos e aplicação de filtros nelas no iPhone. Agora, a mesma empresa tenta chamar a atenção com vídeos: o Cinamatic nada mais é que um gravador e editor de imagens em movimento, com suporte a gravação intercalada (como no Vine e Instagram) e aplicação de filtros.

O app não tem uma rede própria, ou seja, os vídeos feitos e/ou editados ali devem ser exportados para outras redes sociais. Cada vídeo pode ter de 3 a 15 segundos, e apesar de não ser um app crucial, o espaço que existe no mundo móvel para editores de imagens talvez seja indício de que a mesma ânsia pode valer para vídeos também.

Screenshots do Cinamatic.
Cinamatic, para iPhone.

Guia Descomplicado da Copa

Guia Descomplicado da Copa, ícone.Para iPhone.
O que é? App com tabelas, horários e outras informações da Copa do Mundo.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

A Copa do Mundo está aí! Antigamente a gente anotava os placares na tabelinha de papel, ou em uma planilha do Excel. Hoje? Apps como o Guia Descomplicado da Copa, criado por Rodrigo Duarte, são mais práticos e modernos.

O app traz detalhes das partidas, tabela de resultados, informações diversas (sedes, seleções, estatísticas) e até uns filtros meio estranhos para “interagir com a Copa de forma mais divertida”. Esse último é opcional, então dá para acompanhar o evento pelo app sem maiores danos. Devem existir outros apps do tipo; conhece algum mais legal ou apenas diferente? Conte nos comentários.

Screenshots do Guia Descomplicado da Copa.
Guia Descomplicado da Copa, para iPhone.

Litely

Litely, ícone.Para iPhone.
O que é? Editor de imagens com presets e controles manuais — à escolha do usuário.
Preço? Grátis, com compras in-app.
DOWNLOAD

O Litely é um editor de imagens para iPhone. Sim, mais um, mas calma que ele tem motivos para prender sua atenção. Primeiro, foi idealizado por Cole Rise, fotógrafo que já trabalhou para a National Geographic, Google, Apple e Microsoft, além de ter ajudado a criar alguns dos filtros do Instagram. Sobre o Litely em si, a interface é bastante agradável e os filtros parecem mais suaves, com o objetivo de extrair o melhor das fotos, em vez de alterá-las por completo.

O app é gratuito, e pacotes adicionais de filtros e efeitos são vendidos dentro dele por US$ 1,99 cada.

Screenshots do Litely.
Litely, para iPhone.

Lock pic

Para Windows Phone.
O que é? Provedor de imagens para a tela de bloqueio do sistema.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD

O Lock pic busca belas imagens do Flickr, NASA, Bing, Imagem do Dia do Bing e outros locais, e altera a sua tela de bloqueio em intervalos regulares, automaticamente. Como opcional, permite desfocar levemente as imagens e acrescentar uma camada extra para melhorar a legibilidade das informações dispostas nessa tela. Gratuito, simples, direto, não há muito o que reclamar.

Screenshots do Lock pic.
Lock pic, para Windows Phone.

Noisli

Noisli, ícone.Para iPhone.
O que é? Gera ruído branco e outros sons para concentração.
Preço? US$ 1,99
DOWNLOAD

Se barulhos externos te atrapalham, ou na hora de dormir os vizinhos não dão folga, apelar para o “ruído branco” pode ser uma boa saída — já abordei o assunto com mais profundidade aqui.

O Noisli é um app feito para isso. Em uma interface simples e muito bonita, basta um toque em qualquer ícone para gerar sons: chuva, vento, água corrente, conversas em uma cafeteria, até um trem! Existe ainda um timer, para você dormir com a tranquilidade de que o Noisli não ficará a noite inteira usando recursos do seu iPhone, com direito a fade out. Por fim, como os sons são combináveis, o app ainda oferece a opção de salvar essas combinações.

Screenshots do Noisli.
Noisli, para iPhone.

Peek

Peek, ícone.Para Android.
O que é? Tela de bloqueio com notificações ativas.
Preço? ~R$ 9,09
DOWNLOAD

O Peek é um recurso da ROM Paranoid Android que, agora, está disponível para qualquer smartphone via Google Play — e nem precisa de rooting. Com ele, as notificações passam a funcionar de modo similar às do Moto X. Funciona assim: quando uma notificação chega, o Peek ativa sensores. Se eles detectarem movimento (o smartphone pego em uma mesa, ou do bolso), a tela se ilumina e oferece a opção de ignorar a notificação, exibir mais detalhes dela ou liberar o aparelho direto no app em questão.

Até agora os desenvolvedores dizem já ter testado o app com sucesso em dispositivos Nexus, mas teoricamente nada impede que ele funcione em outros modelos. O app está em estágio inicial de desenvolvimento, o que significa que apresenta bugs e inconsistências. Tenha em mente, também, que por não ser tão otimizado quanto o Moto X, a autonomia da bateria pode ser impactada pelo uso do Peek.


Secret

Secret, ícone.Para Android, iPhone.
O que é? Rede social totalmente anônima — posts, comentários e curtidas.
Preço? Grátis
DOWNLOAD Android, iPhone

Se você sempre quis compartilhar um segredo, mas temeu retaliações, o Secret é a rede social para dar vazão a essa informação que lhe corrói por dentro. O app é totalmente anônimo: você não sabe quem escreveu o quê, quem comentou, nem quem curtiu. O máximo que ele informa é quantos dos seus amigos, vinculados a partir da agenda do celular, estão na brincadeira.

Há polêmicas em torno do Secret e, no Brasil, ele ainda é uma incógnita. Muita gente tem usado para falar baixarias, mas há um bom conteúdo lá. No mínimo, vale uma olhada.

Screenshots do Secret.
Secret, para Android.

Sticky Notes HD

Sticky Notes HD, ícone.Para iPhone, Windows Phone.
O que é? App de post-its com vários recursos.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD iPhone, Windows Phone

Grande sucesso no iOS, o Sticky Notes HD chegou ao Windows Phone — curiosamente, ele continua ausente no Android. A premissa básica é aquela de sempre: criar notas com lembretes e outras informações, usando cores e prioridade para organizá-las na tela. Os diferenciais são a possibilidade de se configurar alertas, backup no OneDrive, pesquisa instantânea, proteção por senha e integração com o Windows Phone, o que se traduz em post-its na tela de bloqueio e na forma de blocos dinâmicos.

Screenshots do Sticky Notes HD.
Sticky Notes HD, para Windows Phone.

Sunrise

Sunrise, ícone.Para Android, iPhone.
O que é? Calendário/agenda com interface bacana e cheio de recursos.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD Android, iPhone

Um dos melhores apps de agenda do iOS finalmente chegou ao Android. O Sunrise tem uma interface maravilhosa, integra-se com diversos sistemas (Google, Facebook, Foursquare) e oferece calendários extras como, por exemplo, com os jogos da Copa, ou os feriados nacionais/regionais.

A versão para Android veio acompanhada de uma web, o que facilita o gerenciamento. Valeria só pela interface bacana, mas o Sunrise traz muito mais e deixa os apps padrões, de ambos os sistemas, no chinelo.


Swarm

Swarm, ícone.Para Android, iPhone.
O que é? Uma maneira de encontrar e ser encontrado IRL por seus amigos.
Preço? Grátis
DOWNLOAD Android, iPhone

O Foursquare se desmembrou em dois apps e um deles, o Swarm, é todo sobre a promoção de encontros IRL, em carne e osso, entre você e seus amigos.

A partir da lista de contatos do Foursquare, o Swarm indica quem está por perto e fazendo o quê. Há controles de privacidade para quando você não quiser ser encontrado, e um modo de chamar os amigos para o rolê: basta escrever uma mensagem e, quem se interessar no programa, pode dizer que estará presente com um toque.

O app é bem bonito e remove a parte de gamificação do antigo Foursquare, o que irritou alguns usuários. Mas a graça da coisa, e o que eles querem promover pra valer, são encontros mesmo.

Screenshots do Swarm.
Swarm, para iPhone.

Telegram

Telegram, ícone.Para Android, iPhone, Windows Phone.
O que é? App de bate-papo nos moldes do WhatsApp, mas gratuito e com o código aberto.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD Android, iPhone, Windows Phone

O Telegram é um concorrente pouco usual do WhatsApp. Sem anúncios, gratuito e com o código-fonte aberto, qualquer um pode criar uma versão dele que conversa com todas as demais. O Windows Phone, até então, contava apenas com clientes não-oficiais, mas um deles, o Ngram, foi “endossado” pelo Telegram e agora tem o nome e o status de app oficial.

Para quem já conhece o WhatsApp, o funcionamento é bem similar, incluindo imagens de fundo e conversas em grupo. O grande barato do Telegram é, além de ser rápido, verdadeiramente multiplataforma — você pode conversar com seus amigos via desktop e até com a galera do ZapZap.

Screenshots do Telegram.
Telegram, para Windows Phone.

14 apps! Se isso for pouco, confira as listas de janeiro, fevereiro, março e abril, e as dos melhores apps de 2013 para iPhone, Android e Windows Phone.

Foto do topo: Kārlis Dambrāns/Flickr.

iPhone 5s, Moto G, Lumia 520.

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Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (abril/2014)

Sai mês, entra mês, as listas de melhores apps para Android, iOS e Windows Phone do Manual do Usuário continuam aparecendo. A intenção, como sempre reforço, é priorizar apenas apps que realmente importam, seja pelo fator novidade, seja pela utilidade.

Os apps estão listados em ordem alfabética, com os três sistemas misturados e, quando multiplataforma, links para todas as versões.


Boxcryptor

Ícone do Boxcryptor.Para Windows Phone, Android, iPhone.
O que é? App que criptografa arquivos antes de enviá-los a serviços de armazenamento na nuvem.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Windows Phone, Android, iPhone.

Box, Microsoft, Dropbox e Google garantem a privacidade dos arquivos salvos em suas nuvens, mas até que ponto dá para confiar nessas empresas? E quem garante que não haverá uma falha, uma brecha que acabe liberando dados dos usuários, inclusive os mais sensíveis? O Boxcryptor atua sobre essa incerteza: esse app criptografa seus arquivos antes de enviá-los para a nuvem.

Ele está disponível em várias plataformas e, em abril, chegou ao Windows Phone também. Existe um bug no download de arquivos com nomes especiais, cortesia da API do Box, mas no geral ele funciona a contento. Para quem quer segurança máxima da maneira mais prática, é uma boa pedida.

Screenshots do Boxcryptor.
Imagens do Boxcryptor.

Breeze

Ícone do Breeze.Para iPhone 5s.
O que é? App que conta os passos dados durante um dia.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Dos mesmos criadores do RunKeeper, o Breeze é exclusivo para o iPhone 5s por depender do M7, o chip dedicado a registrar os movimentos do usuário, presente nessa versão do smartphone da Apple.

O app faz a mesma coisa que aquelas pulseiras de exercícios (Fitbit, Jawbone Up, Nike Fuelband), mas sem precisar de nada extra — basta baixar o app, que é gratuito, e começar a andar. Ele incentiva bastante, talvez até demais já que vários reviews da App Store reclamam do excesso de notificações. Se você for do tipo que precisa de alguém enchendo o saco para se levantar e fazer exercícios, talvez isso seja um fator positivo.


Câmera do Google

Ícone da Câmera do Google.Para Android.
O que é? App de câmera nativo do Google.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Em mais passo no processo de desmembramento do Android, o Google reformulou o app de câmera nativo e o jogo no Google Play.

A interface ficou mais “flat” e mais acessível que na versão anterior. Agora, enfim, o viewfinder aparece na mesma proporção das fotos em si, permitindo enquadramentos precisos. De novidade mesmo, o Efeito foco, que embaça um dos planos da imagem depois que a foto é feita, via processamento de software. Os resultados, como demonstrei aqui, não são sempre fantásticos, mas quando dá certo, é bem incrível.

Screenshots da Câmera do Google.
Imagens da Câmera do Google.

Carousel

Ícone do Carousel.Para Android, iPhone.
O que é? Gerenciador de fotos armazenadas no Dropbox.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone.

O novo app do Dropbox é todo sobre fotos: ele faz o upload automático de imagens, recurso já bastante conhecido do app original, e exibe as fotos salvas no serviço em uma linha do tempo bem ligeira.

A apresentação é bonita, o app é muito rápido e toda a interface é baseada em gestos. É meio confuso entender o processo de exclusão de fotos (primeiro, você esconde as imagens, depois, as apaga nas configurações), mas fora isso é um belo app para gerenciar fotos, e uma boa pedida para botar ordem nos anos de fotografia digital bagunçados no seu HD — o único problema é subir esse monte de arquivos para o Dropbox.


Chrome Remote Desktop

Ícone do Chrome Remote Desktop.Para Android.
O que é? Permite controlar o computador remotamente via smartphone ou tablet.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Instale uma extensão no Chrome do computador (Windows ou OS X), este app no seu smartphone ou tablet Android e, após inserir o PIN corretamente, você poderá usar o PC através dos dispositivos móveis. Este app é a versão móvel de um recurso que o Google lançou há algum tempo entre computadores. Agora, na palma da mão, ele se mostra ainda mais útil.

A solução do Google não tem muitos recursos avançados, como transferência de arquivos, nem tutoriais explicando coisas que, embora pareçam básicas, dependem de alguma prática, como clicar. Mas o desempenho é satisfatório e deve quebrar o galho de quem esqueceu alguma informação no PC ou precisa executar ações remotamente.

Screenshots do Chrome Remote Desktop.
Imagens do Chrome Remote Desktop.

Fenix for Twitter

Ícone do Fenix for Twitter.Para Android.
O que é? Cliente para Twitter que respeita as diretrizes de design do sistema.
Preço? ~R$ 6,15
DOWNLOAD

O Android ainda não tem um cliente definitivo para Twitter, como é o Tweetbot no iOS, mas concorrentes promissores têm aparecido na plataforma. O Fenix é o último desses: com um visual simples e limpo, ele respeita as diretrizes visuais do Google para o Android, conta com layout especial para tablets e é aberto a muita personalização.

Além dos recursos básicos do Twitter, alguns extras, como silenciar usuários, palavras-chaves ou hashtags, estão presentes. Dá, também, para alterar o tema do app — são três opções: claro, escuro e totalmente preto. Apesar de novo, sobram elogios ao Fenix; mesmo pago ele merece uma olhada mais atenta por aqueles que usam bastante o Twitter ou não suportam o cliente oficial.

Screenshots do Fenix for Twitter.
Imagens do Fenix for Twitter.

Frontback

Ícone do Frontback.Para Android, iPhone.
O que é? App que tira fotos simultaneamente com selfies, usando as duas câmeras.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone

Selfies estão na moda, e o Frontback se aproveita disso para estender um pouco o conceito: com este app você tira duas fotos ao mesmo tempo, com as câmeras frontal e traseira, colando ambas em uma só. O Frontback saiu ano passado para iPhone e, agora, chega ao Android.

O app permite compartilhar as fotos feitas em outras redes sociais e foi bem adaptado ao Android — nada de reutilizar elementos do iOS. É um app com uma finalidade bem específica, mas que pode ser divertido dependendo do contexto.

Screenshots do Frontback.
Imagens do Frontback.

Google Docs e Google Sheets

Ícones do Google Docs e Google Sheets.Para Android, iPhone, iPad.
O que é? Apps para edição de textos e planilhas eletrônicas.
Preço? Gratuita.
DOWNLOAD Google Docs (Android, iPhone/iPad), Google Sheets (Android, iPhone/iPad)

Já era possível criar e editar documentos de texto e planilhas eletrônicas no Google Drive, sem falar no QuickOffice, que o Google comprou há alguns meses e liberou gratuitamente. Nada disso impediu a liberação de apps dedicados para essas funções, o Google Docs e Google Sheets (ou Documentos Google e Planilhas Google, como ficou a tradução no Brasil).

Os apps não trazem nada novo e, pelos últimos acontecimentos, parecem mais uma resposta à chegada do Office da Microsoft ao iPad. É uma questão puramente de percepção, já que, como dito, o Drive já fazia essas funções de forma praticamente idêntica à dos novos apps. Para quem usa e prefere só uma das aplicações, sem toda a estrutura do Drive, pode ser uma boa pedida.

Screenshots do Google Docs e Google Sheets.
Imagens do Google Docs e Google Sheets.

IFTTT

Ícone do IFTTT.Para Android e iPhone.
O que é? App de receitas para automatizar ações na Internet.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone.

O IFTTT leva um dos conectores lógicos mais legais, o “se isto então isto”, para as massas. Com ele, dá para programar ações condicionais, executadas quando um evento pré-determinado (o primeiro “isto”) ocorre. Exemplo simples? Mande um e-mail de aviso se for chover amanhã.

O app para Android chega algum tempo depois da versão para iPhone, mas com mais coisas graças à natureza menos fechada do sistema do Google. Tanto que, por ocasião da estreia do app, o IFTTT estreou seis novos canais exclusivos para Android. Dá para, por exemplo, manter o wallpaper do seu smartphone ou tablet atualizado com a última foto publicada no Instagram. As possibilidades são incontáveis, e o app é muito bem feito.

Screenshots do IFTTT.
Imagens do IFTTT.

Lingua.ly

Ícone do Lingua.ly.Para Android.
O que é? App de auxílio para aprender palavras em outro idioma.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Apps e sites para aprender novos idiomas existem aos montes, mas sempre há espaço para novas abordagens. O Lingua.ly, exclusivo para Android, com versão para iPhone prometida, traz uma dessas.

Aqui, você não tem lições ou programas pré-estabelecidos. A premissa do app é fornecer ferramentas para que os usuários criem seus próprios vocabulários, colhendo palavras de outros locais e da web — existe uma versão para o navegador e extensões de navegadores para fazer a ponte com o app móvel. Ao coletar uma palavra, você pode ver seu significado, associar imagens a ela, escrever frases para lembrar o contexto e ler artigos reais que trazem a palavra em questão.


Mailbox

Ícone do Mailbox.Para Android, iPhone, iPad.
O que é? Cliente de e-mail com foco em produtividade.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone e iPad

Outro ex-exclusivo do iOS, o Mailbox é um cliente de e-mail que ajuda os usuários a chegarem à mítica inbox zero. Como? Com um leque de ações para dar cabo das mensagens tão logo elas cheguem — se não respondendo/apagando/arquivando, adiando a mensagem para um momento posterior –, tudo por gestos simples e rápidos.

Apesar de alguns detalhes que lembram muito a versão para iOS, essa primeira versão é bem competente, e traz novidades, como um mecanismo que aprende seus padrões de uso para automatizar algumas coisas. Além de gratuito, ao instalá-lo você ganha 1 GB de espaço no Dropbox.

Screenshots do Mailbox.
Imagens do Mailbox.

Movie Moments

Ícone do Vídeo Moments.Para Windows Phone 8.1, Windows.
O que é? Editor de vídeos simples, com suporte a frases e música de fundo.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Windows Phone 8.1, Windows.

Esse só funciona no Windows Phone 8.1, já que se aproveita das novas APIs de vídeo dessa versão do sistema. Desenvolvido pela Microsoft, e com versão para Windows 8/RT, é um editor simples de vídeos.

Existe uma limitação de tempo, os vídeos têm no máximo 60 segundos. Após fazer os recortes desejados no seu, é possível incluir legendas e textos estilizados e, depois, música — o app vem com alguns clipes de áudio, mas dá para importar sons da sua coletânea de músicas. Terminou? Mande para o OneDrive ou compartilhe no Facebook.

Screenshots do Video Moments.
Imagens do Video Moments.

Opera Coast

Ícone do Opera Coast.Para iPhone.
O que é? Navegador web com interface minimalista baseada em gestos.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Lançado ano passado para iPad, o Opera Coast, a versão do conhecido navegador reimaginada para dispositivos móveis chega agora para o iPhone.

O Opera Coast deixa para trás várias convenções de navegadores web, muitas delas migradas do desktop para dispositivos móveis. Não existe barra de endereços, a tela está sempre cheia e os controles de navegação são gestuais. Parece complicado, e existe mesmo uma pequena curva de aprendizado no começo, mas com a prática vem muita agilidade e mais área real para apreciar os sites que você gosta.


Reading List

Ícone do Reading List.Para Windows Phone 8.1.
O que é? Bookmarks para textos encontrados na web.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Outro só para Windows Phone 8.1, e que também faz dobradinha com um app homônimo no Windows 8/RT. O Reading Lists, ou Lista de Leitura, parece muito com o Pocket e Instapaper, mas ele não faz cache para leitura offline, nem salva o texto em uma formatação mais legível. É, na prática, apenas um sistema de bookmarks mais visual e, agora, sincronizado.

Screenshots do Reading List.
Imagens do Reading List.

Scanbot

Ícone do Scanbot.Para Android, iPhone.
O que é? App que tira fotos de documentos e recibos com qualidade superior.
Preço? ~R$ 2,50
DOWNLOAD Android, iPhone.

Sim, você pode abrir o app da câmera e tirar uma foto do boleto, recibo ou documento. O que o Scanbot promete, porém, é maior qualidade: além da alta resolução (200 dpi), ele tem recursos para diminuir borrados, delinear textos e melhorar a legibilidade das letrinhas em qualquer documento de texto.

Depois de tirada a foto, um processo que consiste em posicionar a câmera sobre a folha (não é preciso tocar em botão algum), o Scanbot ainda pode enviá-la para serviços de armazenamento na nuvem, como Google Drive, Dropbox e Evernote, automaticamente. Para quem trabalha com muito papel e está na luta pela digitalização, parece uma boa ponte entre os dois universos.

Screenshots Scanbot.
Imagens do Scanbot.

Tilesparency e Transparency Tiles

Ícones do Tilesparency e Transparency Tiles.Para Windows Phone 8.1.
O que é? Apps para criar blocos transparentes para a tela inicial.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Tilesparency, Transparency Tiles.

O Windows Phone 8.1 permite incluir imagens de fundo na tela inicial, só que em vez delas ficarem no fundo, aparecem dentro dos blocos. Esses dois novos apps permitem brincar com o efeito e dar mais liberdade na hora de compôr o layout dessa tela. (Para funcionarem, obviamente, é preciso estar com o Windows Phone 8.1 e ter uma imagem de fundo definida.)

O Tilesparency permite criar blocos vazios, transparentes, para mostrar melhor a imagem. Não só: também dá para criar blocos com pequenas ações pré-definidas. O app é gratuito, mas permite compras in-app, para remover anúncios e garantir futuras atualizações. Já o Transparency Tiles traz atalhos para diversos apps populares, como Facebook, apps do Xbox, os do Rudy Huyn e outros vários — a lista é grande! Tenha em mente, porém, que os blocos criados por ele não são dinâmicos.

Screenshots do Tilesparency e Transparency Tiles.
Imagens do Tilesparency e Transparency Tiles.

Union

Ícone do Union.Para iPhone, iPad.
O que é? App de edição de fotos que mistura duas em uma só, com efeitos artísticos.
Preço? US$ 1,99
DOWNLOAD

Apps para editar fotos não faltam no iOS, mas o Union se destaca pela facilidade com que alcança montagens baseadas em sobreposições belíssimas, muito parecidas com as da abertura de True Detective. É tudo bem fácil e poderoso, já que bastam alguns toques para se chegar ao resultado desejado.

Após carregar a imagem de fundo e a frontal, as ferramentas permitem isolar o objeto em primeiro plano e realizar outros ajustes finos. Finalizado o trabalho, dá para exportá-lo em outros apps, preservando a resolução máxima.

Screenshots do Union.
Imagens do Union.

19 apps! Para mais, visite as listas de janeiro, fevereiro e março, e as dos melhores apps de 2013 para iPhone, Android e Windows Phone.

Foto do topo: Kārlis Dambrāns/Flickr.

Câmera do Google: pequenos acertos e o novo Efeito foco

Nessa semana o Google deu mais um passe no desmonte que vem fazendo do Android. Não entenda isso como algo negativo; ao remover apps e funções do sistema e permitir a atualização “por fora”, via Google Play ou Google Play Services, os efeitos negativos da fragmentação da plataforma são mitigados. Desta vez foi a câmera que passou a ser distribuída e atualizável pela loja de apps oficial.

A Câmera do Google funciona em qualquer Android rodando a última versão do sistema (4.4 “KitKat”). O app mantém a pegada minimalista do que acompanha o sistema, mas traz mudanças estéticas, simplificações e um modo de disparo totalmente novo, o Efeito foco, que tenta reproduzir o que a Lytro faz nativamente: brincar com a profundidade de campo após tirar a foto. Voltarei a isso depois.

Interface da câmera mais simples e com boas novidades

A nova interface da Câmera do Google.
Câmera do Google.

A interface foi simplificada e, no geral, ficou melhor. O Google finalmente adequou o viewfinder à proporção da foto. Antes, o usuário via uma imagem em 16:9 mesmo quando a foto saía em 4:3, um detalhe que, aos incautos, prejudicava todo o cuidado com a composição. A saída agora bate com a da foto e o espaço que sobra, à direita, transformou-se em um grande disparador — a foto é feita ao tocar em qualquer ponto daquela área, não só no ícone. No viewfinder, um toque ajusta o foco para a área selecionada.

Alguns controles, como troca de câmera, flash e HDR, ficam ocultos em um pequeno ícone no canto superior direito. E foi uma grande felicidade reparar que agora dá para colocar uma grade 3×3 no viewfinder!

Os modos de disparo ficam ocultos na borda à esquerda, e são trazidos à tona com um deslizar de dedo, mais ou menos como na câmera do Moto X. Toda vez que a câmera é aberta eles aparecem ali antes de sumirem, detalhe importante para evitar que caiam no esquecimento junto a usuários menos ligados. Do outro lado, ficam as últimas fotos feitas.

São os mesmos modos de sempre, mais o novo Efeito foco. Cada botão ganhou uma cor própria e um visual bastante “flat” que se estende por todo o app. O atalho para as configurações gerais fica oculto, só é revelado ao puxar os modos de disparo. É a engrenagem à direita. As opções são bem limitadas, mas valem uma visita para aumentar a resolução de tudo — os modos Efeito foco e Photosphere não vêm configurados na resolução máxima; a do Photosphere, aliás, agora subiu para 50 mega pixels contra 8 da versão antiga.

Efeito foco, ou a Lytro fazendo escola

Começou com a Lytro. Depois, foi a vez da Nokia trazer o recurso para as câmeras PureView atavés do Refocus. A nova leva de Androids, encabeçada por Galaxy S5 e HTC One (M8), também entrou na dança; no caso do modelo da HTC, o UFocus, nome do recurso, se utiliza de uma câmera auxiliar para calcular o espaço tridimensional e refinar os resultados.

Desfocar o fundo de uma fotografia é uma coisa legal e muito procurada. Em alguns grupos de smartphones no Facebook, o efeito bokeh é febre — as pessoas procuram por apps que façam isso e ficam fascinadas com os resultados práticos de uma grande profundidade de campo mesmo quando eles são absurdamente ruins, caso de quase todos esses apps de pós-edição. Agora, qualquer um com o Android 4.4 terá essa opção embutida no app da câmera. Mas é uma opção viável?

Sendo uma câmera específica para esse fim, a Lytro oferece os melhores resultados e tem um mecanismo fechado e otimizado para tanto, composto por conjunto de lentes extras dedicado a capturar mais luz de todas as direções possíveis. No caso da Nokia, a técnica é mais rudimentar, mas alcança resultados bem competentes: o app tira uma sucessão de fotos com diferentes pontos focais ao mesmo tempo em que cria um “mapa de profundidade” da cena, juntando tudo depois em uma imagem que é manipulável no app e externamente — dá para brincar no site oficial e incorporar essas fotos dinâmicas em qualquer página web. Abaixo, uma que fiz com o Lumia 920:

A técnica adotada pelo Google é similar, mas exige um movimento extra para ajudar os algoritmos responsáveis pela mágica do foco posterior. Ao fazer uma foto no Efeito foco, é preciso “levantar” a câmera; um tutorial na tela ensina o que e quando fazer. Além disso, diferentemente da solução da Nokia, na do Google dá para, além de alterar a área focada, mudar a intensidade do desfoque no restante da imagem. A desvantagem é que tudo isso só fica disponível para quem tirou a foto, e no próprio aparelho. Ao compartilhá-la em outro local, ela vai como um JPG comum.

O Efeito foco não é perfeito, mas diverte.
Efeito foco em ação.

Neste post, Carlos Hernández, engenheiro de software do Google, explica em termos mais técnicos como isso funciona:

“O Efeito foco substitui a necessidade de um grande sistema ótico com algoritmos que simulam lentes e abertura grandes. Em vez de capturar uma só imagem, você movimento a câmera para cima a fim de capturar um conjunto completo de quadros. A partir dessas fotos, o Efeito foco usa algoritmos de visão computacional para criar um modelo 3D do mundo, estimando a profundidade (distância) de cada ponto na cena.”

Após tirar uma foto nesse modo, a galeria exibe um botão extra de edição que permite mudar o desfoque simplesmente mexendo em uma barra.

É uma implementação engenhosa, mas nem sempre funcional. Em vários casos o desfoque invade o objeto em primeiro plano e vice-versa, ou então não consegue delinear corretamente o que deve estar em evidência. E tem o problema da resolução, já que a qualidade máxima (e que torna a captura mais lenta) só alcança 2048×1536.

Quebra o galho, mas não faz frente a uma boa câmera com lentes bem abertas, ou mesmo ao trabalho que a Nokia fez com o Refocus. Embora mais limitado, o efeito nas câmeras PureView é, na média, mais natural. Às vezes, dependendo da situação, o Efeito foco da Câmera do Google gera algumas aberrações, como essas cebolinhas:

Um caso em que o Efeito foco não funcionou direito.
Foto: Rodrigo Ghedin

Em condições ideais, porém, dá para alcançar resultados magníficos, como esse da laranja (ambas são a mesma foto, com o foco alterado via software depois do clique):

Laranja desfocada.
Sem foco.
Laranja focada.
Com foco.

É um começo. Com o tempo o algoritmo deve ser aperfeiçoado e os resultados ficarão mais consistentes e chegarão a resoluções maiores. É esperar para ver — e, enquanto isso, se divertir mesmo com as limitações.

Nada de filmar em modo retrato!

A Câmera do Google pede ao usuário para deixar o smartphone em modo paisagem na hora de filmar.
Vire o celular!

Lembra do meu apelo para não filmarmos em modo retrato? A nova Câmera do Google engrossa o coro.

Quando no modo de vídeo com o celular em pé, um ícone na tela recomenda ao usuário que ele incline o dispositivo. É um ícone animado pouco descritivo, e não será surpresa se muita gente ficar coçando a cabeça tentando entender do que se trata ao se deparar com ele, mas é um toque legal, gentil (ele não te proíbe de filmar assim, como o YouTube Camera do iOS) e talvez capaz de conscientizar alguns que ainda insistem em filmar na vertical.

Câmera do Google, mais uma (boa) opção

No geral, quem usa o Android padrão (Nexus) tem bons motivos para atualizar a câmera para essa nova. Proprietários de outros modelos já no Android 4.4, como Moto X, Moto G, Galaxy S4 e Galaxy S5, não perdem nada testando, embora o apelo seja menor nesses casos — Motorola e Samsung se dedicam a criar apps de câmera poderosos ou mais acessíveis.

De qualquer modo, não custa nada experimentar. Às vezes é na simplicidade de um app como o Câmera do Google que mora o conforto ou, no caso, a melhor interface para se fazer fotos memoráveis.